<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521</id><updated>2012-02-13T13:25:23.220-02:00</updated><title type='text'>.:Fuckin' Mia:.</title><subtitle type='html'>A very gay girl in love with a not so straight one</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>350</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-3514122993055430431</id><published>2012-02-11T14:42:00.003-02:00</published><updated>2012-02-11T14:45:52.904-02:00</updated><title type='text'>Ella</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trocou o CD que tocava no rádio, caminhando desinibida para a cama lentamente, de volta. &lt;i&gt;Cómo decir...&lt;/i&gt;, uma voz feminina sussurrou suavemente. Deitou-se adiante de mim, o corpo de costas contra os lençóis macios de algodão e os braços largados sobre a cabeça, leves. &lt;i&gt;...que me parte en mil&lt;/i&gt;, ao fundo prosseguia. Os contornos e desníveis naturais pelo seu abdômen, as pernas enlaçadas –&lt;i&gt; ...las esquinitas de mis huesos... &lt;/i&gt;–, formavam sombras sutis que lhe faziam voltas admiráveis pelo corpo, desenhando-a magnífica. A Clara voltou os olhos para mim, castanhos. E argentinos. “Quem está cantando?”, lhe perguntei com um gesto de queixo e a observei, os seus movimentos sutis, contemplando-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas naquele cômodo e constantemente bagunçado quarto eram sempre, sempre leves. E me passavam despercebidas. Pequeníssimo, modesto e um tanto boêmio; tinha as paredes repletas de fotos, cortes e recortes, tachinhas, desenhos curvilíneos, fitas, improvisos, luminárias diversas e panos, cujas extensões eram decoradas delicadamente. O frio se manifestava toda vez que eu me mexia para fora dos lençóis sobrepostos, meio amassados, e parecia me impedir de sair dali. Quatro paredes e meio arapuca, &lt;i&gt;entende? &lt;/i&gt;De um jeito natural e agradável, portanto, eu ficava. E as horas ali iam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdiam-se em si. Enquanto dançávamos, nuas, e conversávamos à toa; e eu procurava minuto atrás de minuto, ela, na ponta dos meus dedos; deslizando-os sedentos pelo seu corpo. &lt;i&gt;Meu&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;nunca assim&lt;/i&gt;; sexo nunca fora assim tão fácil. Tão instintivo. E era um perigo que fôssemos eu e ela, ali – e não outras duas garotas quaisquer –, fazendo-o. Mas nos arriscávamos com gosto; &lt;i&gt;...que han caído los esquemas de mi vida&lt;/i&gt;. Despreocupadas e impetuosas, os dois gênios compatíveis em demasia. Por mais de três horas já àquela altura, brincando de chefe uma com a outra, insinuando de forma inteligente. E eu, que interpretava a mim mesma, ia-me com ela, que mudava e se desdobrava. Assumia, via-a, as mais lindas formas a minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ahora que todo era perfecto (...)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou-se, acomodou-se; cantarolava apenas com os lábios, em silêncio e para si, deslizando sobre colchão; – &lt;i&gt;...y algo más que eso, me sorbiste el seso... &lt;/i&gt;–, parecia aconchegada. Afundara nos lençóis, olhava-me por detrás deles, agora de relance. Então levantou o corpo, num movimento fluido e acabara sentando-se frente a mim; uma das pernas dobrada adiante do corpo e a outra para fora da cama, pendendo para baixo e sobre o chão. Ajeitou os cabelos morenos, com calma. Eram lindos, suaves, as ondas lhe louvavam o rosto. “Se chama Bebe”, me disse enfim. A resposta bem pouco me importava; e eu sorri, admirada pela forma como o dizia, sem tirar os olhos dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntou-me se eu gostara da faixa e eu ri, disse que sim, “claro”. Me lembrava o seu jeito, os seus caminhos; de alguma forma, ressoava o seu tom comigo. “&lt;i&gt;Me cuesta abrir los ojos&lt;/i&gt;”, pronunciou então, me olhando, e sorriu. Foi se aproximando, com os gestos lentos e sincronizados. Sem pressa, sorria “&lt;i&gt;no sea que aún te encuentre cerca&lt;/i&gt;”. Vê-la cantar para mim, naquela distância tão pouca, os fios de cabelo deslizando pela pele, conforme escorregava os braços e vinha, engatinhando vagarosa, sobre a cama na minha direção, me desconcertou. A luz lhe favorecia extraordinariamente, “...&lt;i&gt;me guardo tu recuerdo&lt;/i&gt;”; ela sorria ao dublar uma a uma das sílabas, que eu pouco entendia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda assim apreciava tão veementemente. Com uma estranheza, aquela admiração presa dentro de mim. De repente, o errado me pareceu certo demais. Parecia. Subiu no meu colo, escorregou as pernas pelas minhas e a lateral do rosto na extensão do meu, leve e suave. Contornou minha face aos poucos, quase que dançando comigo, com os meus sentidos, as minhas intenções, mais atenta do que nunca a seus movimentos – e disse enfim, baixinho, no meu ouvido: “&lt;i&gt;que dulce fue tenerte dentro&lt;/i&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estremeci. Senti um calor tomar o meu corpo todo e respirei fundo, fechando os olhos. Havia algo de magnético em sua voz, a maneira que pronunciava aquelas palavras. O sotaque, a língua enrolando nas letras. Tudo, tudo nela. Me era inebriante. &lt;i&gt;Meu... &lt;/i&gt;A minha cabeça já começava a xingá-la de todos os nomes possíveis, &lt;i&gt;argentina filha-da-mãe&lt;/i&gt;. A sua boca deslizou contra a ponta da minha orelha, foi indo, vindo pelo meu queixo. E descendo. Mais. Sentia-a na minha pele. Os seus dedos escorregavam por mim as laterais da minha calcinha. &lt;i&gt;En esta oscuridad...&lt;/i&gt;, foi me tirando tudo, o sério, pouco a pouco. &lt;i&gt;Para prestarme calma&lt;/i&gt;;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;e a sua boca encostava na minha cintura, fluía abaixo. Suspirei, trêmula. Me soltei. Ela foi.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os olhos fechados; a cabeça e sentidos abertos. &lt;i&gt;El tiempo todo calma. &lt;/i&gt;Senti a sua língua, os seus dedos. Cada vez mais. &lt;i&gt;La tempestad y la calma. &lt;/i&gt;Continuou. &lt;i&gt;La tempestad y la calma. &lt;/i&gt;Crescendo a intensidade, interrompia-se então o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Y mojará...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;la flor que cresce en mi.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(...) &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-3514122993055430431?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/3514122993055430431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=3514122993055430431&amp;isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3514122993055430431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3514122993055430431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/02/ella.html' title='Ella'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-3103274661342397815</id><published>2012-02-09T17:01:00.002-02:00</published><updated>2012-02-09T17:19:58.250-02:00</updated><title type='text'>Redirecionamentos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_Ei... – falei ao celular assim que pisei na calçada, minutos depois, do lado de fora da produtora – ...te acordei?&lt;br /&gt;_Nem... tava vendo TV, e você? – a Clara respondeu, ainda com a voz mole, enquanto eu acendia um cigarro com a mão que me restava livre.&lt;br /&gt;_Tô saindo só agora – murmurei desajeitadamente, equilibrando o filtro entre os lábios.&lt;br /&gt;_Nossa! Tá tarde já, meu. Mas e aí, tá tudo bem? O que foi?!&lt;br /&gt;_Mano... – soltei a primeira tragada, enfim com a boca livre para falar – ... eu quase, quase fiz uma cagada muito grande agora. Cê não tem noção!&lt;br /&gt;_Lá vem. O quê? – ela riu.&lt;br /&gt;_Meu, eu tava lá trabalhando, checando uns negócios para amanhã, de boa... e a minha chefe ficou também, ficou lá assinando umas paradas, tipo, numa mesa a meio metro da minha, saca? E aí a gente começou a trocar idéia... e, cara... – apertei os olhos, fechados, com força e certo remorso – ...eu cheguei muito, muito perto... – recoloquei o cigarro na boca numa rápida tragada, abrindo-os novamente – ...de dar em cima dela. Tipo, &lt;u&gt;muito&lt;/u&gt; perto! E aí ficou puta climão depois, sei lá...&lt;br /&gt;_Sua besta, cê vai ser demitida, mano... – a Clara divertia-se, rindo.&lt;br /&gt;_Não! Mas, juro, você não tem noção!! – comecei a gesticular, ainda com o cigarro em mãos, me autodefendendo conforme caminhava pela Al. Santos – Porra, ela tava... tipo... &lt;u&gt;muito&lt;/u&gt; dando brecha. Muito mesmo! Mas...&lt;br /&gt;_Quê?&lt;br /&gt;_Sei lá, não era tipo brecha, breeecha... Foi mais... ah, não sei.&lt;br /&gt;_Ahm... – ela ria.&lt;br /&gt;_A gente ficou falando, manja, sobre ficar com meninas. E ela disse que já pegou umas e, meu, pra quê, né? Pra quê ela ia dizer isso? E pra mim ainda?! Nada a ver... – soltei mais uma vez a fumaça, tentando me livrar da tensão dos minutos anteriores, de dentro da produtora – Só que também, por outro lado, não era como se ela tivesse dando a mínima pra mim... ah, sei lá! Não consigo, cara... Essas mina mais velha são impossíveis de ler, cacete!&lt;br /&gt;_Nossa... – seguiu achando graça, despreocupada – ...parece que esta hora extra foi tensa mesmo, hein? &lt;br /&gt;_Meu, muito! – ri também – Sério, não via a hora de sair do meio daquela porra daquelas quatro paredes, juro. Eu tava enlouquecendo ali. Muito tenso... muito, muito mesmo. &lt;br /&gt;_É, né. Tá calor aí? – ironizou, rindo.&lt;br /&gt;_Puta merda, Bi... na boa... – achei graça da minha própria retenção, digamos, de más intenções “acaloradas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós rimos. Na rua e, muito provavelmente, no apartamento da Clara também, os termômetros marcavam pouco abaixo de míseros dezesseis graus positivos. &lt;i&gt;Ah é, esqueci&lt;/i&gt;: e em algum momento da semana anterior, eu e ela havíamos dado início a uma brincadeira idiota de apelidos. O “Bi” que disse a ela surgira, de alguma forma, de “Björk” e o “Bo” que ela vinha usando para mim, ambos ressurgidos de uma conversa antiga nossa, fazia referência ao camaleão do rock. O meu favorito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papo recente, destes bem bobos e aleatórios, ocorrera na cama dela durante o fim de semana. Devidamente despidas e despreocupadas. E não me alarmou – afinal, acima de qualquer pessoa, eu era quem mais nutria um desgosto tremendo por apelidos e babaquices de casal. Todavia, por algum motivo, tudo o que vinha da Clara não me assustava. Simplesmente não incomodava, &lt;i&gt;não sei&lt;/i&gt;. Talvez porque o nosso comportamento e, principalmente, os nossos pensamentos eram parecidos demais. E fora justo o “até demais” que resultara no nosso rompimento no ano anterior. A diferença – verdade seja dita – é que eu estava atrás de apenas uma menina, &lt;i&gt;uma certa menina aí&lt;/i&gt;, nos corredores do meu apartamento, enquanto ela não se incomodou de ir caçar qualquer outra em pleno Vegas, meio à Augusta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E não quer passar aqui, não?! Acalmar esse fogo aí? – ela riu mais uma vez, ao perguntar logo em seguida, já se insinuando.&lt;br /&gt;_É, então... – virei a esquina, mudando automaticamente o rumo e já caminhando em direção ao metrô na Paulista – ...te liguei pra isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-3103274661342397815?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/3103274661342397815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=3103274661342397815&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3103274661342397815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3103274661342397815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/02/redirecionamentos.html' title='Redirecionamentos'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-4252393729919706935</id><published>2012-02-08T18:11:00.003-02:00</published><updated>2012-02-10T11:53:15.830-02:00</updated><title type='text'>A Flexibilidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que, sim, intimidava. A minha chefe ou qualquer outra. Por mero conceito, ascensão etária. Mulheres mais velhas, a sua instigante autoconfiança e as irreveladas noites que já detinham em sua experiência de vida.  Eu achava isto fascinante. E lhes era eu, por outro lado, facilmente decréscimo – como não o era em para outras garotas da minha idade.  Me mantinha sempre, portanto, à distância; o que não era lá do meu feitio. Em raras ocasiões encontrei-me dando em cima, de fato, em mulheres mais velhas. Intimidada de verdade. Não que a idéia não tenha cruzado a minha cabeça, isto é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo a mãe da Mia cruzara minha cabeça, &lt;i&gt;deus! &lt;/i&gt;Imagine alguém que – trocadilhos à parte – estava diretamente acima de mim e que passei a encontrar com frequência pelos corredores da empresa. Digo, era evidente que hora ou outra os meus pensamentos deixariam o “gata pra caralho”, como eu bem disse à Marina, e tomariam um rumo realmente imprestável dentro da minha mente sem muito controle, ainda que eu não fizesse nada a respeito. Para a Clara, com quem eu estava trocando incessantes SMS diariamente e que se divertia com as minhas atualizações sobre a roupa ou determinada palavra que a minha chefe descolada usara no dia, a minha demissão era iminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por justa causa, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àquela altura eu já estava trabalhando na produtora há pelo menos dez dias – em inúmeros projetos, clientes, prazos etc. – e horas extras já haviam tornado-se frequentes. Quase diárias, para dizer o mínimo. E foi numa dessas que eu me vi, às nove e quarenta da noite, sozinha com a minha chefe. Vestida, conforme reportei à Clara lá pelas oito, numa camisa social estilosa branca e num colar com uma pedra imensa cor ferrugem pendurada, revelada por um decote magnífico. &lt;i&gt;Puta merda&lt;/i&gt;, escrevi no SMS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos trancafiadas no estúdio de produção terminando, ela, uma pilha de documentos para analisar e eu, o checklist infindável da gravação da manhã seguinte. Não trocávamos muitas palavras além do demandado pelo dia-a-dia dos projetos; aliás, eu mal o fiz com qualquer outro colega desde que começara no novo emprego. Pouquíssima troca de informação pessoal. &lt;i&gt;É&lt;/i&gt;, estava querendo mantê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Então... – a minha chefe disse, numa mesa a menos de dois metros de onde eu estava sentada, atrás de alguns papéis empilhados – ...qual é a sua?&lt;br /&gt;_Hm?! – ergui a cabeça, sem ter escutado direito.&lt;br /&gt;_“Qual é a sua”... – repetiu calma e ergueu os olhos por um instante, sorrindo, antes de voltar a rubricar o documento que tinha em mãos.&lt;br /&gt;_A “minha”?!&lt;br /&gt;_É... – riu, agora sem me olhar, focada no papel e com dois anéis prateados no dedo anelar – ...está rolando uma aposta entre todo mundo na empresa. &lt;br /&gt;_Uma aposta?&lt;br /&gt;_Se você gosta de meninos ou meninas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a rir na mesma hora, em silêncio na minha, e ela me observou enquanto achava graça. Brevemente, voltando logo os olhos ao documento. Me ajeitei então na cadeira – estava quase afundada, com um dos braços sobre o encosto, largada trabalhando – e apoiei os antebraços na minha frente, na beirada da mesa, pondo-me a encará-la. Ainda que não devesse. Não respondi, esperei que me olhasse de novo. E alguns instantes depois, sem ouvir nada de mim, ela prosseguiu, ainda sem tirar a mão esquerda de uma folha apoiada na mesa. Notei as marcas sutis no decorrer do seu braço, semelhantes a sardas, destas que vêm com anos de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não se preocupa... – ela disse, enquanto assinava a parte inferior da página – ...esse tipo de comentário é comum por aqui.&lt;br /&gt;_Não estou preocupada... – respondi e sorri, tranquila; ela subiu os olhos novamente na minha direção – ...só... – prossegui – ...curiosa para saber em qual dos dois você apostou. &lt;br /&gt;_Eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela riu e eu a encarei fixa, como se dissesse &lt;i&gt;“é... por que não?”&lt;/i&gt;. Transmitia calma, autoconfiança. Enquanto no fundo, todavia, sentia-me como se dividisse um cômodo com a Catherine Keener num dos filmes do Neil LaBute. Que era como metade das minhas fantasias começavam... ou seja, eu já estava tensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Bom... – fez pouco caso – ...acho que você gosta das meninas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Certo. &lt;/i&gt;Deslizei um pouco na cadeira, ainda observando-a. Comecei a brincar com um isqueiro que estava sobre a mesa, entre os dedos da mão direita, mas sem deixar de prestar atenção nela. Não me sentia intimidada, não naquele instante – certamente pensaria sobre aquilo, em retrospectiva, e me incomodaria (muito) por conta própria –; mas naquele segundo encarava-a de volta com naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E você? – perguntei – Gosta?&lt;br /&gt;_Sou casada com o meu sócio – respondeu direta, sem dar-me muita bola ou se incomodar com a pergunta – há quase quatro anos. Fui “heteroflexível”, por assim dizer, quando era um pouco mais velha que você, por alguns anos – pareceu brincar –, mas mulheres são complicadas demais. Muito drama.&lt;br /&gt;_Hum... – segui olhando-a, fixa – ...pelo contrário, eu acho as mulheres fascinantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arqueou as sobrancelhas e sorriu, sem indicar se concordava ou não, desviando brevemente o olhar para baixo, nos papéis sobre a mesa. Parecia-lhe um assunto sem importância, já superado. Terminou de assinar – a mesma página de antes – e, logo depois de encerrada nossa conversa, cruzou novamente o olhar com o meu. Demoraram-se alguns milésimos, os meus olhos nos dela, encarando-os fixamente. Não conseguia evitar um meio sorriso impensado, contagiada pela leve imprestabilidade que, agora sim, dominava minha cabeça e transparecia ainda que sutilmente nos meus gestos. Observava-a muito calma, o tempo todo. E ela não se intimidara de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você parece dar trabalho às suas meninas... – comentou e riu, voltando os olhos aos documentos sem abalar-se comigo.&lt;br /&gt;_No, ma’am... – ri, descarada, já retornando ao checklist.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nem um pouco...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-4252393729919706935?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/4252393729919706935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=4252393729919706935&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4252393729919706935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4252393729919706935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/02/flexibilidade.html' title='A Flexibilidade'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-5075233082693920850</id><published>2012-02-06T17:28:00.001-02:00</published><updated>2012-02-06T17:34:27.563-02:00</updated><title type='text'>[ 500.000 ]</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3jyhCI7ALz4/TzAlyc2lStI/AAAAAAAAAFE/IPAbpCnJfXg/s1600/meio+milhao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="202" src="http://1.bp.blogspot.com/-3jyhCI7ALz4/TzAlyc2lStI/AAAAAAAAAFE/IPAbpCnJfXg/s320/meio+milhao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Há dois anos, começava o que se tornaria uma verdadeira saga de garotas e mais garotas e esquinas sujas e camas alheias e noites bêbadas e sexo e mais sexo e mais e mais sexo e muito drama e brigas intermináveis e caos e pensamentos imprestáveis e arrependimentos e amor, muito amor, do tipo mais gay e inevitável. Em cada canto de São Paulo, a realidade (a minha e a de muita gente) virava ficção. Atualmente, o blog Fucking Mia pode ser considerado o maior do gênero lésbico no Brasil e chegou à incrível marca de MEIO MILHÃO DE ACESSOS! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças às leitoras e leitores mais incríveis, lindos e fiéis. Vocês são sensacionais, meu. Demais mesmo!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;OBRIGADA POR TUDO!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um beijo,&lt;br /&gt;Mel M.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ps. Já curtem o blog no &lt;a href="http://www.facebook.com/FckingMia" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;Facebook&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; &lt;b&gt;&lt;a href="https://twitter.com/#%21/Fucking_Mia" target="_blank"&gt;Twitter&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.formspring.me/FuckingMia" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;Formspring&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.orkut.com/Community?cmm=100555207" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;Orkut&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://fuckingmiaost.tumblr.com/" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;Tumblr&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; (trilhas sonoras)? Passem lá e acompanhem o F.M. &lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;♥&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-5075233082693920850?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/5075233082693920850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=5075233082693920850&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/5075233082693920850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/5075233082693920850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/02/500000.html' title='[ 500.000 ]'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3jyhCI7ALz4/TzAlyc2lStI/AAAAAAAAAFE/IPAbpCnJfXg/s72-c/meio+milhao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-4690845283048235186</id><published>2012-02-06T16:12:00.001-02:00</published><updated>2012-02-06T16:12:29.482-02:00</updated><title type='text'>Sobre raposas e lobas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de o frio pairar o ar paulistano aquela noite, resolvemos sentar do lado de fora de um bar restaurante na esquina da Augusta. Bem metidas a europeias. Ambas de jaqueta; eu com meu gorro e a Marina com um cachecol verde de lã grossa – aconchegadas. Ela pediu vinho e resolvi acompanhá-la, mesmo não sendo fã. Aquele tipo de programa era bem, sabe, &lt;i&gt;coisa de Marina&lt;/i&gt;. Pedimos os pratos e ela fez careta para mim, disse que eu não sabia acompanhar uma boa taça. “Não se come hambúrguer com tinto, cara”, ela riu. Eu achava pura frescura. Dei de ombros, estava morrendo de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E a Mia? Não viu mais? – disse, apoiando a taça adiante na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ah é, a Mia. &lt;/i&gt;Esqueci-a por um instante! Explicara já a Patti, ela explicara a Bia; durante o caminho até lá. E então hesitei a fala, interrompendo a fluidez da conversa até então, ao pensar na Mia. E em tudo o que se passara na noite anterior. Não queria falar sobre aquilo, não queria contar e me ver de repente obrigada a reviver toda aquela merda – apenas a ideia já me enchia instantaneamente de desgosto, de uma preguiça imensa. Respirei fundo. Desconversei com o olhar e me virei para a rua, afundando-me ainda mais na cadeira. Sem um pingo de vontade de falar no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O quê, hein? Que foi isso?! &lt;br /&gt;_Nada.&lt;br /&gt;_O que foi, meu?! – insistiu.&lt;br /&gt;_Nada, pô. Não é, eu... – me amargurei visivelmente, &lt;i&gt;argh&lt;/i&gt;; sabia que teria que contar de uma forma ou de outra, senão ela não pararia mais de me encher pelo resto da noite – ...a gente, sei lá, a gente discutiu ontem. Foi meio feio.&lt;br /&gt;_Você e a Mia? Mas por quê?!?&lt;br /&gt;_Ah, ela... – suspirei, já me deixando irritar de novo por aquilo – ...ela veio falar... sei lá, ela... ah, Má, cê quer mesmo saber disto? Não tô afim, meu...&lt;br /&gt;_Nossa! – encolheu os ombros, pegando mais uma vez a taça, e riu – Foi tão ruim assim?&lt;br /&gt;_Não é, é que... sei lá. Ela teve um surto ontem e eu tava bêbada, acabei falando um monte pra ela e aí ouvi o que não queria ouvir também, fiquei mal, a Clara tava lá, não sei. Não foi... não foi legal. Foi estranho... – ela me olhou preocupada, curiosa – ...sabe quando... uma coisa parece que não aconteceu direito?&lt;br /&gt;_Sei, sim.&lt;br /&gt;_Eu, meu... Eu não processei ainda, manja... – tragei o cigarro, soltando a fumaça logo em seguida, e lhe pedi com o olhar – ...deixa pra lá, vai?&lt;br /&gt;_Deixo... Mas você sabe, né, que enquanto ela te incomodar assim... – fez graça, levantando o indicador e uma das sobrancelhas para mim – ...é porque você ainda tem algum sentimento por ela...&lt;br /&gt;_Ah, mas eu tenho mesmo... – não discordei, tragando; e a encarei com sinceridade – ...atualmente, dos bem negativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marina começou a rir, balançando a cabeça vagarosamente de um lado para o outro, e bebeu mais um gole da sua taça, me olhando. Havia uma certa calma no seu olhar, por detrás dos óculos de aro preto; uma tranquilidade bem-resolvida. &lt;i&gt;Às vezes eu queria saber o que se passa aí dentro&lt;/i&gt;, pensei, &lt;i&gt;na sua cabeça&lt;/i&gt;. E bem sabia que ela me falaria num instante, caso eu pedisse. Eu só não pedia por medo da resposta. Das suas teorias infindáveis sobre a minha pessoa. De não concordar ou, pior, que ela acertasse contra a minha vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E a abstinência, hein, Má? – sorri para ela, direta.&lt;br /&gt;_Ah... lá vamos nós.&lt;br /&gt;_Vamos mesmo, ué. E aí? Quais os planos para voltar à ativa?&lt;br /&gt;_Então... na realidade, já resolvi. &lt;br /&gt;_O quê?! Mas já?? – arregalei os olhos, surpresa, e comecei a rir sem querer – Mas quando isto, meu?? Vocês terminaram, tipo... anteontem!&lt;br /&gt;_Quê? – me observou, ofendida.&lt;br /&gt;_Cacete!&lt;br /&gt;¬_Ah, é assim... – aí riu também, mas de mim – você acha que só você transa em São Paulo toda, né, flor?!&lt;br /&gt;_Não... não acho – ri, mais ainda – mas certamente não esperava que você fosse, digo, se “resolver” com essa... agilidade toda – achei graça e ela revirou os olhos – Mas quem foi? Alguém que eu conheço?&lt;br /&gt;_Não, a Nina... uma garota aí, cê não conhece. Minha ex-chefe. Ela trabalhou comigo quando eu ainda estava na outra redação e a gente ficou em contato depois. Ela já tinha me convidado, mas eu ainda tava com a Bia na época. Aí liguei pra ela e a gente acabou indo jantar ontem.&lt;br /&gt;_E já dormiu lá? – me espantei com a “modernidade” incomum da Marina.  &lt;br /&gt;_Ah, ela foi bem... “convicente” – riu.&lt;br /&gt;_Mas... – apaguei o cigarro contra o cinzeiro sobre a mesa, prossseguindo – ...qual é a desta Nina aí? Vocês já tinham alguma coisa quando trampavam juntas? Nunca nem ouvi você falar dela. Ela é papa anjo assim mesmo?!&lt;br /&gt;_Não, meu! Não é assim. Ela tem, tipo, 28 anos! – a Marina seguiu rindo e me olhou como se eu falasse absurdos – Nada a ver... Ela era editora na minha seção, mas era de boa. Tipo, ela sabia de mim e eu sabia dela, só que só fomos falar disto depois que eu já tinha vindo trabalhar na revista. Nunca rolou nada, só coleguismo. Quer dizer, uma olhada ou outra...&lt;br /&gt;_Espertinha você, hein... &lt;br /&gt;_Ah... – ela riu, se fazendo de desentendida – sei lá, “mulheres com autoridade”... sabe como é... &lt;br /&gt;_Nem me fale, cara. Você precisa ver a minha chefe, lá onde eu comecei hoje... – ergui os cotovelos, colocando as mãos apoiadas atrás da cabeça – ...puta merda, na boa, a velha é gata pra caralho.&lt;br /&gt;_Cê precisa falar assim?! – ela me repreendeu, rindo – Tá, mas “velha” quanto?!&lt;br /&gt;_Sei lá... deve ter uns quarenta. Uns vinte a mais que eu, fácil! Maravilhosa, meio matrona. E uma cara de cretina, manja... – abaixei mais uma vez os braços.&lt;br /&gt;_Cretina como? – bebeu mais um gole do vinho, interessada.&lt;br /&gt;_Ah... tipo: “você é uma pirralha, não sabe porra nenhuma”. Quer dizer, ela é simpática e tal, não me destratou nem nada disso... mas sabe quando não tá nem aí? Ela olha pra todo mundo com ares de intelecto, no mínimo, superior. Não fica de conversinha... &lt;br /&gt;_Te intimidou, é? – a Marina riu, surpresa.&lt;br /&gt;_Claro que não!&lt;br /&gt;_Ah, lá vai você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-4690845283048235186?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/4690845283048235186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=4690845283048235186&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4690845283048235186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4690845283048235186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/02/sobre-raposas-e-lobas.html' title='Sobre raposas e lobas'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-2663080996579989863</id><published>2012-01-27T19:19:00.003-02:00</published><updated>2012-01-27T19:19:47.641-02:00</updated><title type='text'>Águas passadas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No outro dia, acordei como se de um sonho. Como se imaginara tudo aquilo. Completamente alheia à Mia e ao meu sentimento bêbado ressurgido por ela, na madrugada anterior; à nossa discussão no corredor. Como se nada tivesse, de fato – e em nenhuma estância –, acontecido. O pedido, a raiva, o tal do “nunca”, o meu amor por ela, as minhas lágrimas, o escuro, o silêncio, a Clara. Como se todas estas peças não fizessem parte de uma realidade sóbria. Pareciam agora, pelo contrário, tão tão distantes. De repente, &lt;i&gt;não sei&lt;/i&gt;, retidas em algum lugar obscuro da minha memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuperada a consciência, levantei por fim e sentei na beira da cama, como se acordasse de uma grande dor de cabeça e com resquícios de ressaca. &lt;i&gt;Isto tudo...