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maio 31, 2014

Inerte

Sabe quando você está caminhando – de volta do trabalho ou indo para aquele bar onde você enche a cara, toda sexta-feira com as magníficas e obscenas criaturas que você chama de amigos – e sem qualquer motivo aparente, ainda que você faça aquele mesmo percurso todo tempo, os seus pés se distraem por um breve momento e atravessam a rua? Então, quando você chega do outro lado, você olha para os seus pés na calçada e é tomada por uma sensação ridícula, que te faz rir. Aí pensa consigo mesma: o que diabos eu estou fazendo aqui?

Pois é.

Eu não sabia o que estava fazendo ali. Com o telefone daquela garota anotado no meu celular e um cigarro aceso, sentada no meio-fio da Santos. Logo atrás do Conjunto Nacional. Números trocados a troco de nada? E não, eu não estou querendo me justificar – veja bem. Eu estava pouco me lixando pra aquela mina. Não era como se eu quisesse trair a Mia ou algo do tipo. Essa ideia não saiu da minha cabeça por livre e espontânea vontade. E eu sei que vai soar como desculpa sem vergonha de gente cafajeste, mas eu realmente não havia agido conscientemente. Não foi intencional, não foi uma decisão minha. Foi mais como uma correnteza, uma perda momentânea de noção. De onde eu estava, do que estava fazendo. O que, de novo, soa esfarrapado e talvez seja. mas talvez as pessoas também sejam mais complexas do que isso. Do que é certo ou errado. Não sei. Me senti um lixo.  

Quando, de repente, o meu celular vibrou. Mal havia acendido o cigarro e sentado ali na rua, ocupada confrontando mentalmente a minha atitude. Olhei rapidamente no visor: a mensagem de minutos antes para o Fer acabara de ser confirmada – é, só então. Fiz um movimento para guardar o telefone no bolso e ele tornou a vibrar, agora continuamente. Era a Mia me ligando. O sinal não estava pegando lá dentro e retornara há pouco, transbordando o meu aparelho. Atendi e ela já começou a despejar em cima de mim, em tom irritado:

_Onde você tá, meu? Por que você não atende??
_Tô na saída da Santos, o meu celular não tava pegando...
_PORRA. Custava avisar? – reclamou, nervosa comigo – Faz dez minutos que tô aqui!
_Eu mandei uma mensagem, meu. Você não recebeu?
_Não, cacete, não recebi nada! Esse seu celular é uma merda mesmo...
_É, eu não vou argumentar o contrário... – ri – Você tá dentro já?
_Tô. Tô no café. Me encontra aqui, por favor, não quero mais rodar...
_Beleza. Tô indo!

Me ergui do chão e meti o celular no bolso, jogando o cigarro ainda pela metade na calçada. Uma velhinha mais adiante me olhou feio por isso. Que que é? Entrei. O café ficava no térreo e eu logo avistei a Mia, estressada com a ineficiência do meu celular dinossaurico e o cabelo preso num coque descabelado sobre a sua cabeça. Vestia uma jardineira jeans de shorts minúsculos, com uma blusa preta de alcinhas por debaixo, e uma botinha de cano curto nos pés. Preciso apagar o telefone dessa mina. O que eu tava pensando?, sorri, ao vê-la ali em pé me esperando. De repente, fazia menos sentido ainda ter feito o que fiz. Ela estava impaciente. Linda pra caralho. Me aproximei e a sua boca já parecia prestes a me xingar. A cumprimentei com um beijo – o qual ela retribuiu – e só então veio a bronca.

_Puta que pariu, hein? Eu subi e desci essa droga cinquenta vezes já. Sem brincadeira: cinquenta, meu! Você viu o tanto de gente que tem aqui???
_Eu sei. Desculpa, achei que tivesse ido a mensagem...
_Juro. Hoje era o PIOR dia pra essa merda do seu celular não funcionar. O PIOR. Você não tem noção do quanto a minha mãe me torrou a paciência antes de eu sair. Quis mandar ela pro inferno, mas meu pai ficou se intrometendo e eu não consegui me defender. Foi um lixo. Tudo o que eu queria era ir embora logo. E a[i chego aqui e você me some, me larga nesse caos, eu já tava empurrando as pessoas pra passar, mano, quase atropelando. Tô muito irritada. Quero MATAR UM.
_Calma. A gente já se achou, meu... Tá tudo certo! – eu ri – Relaxa.
_Olha, você pode espernear o quanto quiser, mas já deu: eu vou comprar outro telefone pra você.
_Não. Nem pensar. Não quero que cê me compre porra nenhuma... Lá vem você com esses papos de novo...
_Essa merda não funciona!!
_Tá. Mas EU compro, com o MEU dinheiro. E quando EU quiser. Não tem essa.
_Considere um presente fora de época.
_Não tem dessa...
_Tá. Te dou de Dia dos Namorados então.
_Cala a boca – eu achei graça.
_Vou dar mesmo...
_Vai? – me enrosquei impulsivamente naquela jardineirinha dela, cheia de gracinha, colocando os meus braços ao seu redor como uma lagartixa que se esgueira parede acima – Hein, vai dar pra mim?
_Affe... – a Mia revirou os olhos, rindo da minha cara.
_Você que disse, mano. Suas palavras, não minhas.
_E por que a pergunta? Eu já não dou o suficiente, hum?!

Ela se divertia, deixando de lado o seu azedume todo. “Defina suficiente” – pedi e ela sorriu. A encarei convencida do contrário, antes mesmo que me respondesse. “Não?”, ela achou graça, percebendo. E eu balancei a cabeça aos risos – não mesmo. Aquele seu sorriso fazia deixava uma sensação morna no meu peito e me fazia apertar os braços ao redor da sua cintura. Em modo automático. A Mia se deixava envolver. Com uma imprestabilidade naqueles seus olhos castanhos tão, tão deliciosa que – meu deus, garota. Eu podia te comer todo dia, o dia todo, e ainda não ia ser suficiente. Nunca. Mas ela me empurrou para longe, de repente, com a mão no meu ombro. E me fez uma careta – “você não merece”, disse, brincando.

_Ah, não?
_Nada. Porque me deixou aqui esperando!
_Opa. Desculpa aí, ô princesa...
_Vai. Vai nessa. Fica com ironia mesmo! Sua babaca... – ela sorriu, me puxando pela mão sem muita atenção com quem passava em volta de nós – Vai, vamos sair daqui... Já peguei bode desse lugar.
_Às suas ordens, madame... – respondi, rindo.

Marchamos grudadas para fora daquela livraria como duas adolescentes que tomaram muita droga escondidas dos pais, cutucando compulsivamente uma à outra e rindo, meio descabeladas – eu com o meu ninho de mafagafo loiro, o de sempre, e ela com o seu coque moreno meio desmazelado. A Mia se indignava com a roupa que eu estava usando. “É assim agora, né?”, me zombava, “antes você se arrumava toda pra me ver, agora que as coisas esfriaram cê não dá a mínima...”. “Mano, QUANDO você me viu arrumada?”, eu me divertia. “Ok. Mas nunca foi tão largado assim”. “Em que mundo cê vive? Eu tô sempre um mulambo, mulher, tá louca? Não era comigo que cê tava saindo, não. Cê tá lembrando de outra aí...”, brinquei. E ela me fez um joinha com a mão: “É. Eu e as várias mulheres que eu já peguei na vida”. “Besta”. Nós duas ríamos.

Chegamos na calçada e o sol ainda não tinha se posto, o que me animou a aproveitar o fim daquele sábado. Sugeri passarmos em algum bar na descida da Augusta. E os olhos da Mia só faltaram implorar – por favor, sim! –, louca para esquecer o drama todo com a mãe em casa. Tirei o maço do bolso e a sua mão ocupou automaticamente aquele espaço no meu jeans. Então aconteceu. O mesmo que antes: foi pisarmos na calçada que o meu celular vibrou, no bolso ao lado. Minhas mãos estavam ocupadas na hora. Com o isqueiro e aquele vento de merda que sobe da Augusta até a Paulista, impedindo qualquer fumante de cultivar o seu vício.