&lt;/i&gt;, suspirei confusa,&lt;i&gt; ...aconteceu mesmo?&lt;/i&gt;, olhei para a frente, intrigada pelos eventos surreais da noite anterior e pelas consequências da minha embriaguez já fora de controle. Precisava parar de beber – eu bem sabia e este era, no entanto, o tipo de promessa pela qual eu jamais moveria um palito na minha vida. Independentemente de quão freqüente eu a fizesse (e a fazia). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei fundo. Olhei para o lado e vi a Clara, aconchegada sob o lençol, dormindo. &lt;i&gt;As pessoas parecem inofensivas quando dormem&lt;/i&gt;, refleti à toa. Observei-a por algum tempo. Gostava da tranquilidade contida naquele breve espaço de tempo, logo pela manhã, em que ninguém acordara ainda e tudo continuava parado, meio que em &lt;i&gt;stand by&lt;/i&gt;. Sempre tive mania de contemplação. Absorvia o mundo com os olhos; os meus momentos de maior calma eram estes. Olhei a Clara por alguns minutos, sentada nua contra o encosto da cama – ainda que o tempo lá fora estivesse chuvoso, frio –, a sua pele branca e as pintinhas e o cabelo moreno bagunçado sob o lençol. Estava bonita, &lt;i&gt;e inofensiva&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acariciei-a por toda a extensão do braço, escorregando as costas da minha mão lentamente até o seu rosto, e deitei ao seu lado. Ela acordou. Disse-lhe então que precisava ir, aquele seria meu primeiro dia de trabalho. A sua voz baixa murmurou que iria, portanto, também. Levantamos e fomos tomar um banho rapidamente. &lt;i&gt;Talvez não tão “rapidamente”, ok, mas juntas. &lt;/i&gt;Há tempos eu não entrava debaixo do chuveiro acompanhada de uma garota. Este era o tipo de coisa que eu costumava fazer com namoradas; me lembrava de certa forma a Marina e os seus hábitos de signo d’água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, naquela época, se estava realmente calor passávamos tardes inteiras sentadas ensopadas dentro do box, no apartamento dela, conversando e rindo muito de qualquer coisa. Distraí-me por um instante, nostálgica. Logo, porém, as gotas que escorriam pela cintura da Clara e as suas mãos argentinas trataram de me trazer de volta – e muito bem – à realidade. O café-da-manhã que se seguiu foi divertido e leve, engraçado. Falamos incansáveis, enquanto os cabelos molhados pingavam sobre a roupa, sozinhas na cozinha. Antes da entrada do metrô, ela me perguntou: “você vai para lá?” e eu comuniquei que iria andando, &lt;i&gt;ainda está cedo&lt;/i&gt;, a produtora era a duas estações dali e quase na Paulista. Dei-lhe um beijo, sincero. Demoramos; e fomos cada uma para um lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia estendeu-se leve e descomplicado, com o mesmo sentimento daquela manhã. De alguma maneira, eu estava estranhamente feliz. Com o emprego, com tudo, &lt;i&gt;sei lá&lt;/i&gt;. As pessoas ali eram interessantes, novas – eram outras. E isto me intrigava. Conversei com quase todas, fiz bem pouco e observei muito, muito mesmo, ao longo do dia. Passou rápido. Mandei, já no meio da tarde, uma mensagem para a Marina. Genuinamente querendo vê-la. E lá estava ela me esperando frente à produtora assim que eu saí, apoiada contra o carro, atrás de seus óculos pretinhos. Tirei o gorro – destes descolados que caem, por excesso de tecido, para trás – e sorri ao vê-la ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E aí? Vamos? – ela me olhou aproximar, contente.&lt;br /&gt;_Aham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havíamos combinado de jantar, &lt;i&gt;talvez no Kiichi&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Buenas, então... – disse, entrando no carro dela, me acomodando no banco do passageiro – ...fodi de vez as coisas com a Patti lá. Tô comendo a Clara agora, e você? Alguma novidade aí?!&lt;br /&gt;_Não tô mais com a Bia, terminamos – riu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-2663080996579989863?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/2663080996579989863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=2663080996579989863&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2663080996579989863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2663080996579989863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/01/aguas-passadas.html' title='Águas passadas'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-6657072628929969680</id><published>2012-01-20T22:38:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T22:38:42.175-02:00</updated><title type='text'>O Efeito Casimir</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentia o coração acelerado, agora em silêncio total – entrando no meu quarto, as luzes apagadas e a Clara já deitada, acomodada na cama. Uma batida atrás da outra, &lt;i&gt;merda. &lt;/i&gt;Atropelando-se, fortes. &lt;i&gt;Isto não é certo, cara. Tomar no cu. &lt;/i&gt;Suspirei. A contragosto, doloridas, as lágrimas continuavam engasgadas na minha garganta. &lt;i&gt;Não comigo, garota; não assim. &lt;/i&gt;Minha respiração acompanhava o ritmo acelerado do meu pulso, dificultando-me encher direito os pulmões. De raiva, imensurável frustração. E de um momento para outro, a minha cabeça parecia se esmagar com o pesar de toda a fumaça que eu respirara por horas na mesa de jogo, de todos os cigarros, os baseados, os copos de whisky e Coca com vodka, toda a confusão no corredor.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastaram dez minutos – entre estar lavando a louça remanescente da noite de apostas na cozinha a enfim a porta do meu quarto. &lt;i&gt;O que diabos foi aquilo? &lt;/i&gt;Eu me deixava torturar pelas possibilidades, de repente. &lt;i&gt;O que diabos...? &lt;/i&gt;Em meio ao breu, as pernas plenamente descobertas e cercada de travesseiros, a Clara me chamou. Como se confirmasse que era mesmo eu quem estava ali, parada há minutos. Estava em pé em frente à porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por que, por que... diabos ela...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argh. &lt;/i&gt;Alguns sentimentos são piores quando se está bêbada. Neste nível. E eu sentia o meu coração doer de dúvida. Contorcer-se e rasgar, repentinamente sufocado, sem ar – indignado e contrariado pela invasão recorrente da Mia à porra dos meus órgãos, ao meu corpo. Aos meus pensamentos, &lt;i&gt;mas que inferno. Por que, cara...&lt;/i&gt;, lamentei, &lt;i&gt;por que você não me deixa em paz?! &lt;/i&gt;Sentia uma raiva como nunca antes dela, da sua atitude. &lt;i&gt;Por quê, caralho?! &lt;/i&gt;A minha cabeça corria a mil, imersa uma a uma nas suas palavras, tentando em vão processar a discussão e esforçando-se para lembrar de tudo o que eu havia lhe vomitado sem pensar nas conseqüências. Não queria lidar com aquilo, &lt;i&gt;não mesmo&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, de alguma forma, me via obrigada. Meio abruptamente, sentei na beira da cama e acendi um cigarro para me acalmar; com os pensamentos todos obcecados pela Mia. &lt;i&gt;Maldita. &lt;/i&gt;E pelo que eu nunca deixara de sentir por ela. Presa para sempre neste rolo de merda, &lt;i&gt;argh. Não&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; &lt;/i&gt;me contive no mesmo instante, &lt;i&gt;isto não. &lt;/i&gt;Porque ela, não, não merecia mais nada de mim. Mais nada. &lt;i&gt;Você bem sabe... tudo, garota, tudo o que eu te dei. E que nunca te importou a mínima. Tudo o que eu cedi de mim. Do meu foco, da porra da minha vida, da minha lealdade, das minhas traições, das minhas amizades...&lt;/i&gt;, traguei lentamente e as mãos da Clara passearam suaves pelas minhas costas,&lt;i&gt; ...do meu coração, da minha frustração. Da minha dor.  &lt;br /&gt;&lt;/i&gt;É.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Não dava a mínima para ela! Mas lá estava, de repente. Inconveniente. &lt;i&gt;E agora você vem, né? &lt;/i&gt;Balancei a cabeça, indignada, soltando a fumaça junto com a minha raiva, fora de controle. &lt;i&gt;Agora, né, porra?!&lt;/i&gt;, ri de nervoso. A Clara notou e perguntou se estava tudo bem, sentindo a tensão no ar, mas eu a ignorei, completamente voltada aos pensamentos. &lt;i&gt;Por quê, hein?! &lt;/i&gt;Por que não veio meses antes, por que me colocou nesta, por que me fizera passar por tudo aquilo. &lt;i&gt;E não pense por um segundo, desgraçada, que a culpa não é sua. Há muito tempo e com muito, muito custo me convenci de que não foi erro meu. E não foi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi seu, garota. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Progressivamente os meus pensamentos iam à contracorrente, me sufocando. Ela, porém, me desarmava sem esforço. &lt;i&gt;Ah, maldita. &lt;/i&gt;A minha respiração pesava, cada vez mais. &lt;i&gt;Você não podia vir quatro, cinco meses antes? &lt;/i&gt;Continha as minhas lágrimas com certo esforço. &lt;i&gt;É erro seu porque eu que tive que te esquecer, que me forcei a te esquecer. Que me forcei a não passar mais por esta merda, a não te esperar, a não te querer, sua filha-da-mãe. &lt;/i&gt;Dei mais uma tragada e amassei o cigarro contra a parede, num impulso. Não conseguia fumar, inquieta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei-o pela janela aberta. Sequer me importava com o pedido repentino, com o drama todo, a situação com a Clara, o seu ciúmes. Não era novidade para mim, &lt;i&gt;então foda-se. &lt;/i&gt;Poderia até esperar, antes, que o fizesse – certamente não previ a audácia, mas bem sabia que ela retia estes pensamentos dentro de si, que a detestava. &lt;i&gt;Ela...&lt;/i&gt;, senti a minha cabeça confusa,&lt;i&gt; ...e ela não...&lt;/i&gt;, passei ambas as mãos no rosto, frustrada, pensando na Mia. Pensando por que o que me incomodava, o que de fato me incomodava, nas suas palavras... era apenas uma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Nunca”. &lt;/i&gt;Uma palavra que lhe escapara. E que agora levava aos meus olhos as doloridas lágrimas até então engasgadas na minha garganta. &lt;i&gt;Como não? Como não disse? &lt;/i&gt;Elas desciam lentas pela minha pele, indesejadas. O choro me causava dor de cabeça, ficava tensa. &lt;i&gt;Não, espera. Não disse. &lt;/i&gt;Chorar, de fato chorar, me era extremamente desconfortável. A mim, que sempre contive as expressões mais óbvias de tristeza. &lt;i&gt;“Eu nunca disse isto”&lt;/i&gt;, lembrei dela dizendo, contrariada. Respirava com pesar e tentava, num esforço desproporcional, reter as lágrimas. &lt;i&gt;Não disse. Ela, ela não disse. Nunca disse &lt;/i&gt;– a Clara sentara ao meu lado e colocou, conforme as implicantes linhas molhavam o meu rosto, os braços ao meu redor. Internamente, eu não me conformava: &lt;i&gt;Você é uma covarde, sabia? Ah, você é tão, tão covarde... Mia. &lt;br /&gt;&lt;/i&gt;Porque dizer-me e só então era covardia. Das piores. E a Clara também disse, neste meio tempo, algo – mas eu, conturbada, não conseguia prestar atenção nela. Por um instante, a sua voz me parecia realmente longe, distante. Acho que perguntou se eu queria que ela fosse, &lt;i&gt;não sei. &lt;/i&gt;Não a ouvi direito e não a respondi: ela ficaria. A minha confusão ressoava alto dentro da minha cabeça. &lt;i&gt;Ainda que não disse, eu sei melhor. &lt;/i&gt;Me forcei a contrariar a (ainda que) mera sugestão do que ela “nunca dissera”. &lt;i&gt;Você...&lt;/i&gt;, enxuguei as minhas lágrimas do rosto, com rancor, e me obrigando a acreditar no contrário, ...&lt;i&gt;você nunca me amou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você não me ama agora&lt;/i&gt;. Já chega.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-6657072628929969680?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/6657072628929969680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=6657072628929969680&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6657072628929969680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6657072628929969680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/01/o-efeito-casimir.html' title='O Efeito Casimir'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-4239334348813191478</id><published>2012-01-18T23:51:00.001-02:00</published><updated>2012-01-19T10:14:24.973-02:00</updated><title type='text'>"Take what you need</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;…and be on your way.”&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;(Stop Crying Your Heart Out)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Foda-se! – gritei com ela, perdendo de vez o controle na discussão – Foda-se, Mia! – e então retomei um tom mais baixo, tentando não alertar os demais, mas ainda agressiva – Você acha que eu ligo, cara?! Você acha que importa??? Acha mesmo que faz diferença?? Agora?!? Porra, mano... Cê quer saber mesmo?! O que importa, Mia, é o que você disse... E você nunca, nunca... teve a... &lt;i&gt;coragem... &lt;/i&gt;de me dizer porra nenhuma! Aliás, de fazer qualquer merda! De mostrar que gostava de volta de mim. Você nunca fez nada, Mia... &lt;i&gt;nada! &lt;/i&gt;E agora você espera que eu faça o quê, caralho?! Hein?! Me diz, meu, o que você quer que eu faça com a porra da minha vida?!?&lt;br /&gt;_Eu... eu sei! – lamentou; as lágrimas escorriam pelo seu rosto e ela ensaiou encostar uma das mãos em mim num impulso, mas logo desistiu, no meio do caminho; aí me olhou com pesar, quase implorando – Só... não... não isso. Por favor. Não isso. Não com ela! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei as mãos no rosto, engolindo seco todos os meus sentimentos, dos mais revoltantes e impensáveis, tudo o que me doía em ouvi-la falar. Nervosa e indignada, &lt;i&gt;com esta merda de pedido. &lt;/i&gt;A Mia hesitou por um instante, chorando e me olhando como quem se arrepende do que vai dizer antes mesmo de pronunciar as palavras. &lt;i&gt;Argh. &lt;/i&gt;Eu não aguentava mais ficar ali – aquilo era surreal demais, &lt;i&gt;inferno. &lt;/i&gt;E ela percebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Olha, eu... eu sei que... que eu não tenho... – se apressou em dizer, soluçando e ansiosa para que eu não fosse, interrompida involuntariamente pela respiração pesada – ...que eu não tenho nenhum... nenhum direito de...&lt;br /&gt;_É. Você não tem, mesmo – a interrompi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dei as costas, grossa. Não ia ouvir mais uma palavra daquilo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-4239334348813191478?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/4239334348813191478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=4239334348813191478&amp;isPopup=true' title='47 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4239334348813191478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4239334348813191478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/01/take-what-you-need.html' title='&quot;Take what you need'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>47</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-2773583039556757016</id><published>2012-01-18T23:31:00.003-02:00</published><updated>2012-01-27T19:37:11.760-02:00</updated><title type='text'>Desencadeamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_O quê? – pensei, parando por um segundo como se não tivesse entendido direito, e não consegui não rir, bêbada.&lt;br /&gt;_Eu não... não quero que você... – hesitou, na segunda vez – ...não quero que fique com ela.&lt;br /&gt;_Você não qu...?! – levantei a voz sem perceber, indignada com o descaramento daquele pedido, de repente – Eu?! Você não quer que &lt;i&gt;eu &lt;/i&gt;fique com a Clara?! É isto??&lt;br /&gt;_Fala baixo, meu... por favor...&lt;br /&gt;_Não, agora você me explica, sério... Por que, hein?! Me diz só isto: por quê?! Por que diabos não ficaria?! Olha, na boa, Mia... – prossegui, me deixando irritar (&lt;i&gt;filha-da-mãe!&lt;/i&gt;) pela falta de consideração dela comigo, com a nossa história, com os ocorridos dos meses anteriores, com qualquer merda que fosse; &lt;i&gt;argh&lt;/i&gt; – ...por quê?! Por que não, hum?? O que me impede?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me respondeu, &lt;i&gt;claro&lt;/i&gt;. Me olhava, contrariada e com os olhos prestes a proferir lágrimas petulantes, retraídas a muito custo. Mas o silêncio a denunciava. Não tinha argumentos, nenhum que justificasse tal pedido sem fundamento. &lt;i&gt;Argh. &lt;/i&gt;Eu estava de saco cheio daquilo, daqueles jogos dela, daquela imaturidade – &lt;i&gt;preciso dar o fora daqui, agora. &lt;/i&gt;Respirei fundo e me virei, determinada a ir para o quarto e deixar que passasse. Nas mãos da Clara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Dane-se a Mia.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, num breve e previsível momento de descontrole, possivelmente movido ao álcool e às rodadas ilegais que já me afetavam o bom julgamento, dei dois passos de volta, tomada por um rancor incontrolável. Frustrada, senti o sentimento crescer em mim e a encarei como se não tivesse nada a temer ou a esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não foi você? – retruquei do nada, num tom agressivo – Hein, porra?! Não foi você que disse que queria tentar? Que queria &lt;i&gt;ele&lt;/i&gt;?!&lt;br /&gt;_Não faz isto... – ela murmurou, magoada.&lt;br /&gt;_Que não me queria?!? Não foi VOCÊ?!?! – continuei, ignorando-a; sentindo todas as emoções voltarem em mim à flor da pele – O que, cara? O que você quer de mim, Mia?! Me fala, na boa, porra... o que você quer?! &lt;br /&gt;_Eu s... – hesitou, de repente constrangida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a olhava fixo, com um pesar horrível – a sua falta de coragem, as explicações que sempre me escondeu, me doíam. Revoltei-me mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que você quer que eu faça? Hein, porra?!? – me segurei para não gritar com ela, em meio ao corredor vazio – O quê?! Você quer eu fique te esperando?!? É isto?? E até quando? Pra sempre, meu?? Presa a você, à... à merda que nós tivemos e que sequer significou alguma coisa nesta porra da sua vida! É isto que você quer, caralho?! Que eu fique sozinha?!? Que eu fique sem você e sem ninguém... – senti as lágrimas de raiva me subirem pela garganta, realmente bêbada e inconseqüente; &lt;i&gt;merda&lt;/i&gt; – ...rasgando meu coração por você, mano, te assistindo lá com ele?! Hein?!? É isto que você quer?? &lt;br /&gt;_Não! Claro que não!&lt;br /&gt;_Na boa, Mia... Você acha que eu &lt;i&gt;gosto &lt;/i&gt;disso? Que eu &lt;i&gt;quero &lt;/i&gt;isso?!? – me irritei ainda mais; me deixando tomar pelo calor da discussão, pelo absurdo – Você sabe o que eu quero, o que eu sempre quis... – me aproximei por um instante dela, com rancor nos olhos; machucada e subitamente vulnerável – ...VOCÊ, eu sempre quis você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me arrependi no segundo que falei. Senti o ódio tomar conta de todo meu corpo, detestando a nós duas. Ela me olhou quieta de volta. Prestes a desabar a qualquer momento. Os seus olhos estavam inchados, como jamais os vira antes, e agora eu a odiava mais do que nunca. Não me disse nada; apenas me encarava covarde, impedida – &lt;i&gt;fala, desgraçada, porra! &lt;/i&gt;Mas ela não falou. E nem nunca falaria, isto era o que mais me doía.&amp;nbsp; Então continuei, desimpedida, desencadeando o que segurei esmagado por meses dentro de mim, numa verborragia que eu não conseguia evitar. Descontrole alcoólico. E que me machucava ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por meses, cara... – retomei, num tom mais baixo e ainda com raiva – ...por mais de um ano, Mia. Porra! Foi só você. SÓ você. Mas... mas o que diabos você espera que eu faça?!? O que, mano?!?! – ri de nervoso, com os olhos mareados e a cabeça completamente desnorteada – Hein?! O que eu faço?? Me fala, o que faço??? – subi mais uma vez a voz, novamente irritada – Não foi você, porra?! Não foi você que me deu um puta fora? Há meses?! Hein?!? Que não me quis, que preferiu ele?? Que não me amava?!?&lt;br /&gt;_Eu NUNCA disse isso! – me interrompeu de repente, chorando, subindo pela primeira vez o tom de voz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ah. &lt;/i&gt;Foi aí que eu fiquei, realmente, indignada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-2773583039556757016?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/2773583039556757016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=2773583039556757016&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2773583039556757016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2773583039556757016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/01/desencadeamento.html' title='Desencadeamento'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-2490297550855885961</id><published>2012-01-17T21:14:00.005-02:00</published><updated>2012-01-17T21:29:30.459-02:00</updated><title type='text'>Linhas inimigas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquilo, nitidamente, não havia sido ideia dela. O jogo. Assisti o seu desconforto crescer. Diante dos meus olhos, em silêncio, por toda hora seguinte – e o Fer sequer notava, a própria namorada, ocupado em me derrotar no meu jogo favorito. &lt;i&gt;Sem chance. &lt;/i&gt;Observava-a, já eu, fixamente. Como um erro consciente. Não conseguia de repente, num impulso inédito nos últimos meses, evitar. Com a Clara ao meu lado e olhos na Mia, do outro lado da mesa – mas não como anteriormente, não por admiração oculta. Uma dose atrás da outra, a garrafa de whisky incompleta ao seu lado. Ela perdia, aos poucos, a noção de limite. As cartas pareciam não lhe importar, sem ânimo ou vontade alguma, me odiando ver acompanhada. Com &lt;i&gt;ela&lt;/i&gt;, com a Clara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua agonia me incomodava, me irritava, de modo particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, tão pouco importavam as cartas à minha parceira da noite. Agora que jogávamos sozinhas uma rodada de Pôker, não mais Canastra em duplas separadas e lados opostos na mesa, ela pôde enfim se sentar junto a mim. Deixara sua mão repetidas vezes virada sobre a mesa, enquanto me provocava – baixinho e imprestável – no ouvido. Eu ria, sabendo o que me aguardava no quarto aquela noite. Achava graça na diversão dela em me vender, das mais criativas formas, o que eu já tinha. Sem tirar o foco das cartas, eu ria dela. Fumava o meu segundo baseado do dia. Estava aérea já e me embebedando numa velocidade fenomenal junto à Clara e ao Fer. Mas os olhos da Mia sempre davam um jeito de encontrar os meus. E eu a encarava de volta, sem saber o que lhe “responder”. O que justificar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dava satisfação nenhuma, então – &lt;i&gt;dane-se! &lt;/i&gt;Não era da sua conta, afinal. O que eu fazia ou deixava de fazer e com quem. Olhei para o outro lado, tentando não me permitir irritar pela petulância do seu desconforto. Me sentia no pré-primário, como nos meses em que me importava com a sua presença; tudo de novo. E não podia deixar que acontecesse, que me afetasse. &lt;i&gt;Isto não&lt;/i&gt;, eu me recusava. A Clara por sua vez insistia em me desconcentrar, mas de um jeito completamente diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muito, muito melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejando-me “boa sorte” aos sussurros delicados, &lt;i&gt;maldita&lt;/i&gt;, no meu ouvido. Àquela altura, as duas já haviam saído da rodada, entregado os pontos à nossa sagacidade. Restávamos eu e o Fer, antigos rivais naquilo, com as cartas em mãos e os olhos um no outro. &lt;i&gt;Vai nessa, desgraçado! &lt;/i&gt;Com gosto, contudo, a Clara beijava a lateral do meu pescoço e subia, tornando a minha tarefa ali realmente difícil. Por diversas vezes. Bêbada em excesso, chapada além do que deveria na noite anterior ao meu início na produtora – &lt;i&gt;óbvio que isto não vai dar certo&lt;/i&gt;, sentia o calor me subir por dentro das calças. E ela conseguia tirar o meu foco por alguns milésimos. Eu não ia tolerar aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Olha, eu já saquei a de vocês dois, viu... – eu disse, com os olhos presos ao meu jogo, e ri – ... você tá trabalhando pra aquele panaca ali só pra me fazer perder, não é? &lt;br /&gt;_O quê?! – a Clara começou a rir, me dando um tapa no braço e a Mia revirou os olhos, noutro canto da mesa – Claro que não! Que absurdo isto!&lt;br /&gt;_É, é. Isto mesmo... bom trabalho, comparsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fer achou graça e disse, rindo junto conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vocês dois, hein, pode parar com a acusação. Não tô nada, meu!&lt;br /&gt;_Nem vem... – ri – ...eu já saquei qual é a sua, garota.&lt;br /&gt;_Todo mundo já sacou... – a Mia disse, murmurando com ironia num descuido e levantando as sobrancelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi os olhos por cima das cartas e a encarei, como se não aprovasse o comentário infantil dela. &lt;i&gt;Sério mesmo?! &lt;/i&gt;Um pouco menos discreto, o Fer também a olhou logo ao seu lado e fez um gesto sutil com a mão como se perguntasse a mesma coisa que eu, como se apontasse o óbvio desrespeito e falta de educação dela. &lt;i&gt;“Porra, amor”. &lt;/i&gt;A Clara, porém, pareceu não se importar; acostumada com a estranheza da Mia na sua presença, me disse depois naquela noite. Me abraçou persistente pelo pescoço, cheia das más intenções, me dando um beijo alguns segundos mais demorados na bochecha. Eu sorri, meio sem intenção; incomumente feliz por tê-la comigo naquele domingo. Voltei os olhos às cartas e foquei-me mais uma vez. &lt;i&gt;Ah, eu vou ganhar esta porra.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ganhei, mesmo. Ambos no blefe absoluto: segurando, cada qual, um mísero par nas mãos. O meu, contudo – formado por duas belíssimas rainhas, claro –, prevaleceu contra o dele. Abaixou seu casal perdedor de valetes e eu pulei da cadeira em êxtase absoluto, batendo vitoriosa na mesa e quase derrubando tudo. A Clara ria e o Fer resmungava qualquer babaquice frustrada para a Mia ao seu lado, que o ignorava categoricamente, me olhando fixamente de volta. &lt;i&gt;Tomou! Tomou! &lt;/i&gt;Ok, tá. Eu podia ser péssima vencedora, mas o Fer era mil vezes pior perdedor. Mais ainda quando era de mim: a nossa guerra – neste sentido, &lt;i&gt;digamos &lt;/i&gt;– era antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabada a rodada de jogos, a Clara retirou-se para deitar-se no quarto – e eu a imaginei imprestavelmente tirando toda a roupa, enquanto esvaziava o cinzeiro no lixo da pia da cozinha e o colocava sob a água corrente. &lt;i&gt;Em breve&lt;/i&gt;, pensei sem reservas, celebraríamos e em grande estilo a minha vitória. Dominada pelas minhas piores intenções. Isto e, talvez, pelas excessivas doses consumidas na hora anterior. &lt;i&gt;É, talvez. &lt;/i&gt;A Mia entrou na cozinha, me acordando da minha divagação, e deixou três copos com restos de whisky ao meu lado na pia; o Fer veio poucos instantes depois. Alcançou-a, tocando-a com carinho nos ombros, e avisou que ia tomar um banho. Ela concordou, ambos murmurando. E ele saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ela, ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E junto com ela, aquele silêncio constrangedor. Entre nós. Nada, nada bem. Lavei duas vezes o cinzeiro, impregnado daquele cheiro enjoado de erva e cinzas regulares – de quebra, o fiz também com os copos deixados por ela e enxagüei tudo. Olhei então de relance por cima do meu ombro e ela estava ali, apoiada contra a mesa, a alguns metros de mim. Quieta – a cabeça baixa, constrangida. Enxuguei rapidamente as mãos, largando o pano de qualquer jeito sobre a pia e me virei, encarando-a numa atitude agressiva pela qual ela não esperava. A Mia ergueu os olhos, com alguma verdade engasgada na garganta, contida no olhar – eu podia vê-la, mas longos segundos se passaram sem que nada acontecesse. Nada da boca dela. &lt;i&gt;Típico. &lt;/i&gt;Dei de ombros, sem paciência para aquela ceninha, e caí fora sem voltar mais a minha atenção à sua direção. Quando eu já estava na metade do corredor, no entanto, ela me puxou pelo braço, por trás, e me obrigou a virar encarando-a. &lt;i&gt;O que agora...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não quero que você fique com ela – a Mia me pediu, do nada, forçando-se a conter o que sentia nos olhos já marejados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-2490297550855885961?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/2490297550855885961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=2490297550855885961&amp;isPopup=true' title='43 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2490297550855885961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2490297550855885961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/01/linhas-inimigas.html' title='Linhas inimigas'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>43</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-3630532752096665936</id><published>2012-01-13T09:29:00.002-02:00</published><updated>2012-01-13T12:37:14.628-02:00</updated><title type='text'>Eleuteromania</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha índole e o infeliz órgão pulsante que habita meu peito sempre  tiveram maneiras muito distintas de conduzir suas respectivas  existências. Este segundo é absolutamente aleatório, irracional. Acelera  nas piores situações, com as menos desejáveis garotas, as menos  propícias para mim, me prega peças constantes. Finge que não quer e aí  ressurge, sempre ressurge. &lt;i&gt;Desgraçado. &lt;/i&gt;A primeira, a minha índole, já  não. Esta sempre se comportou dentro de uma lógica bastante errada, mas –  e eu não vou entrar no mérito do quão errada – no fundo, já não me  surpreendia mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca liguei para garota nenhuma, sempre me dispersei e com consciência.  