_Espera – a Mia pediu – O seu celular tá...

Aconteceu rápido demais. Ela o puxou do outro bolso antes que eu pudesse tirar o filtro da boca e contestar. Merda.

24 comentários:

Anônimo disse...

Ainda assim achei muita sacanagem essa FM pegando o numero da guria lá. E essa sms é do Fernando, né? :s
Ai ai ai. Super entendo essas brigas da Mia com os pais dela. São fodas, mas ainda torço que seja só fase.. Que eles busquem entende-la. Há sempre esperança pra isso não é!?
Bjs, Mel! Parabéns pelos posts, todos lindos. Ansiosa por mais.

Anônimo disse...

Ahhhh, merda! RS
Quem será?!

Anônimo disse...

Ihhh, vai dar merda ctz.... Kkkk tao bons demais os posts!!!

Anônimo disse...

ETA PORRA ETA CARALHOOO,será o sir Fernando?? vixe...lá vem treta

Anônimo disse...

MORRO DE AMORES PELAS DUAS JUNTAS!! So quria dizer isso e falar que acho que nao e o fer

Barbara Leão disse...

Um sentimento chamado: PUTA QUE PARIU FUDEU

Anônimo disse...

Gosto tanto dessa história. Mas confesso que perdi o ânimo pra ler. =/

Pathy disse...

MAS SÃO UMAS MARAVILHOSAS MESMO <3
Só falta ser a mina.. Até a Mia entender que a FM não queria nada com a tal e que só pegou o número do celular dela pq foi levada pela correnteza.. JÁ APANHOU TUDO. HAHAHAHAHAHAHHA
EU QUERO VER SANGUEEEEEEEEEEEEEE

( the girl fucking Mia ) disse...

Anônima das 23:52,

É bem-vinda de volta quando quer que seu ânimo retorne ♥

E obrigada pelos comentários, meninas! (:

Anônimo disse...

Já pedi aqui pra ela parar de jogar a porra do cigarro na rua, mel.. Haha. Coisa mais feia. =/

Anônimo disse...

Olha, vou ser bem sincera: a história tá um saco! Eu sei que tá tudo numa nova fase, mas essa idolatria da FM pela Mia o tempo todo é chato. Porra, ela é apaixonada por ela há anos, não é preciso toda essa reafirmação a cada momento em que elas se encontram. Sei lá. Tô bem desmotivada com a leitura. Me julguem.
Vez ou outra, rola uma movimentação, mas nada substancial. Tá faltando ritmo, acho. Sei lá, sou 0,01% da opinião das leitoras, mas é isto.

Obs.: Porra, que falta de educação da Mia em pegar o celular da FM. Meio sem noção. Maaaas, espero que seja o Fer e que dê b.o.

Obs².: Eu tenho pensado bastante nisto sobre a história e me incomoda muito o fato da FM frisar sempre a beleza da Mia. Sabe, parece que todo o resto é secundário. Eu sei que a beleza que a FM admira não é só a física, e que compreende também a química sexual e os trejeitos e tal, mas eu acho que a personalidade da Mia nunca é aprofundada. Às vezes parece-me a personagem mais rasa da história, por causa de toda unilateralidade da protagonista. Eu sinto falta da admiração pelo o que ela é, visão de mundo, posicionamento político, sei lá. Acho que falta este tipo de ligação entre elas. A imagem da Mia tá sendo cada vez mais, desconstruída, e vejo ela sempre num patamar de troféu, num pedestal.