O que eu sentia pela Clara naquele momento, porém, era muito parecido  com o relacionamento mal-resolvido e sadomasoquista que sustentei por  anos com a Dani – e que muito provavelmente ainda ia sustentar por muito  tempo na minha vida. Ainda que não me apaixonasse por este tipo de  garota, das que iam e vinham na minha cama de tempos em tempos e  permaneciam imutáveis, elas me fascinavam. Simplesmente não conseguia  evitá-las. Me sentia atraída pela ausência (ou promessa) de romantismo,  de boas maneiras. De regras. Éramos cruas, narcisistas, soltas, sempre  metidas numa incessante disputa de egos – que às vezes me esgotava –; e o  sexo era fenomenal. Eram meus relacionamentos mais sinceros, mais  divertidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contraditoriamente, eram estas as garotas com as quais eu sentia  absoluta liberdade em ser carinhosa. Com as quais eu podia fazer todos  os lances bobos de casal, engasgados dentro de mim – reprimidos graças  às péssimas escolhas do segundo, o infeliz órgão pulsante –, sem me  preocupar com o efeito que isto teria nos sentimentos delas. Nos  entendíamos silenciosamente. Não nos dávamos (pelos mesmos motivos) com o  restante das meninas, ávidas por amores repentinos, e nos usávamos em  contrapartida. Não tínhamos e nem nunca tivemos a intenção de namorar,  nenhuma de nós amava uma a outra. Cada qual levava, sozinha, a sua  própria vida. Os seus problemas, os seus relacionamentos. Mas nos  gostávamos continuamente como quem gosta de um amigo que te entende. Por  dentro, pela mais obscura verdade. Resumindo: não nos precisávamos,  apenas nos queríamos – e há uma boa diferença aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não quer dizer, claro, que fosse um mar de rosas. &lt;i&gt;Não é. &lt;/i&gt;Ainda  somos garotas, &lt;i&gt;after all&lt;/i&gt;, e garotas – todo mundo sabe – sofrem de uma  dependência crônica por drama. Ainda mais garotas como nós. Obviamente  nos trombávamos. Invariavelmente. E a lista nada modesta ia de  discussões na madrugada, brigas, ciúmes, traições, algumas doses a mais  até sinceridade, excessos, drogas, sumiços, hematomas, cenas  dispensáveis, provocações, surtos, crises existenciais, lances realmente  pesados no meio do caminho. Não tínhamos limite e nem quem nos  controlasse. Não tínhamos relacionamentos saudáveis à parte para nos  colocar de volta no chão. Acabava que nós dávamos sempre um jeito de nos  encontrar, violentamente, e de nos relacionar com uma intensidade  desproporcional, nos usufruir sem pensar a respeito ou moderar. E  inevitavelmente, no final, alguém saía machucado – mas não o suficiente  para que impedisse uma próxima vez. Como eu disse: minha índole, em toda  sua lógica subconsciente, não conseguia evitá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora não era tempo de pensar sobre isto. Ainda não. Não naquele fim  de tarde, lento e ocioso, naquele domingo calmo; trancadas, dentro do meu  quarto mal-iluminado e de propósito. Deitada ali com a Clara há horas –  lhe fazendo carinhos despreocupados, dando voltas a esmo pela  superfície do seu corpo descoberto apenas com as pontas dos dedos. &lt;i&gt;Hum&lt;/i&gt;.  Ela fumava um baseado, o resto do que eu apertara na madrugada anterior, e  observava o teto. Os braços atrás da cabeça apoiada. Já eu, deitada de  barriga para baixo, viajava ao seu lado. Passeava com uma das mãos pelos  os seus contornos, magnificamente delineados. E ríamos, sem motivo. &lt;i&gt; Cara&lt;/i&gt;, eu já estava realmente chapada. Mas, numa brisa boa, um tanto fora  da realidade. Pelas horas enfurnada ali, com ela. &lt;i&gt;Sabe aquele  sentimento pueril? &lt;/i&gt;De que não existe (e não existia) nada além do  quarto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém bateu na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergui a cabeça num susto e olhei para a Clara, que me olhou de volta,  rindo. Nos interrompendo, à realidade. Levantei a muito contragosto,  resmungando qualquer coisa sobre provavelmente ser o Fernando vindo me  encher o saco, e procurei o mesmo blusão de algumas horas antes. Estava  largado no chão, o vesti. Me cobria até quase metade das coxas, então  não vi necessidade em achar meio à bagunça também a minha calcinha. Fui  assim abrir a porta e encontrei, de fato, o Fer. Do outro lado e já  ligeiramente bêbado, simpático, com um cigarro na boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Fala – eu disse, curta e grossa, roubando o cigarro sem pedir e dando uma tragada.&lt;br /&gt;_Então, estamos... jogando cartas, eu e a Mia... – o devolvi, enquanto ele  falava – ...vim ver se vocês não querem jogar, a gente queria fazer uma  rodada em times. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-3630532752096665936?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/3630532752096665936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=3630532752096665936&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3630532752096665936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3630532752096665936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/01/eleuteromania.html' title='Eleuteromania'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-6503567717481838392</id><published>2012-01-12T00:49:00.005-02:00</published><updated>2012-01-12T11:01:48.242-02:00</updated><title type='text'>À Pele</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;"Well, you can get out of this party dress, &lt;br /&gt;But you can't get out of this... skin."&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bati a porta do quarto atrás de mim, a ceninha da Mia me irritara. Há muito não me deixava afetar por o que quer que aquela garota fizesse – &lt;i&gt;e não é agora que pretendo voltar&lt;/i&gt;. Talvez fosse a situação com a mensagem de manhã, a Patti. Contudo, &lt;i&gt;não&lt;/i&gt;, algo não estava certo naquela liberdade toda. De ir e fazer o que bem entende, na frente de quem quiser, para provar um ponto que sequer era válido. &lt;i&gt;Pura infantilidade, argh&lt;/i&gt;. Respirei fundo, deixando o ar escapar dos pulmões conforme caminhava de volta para a cama, e a Clara me olhou assustada com a barulheira repentina. Ainda com as pernas de fora, vestida no meu camisetão, sentei-me ao seu lado e alcancei um cigarro na cômoda lateral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;_Tá tudo bem? – perguntou, me tocando delicadamente, colocando cada uma das pernas ao lado do meu corpo e moldando-se nas minhas costas.&lt;br /&gt;_Tá – respondi, mentindo, acendendo o cigarro –, não foi nada.&lt;br /&gt;_Hum... – ela deslizou as mãos por debaixo da minha camiseta, pela minha pele; falando suave e casual – ...não quer me contar?&lt;br /&gt;_Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei e busquei o cinzeiro ao lado do computador, sendo um tanto grosseira. Ela subiu uma das pernas, deitando-a frente ao seu corpo, sobre o lençol, e me encarou por algum tempo. Aí olhou para o lado por um segundo, como se calculasse, e achou graça em algo que pensara. Voltou-se novamente para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que é?! Não pode me contar? – riu, ofendida.&lt;br /&gt;_Posso – disse seca –, só não faço questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Então tá”&lt;/i&gt;. Ela me observou, surpresa com a sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Isto... – fiz um sinal com a cabeça, indicando a cama – ...não muda nada. Não é como se agora, de repente, a gente fosse melhores amigas. Porque não somos, garota. Meus problemas não são da sua conta.&lt;br /&gt;_Uau, hein?! – forçou uma expressão apática, irônica – você mudou mesmo, desde aquele tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Muita coisa mudou&lt;/i&gt;; não era exclusividade minha. Retirei o cigarro dos lábios e deixei com que a fumaça saísse lentamente. Bati-o no cinzeiro, de leve. Olhei pela janela, o dia estava calmo e de certo irrelevante. Encarei mais uma vez a Clara sentada na minha cama, agora com as costas nuas apoiadas na parede; completamente despida. O lençol permeava-lhe as pernas em ondas suaves, invejáveis; tocava-lhe sem incômodo ou esforço, a sua pele clara, as pintinhas que se espalhavam pelas suas coxas. Estava bonita ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por que, te incomoda? Hum? – me aproximei, sem dar a mínima. &lt;br /&gt;_Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondeu direta. Ainda que não me convencesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Olha, se você veio procurando romantismo, boa educação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse-lhe, já sentando novamente na cama a alguma distância dela, deixando o restante da frase solto no ar. Eu não estava com paciência. Não mesmo. Senti-a mover-se prontamente na minha direção, deslizando as mãos e pernas descobertas pelo lençol branco. Encarei o chão com o cigarro entre os dedos, desinteressada. Os seus joelhos encaixaram-se na lateral do meu corpo, sentada sobre os pés na cama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pontas dos seus dedos percorreram-me os braços. E tirou, então, a minha camiseta num gesto contínuo, natural. Senti o seu corpo encostar nu contra as minhas costas, agora descobertas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava morna. Traguei mais uma vez, como se não ligasse para ela, iminente ali. E macia. Seguiu com as mãos em passeios leves, por toda minha extensão. E me beijou o alto da coluna. Então interessei-me. Os seus lábios deixaram suavemente a pele. E aí mais um. E outro. Subiu aos poucos. Depois outro. Me veio pelo pescoço, envolvida em mim. Podia sentir a sua língua tocar-me entre uma brecha e outra. Mais um beijo. Outro. E então encostou o rosto no meu ouvido, apenas ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não vim... – sussurrou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-6503567717481838392?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/6503567717481838392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=6503567717481838392&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6503567717481838392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6503567717481838392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/01/pele.html' title='À Pele'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-3265051149050518458</id><published>2012-01-06T22:10:00.001-02:00</published><updated>2012-01-06T22:13:14.107-02:00</updated><title type='text'>Os Invernos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na manhã seguinte, deixei a Clara ainda deitada na cama, adormecida, e atravessei o quarto à procura de uma camiseta grande o suficiente. Peguei o celular na cômoda e uma antiga com a gola toda arrebentada, intencionalmente aberta até cair nos ombros. Estiquei-a ao vestir as mangas, colocando-a com certa preguiça. Fui então para o corredor, fechando a porta cuidadosamente atrás de mim. E apenas quando estava parada ali, já do lado de fora, que tive coragem de abrir a minha caixa de mensagens. &lt;i&gt;Vamos lá. &lt;/i&gt;Por algum motivo, sentia-me enjoada muito além da ressaca. O estômago começava a revirar por antecipação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia, sim, respondido à Patti de madrugada. Perguntara onde eu estava duas vezes, frustrada. Em algum momento da noite anterior, já fora de mim na Hot Hot, metida na falta descarada de comedimento meu com a Clara, respondi. Sequer lembrava direito o que digitara – e talvez fosse isto o que eu tanto temia, &lt;i&gt;argh. 1 nova mensagem. &lt;/i&gt;Apertei para ler, a contragosto; o corredor exalava uma quietude típica das tardes paulistanas de domingo. Ouvi o Fer e a Mia na cozinha, almoçando, ao que tudo indicava. Olhei para a tela miúda, segurando a respiração por um instante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que havia lhe escrito merda. Não tinha mais volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vieram então, uma a uma das suas palavras, com um rancor que já me era bem conhecido – mas que desta vez, ao contrário da maioria dos outros verões, surtira efeito. Porque garotas já me detestaram por muito menos; por muito mais também. Raramente me perturbava, contudo, a verbalização do que pensavam a meu respeito. Nunca dei a mínima e esta, de alguma forma, me incomodou amargamente. &lt;i&gt;“Interesse efusivo, ñ era? É. Espero q. algum dia alguém seja capaz de se interessar por vc de volta, q. vc ñ acabe sozinha... Pq ñ vale a pena, msm.”&lt;/i&gt; – e, é, era justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encostei a cabeça contra a madeira fria, pressionando a testa na superfície lisa do batente da porta. Suspirei demoradamente. Frustrada ali em pé; aquilo me machucava a tal ponto, internamente, que não era capaz de sequer questionar a mim mesma se havia tomado a decisão certa ou não. A realidade sempre seria aquela, dali em diante; &lt;i&gt;não posso voltar atrás&lt;/i&gt;. Agora restava-me encarar aquela merda – como quem jamais houvesse desejado a Patti, em todos os dias da última semana; como se nunca me tivesse interessado a sua presença no meu cotiano. E eu era, com certa prática, capaz disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardei o aparelho no bolso, me dirigindo à cozinha para um copo d’água – seca de uma ressaca desgraçada. Entrei e, sentada na mesa com o prato já terminado colocado à sua frente, a Mia me olhou como se já soubesse. Ficou quieta. &lt;i&gt;Continuo não te entendendo&lt;/i&gt;, pensei e encarei-a de volta, desvirtuando-me por um instante do incômodo que me ocupara todos os pensamentos minutos antes, ao ler a tal mensagem. Depois desencanei, &lt;i&gt;que se dane você&lt;/i&gt;, indo na direção da geladeira e abrindo a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Pra quem não resiste a um pé na bunda, hein... – o Fer comentou me observando e rindo, apoiado na pia e me irritando, enquanto eu pegava uma latinha de cerveja – ...até que cê esperou bastante.&lt;br /&gt;_Não enche, Fernando... que eu não falei com você, porra.&lt;br /&gt;_Vai, demorou o que? Cinco? Seis horas desde que você saiu pra encontrar sua outra namoradinha?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mia levantou-se, bruscamente, e saiu do cômodo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-3265051149050518458?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/3265051149050518458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=3265051149050518458&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3265051149050518458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3265051149050518458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/01/os-invernos.html' title='Os Invernos'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-5783580623184407179</id><published>2012-01-05T02:44:00.009-02:00</published><updated>2012-01-05T03:10:11.980-02:00</updated><title type='text'>Entreatos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O seu rosto escorregou pelo meu ombro descoberto. Minha regata já estava completamente puxada fora de lugar, suja e contra a porta de ferro de uma loja qualquer, logo ali. Não era mais branca – não desde aquela madrugada. Amassou o rosto contra o pouco de tecido que havia no alto das minhas costas e eu comecei a rir de novo, junto com ela, a Clara. Traguei mais uma vez o meu cigarro roubado, tossindo logo em seguida, a respiração atropelada pelo riso. Os olhos dela me acompanhavam, ares argentinos, vendo-me ali de baixo. Balancei a cabeça horizontalmente, com certa calma, tentando manter a sobriedade – ou o que me restava dela, &lt;i&gt;argh&lt;/i&gt;. Dignidade zero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sequer lembrava onde estava tamanha graça. &lt;i&gt;Meu deus&lt;/i&gt;, ri. Estávamos sentadas na porta de um comércio qualquer nas redondezas da Hot Hot, ainda fechado, claro. O céu estava escuro, com brisa; a noite seguia irreal e agradável. O chão apenas que estava frio, cimento áspero; todavia a rispidez da calçada parecia não ter impacto algum em nossas pernas descobertas. Revirávamos sobre o concreto, ajeitando-nos incessantes, inquietas e animadas com as pernas cruzadas, umas sobre as outras, bêbadas – a Clara me abraçava, caíamos uma na outra. E aí ríamos, muito. Completamente tontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entreatos, beijava-a com vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ausência de lucidez, instantes repetinos e a todo momento. Ela tentava tirar os meus tênis, disse que os adorava e declarou querer apoderar-se deles. &lt;i&gt;De jeito nenhum&lt;/i&gt;, eu brigava fisicamente com ela e nos pegávamos loucamente, inevitavelmente. Peguei a, tomei posse da, garrafa de vodka barata que ela segurava com certo apego alcóolatra. &lt;i&gt;Partyhard, folks.&lt;/i&gt; Como se precisássemos de algo além das nossas respectivas comandas superrecheadas, pagas nos vinte minutos antes, decidimos já na saída investir o restante das nossas muito mal-gastas economias numa garrafa inteira de sabe-se-lá-o-quê que aquele cara estava vendendo na porta. Dei mais um gole, um de algumas dezenas anteriores. E olhei-a sujando suas &lt;i&gt;uggs &lt;/i&gt;naquele chão imundo, no clima e pouco se importando; toda sem frescura. Achei-a admirável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cercando o meu corpo, suas coxas magníficas forçavam o minishorts escuro cada vez mais para cima. Arregaçava-se, franzia-se. Em particular, disse-lhe as mais baixas obscenidades. O taxista tentava nos ignorar, ou não. E eu tentava me controlar, manter a porra da calma. &lt;i&gt;Pra quê calma? &lt;/i&gt;Mãos à toda e sussurros. Ela ficava realmente, realmente linda com os fios bagunçados do cabelo castanho. Bagunçados sobre mim, observava-a me olhando de volta. E sentia apertar-me os pulmões, uma ausência &lt;i&gt;filha da puta &lt;/i&gt;de pensamentos puros, de fôlego. &lt;i&gt;Caralho.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;Entramos barulhentas no apartamento, anunciando-nos. Quase cinco da manhã, nos pegando sem pausa. O silêncio e a quietude da sala quase escura, apenas a TV ligada; o Fer assistia qualquer programa já com o som quase no mínimo. A Mia, por sua vez, dormia com a cabeça no seu colo, esticada apenas de blusão no sofá. Não notei se nos &lt;strike&gt;ou&lt;/strike&gt;viu entrar. Mantive as minhas mãos ocupadas com a blusa &lt;i&gt;vintage &lt;/i&gt;do Lynyrd Skynyrd da Clara por todo percurso, que retirei num impulso e larguei no meio do corredor a despeito da possível platéia que tínhamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei-a enfim na minha cama. E subi por cima, por entre suas pernas, beijando-a inteira. Movíamos num ritmo acelerado, semialucinado – fora de nós mesmas, realmente bêbadas. Perdi também a minha regata, num ato justo. E perdemos todo o resto tão logo. Sentia as suas mãos me puxarem, me machucarem insensíveis sobre a nova tatuagem, o peso do seu corpo deslizando contra o meu. E machucava-a de volta – &lt;i&gt;foda-se!&lt;/i&gt; – com os dentes, com a boca, com tudo de mim. Na lateral da sua cintura, nos quadris, nas costas. Apertava os dedos contra o interior das suas pernas e escorregava-os acima. Pertubávamos o silêncio do quarto, tão logo de todos os cômodos do apartamento e da porcaria do prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem escrúpulos por duas, três vezes seguidas. Um baseado aceso e, depois, mais uma. &lt;i&gt;Pode vir, maldita.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-5783580623184407179?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/5783580623184407179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=5783580623184407179&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/5783580623184407179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/5783580623184407179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/01/entreatos.html' title='Entreatos'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-6694827754082844445</id><published>2012-01-04T03:14:00.013-02:00</published><updated>2012-01-04T03:44:25.005-02:00</updated><title type='text'>O Clássico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei pelas cortinas na entrada da Hot Hot, uma balada elitista em  pleno centro sujo paulistano, e caminhei por entre as pessoas  superproduzidas, distraindo-se escandalosamente. Aquele caos &lt;i&gt;queer &lt;/i&gt;da  porra da cidade que nunca dorme. Não havia bebido uma dose sequer  naquela noite – mas, em compensação, fumado meio maço no banco de trás  do táxi, no caminho, para ver se me acalmava. Durante todo o percurso,  pensei na Patti. Sozinha, me esperando; todavia incapaz de lhe enviar  uma mensagem sequer e me destestando. Por isto, por tudo. Possibilidades  estragadas. &lt;i&gt;Inferno&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desci do táxi sem saber porque direito estava ali, com uma curiosidade  idiota e certo rancor da Clara, de mim mesma. &lt;i&gt;Sei lá. &lt;/i&gt;Tudo o que eu não  precisava era de outra pessoa que me influenciasse assim, que me tirasse  do sério, me desvirtuasse o caminho. Não neste nível. Já me bastara o  tempo que perdi correndo atrás da Mia. E, convenhamos, nossa história  não era das melhores. Entrei na balada incomodada com a impossibilidade  de voltar atrás. Mas entrei, embarquei na minha própria decisão, e  &lt;i&gt;dane-se&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem cinco minutos procurando-a. E a Clara estava lá, &lt;i&gt;linda&lt;/i&gt;. Os shorts  minúsculos, os cabelos morenos soltos. A camiseta branca &lt;i&gt;vintage &lt;/i&gt;do  Lynyrd Skynyrd, um cinto marrom largo, as pernas maravilhosas de fora e  com um par de &lt;i&gt;uggs&lt;/i&gt;, uma delas apoiada contra a parede. Tinha uma cerveja  em mãos, estava conversando com um amigo e ainda sem me notar. A três  metros, no máximo. Me arrependi de ter ido, &lt;i&gt;merda&lt;/i&gt;, por um instante, agora  que a via parada ali e dava-me conta do que eu estava fazendo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt; Esta garota. &lt;/i&gt;Aquilo era uma péssima – ainda que maravilhosa, esplêndida,  inegavelmente tentadora – idéia; e eu sabia. Ela sorriu ao me ver  aproximar, caminhando na sua direção. &lt;i&gt;Toda magnífica, argh. &lt;/i&gt;O amigo  cumprimentou-me com a cabeça, brevemente, assim que me reparou ali.  “Você veio!”, ela se surpreendeu. Estava animada. Cumprimentei-os de volta com um  meio-sorriso, bem menos empolgado, e fui pro bar logo em seguida. Não sentia vontade alguma  de ser bem educada, não assim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encarei o cara do outro lado como se estivesse prestes a cometer um erro  muito grande. Respirei fundo e apoiei as mãos no balcão, séria.  Pedi-lhe uma dose de whisky com energético e poucos segundos depois, a  Clara parou ao meu lado, encostando com a lateral do corpo na parede.  Não lhe disse nada, sequer a olhei. Pediu algo também para si, &lt;i&gt;uma cuba  libre&lt;/i&gt;, acho; e me encarou, genuinamente contente por eu estar ali. &lt;i&gt;Tarde  demais para voltar agora. &lt;/i&gt;Dei o primeiro gole, conformada. Tentava  entender, na minha cabeça bagunçada, o que diabos eu estava fazendo lá. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_Você foi uma babaca comigo... – disse então, quebrando o silêncio e colocando o copo de volta ao balcão, aí a encarei com calma – ...sabia?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_Eu... – ela me olhou surpresa, apagando imediatamente o sorriso da cara e  voltando-se também de frente à bancada, constrangida, apoiando os braços  da mesma forma – ...eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_E eu não deveria estar aqui – prossegui, ignorando-a já com o copo  novamente em mãos, e enrolei antes de dar mais um gole –, mas estou.  Agora eu é que vou ser uma imbecil completa com outra pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficamos em silêncio. &lt;i&gt;Era verdade. &lt;/i&gt;Dei outro gole – agora que eu já  estava lá, parada ao lado dela, sentia-me frustrada e irritada ao mesmo  tempo. Enfiada numa merda de uma balada lotada e escura, mal ouvindo a  minha própria voz. &lt;i&gt;Argh, puta merda. &lt;/i&gt;Eu tinha umas também, como diria a  minha mãe, que às vezes pareciam duas. Uma capacidade fora do normal de  me arranjar problema para a cabeça, &lt;i&gt;maldição&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_Você não precisa ser... – comentou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_Pois é – suspirei, estranhamente concordando com ela –, não “precisava”, né. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí me dei conta, &lt;i&gt;não é culpa da Clara. &lt;/i&gt;Passei as mãos na cabeça,  internamente revoltada com a minha babaquice inesgotável. Aquilo era  demais, até mesmo para mim. &lt;i&gt;Eu não tenho um puto de moral, porra. &lt;/i&gt;A  Clara não tinha nada a ver com aquilo, &lt;i&gt;eu &lt;/i&gt;tinha. E aceitar isto me doeu  como nunca antes. &lt;i&gt;Por livre e espontânea decisão&lt;/i&gt;, engoli seco. Parte de  mim não podia acreditar que eu havia, de fato, largado a Patti sozinha a  três quarteirões da minha própria casa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_Mas você veio... – a Clara segurou um sorriso e me olhou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá, ok. &lt;i&gt;E agora o quê, esperteza? &lt;/i&gt;Não havia planejado esta parte do meu  grande e impactante discurso. Era só isto, todo o meu argumento e que  sequer parecia se estender mais a ela. Observei-a, me olhando de volta,  os olhos serenos e amendoados, castanhos. Senti a curiosidade voltar, aos poucos. Como uma coceirinha, dessas sutis, que não incomodam tanto.  &lt;i&gt;Merda. &lt;/i&gt;A desgraçada da Clara ainda conseguia, com sua pinta &lt;i&gt;filha-da-mãe &lt;/i&gt; de argentina, se inocentar de qualquer erro seu por mera existência num  mesmo local que eu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Ô droga, viu.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem no fundo, eu guardava uma amargura terrível dela. Por meses, dentro em  mim – e ofuscada, de certa forma, pelo que eu sentia pela Mia na época.  Mas estava ali, imersa. Fazendo par agora com a raiva que eu sentia de  mim mesma, claro. O meu peito pesava, a respiração seguia acelerada.  Encarei-a com certa grosseria, numa atitude inevitavelmente  transparente. &lt;i&gt;Cara... &lt;/i&gt;Como odiava garotas que me intrigavam assim, que  me atraíam sem esforço algum. Contra todas as boas razões para eu não estar  lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“É, vim...”, respondi irritada e num impulso contínuo, empurrei-a contra  a parede &lt;i&gt;cool &lt;/i&gt;da Hot Hot, em estampas psicodélicas. Apertei-a com o meu  corpo, violentamente, num dos beijos mais rancorosos que já dei numa  garota. &lt;i&gt;Ah, foda-se também.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-6694827754082844445?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/6694827754082844445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=6694827754082844445&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6694827754082844445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6694827754082844445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2012/01/o-classico.html' title='O Clássico'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-5795633669364981428</id><published>2011-12-30T12:09:00.006-02:00</published><updated>2012-01-04T01:09:32.343-02:00</updated><title type='text'>"Here I go...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;...and I don’t know why” &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;(Patti Smith)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Saí do banho com uma certa folga ainda no horário. Eram poucos minutos após as dez; o filme só começava lá pelas onze e tantas. Desfilei de um lado ao outro do quarto, indecisa quanto ao que usar, semi-vestida com duas calcinhas sobrepostas e o cabelo ainda úmido. Retornei ao banheiro para secá-lo; o Fer e a Mia estavam trancados no quarto já há algum tempo. No meio do barulho e daquele ar quente todo, desavisada do que estava por vir, ouvi chegar uma mensagem no meu celular, largado na pia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entre os fios bagunçados no meu rosto, li: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Oi, ñ sei se seu numero eh o msm. Qria ter falado + com vc hj. Foi estranho te ver, fiquei pensando mto nisso dps... mas, enfim, ñ vou falar por aqui. Hj vou estar com um amigo na Hot Hot, tô indo pra lá daqui a pouco, se ñ for fazer nd. Te devo uma? Bjs, Clara&lt;/i&gt;”. Fiquei parada por um instante, sem reação. Precisava de algum tempo para processar – direito – todos os acontecimentos daquele dia. Li mais uma vez, em silêncio, e coloquei o telefone de volta na pia em seguida. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sem respondê-la. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De alguma maneira, as suas palavras me inquietavam, sentia-me cutucada – só não tinha certeza em que sentido. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não vou fazer isto&lt;/i&gt;, pensei. Não ia revirar aquilo dentro de mim, não ia me desgastar respondendo. Re-liguei o secador, a fim de não me distrair do meu objetivo ali, observando os meus olhos por inércia no espelho. A inquietude, contudo, continuava lá. Em algum lugar. Joguei o cabelo para um lado, mexendo-o sob o ar quente. Pouco tempo depois, não o suficiente para secá-lo, virei para o outro lado. E então ao oposto, o mesmo de antes, mais uma vez. E aí virei de novo, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;merda&lt;/i&gt;. Senti a ansiedade crescer. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Dane-se&lt;/i&gt;. Coloquei todo o cabelo para a frente, abaixando a cabeça perpendicular ao chão, ignorando o sentimento. Comecei pela franja, aí subi para a nuca e a lateral esquerda, a diagonal da frente. A de trás. A direita. A outra diagonal. A mesma de antes. Voltei à nuca. O lado esquerdo. A franja. Não importava quanto bagunçava meu cabelo, não secava; deixei o ar correr em cima dos fios por um tempo, depois joguei-os para trás e tornei a secá-los normalmente, mas não ia direito. Parecia que eu estava ali há horas – e, provavelmente, tinha ficado menos de 5 minutos. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Droga&lt;/i&gt;. Peguei o celular e li mais uma vez a mensagem. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apoiei ambos os antebraços na borda da pia, segurando o telefone em mãos e olhando para a tempestade em copo d’água que eu, de repente, estava fazendo com o ressurgimento da Clara. E o ciúmes da Mia na sala. Considerei responder, mas, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;o que diabos eu diria? “Já tenho planos.”?&lt;/i&gt; Não, mano. E por algum motivo besta, eu não conseguia dispensá-la. Passei a mão na nuca, encarando o teto e respirando fundo, me livrando mentalmente daquela situação babaca. Engoli todas as minhas idiotices psicológicas e devolvi o aparelho à pia, pegando novamente o secador e ligando-o na última potência. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fechei os olhos e dei início à maior barulheira contínua, secando os fios de um lado para o outro ininterrumptamente. Sacudia-os com as mãos, pela raiz, bagunçando-os abrutalhada e sem pensar em porcaria nenhuma, cada vez mais fortemente. De todos os lados, todos os ângulos. 1... 2... 3... 19... 20... Chega. Larguei o secador sobre a pia do banheiro, de maneira grosseira. E apoiei ambas as mãos na superfície fria, irritada. Respirei fundo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Isto não está certo&lt;/i&gt;, briguei comigo mesma, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não com a Patti&lt;/i&gt;. Me forçaria àquilo, agora; a ir na porcaria do cinema e foda-se a merda da Clara.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Retornei ao quarto com o cabelo semi-seco, porém bonito. Determinada. Peguei os meus novos tênis favoritos – um par dourado de canos médios, todo descolado – e coloquei-os com um minishorts jeans escuro. Apanhei então uma regata branca, destas quase transparentes e largas, indecentes, que ficam soltas ao redor do corpo. Com as pernas de fora, enfiei o celular no bolso e peguei o meu maço e isqueiro acoplado. Sentia como se não pudesse parar um segundo ou faria, de certo, alguma merda muito grande. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Saí do quarto, ainda decidida, e fui para a sala atrás da minha carteira. O Fer estava na cozinha agora, apenas de shorts e descalço; a luz acesa. Se dirigiu à porta do corredor, apoiando-se de lado na parede e me olhando, enquanto comia um lanche improvisado. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Encontrei a carteira, ufa&lt;/i&gt;. Peguei-a apertada no vão do sofá, provavelmente ali desde que estávamos sentados jogando videogame à tarde. Separei apenas o documento e o dinheiro, colocando-os no bolso junto ao maço e largando a carteira de volta no sofá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Humm... – o Fer disse, então, me olhando de cima a baixo toda trabalhada na correria – ...bom encontro com a namoradinha, hein!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Revirei os olhos, sem lhe dar ouvidos. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ela não é minha nam...&lt;/i&gt;, interrompi o pensamento antes que a frase saísse pela minha boca, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;argh,&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;deixa pra lá&lt;/i&gt;. Me movi em direção à porta, sem intenção alguma de desacelerar e apanhei a chave na saída. Andei pelo corredor em linha reta, chamei e o elevador chegou rápido. Já no térreo, atravessei a entrada do prédio determinada e desci para a rua. O shopping Frei Caneca era a poucas quadras dali. Acendi um cigarro, comecei a andar. No entanto, agora, no escuro e perigosamente sozinha, sentia-me estranha. Com um sentimento conhecido no estômago, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;merda&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Segui em frente, ignorando. Passei pela banca, pelos outros prédios. E atravessei a primeira rua. Os jovens bêbados e escandalosos começavam a circular pela Frei e pela Augusta, ao lado; podia ouvi-los ao longe. Caminhei mais alguns passos, olhando os meus tênis novos contra o cimento, tentando me distrair, então encarei o escuro à minha frente e parei. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Inferno&lt;/i&gt;. Virei-me, a cinco metros do ponto de táxi, tomada por uma curiosidade masoquista que não deveria existir. A última coisa que eu queria era provar o Fer certo da sua babaquice barata. Olhei no celular e já eram onze horas, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;droga&lt;/i&gt;. Hesitei ao encostar na porta, querendo voltar ao mesmo lado que estava indo – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;foco, porra&lt;/i&gt;. O motorista me encarava confuso, do lado de dentro de um Palio, com a luz acesa. Entrei. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Sabe onde é a Hot Hot, amigo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Lá pros lado da Bela Vista, na R. Sto Antônio?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É... – afundei-me contra o encosto do táxi num suspiro desgraçado, já me odiando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-5795633669364981428?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/5795633669364981428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=5795633669364981428&amp;isPopup=true' title='50 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/5795633669364981428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/5795633669364981428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/12/here-i-go.html' title='&quot;Here I go...'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>50</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-2421385882637003572</id><published>2011-12-28T18:09:00.000-02:00</published><updated>2011-12-28T18:09:04.188-02:00</updated><title type='text'>Irredutível</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Mas e aí, que rolou hoje?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;_Não, nada. &lt;/span&gt;Só... me cumprimentou na rua e eu, sei lá, tipo... disse que tava indo tatuar lá perto. Mas não rolou nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Cê ficou de boa?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Fiquei... ou, não sei, na real. Foi estranho. Não esperava encontrar ela lá, manja, sei lá. Me pegou meio de surpresa, saca, e fazia tempo que eu não pensava nela... – disse, mas meio dando de ombros, e bebi mais um pouco da cerveja.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Hm, sei...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ela tava... bonita, meu. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Bem&lt;/i&gt; bonita...&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ihhh... – o Fer já começou&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;rir. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Mia subiu novamente os olhos, a muito contragosto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Quê?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Vai começar, hein...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Vai começar o quê, meu?! – me indignei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Você aí... – ele riu, acendendo um cigarro – ...já vai lá se interessar pela menina de novo, certeza.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;_Não vou nada...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;_Ah, vai, sim. &lt;/span&gt;É a sua cara isto... é só você tomar um fora que cê fica obcecada pela garota – tragou, soltando a fumaça logo em seguida; a Mia me observava e eu seguia indignada com a observação dele – Essa mina mesmo, meu! Quanto tempo você ficou com ela antes? E depois tava lá toda mal, sofrendo. Puta &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;bad&lt;/i&gt; e vocês nem tinham namorado, tinham se visto sei lá, quatro vezes no máximo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É que ela era ótima, ué! Só por isto... cê nunca sentiu nada assim, por ninguém que saiu quatro, cinco vezes? Ah, vá Fernando!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não. Não é isto. É você que não resiste a um pé na bunda. Não resiste mesmo, meu. Se for trocada por outra, então... nossa, aí você entra em surto até conseguir a mina de volta. Faça sol, faça chuva, você dá um jeito!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Cala boca, mano. Nada a ver! – me revoltei – E eu não vou sair com ela, não é nada disto, eu tô só te contando, porra... por isto que não te falo mais as coisas, você só me enche, cacete! Não tem nada a ver, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nada&lt;/i&gt; a ver... Eu tô em outra, meu. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_“Tá bom”... – riu e encostou de volta no sofá, sendo irônico – ...vai ser igual aquela lá, como chamava? No colegial a, a... Ná! Não era isso, Natália?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ah, a maldita dona do Infinito&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_O que tem a ver?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ela não te deu um fora depois que vocês se pegaram, tipo, no começo do segundo ano e você ficou toda obcecada com a mina até conseguir namorar com ela no meio do terceiro e foi uma grande merda eterna por sei lá quanto tempo?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não foi uma grande merda – murmurei, contrariada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Claro que foi, vocês só brigavam!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Porque foi uma das minhas primeiras, porra. Você queria o quê?! Eu fiquei quase dois anos com ela, todo mundo briga com as primeiras namoradas, é tipo uma lei universal. Você não sabe se comportar num relacionamento, tem que ter vários antes – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;como se eu, em algum momento, tivesse aprendido... &lt;/i&gt;– e outra: eu tô saindo com uma mina agora, ótima, e a Clara nã...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah é, porque isto sempre te impediu! – me interrompeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, babaca, eu quis dizer uma das boas... do tipo, estou afim de ficar com você mesmo, saca? Não do tipo quero te comer e de boa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Quem, aquela lá do Vegas? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É, a Patti...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Mia voltara-se novamente à TV, emburrada. Fingindo não se interessar pela conversa. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;É, agora faz diferença, né&lt;/i&gt;. Enquanto isto o Fer, me zombando de apaixonadinha, me enchia de socos de brincadeira e acabamos nos engajamos numa pancadaria amigável bêbada, rindo. Eu estava, mesmo, afim dela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-2421385882637003572?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/2421385882637003572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=2421385882637003572&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2421385882637003572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2421385882637003572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/12/irredutivel.html' title='Irredutível'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-6946445819932903292</id><published>2011-12-28T17:42:00.002-02:00</published><updated>2011-12-28T17:42:17.586-02:00</updated><title type='text'>À toa</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De volta ao apartamento, após algumas horas vendo a Lê sofrer para adquirir sua carpa, já pelas 4 da tarde, passei pela porta de entrada e encontrei com o Fer e a Mia sentados na sala jogando videogame. Havia uma travessa de bolo de chocolate parcialmente cheia sobre a mesa de centro. Pediram que sentasse um pouco ali com eles, quer dizer, o Fer quis ver a tatuagem nova. Me acomodei ao seu lado no sofá, roubei a sua cerveja e, por um instante, puxei a lateral da camisa para a que visse, já tomando um gole. Os restos de tinta e um pouco de sangue haviam tirado um tanto da visibilidade por detrás do plástico; o Fer esticou-o com os dedos tentando não me machucar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sentada no chão ao seu lado – digo, do outro lado – a Mia levantou os olhos discretamente na minha direção e observou o desenho por um segundo. Depois tornou a olhar para frente, para a televisão. Fiquei algum tempo comentando a ida ao estúdio com o Fer, a blusa já abaixada e um dos pés sobre a mesinha de centro, segurando a cerveja em mãos. Retomaram a disputa, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Guitar Hero&lt;/i&gt;, e eu acabei ficando por ali com preguiça de fazer qualquer outra coisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Come um pedaço aí... – o Fer comentou, referindo-se ao bolo, sem tirar os olhos da televisão – ...a Mia que fez agora à tarde.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;_Não, tô de boa. &lt;/span&gt;Acabei de tatuar, meu, nem posso comer chocolate...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Nada a ver, mano, cala a boca. Não dá nada! Eu nunca faço essas merdas e todas as minhas tão normais, meu...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, sei lá, né... – respondi, não muito convencida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então olhei para a travessa, toda coberta com a calda de chocolate que sobrepunha o bolo, daquelas grossas e obviamente deliciosas. E aí, claro, mudei de idéia; esticando-me para pegar o que chamei de “tá vai, só um pedacinho”. O Fer riu de mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Pô, ficou gostoso mesmo, hein... parabéns! – comentei, de boca cheia, e a Mia apenas me olhou por um instante sem me dar bola ou agradecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Num raciocínio dos não muito complexos, concluí que ainda me ressentia pela outra noite. Se bem que, na minha humilde opinião, elas nem eram tão amigas assim. Pensei comigo mesma,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; eu é que deveria estar brava, meu&lt;/i&gt;...&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;Mas deixei quieto. Apenas me afundei no sofá, acomodada. Sem nada para fazer até aquela noite, o que era ótimo. A tarde começava agora a perder aquele calor todo das horas anteriores, tornando-se agradável pouco a pouco. Ainda assim, o ar entrava abafado pela janela aberta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bem queria poder arrancar as calças, que me incomodavam categoricamente toda vez que chegava em casa, mas de uns tempos para cá a presença da Mia passara a me inibir. Ela estava de mini-shorts preto e um sutiã da mesma cor por debaixo da regata branca; o Fer vestia uma bermuda qualquer e camiseta branca também. Só eu naquele pano todo, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;argh&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tentei compensar na cerveja gelada, com preguiça de mover-me até o quarto e me trocar. Mandei uma mensagem para a Patti enquanto jazia ali, largada no sofá, bebendo afundada entre as almofadas. Combinei nossa saída à noite, assisti o jogo deles, disputei algumas partidas, depois fiquei à toa. Enchendo a cabeça de pensamentos aleatórios e de Stella, que era uma raridade num apartamento sempre pouco abastado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ei, que cê tá toda brisando aí? – o Fer me perguntou um tempo depois, me cutucando com as costas da mão – Hein, tá pensando em quê?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Nada... pensando só... – tomei mais um gole da minha terceira ou quarta cerveja – ...rolou uma parada, sei lá, estranha hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Conta aí, mano. Rolou o quê?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, encontrei uma... mina... sei lá, não sei se você lembra dela... a Clara, manja?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na mesma hora, os olhos da Mia voltaram à minha direção. Abaixou-os novamente ao chão, em seguida, e não falou nada, me ignorou. Fingiu não se interessar. O Fer, por outro lado, seguia interessado. Disse lembrar dela por todo o escândalo que eu fiz – enfatizou – no dia que a peguei com outra no Vegas, quando saí chutando todas as suas coisas na sala, e pela festa que demos dias depois no apê para me tirar da fossa. A mesma em que me tranquei no banheiro com a Mia, pela primeira vez. Beijara-a semanas antes daquilo, de madrugada no corredor; a Mia havia vindo bater na minha porta, inquieta. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Havíamos discutido sobre a Clara naquele dia, na cozinha, primeira vez que a vi reagir, com ciúmes&lt;/i&gt;. E lembrei então da minha tarde com a Clara, a disputa pelas camisetas e por quem seríamos como estrelas do rock. As pernas dela sobre as minhas, as suas mãos. A pontinha da língua entre os dentes, rindo de mim. Minha cabeça divagou por um instante, encarando o Fer nos olhos enquanto ele falava. Sobre a festa, ainda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-6946445819932903292?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/6946445819932903292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=6946445819932903292&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6946445819932903292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6946445819932903292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/12/toa.html' title='À toa'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-3396387662012923185</id><published>2011-12-27T09:21:00.004-02:00</published><updated>2011-12-27T14:41:12.300-02:00</updated><title type='text'>Björk</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Puxou-me pela mão, entre as pessoas, e sorriu ao me identificar ali no meio; os arredores da Calixto estavam o caos que sempre eram. Ao menos, aos sábados. Arqueei as sobrancelhas surpresa, sem saber direito como reagir àquilo, e tirei o cigarro da boca por um momento. Segurei-o para baixo, ela estava com uma regata preta e o cabelo preso em um grande coque improvisado sobre a cabeça. Me olhou de cima a baixo, me deixando sem jeito, e me cumprimentou absolutamente tranquila. Estava bonita; as pintinhas, a pele branca e os olhos amendoados, aqueles ares de argentina. De jeans básico e ainda All Star, o que estranhei tamanho o calor que fazia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Nossa, o que... – ela sorriu, receptiva e animada comigo – ...você está fazendo pra estes lados?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu tô com uma amiga aí – fiz um gesto com a cabeça e a mão que segurava o cigarro, apontando a direção em que a Lê fora; desconfortável em estar falando com ela assim de repente –, nós...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Mas vocês vieram pra feirinha? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Me interrompeu, perguntando interessada. Agíamos como boas conhecidas, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não sei bem&lt;/i&gt;. Pôs uma das mãos, então, na curva entre o ombro e o seu pescoço delicado, num gesto leve e sutil daqueles que a tornavam realmente, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;filha-da-mãe&lt;/i&gt;, muito sexy. O calor, a situação e toda aquela gente passando ao redor começavam a me incomodar. Mas, por qualquer motivo imbecil, eu não caí fora na mesma hora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, eu... eu vim tatuar lá no, sabe, aqui em baixo depois da Schaumann. O que vo... – me atrapalhei um pouco, estranhamente confusa – ...o que você tá... – ela me olhava, tentando entender o que eu estava dizendo de forma bem pouco articulada, e sorria; só então eu me dei conta – ...ah! Você... você trabalha aqui, não?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Sim – ela riu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E foi aí que me toquei de que estava a um quarteirão da loja onde ela trampava e onde, aliás, eu viera buscá-la incontáveis meses antes, uma vez. Ocasião na qual me enxarquei toda de chuva. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A mesma noite que fomos no Glória&lt;/i&gt;, pensei e tudo me voltou de uma só vez, as recordações da Clara, caindo a ficha da situação em que me encontrava naquele instante, embrulhou-me o estômago. E ela percebeu. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Faz tempo, não faz? – comentou e sorriu para mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Faz. Olha, eu preciso ir, a minha amiga já está lá na frente... – disse, dando sinais com o corpo de que ia sair; a sua presença me deixava estranha – ...eu, a gente... tem que voltar lá pro estúdio, então.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O meu desconforto crescia, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;merda&lt;/i&gt;. Não consegui sorrir, mas por algum motivo tentei ser educada. Quando passa algum tempo, acho, certas coisas perdem a importância. E os erros dela desapareceram. Ela sorriu de leve, de volta, agora um pouco constrangida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá bem... – encostou uma das mãos no meu braço, com intimidade, me olhando com carinho – ...a gente se fala, espero.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Murmurei um “aham” qualquer, meio grosseiro, concordando com a cabeça, e fui colocando o cigarro de volta entre os lábios, já me virando para descer e sair dali. Não dei bola, tentei ao menos. Ela ficou me olhando ainda, a menos de um metro na mesma calçada, e eu procurei não pensar naquilo. Desci a rua até encontrar a Lê, já do outro lado da feira, reclamando que nos atrasaríamos e perguntando quem era. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ah, uma garota aí...&lt;/i&gt;, eu disse, meio chateada&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sabia por que me sentia tão estranha. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não tinha sequer gostado de vê-la. Ou gostara&lt;/i&gt;, não sabia dizer. A Lê insistiu ainda, curiosa, e eu mudei de assunto, preferia não falar daquilo. Voltamos ao estúdio e eu ficaria, de qualquer forma, fechada ali pelas próximas horas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-3396387662012923185?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/3396387662012923185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=3396387662012923185&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3396387662012923185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3396387662012923185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/12/bjork.html' title='Björk'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-3104730158047880347</id><published>2011-12-26T09:47:00.001-02:00</published><updated>2011-12-26T09:48:48.465-02:00</updated><title type='text'>Pain Lovers</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu havia esquecido de quanto, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;filho da puta do caralho&lt;/i&gt;, aquilo doía. Argh. Minha costela parecia rasgar-se aos poucos. E o açogueiro que sobre ela pendia, o tatuador, achava graça no meu sofrimento. Aliás, ele e a minha amiga da onça, toda vingativa, que me chamou de “bicha” durante o processo inteiro. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O lugar também não ajudava: a pele ali é fina e o osso por debaixo aumenta a sensibilidade. É um dos piores. Todas as minhas outras haviam doído menos, algumas deram até gosto. Já aquela estava me matando; era complexa e sólida, feita para transformar qualquer um em macho. A minha outra da costela, a do Pequeno Príncipe, já no lado oposto, era pequena e vazada, fora bastante simples de suportar. A nova, uma caveira do Día de los Muertos rodeada por rosas vermelhas, quase me fez desistir após terminado o contorno. Mas o cara era rápido – e eu já tinha pagado, de qualquer forma. Então, com muito esforço, engoli.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O mesmo tipo de rosas, com traços &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;old school&lt;/i&gt;, compunha a minha maior até então. Ficava no alto do braço direito – lado oposto àquela nova – e foi, por muito tempo, a favorita da Mia. Ela gostava de flores tatuadas, as minhas me lembravam ela. Todas as outras estavam espalhadas pelo corpo, eram menores e mais significativas. Duas semelhantes associadas aos meus pais, em locais diferentes; uma para minha primeira namorada, o símbolo do infinito no pulso; uma ao redor do tornozelo; e um pequeno triângulo vazado no antebraço, por dentro. De certa forma, eu me apegava às minhas tatuagens.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mais do que às mulheres. E os meus planos incluíam ainda uma série delas – pelas quais eu ansiava durante o ano todo e juntava dinheiro religiosamente. A última havia sido para a minha mãe, no alto das costas – a dedicada ao meu pai eu fizera há anos e ela, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;claro&lt;/i&gt;, reclamou. Não me importava, atribuía significado a todas. A caveira do Día de Los Muertos, por mais contraditório que soasse, simbolizava a vida e era importante para a minha nova fase. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Da mesma forma, encantavam-me as mulheres tatuadas, numa intensidade justificada apenas por fetiche. Conversei ao longo das horas com o tatuador e a Lê sobre os mais belos exemplos que haviam por aí – ele se divertia conosco e com os nossos comentários &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dyke pride&lt;/i&gt;. Imprestabilidade imensa. Rimos muito, o que ajudou a esquecer um pouco a dor em determinados momentos. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando enfim terminou, o cara limpou todo o sangue da minha pele e a sujeira de tinta preta e vermelha ao redor; e eu me levantei para ver no espelho. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Do caralho. Muito do caralho, meu&lt;/i&gt;. Sorri como se tivesse vencido uma maratona, absolutamente recompensada. Foda-se o dinheiro, foda-se a dor desgraçada. Aquilo ia sempre valer a pena. Em seguida, a Lê se aproximou e com o celular em mãos, elogiou o trabalho dele, enquanto tirava uma foto para o Instagr.am – me posicionei reta, na lateral, toda orgulhosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Platifiquei-me. Agora era a vez da Lê de sofrer nas mãos do cara, mas antes sairíamos para almoçar os três. Ele encontrou um amigo no bar próximo. Tínhamos uma hora, eu e a Lê, o que me sobrava tempo para ir olhar as câmeras na feirinha da Calixto. O sol estava de rachar, subimos a Teodoro e pegamos qualquer coisa para comer no Habib’s da esquina, seguindo direto para a feira lotada. Me entreti por algum tempo na barraca de um maluco cheio das polaroids antigas, mas como toda vez que eu ia na Calixto, percebi que não tinha dinheiro para pagar nem um quinto do que pediam por cada antiguidade e artefato ali.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Subimos um pouco mais na Teodoro, passando pelas infinitas lojas de novos designers e de instrumentos musicais, até a ruazinha da Choque Cultural onde trabalhava uma amiga da Lê. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Cara, eu adoro este bairro&lt;/i&gt;. Batemos papo por algum tempo, entretidas, mas aí já era hora de voltarmos. Conforme fomos descendo a Teodoro, me engajei em conseguir acender um cigarro no meio daquela gente e andando sem pausa. E foi quando dei de cara com a Clara. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-3104730158047880347?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/3104730158047880347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=3104730158047880347&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3104730158047880347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3104730158047880347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/12/pain-lovers.html' title='Pain Lovers'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-220692132143862277</id><published>2011-12-24T18:38:00.005-02:00</published><updated>2011-12-24T18:42:56.151-02:00</updated><title type='text'>OST 3!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então... é Natal! ;-)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a tempo de salvá-las dos lamentáveis &lt;i&gt;hits &lt;/i&gt;da Simone, chegou a 3ª edição da trilha sonora do Fucking Mia. Eee! Com direito a capa (todas criadas pela leitora e incrível Marcella Oliveira, obrigada! ♥) e até casa nova, para quem estava reclamando que o link não rolava. Todos os downloads, inclusive dos dois CDs anteriores, foram dispostos e organizados num Tumblr muito gracinha feito pela sensacional Tate, que algumas de vocês devem conhecer do podcast "&lt;a href="http://fuckartplaylists.tumblr.com/" target="_blank"&gt;Fuck Art, Let's Dance!