Me desculpa Mel, pelo comentário gigantesco e crítico, mas é isto.
Apesar de tudo, eu continuo amando esta história, e acho sim que você é uma escritora excelente <3

Anônimo disse...

eu adoro a história, sempre leio, sempre comento, mas tá bem zzzzzzzzzzzzzz de uns tempos pra cá, né? Cadê fer, clara, fm putona e tudo mais q consagrou o blog? Saudades. Haha

Bi disse...

Fudeu, fudeu, fudeu

( the girl fucking Mia ) disse...

Anônima das 00:21,

Poxa, você acabou comigo, hahaha. Eu estava super animada com essa sequência de posts (que começou nos últimos dois e segue nos próximos). Tenho planejado ela há algum tempo, mas tem sido tãããão difícil conseguir publicar regularmente que acabou demorando para acontecer. Envolve (de um jeito ou de outro) duas das coisas que você mencionou que queria ver. Não sei se você estava na discussão quando falei do post do smartphone (que não é esse de hoje, é outro que ainda vai rolar...) e, para você ter noção, estava arquitetada desde antes disso. Ou seja, eu estava mega empolgada. Por ter enfim começado! Hahaha.

Mas, sim, eu entendo o que você disse. E concordo. Parte disso acho que é inevitável. Eu realmente sinto a F.M. muito diferente de quem ela era e a vida dela ESTÁ um porre. Sem o Fer. Sem os amigos. A Marina namorando. Só com a Mia, que é um mistério ambulante. Sabe? E é isso que muita gente me diz odiar no blog e outras amar, pelo que converso com as leitoras e até mesmo com outros amigos que escrevem. Eu gosto de pensar nele como ultrarrealista – imagine que eu sou dessas que curtem filmes que exploram cada milímetro adentro do cotidiano ordinário dos seus personagens, hahaha. Não estou dizendo que é um jeito incrível de escrever. Só acho que é o meu jeito. Eu sou completamente movida (em absoluta simbiose delirante e esquizofrênica!) por como a F.M. se sente. Não consigo escrever posts de putaria se acho que ela está aborrecida e se anulando do mundo. E talvez isso me faça má autora, sabe? Pela falta de controle. Mas, ao mesmo tempo, acho que se vocês não sentirem raiva e tédio e distanciamento junto com ela, não cria o tipo de excitação real pelo que vem. Por quando as coisas saem do lugar. E talvez isso me faça perder mil leitoras (eu sei que faz), mas sei que muitas também aprenderam a gostar desse tipo de escrita. Desse ritmo cotidiano “até demais”. Uma amiga me disse uma vez que vinha no blog às vezes para ver o que estava acontecendo na vida da F.M., como se ela tivesse uma vida mesmo, como se fosse real. E que não via o blog como uma história linear e, sim, como um relato contínuo (faz sentido?). Não é um modelo comum e talvez não agrade todo mundo, enfim... Mas é como anda a vida da F.M., hehe. Antes era um frenesi, agora está um caos existencial. Vem. Vai. Passa. É assim...

Não sei se você lembra um pouco antes da Patti e da Clara ressurgir, quando o Fer e a Mia se separaram por um tempo, o quanto a personagem estava confusa e com raiva, odiando tudo, sem conseguir se conectar com o mundo e nem com ninguém? Como a F.M. ficou perdida? Muita gente reclamou dos posts e resmungavam “cadê a Mia?”, aos montes; mas de certa forma eu acho que se não tivesse tido esse período, esses meses, a Clara não teria tido o impacto que teve. Para a personagem, emocionalmente, e para tantas leitoras. Para mim (e eu posso estar soando completamente destoante da sua impressão pessoal, tudo bem), é um pouco essa dinâmica que constrói as reações futuras dos personagens e da leitura, as percepções de mundo da protagonista, o seu desespero ou angústia, apegos. É o que justifica. Como quando a F.M. brigou com a Mia depois do seu aniversário, lembra? Esse pra mim é o exemplo mais sensacional que tenho. A relação às escondidas e mal-resolvida delas já tinha atingido tamanha exaustão que tinha gente querendo me matar nos comentários, hahaha, e foi simultâneo ao ultimato da F.M. de tal forma, que se tivesse sido planejado não tinha dado tão certo. Hahaha! Teve uma discussão nos comentários, juro, que aconteceu um post antes do “ultimato”, quando a F.M. chega ao limite do desgaste no relacionamento delas. O post (a cena no banheiro, depois do aniversário da F.M.) já estava semi-escrito e alguém veio comentar que não aguentava mais a forma como a Mia se relacionava com ela, esse vai-num-vai.