&lt;/a&gt;". Eu ameeeei o novo endereço e estava louca para compartilhar com vocês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desejo a todo mundo que lê o blog, suas lindas e lindos, um feliz Natal e absolutamente fantástico Ano Novo. Calma, ainda vai rolar posts em 2011! rs Peço desculpas também pela minha ausência aqui do blog, esta vida de gente grande não tá fácil, galera... Espero que continuem lendo e gostando tanto assim, amo os comentários e a participação de vocês. Muita coisa boa para rolar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://fuckingmiaost.tumblr.com/" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="97" src="http://4.bp.blogspot.com/-VYQH6CBYdiA/TvY28lk2DGI/AAAAAAAAAE0/-BxJXEqd3Pw/s320/fm-ost.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas, portanto, eis as trilhas sonoras do BLOG:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://fuckingmiaost.tumblr.com/" target="_blank"&gt;http://fuckingmiaost.tumblr.com/&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; ♥&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-220692132143862277?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/220692132143862277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=220692132143862277&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/220692132143862277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/220692132143862277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/12/de-feliz-natal-ost-3.html' title='OST 3!'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-VYQH6CBYdiA/TvY28lk2DGI/AAAAAAAAAE0/-BxJXEqd3Pw/s72-c/fm-ost.png' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-4173317957166324982</id><published>2011-12-23T04:17:00.009-02:00</published><updated>2011-12-23T04:59:06.173-02:00</updated><title type='text'>Mancadas clássicas</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Hm... que horas são? – murmurei sonolenta, enfiada no travesseiro. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Patti estava em pé, apoiada na janela, com um cigarro na mão. E completamente nua. Como se eu a tivesse libertado dela mesma –  observei-a com admiração e sorri. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Hum, só 19 anos...&lt;/i&gt;, acompanhei a âncora tatuada em sua coxa com meus olhos esticados por cima do travesseiro. Ela, que antes olhava o movimento lá fora, agora me encarava de volta serena, com um meio-sorriso no canto da boca. Repeti-lhe a pergunta e ela sorriu um pouco mais, arqueando as costas para olhar um relógio na parede atrás de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;_Dez e vinte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Respondeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá brincando?! – dei um pulo, na mesma hora, já pegando a calcinha no chão – ...merda, merda... mil vezes merda... – vesti-a rapidamente e comecei então a procurar pelas minhas roupas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_O que foi? – ela se assustou – Você tem que ir??&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu vou tatuar, tá marcado às 10 e meia... – coloquei (sem abotoar) o jeans e fui calçando de qualquer jeito os All Stars – ...que merda, mano. Minha amiga vai me matar, cara!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Calma, eu te levo! &lt;span lang="EN-US"&gt;Onde é? É perto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;_Não, meu. Fica aí! &lt;/span&gt;Não precisa se vestir, sair correndo... – coloquei o sutiã preto, vestindo a camiseta amarrotada e fechando já as calças -&amp;nbsp; ...deixa, eu pego o metrô. Dá tempo!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mentira. Não dá.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Beijei-a rapidamente, num selinho firme. E corri escada abaixo para pegar o primeiro táxi que aparecesse, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;desgraça&lt;/i&gt;. O desenho estava bem dobrado no bolso da jaqueta. Podia ouvir, na minha cabeça, a Lê me xingando de todos os nomes possíveis. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não ia dar tempo&lt;/i&gt;. Por que diabos eu fui insistir de ser a primeira? Agora eu ia conseguir foder de vez o barraco e o tatuador certamente ia querer sair para almoçar depois, a pausa ia ficar imensa e uma de nós não tatuaria tudo naquele dia. Cara, eu era uma mulher morta. Morta. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Droga!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Só me dei conta da grosseria – e tamanha – quando já estava longe demais para reparar o dano, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;inferno&lt;/i&gt;. Fechei os olhos, apertando-os em arrependimento, conforme o taxista descia a Arcoverde. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não se larga uma garota assim, não uma hétero, porra, depois da sua primeira noite ever com uma mina ainda! &lt;/i&gt;Por um segundo, por um segundo temi que pensasse mal de todas as lésbicas do mundo, como um todo – e que passasse, agora, a ficar com um pé atrás comigo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ah, isto não&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Escrevi: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ei, desculpa sair correndo assim. Mas a minha amiga vai me matar, juro juro. Posso te compensar, talvez, com um jantar mais tarde? ;-)&lt;/i&gt;”. Após enviar, já mais aliviada, olhei para frente pela janela e notei o trânsito em que estávamos. Um pouco mais abaixo, a Arcoverde estava completamente&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;congestionada por conta da tradicional feirinha boêmia da Calixto. Quinze para as onze em pleno sábado, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;é óbvio&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Deixa, amigo... vou a pé daqui! – toquei no ombro do motorista, já tirando o dinheiro da carteira – Quanto deu?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bati a porta do táxi, descendo a rua entre os carros com pressa. Já havia subido na calçada quando a Patti me respondeu. “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Relaxa, vms sim!&lt;/i&gt;”, ufa. Segui descendo e digitei apressada, dividindo minha atenção entre a rua esburacada e o visor do celular. Perguntei o que ela queria fazer e, para o infortuno dos meus extintos anos de estudante, ela escolheu ir ao cinema. Não discuti a respeito, contudo; aceitaria qualquer coisa que propusesse e pelo menos era do lado de casa, no shopping da Frei Caneca. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Devo esta a ela&lt;/i&gt;, pensei, já a poucas quadras do estúdio de tatuagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Atravessei a Henrique Schaumann – o semáforo da avenida não fechava nunca! – com certa impaciência. Tinha em mãos o primeiro cigarro do dia, já pela metade. Sabia que teria que entrar direto assim que chegasse e me preocupava o meu estômago vazio. Andei mais duas quadras já na Francisco Leitão e logo pude avistar a minha amiga, revoltada, parada em frente ao estúdio e apoiada em um poste, com os óculos escuros moderninhos e o cabelo curtinho arrepiado para cima. Estava de bermuda, daquelas bem sapatão mesmo, porque decidiu de última hora que tatuaria na panturrilha. Fumava impaciente. Me aproximei, já receosa da bronca, atravessando a rua até ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Mano, tomar no cu você e essa merda da sua pontualidade, cara. Eu vou te matar... – a Lê tirou os óculos, me segurando pelo braço como uma criança e arrastando para dentro do estúdio, jogando o cigarro fora na sarjeta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-4173317957166324982?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/4173317957166324982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=4173317957166324982&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4173317957166324982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4173317957166324982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/12/mancadas-classicas.html' title='Mancadas clássicas'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-3278617279994865544</id><published>2011-12-21T04:00:00.014-02:00</published><updated>2011-12-21T04:35:50.229-02:00</updated><title type='text'>À diante</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Encostou a cabeça sutilmente na parede, curvando-se de lado. Os longos fios morenos pendiam no ar, o ombro tocava apenas de leve a parede do corredor. Havíamos conversado por mais de uma hora sentadas na escada de um edifício pequeno em Perdizes, onde morava com duas amigas, e agora parávamos para eu fumar já próximas a seu apartamento. Deslizou o corpo lentamente e percorreu as costas na parede fria, apoiando-se dos ombros à cabeça, agora por completo. Me olhava, à espera. Era como se a Patti posasse, disponível e de certa forma serena, voltada de frente para mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu estava sentada do outro lado do corredor, as pernas dobradas e abertas de leve, os braços apoiados nos joelhos. Uma das mãos segurava um cigarro já quase terminado e a outra, acima da cabeça, mantinha a minha franja bagunçada fora do rosto, enquanto observava-a de gracinha ali comigo, em pé. Cara. Já sentiram como se pudessem, de fato, sofrer por vontade de uma garota? Vontade &lt;i&gt;dela&lt;/i&gt;, vontade física, porra. Mesmo que contida só por alguns instantes – você ali, parada. Perdendo qualquer sanidade. &lt;i&gt;Puta que pariu&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Incontáveis vezes, na minha vida. E esta era uma delas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sorri breve, sem tirar os olhos de cima da Patti. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Você vai me matar, mano&lt;/i&gt;, pensei e joguei fora a bituca, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;preciso parar com essa imbecilidade de pôr hétero na minha cama&lt;/i&gt;. Imbecilidade porque eu já sabia como era e certamente o seria. O lance com as inexperientes no ramo da sapataria é que elas freqüentemente funcionam como fáceis elogios ao nosso desempenho e, consequentemente, acabam por tirar-nos do sério. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E tiram, mais ainda, por não saber retribuir o favor. Te enlouquecem por horas, de maneira não premeditada, alheias a qualquer autoconsciência sexual &lt;i&gt;saphos &lt;/i&gt;e você acaba por terminar a noite exausta, gratificante e previsivelmente com o ego fora das devidas proporções, mas prestes a explodir. E digo, realmente prestes a explodir. É de socar o travesseiro, morder o lençol, chutar a porra da porta do quarto e ir fumar a um mínimo de quinze metros de distância da garota. É o tipo de frustração egocêntrica que vicia. E aí quando você finalmente se cansa da tortura, passa os meses seguintes comendo lésbicas de carteirinha, uma atrás da outra. Orgasmo garantido e etc. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Agora lá estava eu, de volta ao primeiro estágio do masoquismo egocêntrico. Já sofrendo por antecipação, com uma mulher maravilhosa à minha frente e um potencial carinhoso tremendo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Vamos lá&lt;/i&gt;. Levantei-me, indo direto na sua direção. Precisava garantir-me naquela e ela estava ainda na parada sugestiva e sutil, tateando as possibilidades. Eu já não. Coloquei as mãos na sua cintura, beijando-a contra a parede, num movimento brusco – e desci os dedos firmemente para as suas coxas, erguendo-a no meu colo. Não teve sequer tempo de pensar, entre um beijo e outro. Mas abraçou-me com vontade, segurando-se. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pelo tempo que agüentei-a. E não foi pouco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No quarto, porém, o tom mudou. Não a intensidade, nem o foco. Acompanhava agora à meia luz, mas da mesma forma, cada uma das suas curvas. E ela parecia insistir em esconder-se, de si mesma e de mim, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sei lá&lt;/i&gt;, transparecia constrangimento. Ou uma insegurança inédita no nosso convívio. Fosse o território desconhecido, fosse a merda da suposta autoconsciência feminina, aquela imagem ridícula que algumas têm do próprio corpo – e que eu sempre, sempre odiei. Especialmente na ala hétero, uma incidência muito mais pesada do que na lésbica, tradicionalmente mais livre de conceitos sociais. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Algo a ver com o feminismo, talvez&lt;/i&gt;. Presumia e ela disfarçava bem, via seu esforço em manter-se desinibida. Por uma noite, aquela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nua. Eu empunhava o lençol, deslizando-o lentamente pelo decorrer do seu corpo. &amp;nbsp;Aos poucos, descobriam-se uma a uma as tatuagens &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;old school&lt;/i&gt; que lhe decoravam a pele e eu a olhava, admirada, sem desviar o meu interesse. Nem por um segundo. O lençol percorreu, por fim, os seus dedos. E aí caiu liso sobre o colchão. A Patti permaneceu deitada, ainda que inquieta; apenas sua respiração pulsando sob uma espera que lhe parecia agonizante. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ah. Sempre existiu, ainda que não houvesse qualquer forma de contato, de mútuo tato, algo de muito intenso e íntimo em duas mulheres despidas numa mesma cama. Sem pressa, movimentando-se femininas. E movi-me então na sua direção. Ela me aguardava tensa, como se fechasse os olhos antes de um grande salto. E fiz com que os abrisse. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A melhor parte é estar solta no ar, garota.&lt;/i&gt; Procurei meios que a fizessem compreender, lentamente, o que eu tanto via nela. Em cada centímetro dela. Em cada pedaço que, pouco a pouco, eu percorria. Com os dedos, com a boca. Com todas as minhas mais vivas intenções.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E ela por fim, entendeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-3278617279994865544?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/3278617279994865544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=3278617279994865544&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3278617279994865544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3278617279994865544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/12/diante.html' title='À diante'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-1030018655575184303</id><published>2011-12-19T23:18:00.001-02:00</published><updated>2011-12-19T23:34:03.459-02:00</updated><title type='text'>Hipotética infundada</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E ainda assim, a ideia não saía da minha cabeça. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Filhos da puta&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ah, não. Eu não ia enlouquecer por culpa daqueles dois mal-amados. Eu me recusava, isto sim, até o último copo de whisky. E passei a madrugada seguinte em claro, atormentada pela média de acertos dos comentários da Marina sobre a minha vida, mas me entretendo com uma garrafa irlandesa e a coleção de videogames do Fernando, que me acompanhou na imprestabilidade sedentária até as duas. E aí foi-se dormir para conseguir trabalhar direito no dia seguinte. Segui sozinha – estas eram, afinal, minhas primeiras “férias” em muito tempo –, convencendo-me entre uma pista e outra de Mario Kart de que a Mia não tinha influência alguma em quem eu queria ou deixava de querer. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já na tarde que se seguiu, pouco depois das 13h, a ressaca me puxou semi-adormecida do sofá e arrastou-me até o chão frio do banheiro, onde acordei de vez. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ótima maneira de passar as mini-férias&lt;/i&gt;. Precisava agora me apressar para conseguir chegar a tempo num exame admissional, nas redondezas da praça da Sé, às 14h. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Inferno&lt;/i&gt;. O calor abafado e aquelas nuvens enjoadas que cobriam o céu paulistano quase me fizeram vomitar por diversas vezes naquele metrô suado. Cheguei intacta, porém, e saí da mesma forma. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ufa&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fui direto ao meu antigo trabalho, resgatar a carteira de trabalho que havia deixado lá para assinarem. A Patti me enviara uma mensagem durante o percurso, em algum momento, mas li-a apenas ao sair do estúdio. Caminhava cansada e azeda pelas ruas estreitas da Vila Madalena, em direção à casa do Tchiello para pegar o meu desenho, e por algum motivo não consegui lhe responder. Bloqueio emocional estúpido. O calor começava a me irritar, baixando minha pressão e deixando-me mole. “Ele saiu faz uns 10 minutos, foi levar a Pri no metrô”, disse a mãe dele no portão, referindo-se à namorada do Tchiello, “já, já deve tá chegando aí!”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Droga&lt;/i&gt;, esperei. E na volta, já com o desenho em mãos, amassei meu amigo num surto de felicidade. Quase sufocado, ele me xingou repetidas vezes, rindo. Aquela seria a minha a minha oitava. Delírio, endorfina das puras. Fiquei para algumas cervejas com ele e saí já com o sol ameaçando se pôr. Pensei na Patti de repente, na manhã anterior. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Cara,&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;eu estou sendo uma idiota&lt;/i&gt;. Pensei que estragaria tudo, como sempre, e a respiração apertou o meu peito. Não sabia porque gostava dela, apenas três dias depois e assim, tão inesperada e gratuitamente – mas o fato, danem-se, é que gostava. Com Mia &lt;s&gt;ou sem Mia&lt;/s&gt; antes. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Peguei meu celular. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Hope my new star doesn't turn to dust&lt;/i&gt; – disquei para ela. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;You think I'm playing with you&lt;/i&gt;..., poucos instantes depois ela atendeu e eu sorri, aliviada, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;...but i'm just afraid to lose&lt;/i&gt;. Cumprimentei-a animada, já brincando, fazendo qualquer gracinha que me veio à cabeça, quase chegando à estação de metrô Clínicas. Ela parecia feliz de ouvir-me dizer seu nome, competindo com o tráfego de ônibus e carros barulhentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E aí, já cansou de mim?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Estranhamente, não... – ela riu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Posso ir te ver então?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A mudança automática de percurso veio, como muitas vezes antes viera. Arrependível, ah, isto com certeza. Mas foda-se a Marina. Ela sem esforço algum provaria-me errada, e muito em breve, só que hoje não. &lt;span lang="EN-US"&gt;Hoje não. Esta noite, garota, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;I'm trying hard to find my way to keep you&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-1030018655575184303?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/1030018655575184303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=1030018655575184303&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/1030018655575184303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/1030018655575184303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/12/hipotetica-infundada.html' title='Hipotética infundada'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-1056880854186881705</id><published>2011-12-16T09:44:00.009-02:00</published><updated>2011-12-16T09:55:44.255-02:00</updated><title type='text'>Hush! Hush!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Vc. me faz sentir em casa, de um jeito estranho&lt;/i&gt;”. Olhei a sua mensagem, já pela terceira vez, e sorri. Estiquei os pés sobre o apoio lateral do sofá e traguei mais uma vez. Dei uma bola, segurei o hashishe por alguns instantes no pulmão, o corpo calmamente apoiado nas almofadas. E então deixei que a fumaça saísse. O sol começava a se pôr do lado de fora da Frei Caneca, todo o cômodo tomara aos poucos um tom alaranjado. Eu já havia respondido a mensagem, há alguns minutos, e não obstante olhava-a incansavelmente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aquela tarde de quinta-feira estava tranqüila. Tirei da tela, apertando o botão de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;backspace&lt;/i&gt;, e abri campo para uma nova mensagem. Coloquei animada o número do celular da Marina, decorado há alguns anos, no destinatário. “Qdo vc. ñ consegue parar de ler uma msg...”, hesitei. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;...quer dizer que você está apaixonadinha?&lt;/i&gt; Ah, não mesmo. Não dava. Por mais que fosse a Marina, alguém que possivelmente adoraria receber este tipo de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;insight&lt;/i&gt;, principalmente um que partisse de mim, eu não podia mandar aquilo. Deletei tudo, de uma vez. E comecei de novo: “Ñ consigo parar de olhar p/ a msg de uma garota”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Resumi.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E a Marina, claro, respondeu no mesmo instante, antes que eu levasse mais uma vez a seda cuidadosamente apertada aos lábios. “QUE GAROTA????? :) :) :)”, em letras maiúscilas exageradas, eu comecei rir sozinha. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Você se empolga, né, Marina&lt;/i&gt;. Não havia lhe contado direito sobre a Patti e a noite de terça no Vegas, dada a situação com a Bia no dia anterior. Ocupara-me a manhã toda, aquela, com a Patti e a sua boca e seus sorrisos e cochichos delicados &amp;nbsp;na minha cama. Dávamo-nos bem. E em raras ocasiões na minha vida, isto pareceu-me melhor do que... &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;bem&lt;/i&gt;, sexo. Respondi.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Mas essa ñ é a q. vc. conhece faz, sei lá, 1 dia?”, ela respondeu. “E?”, soltei a fumaça no ar despreocupadamente e sentei-me, o meu cabelo começava a bagunçar pelo tempo ali deitada. Curvei-me sobre a mesinha de centro e aí deslizei suavemente uma das pontas na parede do cinzeiro, fazendo com que as poucas cinzas formadas caíssem. Ainda estava com o celular em mãos, mas a Marina não me respondia. Larguei-o sobre a mesa, ao lado do cinzeiro já um tanto sujo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Preciso limpar isto algum dia ou vai impregnar a casa toda&lt;/i&gt;, pensei. Sem me mover um centímetro, no entanto, óbvio. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Traguei mais uma vez e decidi parar naquela – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;hash&lt;/i&gt; batia mais forte em mim, apenas um pouco além daquilo e eu ficaria realmente chapada. Deixei estar e apaguei-o no cinzeiro, deixando-o apoiado na borda. O celular vibrou sobre a mesa. “Vc. ñ acha q.”, li, “pode estar projetando um pouco? :-/”. Ofendi-me na mesma hora. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Meu... projetando o que, Marina?!&lt;/i&gt; Ah, não, eu não precisava daquele tipo de comentário. Não dela. Bufei, toda irritada. Olhava a tela do celular e não entendia aquela postura, deixei-me afetar a contragosto. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Projetando o que, meu?!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Neste mesmo instante, o Fer entrou no apartamento carregado de sacolas plásticas nas mãos. Me cumprimentou, falando qualquer coisa que não prestei atenção, e deixou as chaves sobre a mesa ali ao lado. Atravessou então o cômodo e foi direto para a cozinha, onde acomodou as compras pelos cinco minutos seguintes. Aí retornou à sala; eu ainda não havia respondido para a Marina. Ele começou a falar e eu virei-me para olhá-lo, em pé metros atrás do sofá, tentando abrir um pacote com os dedos e os dentes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Fez o que... – perguntou-me quase indecifravelmente, com a boca ligeiramente ocupada – ...o dia todo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Fui lá no Tchiello agora à tarde, pedi pra ele desenhar uma parada pra mim... vou com a Lê, sábado, tatuar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;_É? &lt;/span&gt;Mas cês vão onde?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Num lá em Pinheiros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Notei mais uma mensagem da Marina no celular largado sobre a mesa, mas não peguei-o para ler. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não quero saber&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Hum... – finalmente conseguiu abrir o pacote e sentou-se na poltrona ao lado do sofá onde eu estava – ...e quem tava aí hoje de manhã? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, uma menina – espreguicei-me, enquando falava, esticando-me contra o encosto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, jura?! E você resolveu inovar também em... sei lá... outras áreas da sua vida?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Babaca – eu comecei a rir dele e peguei o celular para ler.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Flor, ñ se chateia. Eu só acho q. vc. devia ir com calma e ver se... se é isto msm”, a Marina havia me escrito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Que menina?! – o Fer prosseguiu, deixando as brincadeiras de lado, e eu desviei o olhar da mensagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, aquela lá, do Vegas – sorri para ele – Patrícia, Patti.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então ele me olhou, como se estranhasse, arregalando os olhos por um instante e aí suspendeu as sobrancelhas, dando de ombros. Como se dissesse “bom, então tá”. Não entendia a reação das pessoas. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Qual é agora?! &lt;/i&gt;Não era como se eu nunca tivesse me interessado por ninguém, na minha vida toda, por mais de um dia. Ainda que, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;tá&lt;/i&gt;... &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ok. &lt;/i&gt;Consecutividade podia não ser exatamente o meu forte, mas, meu, e daí?! &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Me deixa, porra. Finjam menos supresa, exibam menos relutância; sejam educados, caralho&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emburrei-me, balançando a cabeça comigo mesma e parei de olhar na direção do Fer. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Isto é ridículo&lt;/i&gt;. Quem era a Marina também para ficar aí pressupondo teorias conspiratórias a meu respeito, a respeito do que eu sinto ou não por uma garota?! Eu estava bem – &lt;i&gt;e estava bem há meses&lt;/i&gt; –, estava livre, limpa de romantismo fracassado. Não era como se, como se, se a garota estivesse substituindo a porcaria da Mia na minha vida. No meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-1056880854186881705?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/1056880854186881705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=1056880854186881705&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/1056880854186881705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/1056880854186881705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/12/hush-hush.html' title='Hush! Hush!'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-668161106551910676</id><published>2011-12-05T09:09:00.001-02:00</published><updated>2011-12-05T09:33:12.218-02:00</updated><title type='text'>Os Minutos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;[ 6:08 ]&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A posição terrivelmente incômoda, acabei acordando. Estava desconfortável. Os meus pés encontravam-se largados no chão, as pernas afastadas e meio de qualquer jeito. Meu corpo havia pendido um tanto para a esquerda, sentada contra a cama do meu quarto, as costas no meio da beirada de madeira e o pescoço doendo latejante, após o que provavelmente haviam sido horas forçando-o na direção errada. Dei um suspiro repentino, saindo daquele estado semi-desperto dolorido, e retomei a consciência. Lá fora, o dia amanheceria chuvoso; havia uma brisa gelada e certa luminosidade vinda da janela – não o suficiente, porém, para indicar o fim da madrugada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ergui o rosto, olhando para o colchão trás de mim: também apagada, mas numa posição um pouco melhor, a Patti dormia confortavelmente. Os pés descalços, as pernas num shorts jeans curto desses de-ficar-em-casa e uma camisa xadrez azul da última moda, de flanela e bem acinturada, as mangas arregaçadas até a metade do antebraço. Havíamos conversado no quarto, antes, até altas horas após terminado o filme lá na sala e, em algum momento, sem planejar, capotamos as duas. O Fer não estava em casa, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ou não o ouvi chegar&lt;/i&gt;. Arranquei os meus tênis, largando-os no chão. Apenas com as meias agora nos pés, subi na cama, passando por cima de seus joelhos até o outro lado, em silêncio, e me acomodei no restante de colchão entre ela e a parede. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Afundei-me no travesseiro, de forma gostosa; sentia-me aconchegada. O quarto estava frio e ali, não. Ajeitei a cabeça, olhando-a dormir, bem de perto, e pensei por um instante em colocar o meu braço ao seu redor. Hesitei estranhamente, contudo. Observava-a, quieta. Sentia como se pudesse quebrar rápido demais qualquer barreira, sem o seu consentimento, adormecida e ainda ligeiramente hétero ao meu lado. Me acomodei, então, na minha. Dobrei o braço por debaixo do travesseiro, apoiando o rosto, e fechei os olhos. Não demoraria a cair também no sono.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;[ &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;6:23] &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Revirei o corpo, as costas para cima, encostando a barriga contra o colchão. Ela acordou. Senti-a despertar num suspiro, movendo-se ao meu lado; o meu sono estava leve. Fiquei em silêncio por um tempo, o rosto afundado em inércia no travesseiro. Nada por alguns instantes. Até que, milimetricamente, o lençol de algodão abaixo de mim deslizou. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Virei o rosto para o seu lado e encontrei-a, com os olhos levemente abertos. Observava o teto, calmamente. Retirei o cabelo de cima da cara, com uma das mãos, e deitei esta mesma em seguida sobre a sua camisa xadrez. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O que você está pensando, hum, aí quietinha?&lt;/i&gt; E como se não contestasse o meu gesto anterior, afundei deliberadamente os dedos pela flanela, no decorrer da sua cintura morna. Quase abraçava-a, daquele jeito; apoiei o braço por cima do seu estômago e fiquei. Ajeitei-me com o corpo, agora de lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Acordou? – disse, noutro suspiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela virou o rosto na minha direção e sorriu. Mas não respondeu. Eu sorri de volta, ainda com sono. Sentia-me bem, fluíamos naturalmente; ela tornou a olhar para os cantos intocáveis do cômodo&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;. &lt;/i&gt;O amanhecer estava tranqüilo. A calma, o silêncio preenchiam o quarto de forma agradável, fora do tempo. A minha mão permanecia imóvel, na lateral oposta do seu corpo. Instantes depois, virou-se igualmente de frente para a mim; o corpo de lado no colchão; e apoiou a cabeça também sobre o braço dobrado. Desta vez, eu sorri primeiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Acho que a gente... – murmurou, sorrindo de volta – ...acabou meio que...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela achou graça, espreguiçando-se aos poucos. Disse que perderia meio período, que estava com preguiça de levantar. “Está quentinho aqui”, brincou. Minhas mãos escorregaram por sua cintura, procurando um canto confortável. Apesar de novidade, a Patti me dava um sentimento quase nostálgico. E eu estava gostando de estar ali com ela. Acordara com preguiça do mundo porta afora, fiquei. Sem levantar correndo, sem dar desculpas. A observava, em silêncio, tranqüila. Como se não tivéssemos nada para fazer naquela manhã de quinta-feira. Era curioso, ela parecia cheia de pensamentos escondidos. Os meus dedos passeavam lentamente sobre a sua blusa, acompanhando os traços sutis do xadrez. Ela virou para mim novamente, deitando o rosto sobre o braço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E eu... eu sou a primeira hétero a... – sorriu, falando baixo – ...digamos, “dormir” na sua cama?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não... – eu ri, sincera – ...teve algumas outras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Teve?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Bom – retomei –, dormindo deste jeito... talvez não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Hum. Então quer dizer que você gosta de garotas difíceis... – pressupôs e eu achei graça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, na verdade não importa muito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mas eu gosto de você.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Me olhava. Levantei a mão até o seu rosto, delicadamente. E deslizei os dedos pela lateral da sua face, os olhos, as bochechas, o queixo... a sua boca. Havia algo nela que me desconcertava, na Patti. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Patti... Patti “Smith”&lt;/i&gt;. Ela me atraía sem esforço algum. Percorri os poucos centímetros de pano, ainda entre nós, movendo-me na sua direção. E beijei-a suavemente. Um após o outro, pequenos selinhos curtos. E lentos. Os meus lábios tocavam-na e suspendiam-se, sucessivas e intencionadas vezes no canto da sua boca. Deixei os meus dedos entrarem nas mechas morenas do seu cabelo. Ela subiu uma das mãos, de leve, pelo meu braço e a apoiou em meu rosto. Entreabriu os lábios e beijou-me de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-668161106551910676?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/668161106551910676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=668161106551910676&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/668161106551910676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/668161106551910676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/12/os-minutos.html' title='Os Minutos'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-9090538201637106407</id><published>2011-11-30T09:04:00.004-02:00</published><updated>2011-11-30T09:44:01.276-02:00</updated><title type='text'>La Petite</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Os caras devem fazer fila por você, hein? – observei-a, realmente bonita ao meu lado, brincando distraída com uma almofada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Como se fosse difícil, né, os homens andam tão “pouco” desesperados nas baladas... – a Patti respondeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A pipoca já havia esfriado, o pouco que havia sobrado entre nós, num balde que eu e o Fer ganhamos numa promoção do Cine Unibanco, na Augusta, alguns meses antes. Empurrei-o para frente e afundei o corpo, apoiando as costas no sofá, um pouco mais ao seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Aham – eu ri, sendo irônica; estávamos sentadas no tapete da sala, frente à TV, rodeadas de latinhas vazias de cerveja – e esta é a impressão mega realista de uma garota, assim, super “indesejável” para o mundo todo...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah! Falou a que não tem uma fila dando volta do quarteirão! – ela riu também – eu vi aquela lá toda, toda em cima de você no bar ontem e as outras meninas me olhando quando a gente... – interrompeu e me olhou, eu ria – ...não vem, não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Quê?! – fiz-me de desentendida, rindo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_“Quê”, né?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu não fiz nada...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Meu, você deve ser muito cachorrona – palpitou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Nada a ver... – balancei a cabeça de um lado pro outro e aí comecei a rir – ...tá, talvez. Sei lá. Não, não é bem assim... é só que, não sei, eu... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ahm? – ela riu, curiosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_...tipo, eu tenho um interesse muito efusivo, só que por tudo, por todo mundo. Minas, amigos, qualquer coisa! Arte, filme, música, filosofia de boteco. Eu simplesmente me interesso do nada e aí, sei lá, é só o meu jeito de... – estranhamente, ela parecia instigar uma sinceridade incomum em mim; não entendia porque, de repente, abrir a boca assim – ...de agir, não sei. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Existe uma longa distância entre ser interessada e ser cachorrona – arqueou as sobrancelhas para mim, rindo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não é, meu... É que eu... saca, eu faço graça para todas as meninas que eu acho interessantes, por qualquer motivo que seja – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;meu,&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cala-a-sua-boca&lt;/i&gt; –, mas não é empenho real, manja? Isso eu guardo para as que eu realmente quero. É só... “graça”, sei lá. Não é importante...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ou seja, resumindo, você é uma idiota completa com 99% das garotas que conhece. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, cara! Não sou... e não é de propósito. Você faz isso o tempo todo, sabe, nem percebe mais. É meio natural, sei lá, e às vezes ninguém dá a mínima também – continuei a tagarelar, ligeiramente bêbada – e aí você fica sozinha um tempo e tudo bem. Só que tem vezes que, do nada, o mundo inteiro resolve corresponder ao mesmo tempo e aí quando você vê já saiu do seu controle, saca, você acaba atropelando uma na outra e perde atenção com algumas no meio do caminho, não tem como retrib...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ihh, não dá contaaa... – ela me interrompeu, quase gritando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Você tem o que, hein, quatorze anos?! – observei-a me zombar como uma pré-adolescente – Não dá. Não dá mesmo, cara! Quero ver você dar atenção para todas as pessoas pra quem você dá mole, meu...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Olha, eu estou ótima. Talvez &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;você&lt;/i&gt; que não devesse dar tanto mole por aí...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Mas eu não dou, porra! – ela me olhou como se não acreditasse e eu ri – Tá, ok. Talvez eu dê um pouco. Mas às vezes não é nem intencional, juro! É só... sei lá! O meu jeito de falar e a minha falta estúpida de inibição. Eu falo o que eu bem quero, o tempo todo, com todo mundo e acaba saindo merda. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá, tudo bem – admitiu –, eu acho que sei o que você quer dizer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Obrigada. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Respirei fundo, encostando novamente a cabeça contra o sofá. Olhei para ela ao meu lado e sorri. Então, endireitei mais uma vez o rosto e fiquei encarando o teto por alguns instantes. Aí resolvi prosseguir minha análise.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E eu curto também. Eu curto, porra. Eu gosto de dar atenção para meninas mais, sei lá, “agradáveis” – ela riu comigo –, eu me divirto, não sei. Foda-se! Não quer dizer que eu queira de fato comer todas elas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Espera. Ok, até entendo, só que com certeza muitas das garotas não pensam assim... Aposto que elas estão esperando que você vá lá e de fato... sabe... – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;coma elas?&lt;/i&gt; – ...”faça algo” a respeito daquilo que você mesma começou!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Revirei os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá. E o que é realmente começar pra você? Sabe, a questão mesmo... – sentei mais uma vez direito ao seu lado, empolgada com a discussão – ...é que poucas garotas olham as outras nos olhos, poucas encostam com tanta liberdade em minas que acabaram de conhecer – argumentei –, poucas pessoas no mundo desrespeitam com naturalidade as regras idiotas de intimidade. E eu sou assim, meu. Eu sempre fui assim! Nem sempre é consciente, às vezes só acontece. Só que aí isto passa a impressão errada ou faz parecer mais do que é. E não é!! Só que aí já foi também... e sei lá, foda-se, melhor pra mim! – tirei o maço do bolso e acendi um cigarro logo em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela riu, roubando-o das minhas mãos, e inclinou-se para me beijar. Seus lábios encostaram nos meus brevemente, então tragou uma vez e me devolveu o cigarro. Eu a olhei por um instante e sorri, contida. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;E você é mais do que só agradável, hein garota&lt;/i&gt;. Aquele era o terceiro beijo da noite. Encostei mais uma vez a cabeça contra o sofá e tornei a refletir sobre como eu levava a minha vida, já que ela havia trazido a discussão à tona.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Cara, quer saber, na real eu acho sacanagem isso... – prossegui, discutindo casualmente – ...porque todo mundo é assim, todo mundo. Todo mundo brinca com os outros! Todo mundo faz graça, todo mundo gosta da atenção. Mas parece que só eu pago o pato...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Sinto muito, gata, mas sabe como é, né... “tu te tornas eternamente responsável por aqu”...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Argh, não. Não! – ordenei, rindo – fica quieta, meu! Eu odeio &lt;u&gt;tanto&lt;/u&gt; essa frase.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu também – achou graça na minha reação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Merda de descrição de... de... perfil de Orkut, sabe?! “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, ah, vá pro inferno bando de mal-comida! Ninguém é responsável por porra nenhuma! Na boa, relacionamentos têm que ser à base de vontade, de interesse real, porra, não de dever cósmico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tem razão... – ela ria da minha revolta – ...mas ah, vai, o livro é bom.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Lógico que é. É sensacional. Não sei porque pegaram justo a parte mais babaca para transformar em clichê mundial. Por que? Por que, né? – olhei-a, enquanto soltava a fumaça, e ri – Nossa, eu odeio muito esta frase. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Óó... eu acho que isto é medo de assumir compromissos, hein?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Peguei a almofada na mesma hora e bati com ela na sua cara, o tecido quase escorregou das minhas mãos. Ela constestou aos risos. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Vai nessa, garota, quero ver você&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;largar o seu mundinho hétero e se comprometer com uma mulher&lt;/i&gt;, ri junto com ela e traguei mais uma vez, pensando na complexidade infernal feminina, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;daí você me diz se é fácil&lt;/i&gt;. O relógio se aproximava da meia-noite. O filme já estava em absoluto segundo plano, atrás das inúmeras latinhas de cerveja e dos nossos pés esticados no tapete. Ficamos em silêncio por alguns instantes, assistindo o final; eu seguia fumando, despreocupada, e uma ou duas vezes nos entreolhamos espontaneamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Hum, eu tenho uma tatuagem inspirada no Pequeno Príncipe... sabia? De uns anos atrás – comentei de repente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Sério?! – ela sorriu, um tanto surpresa, e eu puxei a lateral da blusa para cima para mostrar – O quê? É isso?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É – estranhei sua reação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Mas por que você tatuou logo o chapéu?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O chapéu, mano? O “chapéu”?&lt;/i&gt;, comecei a rir imediatamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Meu, cê não faz idéia, isto é tão... tão broxante – comentei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-9090538201637106407?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/9090538201637106407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=9090538201637106407&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/9090538201637106407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/9090538201637106407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/11/la-petite.html' title='La Petite'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-1271053556123140236</id><published>2011-11-22T00:52:00.001-02:00</published><updated>2011-11-22T00:52:20.992-02:00</updated><title type='text'>SMS</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“E se eu te convidasse hj...”, comecei a digitar, “...vc subiria?”. Descia encostada entre duas paredes do elevador do prédio da Marina, os pés cruzados à frente do corpo. “Te dei a resposta para esta pergunta umas mil vezes ontem”, a Patti respondeu. “Sem segundas intenções, juro”. “Aham”. “Sem tequila?”, desci do elevador para a rua e segui a pé para o metrô. Logo depois, alguns minutos, chegava mais um SMS dela. “E o que faríamos sóbrias aí, hum?”. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Como assim, meu&lt;/i&gt;?. “Alcoolatra vc., hein... Acha que não pode se divertir cmg sem tequila?”. “Talvez precise esquecer um pouquinho q. vc eh menina, rs”. Comecei a rir, lendo, e virei a esquina com o celular em mãos. “Mas é esse o meu mérito, garota... rs”. Batia ritmadamente com os dedos no visor do celular, olhos ansiosos, à espera da próxima mensagem. “Entre outros... :-)”. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Bonitinha.&lt;/i&gt; “Se vc vier, te conto os seus”. “Mas oq podíamos fazer afinal?”. “Oq vc quiser, ñ sei”, acendi um cigarro. Já estava na entrada do metrô, mas enrolava um pouco, esperando a conversa terminar para tomar a linha verde e perder de vez o sinal até Jardins. Poucos segundos após minha última mensagem, ela me respondeu. “Preciso de um plano... ñ posso simplesmente ir aí pra ficar c/ 1 garota! ;-x”. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não pode?&lt;/i&gt;, sorri irônica com o canto da boca, achando graça no bloqueio dela. Pensei por um instante, sem muitas opções, abrindo o Google no meu celular. “Tá. Vai passar ‘O Iluminado’ mais tarde na tv e tô sem companhia, serve?”. “Hum, talvez...”. “Prometo me comportar, desta vez”, enviei e ela retrucou. “Promete?”. “Sim, rs. E adoraria ver com vc”. Levei o cigarro mais uma vez à boca, aguardando atenta. “Me dá meia hora?”, respondeu pouco depois. “Pra decidir ou pra vir? rs”. Os segundos correram, se esticaram insuportavelmente, o celular permanecia em silêncio na minha mão. Vinte segundos pareceram ser para sempre, até que ela respondeu. “Advinha? ;-)”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-1271053556123140236?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/1271053556123140236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=1271053556123140236&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/1271053556123140236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/1271053556123140236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/11/sms.html' title='SMS'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-4168152638336989218</id><published>2011-11-20T20:23:00.002-02:00</published><updated>2011-11-21T23:48:20.821-02:00</updated><title type='text'>Altruísmo e orgulho</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu não estava tentando tornar aquilo pior ainda para a Marina – ainda que, na minha cabeça, a teoria fosse absolutamente plausível e não me fizesse, afinal de contas, qualquer sentido ela querer resgatar o apetite sexual da Bia. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Fodam-se&lt;/i&gt; e, digo, não literalmente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar de não ser o meu objetivo ali tornar um cenário pouco agradável em ainda mais desesperador, contudo, não pude evitar certa inconsequência verborrágia e indisposição circunstancial. No fundo, eu de repente não me sentia mais confortável com o uso que a minha ex-namorada estava fazendo de mim: se fosse para irritar a Bia, ok. Se vingar, ok. Provocar ciúmes, ok. Obrigá-la a perceber que não era o único peixe no oceano da Marina, ok também. Mas... fazê-las transar, aí não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É. Imediatamente, a brincadeira perdera a graça para mim. Não que a Marina falasse lá muito a respeito comigo, mas nunca tive problemas com a sua vida sexual. Achava ótimo que tivesse uma! Não gostava em particular, porém, da Bia. Talvez porque ela mesma não me suportava, mas, o que era ainda mais relevante, por tê-la magoado tão despreocupadamente alguns meses antes. Eu não a perdoara, ainda. E nem pretendia. Era uma daquelas garotas que eu ia detestar para sempre. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De qualquer forma, agora de volta à sala, eu já não precisava mais entrar na da Marina. As insinuações pararam, timidamente. Tendo tomado eu conhecimento de seu jogo de manipulação, a Marina automaticamente travou e não se moveu mais na minha direção. Sentei no mesmo lugar de antes, com o prato quente no colo, e me forcei a comer o que sequer estava com fome suficiente para ter pedido. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Por que me coloco nessas? &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Observei a Marina sentar ao lado da Bia. E ela, grosseira, logo em seguida, levantou-se para pegar um copo d’água para sua pílula. Largou-a, sozinha, no sofá oposto ao meu. E em poucos instantes voltou da cozinha, sentando-se numa cadeira mais distante ao invés de ocupar o mesmo lugar. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Babaca insensível. &lt;/i&gt;Os olhos da Marina a acompanhavam, frustrados. E parecia cansar-se daquela frieza. Sem motivo nenhum ou qualquer merda de bom senso na minha cabeça, fiz então o que me era impensável cinco minutos antes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Bom... – coloquei o prato já quase vazio sobre a mesa de centro e fui me levantando para sair – ...vou deixar vocês aí porque, né, eu já devo estar atrapalhando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, flor. Que é isso? Relaxa! Não está, não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Aham... – forcei certa ironia, desgostosa comigo mesma, e olhei para a Bia numa simpatia improvisada – ...fala sério, vocês estão saindo juntas há quanto tempo, hum? Não faz nem o quê... cinco, seis meses?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Sete.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Argh, tá.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Então, meu... – engoli seco e continuei com o teatro – ...sete meses não é nada! Eu lembro quando eu e a Má namorávamos a esse mesmo tempo, cara, eu quase expulsava os convidados só pra poder ficar sozinha com esse par de pernas aí... – a Bia pareceu, de repente, confusa com o que eu estava dizendo – ...vocês devem estar loucas pra se pegar e eu aqui, atrapalhando. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_A gente n...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E eu vou lá também que, né, estou pegando uma há um dia só. Vocês já imaginam, né?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Marina me olhava como se pudesse me matar naquele momento. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Você vai me agradecer amanhã, meu bem. &lt;/i&gt;Infelizmente. Procurava, contudo, não pensar no que acabara de provocar e não demorei muito mais a fechar a porta de entrada atrás de mim, digitando um SMS persuasivo para a Patti. Tentando convencê-la a adiantar o nosso re-encontro para aquela mesma noite. De qualquer forma, queria estar o mais longe possível dali quando a Bia, sutilmente ofendida, decidisse superar as minhas memórias com a Marina. Acreditem, o mais longe possível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-4168152638336989218?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/4168152638336989218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=4168152638336989218&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4168152638336989218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4168152638336989218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/11/altruismo-e-orgulho.html' title='Altruísmo e orgulho'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-2353264220884903512</id><published>2011-11-18T12:34:00.006-02:00</published><updated>2011-11-18T20:08:55.765-02:00</updated><title type='text'>Me engana que eu gosto</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ela tá, ela &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;tava&lt;/i&gt; – a Marina respondeu brevemente, ainda agindo de maneira casual – meio que morando aí, por um tempo. Não bem morando, ela só... passa bastante tempo aqui porque, também, a casa dela é na puta que pariu na zona Norte e ela trabalha aqui perto na Barra Funda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Hum... – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sei&lt;/i&gt; – ...e, escuta... – prossegui minha investigação, sondando calmamente – ...por que você tá me tocando tanto assim, hein?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Quê?! – fez-se de desentendida, já fechando a geladeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Qual é, você sabe do que eu tô falando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não... – abriu os potes um a um – ...não sei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Coloquei as mãos apoiadas atrás de mim e puxei o corpo, sentando-me na pia da cozinha, ao lado dela e de onde estavam os vasilhames. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A Marina não é de joguinhos&lt;/i&gt;, tirei o maço do bolso. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Nem um pouco, aliás&lt;/i&gt;. Ela era madura, muito madura e muito além dos seus vinte e poucos, isto com certeza. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Hun&lt;/i&gt;, acendi o cigarro, observando-a cuidadosamente. Eu sabia que ali tinha coisa, e das boas, eu a conhecia bem demais para isto. Já havia visto aquele olhar nela, aquela mesma atitude, inúmeras vezes comigo quando namorávamos. Aprendi com o tempo, mas a Bia estava longe de sacar e estava caindo cegamente na dela. A questão é que a Marina era esperta, bem esperta, e se houvesse qualquer coisa que ela quisesse e não pudesse de forma alguma conseguir conversando...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Você está me usando, Marina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olhou-me como quem acabara de ouvir o maior absurdo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ahh, você está, sim. Agora... – prossegui, segura do que dizia – ...resta saber por quê.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Larga a mão de ser ridícula?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;_Vai, conta... O que aconteceu? Hein? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;_Não aconteceu nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não?! – ri, descendo do balcão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;_Não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Cara, eu não me importo de ser usada... nem um pouco, ela já me odeia mesmo – achei graça e traguei –, eu só quero saber o motivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não tem motivo, meu, você tá viajando!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estressou-se, movendo-se para passar para o outro lado da cozinha, mas eu a segurei no lugar. Um braço de cada lado do seu corpo, as mãos apoiadas no balcão e ela sem conseguir sair dali. Olhei-a bem nos olhos, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;farsante de meia tigela&lt;/i&gt;, e ela suspirou sem paciência comigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Você pode até enganar aquelazinha ali – sussurrei para a Marina, firmemente –, mas não pense que você me engana, madame, porque eu te conheço melhor do que isso e você &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;quer&lt;/i&gt; alguma coisa, dona Marina. E eu sei que quer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu n...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Marina, não começa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Por que? Por que você é tão... – murmurou de volta – ... irritante? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu sabia! – ri, vitoriosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não dá pra você simplesmente ficar quieta e entrar na droga do jogo? O que você quer, hein, um “prêmio” por descobrir?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não. Eu quero saber exatamente pra quê você está me usando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu não estou te usando! – tentou controlar a voz, para que a Bia não ouvisse da sala.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;_Está, sim, meu!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá, tá, eu tô mesmo! – me empurrou, dirigindo-se ao armário de pratos, enquanto seguia sussurrando – Satisfeita?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, cara! Eu quero saber o motivo...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;_Não tem motivo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ahh, tem...– persegui-a pela cozinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Escuta, eu achei que a gente fosse falar da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sua&lt;/i&gt; vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ahh, meu bem... – eu ri – ...a minha nova hétero nem se compara ao quão interessante essa sua richinha com a Bia é para mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Meu, enfia isto na sua cabeça, não é uma richinha! – me olhou, aborrecida com a minha insistência, e aí estranhou – espera, mas que nova hétero?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, senhora. Eu não vou te contar até você me falar o que eu quero ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Agora você está sendo maldosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E você está fugindo do assunto – ri de novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela suspirou, irritada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá, você quer saber mesmo? Eu te conto... – se aproximou de mim, já de saco cheio – ...a gente não transa mais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, qual é! – interrompi já – Todo mund...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Faz um mês. Um mês! Ela está aí, me tratando como se eu fosse a, a... sei lá, irmã mais nova dela. E ela fica aqui e eu não sei mais o que fazer, cara, se a gente conversa ela finge que eu que sou neurótica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Caralho, um mês?!&lt;br /&gt;_É.&lt;br /&gt;_Ela não te come há um mês? Um mês?!&lt;br /&gt;_Aproximadamente.&lt;br /&gt;_Você, meu, você desfilando aí neste vestidinho, cara, e a menina... Porra! Ela tá o quê, te traindo com meio mundo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Obrigada por tornar tudo isso ainda melhor, valeu mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-2353264220884903512?