(CONTINUA...)

( the girl fucking Mia ) disse...

(CONTINUAÇÃO)

Não que eu goste de ler comentários críticos do tipo, hahaha, mas é que o timing me pareceu tão absurdamente coincidente. Que... não é sensacional? HAHAHAHA Lembro que fiz até um textinho com a sucessão de acontecimentos do blog na época, demonstrando parte desse desencadeamento. Ai, sei lá, eu estou me fazendo entender? Divaguei um pouco, sorry. Talvez para você só seja um porre e não seja legal quando essas coisas rolam, hahahahahaha. Tudo bem :)

Enfim... Eu também me sinto como você. Qualquer uma das garotas que mora comigo pode atestar o quão difícil (pra mim) tem sido ter essa impressão nos últimos meses da contínua confusão na vida da F.M. sem o Fer, sem chão, nesse isolamento social e simultaneamente entrando num relacionamento, que tira dela todos os seus passatempos sujos e a vontade de estar com outras garotas, submersa até a testa nessa admiração desproporcional que ela sente pela Mia! Sei lá. Está tudo confuso. Veremos... Eu gosto da sequência que vem.

E (para variar, isso virou uma Bíblia), queria agradecer por sempre comentar. Eu acho que a sua percepção está certa, não acho que ninguém tem que te julgar, hahaha! E nem que sejam só 0,01%, hahaha. Mas espero que você se anime. São fases mesmo. E essa está preparando terreno para algo. Não sei. Sobre a Mia (bem rapidamente, prometo!), acho que ela divide opiniões. Eu gosto muito do que ela tem construído com a F.M., gosto da F.M. boba por ela. A Mia tem se aberto progressivamente, se posicionado com a F.M. e com os pais, demonstrado mais seus receios e inseguranças, seu sentimento pela F.M. e até sua opinião sobre o Fer, a sua culpa, a sua vida (faculdade, interesses etc), mas muita coisa a F.M. vai ter que mostrar para ela. Acho que é um pouco como a Mia é também e a F.M. vai ter que lidar com essa realidade 24h agora (não só quando o Fer não está no apartamento), hehehe. O que é novidade e pode ou não ser bom. Pode fortalecer ou destruir o relacionamento delas.

Aiiiiiiiiiiiiiiiiii, vou calar a boca, tá? Hahaha! Escrevi demais, perdão. Essa é minha perspectiva, espero que te anime um pouco. Senão, tudo bem, eu entendo, hahahaha. E acho que acontece mesmo! Fazer o quê? Obrigada por compartilhar sua opinião de toda forma (:

Beijos,
Mel M.

( the girl fucking Mia ) disse...

ps. A quem comentou sobre o cigarro, hahaha! Acredite ou não, eu não fumo e acho uma merda como fumantes agem como se bituca não fosse lixo. Nesse aspecto F.M. é um retrato infeliz dos meus amigos fumantes e eu também acho UÓ, hahaha!

pps. Esqueci de responder algum comentário? Fiquei confusa. Me avisem! Obrigada por todos eles, vocês são #lyndas :)

Anônimo disse...

gostaria de dizer que: eu, a anônima das 00:18, sou a mesma da 00:22 e que sou diferente da 00:21 hahaha. e que, apesar disso, eu concordo com a amiga, inclusive, já tinha comentado praticamente as mesmas coisas aqui anteriormente! comparei com a clara na época, achava ela uma personagem muito mais profunda e interessante que a Mia, justamente pq a FM só ficava babando pela Mia, nao tinha um aprofundamento nas visões e opiniões dela. sei la.

eu gosto do formato do blog, entendo q seja "ultrarrealista", achei válida a sua argumentação pros altos-e-baixos ao longo da história, mas, cara, que fica um saco muitas vezes, fica. apesar disso, eu não pretendo parar de ler. (ele é uma das abas que abrem automaticamente no meu navegador. haha) e toda essa sua argumentação me levou a certeza de que vc pretende escrever essa história pra sempre. haha... não há a menor previsão de um fim, pelo que eu entendi. a FM faz parte da sua vida, é sua best, acho q vc nao consegue let her go. Caso fim tivesse, eu gostaria que elas duas não ficassem juntas. Queria que a Mia seguisse sua vida independente, morando sozinha, na sua própria sapatolândia, sem Fer. Queria q ele voltasse pro apartamento, perdoasse a FM, e q ela continuasse sendo A FM, a do início, imprestável, pegadora... enfim.

mas, voltando ao seu comentário gigante, eu estava na discussão do smartphone,! haahaha. lembro de vc ter dito que viria algo. seguirei lendo pra ver o que é, surpreenda-me! hehe =)

[to com preguiça de revisar. vai assim mesmo. bjs]



( the girl fucking Mia ) disse...

Eita, que confusão, não sei mais quem é quem! Hahaha. Mas a verdade é que eu pretendia encerrar o blog antes do aniversário dele no ano passado (quem tava no encontro de 2012 me ouviu dizer isso hahaha!), mas eu sou uma lerda para postar e minha vida está me esticando pra todos os lados. Bom, enfim, já rolaram algumas coisas que eu queria e algumas outras estão prestes a, e eu não aei quando de fato vai terminar. Mas sei que vai, hahaha. Não acho que o blog seja eterno e quanto ao final, não sei se vai ser assim... Hahahaha. Ve-re-mos, já disse :)

Obrigada pelos comentários! Já já posto o seguinte, esse já deu todo um bafafá hahahaha tá de bom tamanho. :P

Beijos,
Mel M.

Anônimo disse...

Legal! Bom saber que vai ter um fim de fato, mel. =) que venham os próximos. Beijo.

Theresa Machado disse...

Eu amo a historia desde que li o primeiro post e essa sequência de acontecimentos e a impressão 'ultrarrealista' acho que é o que torna essa coisa toda única. Mostrar só as putarias, as coisas boas, tornaria isso uma novela e nao uma historia que poderia ser como a vida de qualquer uma de nós! :)

Anônimo disse...

Fui ver os comentários e me senti lendo uma postagem nova rs adorei.

Anônimo disse...

Só pra esclarecer,sou a anônima de 00:21.

Então, agradeço os esclarecimentos, mas ainda sim, não tive alguns questionamentos respondidos, principalmente no que tange à idolatria/idealização da Mia. Sabe, eu não acho que a participação da FM no convívio acadêmico da Mia mostre quem ela realmente é. E não acho que dá pra ter mistério assim, com uma pessoa que você conhece há anos, mesmo que ela tenha sido apenas namorada do seu melhor amigo em boa parte do tempo. Tem convivência, sexo, intimidade, e essas coisas, por mais que a pessoa seja tímida ou reservada (coisa que a Mia aparentemente não é) fazem transparecer o que a pessoa é nas situações cotidianas. Não quero esclarecimentos nem nada, só vim, recomentar, e esclarecer o meu posicionamento que talvez tenha ficado confuso.

Enfim, eu amo essa escrita ultrarrrealista, que demonstra os detalhes minuciosos do cotidiano, mas talves EU não esteja na mesma frequência que a história está atualmente.

Anônimo disse...

Acho q vai ser mais difícil encerrar esse blog do q foi começar ele haha

Anônimo disse...

Conheci a porra de uma mia