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/2353264220884903512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=2353264220884903512&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2353264220884903512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2353264220884903512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/11/me-engana-que-eu-gosto_18.html' title='Me engana que eu gosto'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-1119484518852623473</id><published>2011-11-18T12:32:00.002-02:00</published><updated>2011-11-18T12:32:41.692-02:00</updated><title type='text'>Perspicácia</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E aí? Como foi lá? – a Marina sorriu ao abrir a porta para mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, foi normal...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fui entrando, largando minha jaqueta no móvel ao lado da entrada e tirando o celular do bolso para ver se a Patti havia me respondido antes de largá-lo junto. O dia já estava escurecendo no apartamento da Marina, na artística Vila Madalena. Ela se aproximou, colocando estranhamente os braços ao meu redor num gesto um tanto desconfortável, enquanto eu lia o SMS gracinha da hétero da vez. “Eu não ganho um abraço, hum?”, a Marina disse, numa atitude incomum. Fechei a mensagem, sem dar muita bola para a estranheza da Marina, e depositei o celular sobre o móvel da entrada, me voltando à sala onde bizarramente sentava a Bia, observando-nos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E aí, beleza? – cumprimentei-a surpreendida, ao cruzar os meus olhos nos dela, que me respondeu com um breve movimento do queixo sem dizer nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ah, isto é simplesmente fantástico&lt;/i&gt;, pensei em ironia. Começava já a ficar com preguiça da noite que se seguiria e me arrependera terrivelmente de ter sequer ligado para a Marina. Ensaiei dois ou três passos na direção do sofá – oposto àquele no qual a Bia estava sentada –, sem vontade alguma de estar bem no meio daquela situação desconfortável, até que me acomodei largada entre as almofadas. Afundava o corpo numa má postura de quem não quer, de fato, estar ali. Voltei a cabeça para a Marina, ainda em pé arrumando qualquer coisa no canto da sala, toda bem-humorada. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E o seu chefe, hein, achou ruim? – perguntou casualmente, trazendo o que parecia ser uma cartela de pílulas para a Bia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, cara, ele... – observei-as – ...ele disse que já sabia que eu não tava feliz lá e que já estava pensando em me cortar mesmo, me desejou boa sorte. Sei lá. No fundo, ele foi um babaca, mas menos do que eu achei que fosse ser. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Hum”, ela murmurou em resposta. Caminhava na direção da Bia, com o remédio em mãos, que pela cor pressupus ser contra dor ou cólica. Aquilo era estranho, no entanto. A Marina era certamente a primeira a se preocupar quando alguém estava mal, por qualquer motivo que fosse, ainda mais uma dor física. Numa situação normal, ela estaria enchendo a garota de chá verde e bolsa de água quente e o caralho a quatro. No entanto, entregou a cartela num gesto rápido e desapegado, sem sequer olhar para a Bia, sentada ali. Agindo com certa leveza incomum, superior. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ahh, filha-da-mãe, eu conheço esta cara...&lt;/i&gt;, disparou-se um estalo repentino em mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Posso... – pedi imediatamente, já me levantando – ...posso pegar alguma coisa pra comer na cozinha?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olhei-a fixamente, que fingiu que nada estava acontecendo na maior pachorra e caminhou até mim, agindo normalmente, deslizando a mão delicadamente pelo meu ombro e me encaminhando junto a ela. “Claro, linda”. A Bia fechou a cara na mesma hora. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mas você é muito cara de pau mesmo, hein&lt;/i&gt;, observei a Marina atuar. Fomos até a cozinha, a Bia continuava quieta na sala, e ela logo se enfiou na geladeira retirando vasilhames com os restos do almoço – arroz, feijão, um pouco de salada. Apoiei os antebraços sobre a porta da geladeira, colocando a cabeça em cima deles, e olhei-a.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Por que a Bia está aqui...? – perguntei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-1119484518852623473?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/1119484518852623473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=1119484518852623473&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/1119484518852623473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/1119484518852623473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/11/perspicacia.html' title='Perspicácia'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-2827387788969837308</id><published>2011-10-23T17:48:00.001-02:00</published><updated>2011-10-25T10:10:24.475-02:00</updated><title type='text'>[ LESBIAN LOVE ]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Meniiinas ♥ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um anúncio IMPORTANTE: Agora o Fucking Mia tem uma parceria com a mais nova, mais babadeira, mais sensacional rede social lésbica do Brasil: a Lesbian Love. Sim! É gay, é fabulosa e é todinha nossa. &lt;i&gt;Girls only&lt;/i&gt;, ok, porque gostamos assim.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;O anúncio da lindíssima parceria já era para ter sido feito no fim de semana passado, conforme havia anunciado no &lt;a href="http://www.twitter.com/Fucking_Mia"&gt;Twitter&lt;/a&gt;, mas tive alguns contratempos (também gostaria de ter postado aqui antes, perdão!). Mas agora, já com o post novíssimo abaixo, fica aí a dica!&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A partir de hoje vocês poderão encontrar o link para a LL sempre aí do lado, no menu do blog. Eu já me cadastrei, um moooonte de amiga já está lá causando (fato, rs) e esperamos vocês também! Vem, vem, veeem! Vale a pena conferir, meu. Sério. É uma gracinha! ;)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.lesbianlove.com.br/"&gt;http://www.lesbianlove.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;♥&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-2827387788969837308?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/2827387788969837308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=2827387788969837308&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2827387788969837308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2827387788969837308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/10/lesbian-love-br.html' title='[ LESBIAN LOVE ]'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-3786335969173389933</id><published>2011-10-23T17:30:00.003-02:00</published><updated>2011-10-23T17:30:59.646-02:00</updated><title type='text'>Seqüelas</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Gostei de te conhecer. E sorry de novo por ñ ter subido, rs. Mas adoraria pegar a balada, talvez sexta... até lá! um bjo, gata!”&lt;/i&gt; – e ali estava meu celular berrando nos meus ouvidos, ultrasensíveis graças a uma ressaca violenta, enquanto os meus olhos cansados se esforçavam para conseguir ler a mensagem da Patti. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Oito e quinze da manhã e sabe-se-lá que horas cheguei ontem, argh&lt;/i&gt;. Com o raciocínio lento, danificado, tentei conciliar aquelas poucas palavras com o que restava da minha memória da noite anterior, o que também não era lá muita coisa. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Havia um espaço em branco, um buraco de tempo na minha cabeça. Recordava-me de ter voltado para a pista com a Patti e sua âncora magnífica, de termos dançado agarradas, de quando a beijei pela primeira vez depois do incidente com a amiga da Mia e lembrava ainda de um ou dois copos de whisky com energético compartilhados animadamente. &lt;span lang="EN-US"&gt;Depois disto não tinha nada, zero. &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Espera, espera.&lt;/i&gt; Uma lembrança embaçada minha e dela encostadas numa parede suja da Augusta me veio, como num flash rápido. Nos beijando, corpos pressionados um no outro. Algo em torno de dois segundos de memória – não era o suficiente para eu me lembrar do contexto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Subimos a Augusta juntas&lt;/i&gt;, calculei o óbvio. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Por que ela não ficou?&lt;/i&gt; Reli a mensagem, agora mais desperta e tentei encaixar as peças soltas, mas algo muito vago acerca do desfecho daquela noite permanecia. Sentia como se estivesse esquecendo um fato muito importante, implorando mentalmente para que não fosse nenhum comportamento vexamoso meu. Do tipo eu, imprestável e mais bêbada que um gambá, implorando para a garota subir. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não&lt;/i&gt;. Todavia, as recordações remanescentes em minha cabeça me davam motivo suficiente para sorrir. Sentia-me sensacional naquela manhã, ressaca à parte. Meu humor sempre dependeu, e muito, das garotas. Quis responder logo para a Patti, mas precisava pensar melhor em quê, exatamente, primeiro e enquanto isso havia uma necessidade imperiosa em mim de tirar todo aquele líquido consumido no Vegas da minha pequenina bexiga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Levantei da cama com a mesma blusa da noite anterior – já as calças haviam sido abandonadas ao lado da porta em algum momento daquela madrugada – e desloquei-me com certa urgência até o banheiro. Pressionei a maçaneta e, bam, porta trancada! &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ahh, filho-da-mãe.&lt;/i&gt; Sabendo da proximidade que estava da privada, meu corpo deixava-se levar pela empolgação e eu me encontrava prestes a fazer xixi nas calças – mesmo que não as estivesse usando. Tentei mais uma vez a maçaneta, pulando de um lado para o outro em pleno corredor – não, trancada. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Merda, mil vezes merda.&lt;/i&gt; Ouvi, então, a descarga e pensei: “agora vai”. Nada de novo. Um minuto se passou e nem chance da maçaneta abrir. Soquei então a porta com a lateral da mão, a fim de apressar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Vai logo, porra, eu tenho que mijar!! – gritei, apoiada no batente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Exatos sete segundos depois, abriu-se enfim a porta e eu dei de cara com a Mia. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;É claro. Inferno&lt;/i&gt;. Movi-me para passar logo, mas ela por sua vez não se mexeu, bloqueando a droga da porta com o seu lindo corpo, vestido apenas num camisetão cinza desbotado. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Só me faltava essa agora... &lt;/i&gt;Parei, encarando-a ali, e aí tentei mais uma vez, agora pelo outro lado. Permaneceu imóvel, intencionando um momento qualquer de seriedade idiota. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ótimo, vou mijar na calça&lt;/i&gt;... suspirei, impaciente&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt; Olhei para ela mais uma vez, sem tolerância alguma para aquele joguinho, e ela me encarou de volta. Minha bexiga estava prestes a explodir. Ela não ia dizer uma palavra, a Mia, apenas fazer aquele drama silencioso de você-sabe-que-o-que-você-fez-ontem-foi-inaceitável. E eu não dava a mínima.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Licença, eu preciso mesmo usar... – disse, grosseiramente, forçando-me adentro pelo vão entre ela e o batente da porta. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Abaixei a calcinha logo que encontrei-me dentro do banheiro, sentando aliviada e já distraindo-me em pegar o papel. Ia levar quatro segundos, no máximo, tamanha a urgência que já estava. A Mia ficou ainda, por um instante, parada ali na porta me olhando. Estava indignada comigo, brava, sei lá. Magoada talvez. Eu pouco ligava; estava sendo e havia sido escrota, mas pouco me importava. Não queria pensar nela agora. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;­Foda-se.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela eventualmente saiu, deixando-me sozinha no cômodo – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;e voltou correndo para os braços do Fer&lt;/i&gt;, pensei, com certa implicância –, então pude continuar com o meu dia, que ia ser de certo importante. Voltei para o quarto e me troquei, coloquei algo que me desse um ar mais sério e procurei na gaveta do quarto pela minha Carteira de Trabalho. Aquele seria o último dia na merda do estúdio. Saí de estômago vazio – em parte por ressaca, outra por não querer dividir a mesa com o casal-maravilha. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Almoço mais tarde com a Marina&lt;/i&gt;, resolvi às pressas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-3786335969173389933?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/3786335969173389933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=3786335969173389933&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3786335969173389933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3786335969173389933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/10/sequelas.html' title='Seqüelas'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-7464625879570995355</id><published>2011-10-15T12:05:00.002-03:00</published><updated>2011-10-15T12:06:35.363-03:00</updated><title type='text'>Sozinhas, enfim</title><content type='html'>_“Patti”. Sabe, eu gosto desse nome... – sentei ao lado dela, fumando no degrau do lado de fora do Vegas.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Gosta? – ela perguntou, me dando uma olhada rápida de canto de olho, e roubou o cigarro aceso das minhas mãos – hum, vi você conversando com outra “Patti” lá no bar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_O nome dela não era Patti. E não precisa ficar enciumadinha aí... – ri, observando-a tragar – ...ela é só uma amiga. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Me olhou como se não acreditasse, na mesma hora; segurando-se para não rir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_O quê?! – justifiquei-me – Fazia só... um “tempo” que não via ela!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá bom... – ela riu, desconfiada – ...e então quer dizer que gosta de Pattis?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Gosto, gosto do nome. É como “Patti Smith”... – sorri na sua direção; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cara, eu gostava era dela naquele momento&lt;/i&gt;... ainda que parte do sentimento viesse do meu excesso de doses, gostava.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Hum, e você gosta da Patti Smith? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Mais do que gosto. Eu &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;admiro&lt;/i&gt; ela... – a corrigi, olhando o movimento na Rua Augusta à nossa frente – ...de verdade, meu, ela está lá em cima na lista de mulheres que eu gostaria de ser. Patti Smith, Eileen Myles...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Cara – ela riu, soltando a fumaça para o lado, ainda se fazendo de difícil para mim – na boa, a Patti Smith é horrorosa...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, qual é... mano, a mulher é um gênio!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá... e horrorosa. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não. Não é, não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É. É, sim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Parei e encarei-a por um segundo, indignada. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Meio amasso gay na noite paulistana e, de repente, você é já expert?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Você não pode dizer isso. Não pode, porra. Ela é minha ídola, caralho, não pode falar assim dela... – desacreditei, rindo, já com o cigarro novamente entre os dedos –&amp;nbsp; ...ela tem puta presença de palco, mano, tem aquela expressão, sabe? É intensa, porra, tem um jeito incrível de cantar e de escrever; as, as palavras que ela põe, que ela junta... saca? Ela é brilhante! Tem aquele lance no olhar, sabe, de quem, meu, sabe mais do que você jamais vai chegar nem perto de conhecer... – suspirei, tragando de leve – ...cara, gente assim nunca vai ser horrorosa. Nunca, longe disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;­_Mas eu estou dizendo, tipo, fisicamente! É óbvio que ela é incrível e tudo mais, não estou argumentando isso, não vou discordar, mas... na boa... – riu – ...ela não é nem um pouco atraente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Por que não? Eu dormiria com ela... – a contradisse, deixando a fumaça deslizar para fora dos meus lábios, e entreguei o cigarro mais uma vez para ela – ...aliás, falando bem a verdade... se eu tivesse que escolher, acho que preferia comer a Patti Smith a você.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ahh, não! – ela me olhou, quase boquiaberta com o meu argumento, e riu – nem vem com essa! Não, não, não, não e não. Você só pode estar brincando! Mas não mesmo, cara. Eu duvido! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_O quê?! Você acha mesmo que não?! – ri também.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Meu, eu tenho &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;certeza&lt;/i&gt; que não! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Comeria, cara. Nossa, super comeria!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ela. Ao invés de mim. Assim, como ela é hoje... Velha e acabada daquele jeito?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ri mais uma vez, achando graça na sua indignação, e apoiei a mão nos joelhos para levantar do degrau, ficando em pé na calçada. Aí virei-me na sua direção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não estou dizendo que não te comeria, que você não me atrai. Muito pelo contrário. Mas tem muito mais pra se gostar numa mulher além disso, garota... – estiquei a mão para ela, que usou-a para se erguer, me olhando intrigada – ...o quê?! Tá surpresa, é?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_De certa forma... – sorriu, agora encantada – ...assim, não te tomaria exatamente pelo tipo “sentimental”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não é sentimentalismo, cara. Tesão vem em várias formas. Não vem?! Vem pra você da mesma forma que vem pra mim, meu... – encarei-a conforme argumentava, subindo devagar o degrau, em direção à porta do Vegas – ...o que eu estou dizendo é que também pode ser um lance intelectual.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá, ok, pode. Só que aí você senta e conversa com a pessoa por horas... – passou pela porta comigo – ...sei lá, apresenta pros seus amigos, escreve um post sobre isso. Não dorme com ela! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É... é que eu não sou do tipo sentimental – ri.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-7464625879570995355?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/7464625879570995355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=7464625879570995355&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/7464625879570995355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/7464625879570995355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/10/sozinhas-enfim_15.html' title='Sozinhas, enfim'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-2978328913955149693</id><published>2011-10-11T15:30:00.001-03:00</published><updated>2011-10-15T09:43:22.087-03:00</updated><title type='text'>Mea culpa</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O meu coração ganhou força, de um jeito estranho. Aquele músculo pulsando involuntariamente dentro de mim, tão pesado quanto as batidas que vinham de fora – de cada um daqueles amplificadores –, conforme eu entrava cada vez mais para o meio da pista. Entre todas aquelas pessoas e com só uma –&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; maldita&lt;/i&gt; – na cabeça. Determinação é mesmo algo poderoso, não é. Cinco minutos antes, encostada contra o balcão do Vegas, sufocada até a boca com os recentes acontecimentos, eu não conseguia me conformar com a influência que a porra da Mia ainda exercia em mim, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;filha-da-mãe&lt;/i&gt;. Agora, eu já não dava a mínima. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enfiei-me na multidão, insolente, à procura da maior confusão que eu pudesse encontrar. Qualquer que fosse, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;foda-se&lt;/i&gt;. A minha mente estava vazia; as doses de tequila disfarçavam a sobrecarga da respiração por debaixo da minha camiseta. Desviei de um grupo um tanto barulhento, que se esbarrava e rebolava ao som da música, ao passo que andava em direção à cabine do DJ. Tinha dificuldade em discernir as pessoas movendo-se à minha volta, estava bêbada demais também para me esforçar. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Que se dane&lt;/i&gt;. Segui trombando com corpos desconhecidos, buscando a Patti ou qualquer péssima idéia em meio à toda aquela gente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E foi quando dei de cara com a pior delas. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Isto é genial&lt;/i&gt;, pensei. Sem remorso, andei mais uns dois ou três metros, em pequenas curvas, ultrapassando os outros à minha frente até chegar onde ela estava dançando. Encostei suavemente a minha mão em seu braço, conforme lhe cumprimentava; e ela disse “oi”, me olhando de volta, deixando que me aproximasse.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Você não lembra de mim, né? – eu disse.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, desculpa... – ela riu, lamentando; então olhou por alguns segundos bêbada na minha direção e aí, de repente, arregalou os olhos – ...não, não, espera! Você, cara... você tava no aniversário da Mia, não tava?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Sim... – sorri e então encostei em seu ouvido, explicando – ...eu sou colega de apê do Fer, moro com ele. Conheço eles faz mó cara. Eu lembro de você naquele dia; eu tava ali de longe e te vi, meu... pô, que legal. Muito legal te encontrar!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Nossa, mas faz uma eternidade aquela festa! Como você ainda lembra de mim?! A gente mal se falou aquele dia, cê ficou lá com a sua amiga... – seguiu rindo, achando graça e já quase apoiando-se de volta em mim, embriagada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, sei lá... – dei de ombros e ri também – ...só lembro. Acho que você ficou na minha cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Como assim? O que ficou?! – ela riu mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olhei para ela por uns dois segundos, fixo, ligeiramente imprestável – e absolutamente consciente –; e aí sorri, abaixando a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Nada. Não é nada...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_O quê?! – ela achou mais graça ainda, intrigada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Nada, meu... – retruquei, rindo – ...escuta, posso te pagar uma bebida?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Quando? Agora?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É... – ri.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Me observou por um instante, já completamente fora de si e meio à atordoação da pista, e então sorriu, dizendo que sim. Levei-a de volta através da multidão, até o balcão. E sendo bem sincera, a minha cota de héteros já estava estourando pela noite. Em condições normais eu já não teria mais paciência, não para insistir, mas ela estava praticamente fazendo todo o trabalho para mim. Baladeira e leviana, fácil até demais de divertir, um copo atrás do outro no bar do Vegas. Em menos de vinte minutos, e ela estava totalmente na minha, deixando-me pôr o braço e tão logo as mãos onde bem entendesse, conforme dançávamos na pista, impulsionadas pelas três ou quatro doses de pouco antes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os beijos foram apenas consequência. Assim como os olhares dos amigos dela, poucos metros de nós na movimentação, e não muito tempo depois os do meu melhor amigo, o Fer, bêbado próximo a uma das paredes da balada. Era questão de segundos agora até ele comunicar, provavelmente rindo, a Mia ao seu lado. Fechei, então, os olhos; e deixei cada célula filha-da-puta restante em mim fazer aquilo direito. Uma vez que ela tivesse visto aquele beijo demorado e eu provado qualquer que fosse meu ponto ali, eu poderia largar daquela garota insignificante e voltar os meus interesses para outra... &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;âncora&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E assim foi, em uma tacada só. Assim que abri os meus olhos novamente, apenas minutos depois, procurei os castanhos da Mia no canto que dividia pouco antes ao lado do Fer e não encontrei nenhum dos dois. Soltei da garota na mesma hora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-2978328913955149693?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/2978328913955149693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=2978328913955149693&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2978328913955149693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2978328913955149693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/10/mea-culpa.html' title='Mea culpa'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-4717557389967227973</id><published>2011-10-02T12:12:00.009-03:00</published><updated>2011-10-02T12:32:44.254-03:00</updated><title type='text'>Rancor meu, seu</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Você sabe muito bem por quê!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, sei?! – ri.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Você, meu... – passou as mãos no rosto, nervosa comigo – ...você é inacreditável!!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Mano... Cê tá louca, porra?! Do que diabos você está falando?!?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E aí me encarou, séria, claro. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Não é óbvio?”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Olha, Mia, até onde eu sei essa noite é minha, cara... e eu posso fazer o que eu quiser.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Foda-se se a noite é sua! Foda-se! O problema... – ela se aproximou do meu ouvido, argumentando bêbada demais e sem paciência nenhuma mais – ...é que você está fazendo de propósito... – segurava-me forte pelo braço, aquilo estava começando a me incomodar – ...e, meu, você sabe muito bem!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Estou fazendo de propósito, meu?! – questionei de volta no seu ouvido, agora irritada, afastei um tanto o rosto e encarei-a com indignação – Escuta... meu mundo não gira mais em torno de você, sabia garota?!?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Por um segundo&lt;/i&gt;. Por um segundo, vi os seus olhos se perderem na minha resposta. Me encarando de volta, quieta, sem entender. Não podia acreditar no seu discurso, assim, do nada; aquilo me enchia de uma raiva acumulada, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;inferno&lt;/i&gt;, combinada perigosamente com doses e mais doses de tequila. Pareceu, então, se ofender.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E quem disse que é isso que eu quero?! – retrucou, ressentida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Quem disse”...&lt;/i&gt; Comecei a rir, nervosa, sem vontade de engolir mais uma palavra daquilo. Podia ver com toda clareza, por mais fora de si que eu ou ela estivéssemos – e era idiotice dela sugerir o contrário –, o mais óbvio desconforto transparecer pelos seus olhos em toda aquela porra daquela balada, cada maldito segundo, bastasse a minha presença. Pior ainda quando resolvi atracar de vez o meu barco na Patti. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Hun, “quem disse”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não quer, né? – encarei-a e comecei a rir, achando graça naquele absurdo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Olha, você não sabe nada da minha vida – rebateu, fechando a cara.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É. E você obviamente não entendeu porra nenhuma da minha também... Não para vir aqui e se achar no direito de falar o que quiser pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Vai à merda... &amp;nbsp;– murmurou, perdendo de vez a paciência e dando as costas para mim; enfiou-se na multidão, cada vez mais, e eu achei-a ridícula por um instante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Vai se foder, mano&lt;/i&gt;, v&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ai se foder. &lt;/i&gt;Desviei de um grupo de meninas que dançava à minha direita, &lt;i&gt;que inferno&lt;/i&gt;, seguindo irritada em direção ao bar. Trombei com o Fer, porém, a menos de três metros de onde estávamos. Ele vinha desavisado com duas bebidas nas mãos e me olhou como se ainda tentasse entender porque diabos acabáramos de discutir e agora saíamos cada uma para um lado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_O que acabou de acontecer ali?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Nada. Vê se controla sua mina... – disse apenas, com rancor, esbarrando nele para passar e sem querer dar mais satisfações.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ficou parado sem muita opção, com os copos em mãos, me observando ir adiante. Trombei com mais pessoas do que gostaria pelo caminho, deixando atrás de mim um rastro de má educação involuntária. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Meses, cara... Meses, meses e porra da Mia ainda me faz perder a cabeça, não faz o menor sentido, mano..., n&lt;/i&gt;ão conseguia me conformar como seguia me afetando, tomada por uma raiva desmedida,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; ...vai vir com essa merda agora, caralho, tomar no cu.&lt;/i&gt; Argh. Vê-la virar as costas para mim, se achando a certa na droga da história, me subiu todo sangue que eu sequer sabia que tinha à cabeça,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; mas que inferno!&lt;/i&gt; Não podia acreditar na cara de pau dela de vir me cobrar qualquer diabo que fosse. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ah, você perdeu esse direito, garota...&lt;/i&gt;, resmungava dentro de mim, indignada, conforme pedia a quinta ou sexta dose da noite.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Virei as costas contra o balcão, apoiando os antebraços na madeira atrás de mim, ao lado do copo. E então respirei fundo, tentando recuperar a calma e certa sobriedade que me fosse possível. Um, dois, três, quatro... e dez segundos. Olhei novamente para a pista movimentada, agora um pouco mais tranquila comigo mesma, e encarei o shot de tequila ao lado do meu braço. Sem mover-me muito de onde estava, alcancei-o com a outra mão e virei numa tacada só. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Agora eu vou fazer de propósito, sua desgraçada&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-4717557389967227973?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/4717557389967227973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=4717557389967227973&amp;isPopup=true' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4717557389967227973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4717557389967227973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/10/rancor-meu-seu.html' title='Rancor meu, seu'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-7282631617580844759</id><published>2011-10-01T14:33:00.002-03:00</published><updated>2011-10-01T14:33:49.430-03:00</updated><title type='text'>Não é problema meu</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Saímos da área do banheiro com as mãos dadas. Os seus dedos entrelaçados nos meus, enquanto nos desviávamos das outras pesssoas em direção ao grupo de amigos da Patti. “Namoradinhas de balada”, como chamavam. Nossas mãos e atenções não se soltaram no restante das horas de festa, observava certa satisfação transparecer em seus olhos ao desfilar um tanto embriagada pela pista do Vegas comigo ao lado. E achava graça em ser seu projeto gay. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Que se dane&lt;/i&gt;, gostara dela. Os amigos estavam se deleitando com as nossas risadinhas, compartilhadas ao pé do ouvido a poucos metros do bar e da Lê que, quando aparecia, me enchia o saco por toda aquela conversa inesgotável a qual demos início desde que saíramos da cabine.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Resolveu casar na balada, é?! – ela gritava, se divertindo, a uma distância considerável de nós; e eu era obrigada a relevar sua infantilidade amigável para a garota plantada ao meu lado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Àquela altura da madrugada, eu já malemal cruzava os olhos com os da Mia, perdidos em algum lugar das redondezas na companhia do Fer e de um amigo em comum que encontramos por lá. As minhas intenções estavam ancoradas, agora, nas pernas magníficas da Patti, dançando comigo em meio à pista razoavelmente lotada. Voltava os olhos mais acima para os seus e sorria bêbada, imprestável para ela, que achava graça. Beijava-a ainda sorrindo e puxava-a mais ainda na minha direção, nos conformes do ritmo da música. Então ela colocava os braços ao redor de mim, apoiados nos meus ombros, e me beijava de volta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já afogada em repetidas doses de Jose Cuervo, excessivas, a minha mente era um branco absoluto. Branco pleno, não pensava em nada. Seguia fazendo, agindo como se a minha vida, minhas ações dependessem da próxima faixa que saísse daqueles amplificadores de pista. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sountrack kinda life&lt;/i&gt;. É. Sorri mais uma vez para a Patti, antes de beijá-la ao som de mais um hit a la &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;new wave&lt;/i&gt; remixado. As suas costas nuas e perfeitas naquela frente única filha-da-mãe estavam me tirando do sério. Os seus beijos por outro lado eram mais lentos do que eu gostaria, apenas levemente; mas intensos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Afundava nela cada centímetro de mim, indo contra o seu corpo, os seus dedos, a sua boca. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Foda-se a heterossexualidade&lt;/i&gt;. Deslizei as minhas mãos pela superfície áspera do seu jeans preto, os olhos fechados em um beijo embalado na música ensurdecedora do Vegas, sentindo nas pontas dos dedos aquele pano grosso tornar-se aos poucos pele macia, as suas pernas, tomada de linhas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;old school&lt;/i&gt; em si desenhadas. Escorreguei a mão pela lateral de fora das suas coxas e segurei-as, agora firme, na minha direção. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela me beijou com vontade, empurrando-me ao meu limite, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;puta que pariu&lt;/i&gt;. Ali, quase perdendo de vez a cabeça e os bons modos, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dane-se&lt;/i&gt;. Até que afastou-se, contudo, sorrindo, e abri os olhos sem entender bem o que se passava. Rindo, mandou-me ir esfriar os ânimos no bar. Ela ainda não era gay, disse, com bom humor. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Desgraçada&lt;/i&gt;. Encarei-a por um instante, sem acreditar, e comecei a rir. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Tá&lt;/i&gt;. Virei-me, então, na direção do balcão e me forcei a conformar. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mas cuidado que eu volto&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pior, hein garota...&lt;/i&gt;, pensei, achando graça no pedido, e me enfiei na multidão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Meu... – a Mia me segurou de repente, conforme eu passava por outras pessoas meio à pista lotada, atravessando até o lado onde ficava o bar, segurando-me pelo braço esquerdo e nitidamente bêbaba, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a ponto de perder o autocontrole&lt;/i&gt; – ...você tá sendo uma idiota!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_O quê?! – estranhei surpresa e então comecei a rir, em ironia – Ah estou, é?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela não me respondeu nada, ficou me olhando como se perdera a coragem por um instante e mal podia acreditar naquilo. Tirei o maço do bolso, entediada até a morte por aqueles dois segundos de silêncio dela, e ajeitei um cigarro entre os lábios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Vão te colocar pra fora se você fumar aqui, sua imbecil! – arrancou-o da minha boca na mesma hora e descartou-o, jogando-o no chão num movimento brusco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fiquei olhando-a, parada ali, já sem entender direito o que estava se passando; bêbada demais para reagir. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Era meu cigarro, porra! &lt;/i&gt;Olhei o chão por um instante, vendo-o massacrado entre os pés alheios e senti um ódio infantil da Mia por tê-lo tomado. Tornei a encará-la, já automaticamente indisposta àquela ceninha e à conversa que se seguiria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Qual é a sua, garota?! – ela reclamou alto na minha direção, agora competindo com a música.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Por quê? – ri, mais uma vez, e a olhei agressivamente – Hein, tô te incomodando?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-7282631617580844759?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/7282631617580844759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=7282631617580844759&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/7282631617580844759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/7282631617580844759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/10/nao-e-problema-meu.html' title='Não é problema meu'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-8444384167537579578</id><published>2011-09-26T13:20:00.002-03:00</published><updated>2011-09-26T13:22:45.563-03:00</updated><title type='text'>[ PEDIDO ESPECIAL 2 ]</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 6;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Agora com o link funcionando!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Já ajudaram uma desconhecida hoje? :’)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 6;"&gt;&lt;b&gt;Meniiinas e meninos lindos que lêem o blog, tenho um pedido muito especial para vocês. Quero que ME AJUDEM a ajudar alguém de quem gosto muito. É fácil! Basta entrar neste link e clicar no coraçãozinho (embaixo do nome dela):&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 6;"&gt;&lt;a href="http://www.embaixadorstb.com.br/discover/estilo.php?id=3037"&gt;http://www.embaixadorstb.com.br/discover/estilo.php?id=3037&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;b&gt;♥&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 6;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Não precisa fazer mais nada! Por favorzinho, vai, &lt;/b&gt;&lt;span class="commentbody"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;ninguém vai nem ficar sabendo do seu pequeno ato de bondade com uma completa desconhecida... rs, é rapidinho! Entra e clica! :)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt; Para a Dea conquistar o seu sonho. Leva 2s para vocês e faz toda diferença do mundo para ela ♥&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, obrigada de verdade, viu? &lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(&lt;i&gt;e amanhã tem mais um post... já está pronto!&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-8444384167537579578?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/8444384167537579578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=8444384167537579578&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/8444384167537579578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/8444384167537579578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/09/pedido-especial.html' title='[ PEDIDO ESPECIAL 2 ]'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-9069186122469589524</id><published>2011-09-26T13:20:00.001-03:00</published><updated>2011-09-26T13:21:43.368-03:00</updated><title type='text'>"So please, please, please...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;...let me, let me, let me get what I want.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Seguiam-nos entusiasmados os olhos dos amigos dela, observando-nos à distância em meio à pista. Também me olhava, com uma dose a menos de empolgação e umas quatro a mais de whisky, o par de olhos castanhos da Mia. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não vou conseguir fazer nada aqui,&lt;/i&gt; bem sabia, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não com essa platéia toda!&lt;/i&gt; Puxei a garota pela mão, numa decisão rápida, e a enfiei no banheiro. Os amplificadores tocavam o que me parecia ser The Smiths, havia apenas uma pessoa na nossa frente. Longe da roda de amigos, a Patti se tornou mais quieta e eu perguntei se ela estava bem, sozinha ali comigo. Ela disse que sim, sem voltar atrás. E esperamos. Até uma das cabines vagar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fechei a porta atrás de mim e ela me olhou, estranhando a situação. Encostei em um dos lados da cabine, apoiando um dos pés contra a parede atrás de mim. E ela ficou do outro lado, segurando com ambas as mãos o copo cheio de gelo, com restos ínfimos de gin com tônica, um tanto insegura em seus movimentos. Não fiz nada, a esperei. Ela parecia assustada, lembrava-me de certa forma a Mia de meses antes, e sorriu tímida para mim. Observou em volta, passando os olhos pelas quatro divisórias que nos cercavam naqueles “dois metros por um” mal-iluminados. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Está presa comigo, garota&lt;/i&gt;... eu ri, terminando de virar a minha cerveja e me curvei para apoiar a garrafa ao meu lado, no chão. Então ela me olhou de volta e ficamos em silêncio por alguns instantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Isso é estranho... – ela sorriu, um tanto nervosa, sem desgrudar os braços e o copo da frente do corpo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Por que estranho? – eu ri, observando-a.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, não sei... mas é. Não achei que eu... sei lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela começou a rir também, sem saber o que fazer ali comigo. Ficamos em uma situação desconfortável e que muito remetia à minha adolescência. Já eu estava achando certa graça naquilo. Ela desviava o olhar, às vezes, de mim; que a observava com calma; parecia constrangida pela minha presença. Tirei os olhos de cima dela, vendo as suas pernas encostadas tensas uma na outra – estava vestindo um minishorts preto que constrastava com o que parecia ser uma âncora tatuada na parte de cima da sua coxa. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sensacional&lt;/i&gt;, suspirei tentando ser discreta, interessada e meio bêbada. Os seus dedos se alternavam, dedilhando contra o vidro do copo já suado, e ela respirou fundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ei, você quer ir? – comecei a rir mais uma vez, achando graça no seu nervosismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, eu... – ela riu, abaixando a cabeça com vergonha; erguendo-a logo em seguida – será que... sei lá... a gente não pode só dizer que se beijou?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Pode – respondi, intrigada por ela, e sorri – como você quiser. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De certa forma, tinha um respeito precoce por ela; não ia me opor a nada que me pedisse. Contudo, não se moveu em direção à porta. Pelo contrário, ela ficou. E eu a esperei decidir. Passou algum tempo encarando os nossos pés, próximos uns dos outros no chão. Ela com um All Star preto sem cadarços e eu com o meu Adidas surrado. O som da balada entrava, como de costume, abafado dentro da cabine. Ela me olhou de volta e riu, ainda nervosa. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Escuta, se você não vai fazer nada, então eu vou...&lt;/i&gt; pensei, declarando terminado o seu tempo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Coloquei no chão, então, o pé que antes estava apoiado e desencostei da parede, movendo-me na sua direção. Dei um passo e deslizei os meus dedos por cima dos seus, retirando o copo das suas mãos e levando-o para trás do meu corpo. Ela respirou fundo, no mesmo segundo, absolutamente tensa. Eu estava curiosa por aquele momento. Levei a mão que restava livre à altura do seu rosto e ela fechou os olhos; passei então os dedos sobre os seus lábios, o mais lentamente possível, e eles se entreabriram. Aproximei-me do seu corpo, agora segurando-a pela cintura. E então a beijei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-9069186122469589524?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/9069186122469589524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=9069186122469589524&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/9069186122469589524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/9069186122469589524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/09/so-please-please-please.html' title='&quot;So please, please, please...'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-8540192321623934367</id><published>2011-09-25T16:19:00.000-03:00</published><updated>2011-09-25T16:19:25.812-03:00</updated><title type='text'>Re-direcionando</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tá. Olha, eu já ia estar agindo daquele jeito inconseqüente de qualquer forma. Aquela era a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;minha&lt;/i&gt; noite. Não é como se todas as rodadas de destilados e vai-e-vens de sem vergonhice lésbica fossem pura infantilidade minha, afinal, eu estava mesmo feliz pra caralho naquele dia, naquela noite. Contudo, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;e este é apenas um mínimo detalhe&lt;/i&gt;, o fato da Mia estar lá – digamos, a tão poucos metros de mim e toda desconfortável – tornava cada movimento meu mais divertido. E eu estava, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;acreditem&lt;/i&gt;, fazendo com que aqueles seus olhos castanhos vissem – e repreendessem – cada um deles.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Cara, você não superou nem de longe esta garota... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, cala a boca, Lê! – ordenei, já completamente fora de mim, conforme esboçava um sorriso maroto e pegava os dois shots de tequila do balcão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Que se dane a Mia&lt;/i&gt;. Bem verdade é que havia naquela noite, ali no Vegas, uma hétero muito mais interessante para mim do que ela vinha sendo naquelas duas últimas horas, com suas viradas de olho indiferentes e cortes categóricos às minhas tentativas de inteirá-la nas minhas conversas com o Fer. Outra “hétero”. E com quem eu, após me perder por diversas vezes na boca de outras garotas em meio à pista, havia me conectado de uma maneira que só é possível quando se tem mais tequila do que sangue correndo pelas veias e tudo parece ser uma epifania. Nos demos extraordinariamente bem, eu e a garota. Com todo o apoio dos seus amigos, aliás, que eram super simpáticos. E apesar dos meus nada modestos esforços, ainda não a havia conseguido beijar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Com ambas as tequilas em mãos, retornei para o seu lado num círculo de pessoas a poucos metros de onde o meu círculo de pessoas-e-amigos estava. Brindamos brevemente – eu a olhava, claro, insistentemente – e viramos tudo de uma só vez. Rimos logo em seguida; na pista qualquer faixa do Billy Idol ressoava e o teor desceu queimando pelas nossas gargantas. Ela se aproximou do meu rosto, apoiando-se no meu ombro, e insinuou, brincando, que eu estava querendo embebedá-la com todas as minhas evidentes segundas intenções. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu não preciso te embebedar para fazer o que eu quero com você... – respondi, de volta em seu ouvido, já um tanto insolente devido à bebida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela, rindo, afastou-se do meu rosto e negou com a cabeça, disse que eu estava me achando. Dei de ombros e ela riu mais ainda. Nos divertíamos, invariavelmente. Volta e meia todavia, os meus olhos cruzavam – acidentalmente – com os da Mia, a poucos metros dali. Já a Lê havia sumido, correndo atrás de um rabo-de-saia recém descomprometido e que mais estava interessado em fazer ceninha para a ex-namorada do que em genuinamente querer a minha amiga. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Drama sapatão, argh&lt;/i&gt;. Mulher é mulher em tudo quanto é canto, esse tipo de “joguinho” me enjoa até a boca do estômago. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isto, eu e o meu magnífico-porém-persistente desafio da noite nos encontrávamos em mais uma rodada, com uma cerveja e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;drink&lt;/i&gt; em mãos. Respectivamente. O nome dela era Patrícia, Patti. Tinha seus míseros 19 anos, estudante de Design, com a conversa e as curvas fantásticas de uma garota de 25, bem-acompanhadas de algumas tatuagens &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;old school&lt;/i&gt; que estavam me tirando do sério. Já o cabelo, castanho como me era de costume, estava preso num meio-rabo com dois palitos pretos e eu me encontrava absolutamente encantada com sinuosidade da frente única finíssima que encostava-se contra seu corpo. Tomei um gole, já ultrapassando a metade da garrafa, numa tentativa fracassada de esfriar a cabeça. Não rolou. E fiz graça para ela, então, arcando brevemente as sobrancelhas na sua direção. Ela riu, balançando a cabeça. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu sou hé-te-ro... – repetiu, de novo, como se eu não a tivesse ouvido nas últimas dez vezes que se antecederam.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Todas vocês são... – retruquei, bastante segura de mim – ...até não serem mais, né.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E mais uma vez ela riu, me olhando; começava a ganhar um certo carinho por mim. Àquela altura do campeonato. E eu, uma certa impaciência para beijá-la logo. Decidi então que era hora de fazer algo a respeito e peguei-a pela mão, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;vem comigo&lt;/i&gt;, puxando-a através da pista. E ela disse que vinha, meio envergonhada. Mas foi, digo, veio. Em meio àquele mar de gente dançando post-punk inebriadamente, segurando atrás de mim a minha mão. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Te mostro que estou certa, garota&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-8540192321623934367?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/8540192321623934367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=8540192321623934367&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/8540192321623934367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/8540192321623934367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/09/re-direcionando.html' title='Re-direcionando'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-2416654558987182269</id><published>2011-09-25T16:04:00.001-03:00</published><updated>2011-09-25T16:26:32.062-03:00</updated><title type='text'>Bem-vindos a(o) Vegas!</title><content type='html'>&lt;i&gt;Now let the games begin.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-2416654558987182269?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/2416654558987182269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=2416654558987182269&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2416654558987182269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2416654558987182269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/09/bem-vindos-ao-vegas.html' title='Bem-vindos a(o) Vegas!'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-6556344109713098506</id><published>2011-09-10T16:02:00.002-03:00</published><updated>2011-09-10T16:08:08.884-03:00</updated><title type='text'>Yes!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Escancarei a porta, gritando de felicidade apartamento adentro. E assustando o meu respectivo colega, claro, que assistia TV tranquilamente com a Mia. A luz estava acesa e o cômodo bagunçado, pra variar. Eu entrei empolgada, fazendo escândalo e evidentemente sem explicar nada. Pulei no sofá, virando deitada de barriga pra cima, e apoiei a cabeça no colo do Fer. Sorri para ele e ele me olhou confuso. Como se dissesse “mas que diabos é isso agora?” com os olhos, sem entender porra nenhuma daquela minha cena. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Quem é a mais nova assistente de produção contratada? – perguntei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Conseguiu?!?! – ele pulou na mesma hora do sofá, desacreditando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Levantei logo em seguida, confirmando toda feliz, abraçando-o. Aquele era, de longe, o auge da minha vida profissional em São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Porra, quase quatrocentos a mais e a parada é na Brigadeiro, mano! Aqui do lado, muito perto!! – continuei, ignorando a presença da Mia, empolgada e quase gritando as boas notícias – Cê tem noção disso?! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;_Tá zoando?!? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Meu, não. Não tô. É o trampo perfeito. Sério, per-fei-to! Até minha chefe é gostosa, juro pra você! – comecei a rir, acendendo um cigarro – &amp;nbsp;a partir de segunda-feira já... tô surtando, cara!! Tô surtando muito, meu, eu vim que não me agüentava no metrô agora...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tem que ir comemorar, então!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Cê acha que não? – dei um tapa de leve na cabeça do Fer, irônica – Já liguei pra Lê, porra, vamos no Vegas hoje. Já tá tudo combinado... tô pilhada pra caralho com isso. Demais, demais, mano... vou pegar aquela balada inteira! – ri.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aí olhei para a Mia, inconscientemente, já tragando logo em seguida e olhando pro outro lado de novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Espera... É balada rock ou eletrônica hoje no Vegas?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Foda-se, Fer! Nem sei, meu... vou em qualquer uma que for hoje!! – continuei rindo, ainda empolgada – Meu, na boa, cara... quero gastar os quatrocentos reais em bebida hoje. Vou arregaçar aquela porra daquela balada! Tô feliz pra cacete, meu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Demorou! – o Fer riu também – vamos, pô... vou junto com você, certeza. Genial, meu... parabéns mesmo!! – ele me abraçou mais uma vez, de lado – vamos, né amor?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele olhou para a Mia e eu automaticamente, agora sem querer, também. Ela se limitou a concordar brevemente com a cabeça, por sua vez, num desânimo de absoluto contragosto à situação, sem olhar para mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-6556344109713098506?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/6556344109713098506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=6556344109713098506&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6556344109713098506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6556344109713098506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/09/yes.html' title='Yes!'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-6489782646640347020</id><published>2011-09-10T14:36:00.001-03:00</published><updated>2011-09-10T14:51:23.555-03:00</updated><title type='text'>Na boca do lobo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Batia os pés, inquietamente, na sala de espera. Alternando-os num ruído discreto contra o piso preto, estiloso, em ritmo acelerado. Acelerado e crescente, conforme minha ansiedade também progredia. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Argh, cadê a porra da recepcionista&lt;/i&gt;. Um cara em seus vinte e poucos, mais ou menos da minha idade, esperava a umas duas cadeiras de onde eu estava. Menos preocupado, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;claro&lt;/i&gt;, como qualquer filhinho de papai. O movimento – agora rápido – dos meus pés impacientes, de repente, me irritou. Escorreguei de súbito então contra o encosto, afundando mais ainda na cadeira, e cruzei as pernas pouco adiante. Aquietando-as. A batata da direita sobre a parte de cima do meu joelho esquerdo. Forcei-me a sossegar por um instante. Ambas as mãos repousavam confortavelmente também, agora, na lateral da cadeira. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;1, 2, 2, 3, 4, 5, 5, 4, 3, 2..&lt;/i&gt;. E lá estava o meu pé direito sacudindo mais uma vez, no ar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Madição. Por que eu tô tão nervosa, caralho?!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Suspirei fundo. Tão logo cruzei as mãos, entrelaçando-as apoiadas à frente do meu corpo, já ouvi o salto da recepcionista dar passos em direção à porta de onde estávamos. Me endireitei na cadeira. Olhei para o garoto ao meu lado e trocamos um sorriso de meio milésimo de segundo, por mera etiqueta. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Boa sorte o caralho&lt;/i&gt;, observei atenta a porta da sala de espera, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;desculpa aí. &lt;/i&gt;A tal recepcionista tinha lá seus trinta e poucos, vestida numa calça social branca e uma bata turquesa com cinto marrom por cima, sandália alta de tiras. Estava bem arrumada; mantinha porém uma expressão mal-amada de tédio, que presumi já ser cotidiana. Muitas recepcionistas são assim... só tiram a porra do eu-odeio-este-cargo da cara quando estão tagarelando com alguma amiga no telefone. Ou com o segurança do prédio, sei lá.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; Chega a ser pré-requisito para esta merda de sub-emprego, não é&lt;/i&gt;, encarei-a, já afetada pela minha ansiedade, ao vê-la entrar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olhou-nos de volta sem o menor interesse na nossa situação e anunciou que o veriam primeiro, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;desgraçada.&lt;/i&gt; Respirei fundo e preparei-me para levantar logo em seguida, já para dar o fora, mas ela me advertiu. “Vão falar com você em seguida”. Olhei-a de volta, sem vontade nenhuma de continuar ali, e tornei a me sentar. O cara ao meu lado passou bem na minha frente, com seus alargadores de 4mm de playboy paga-pau e um sorriso escondido na expressão, desta vez sincero. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Argh mano, que ódio&lt;/i&gt;, eu respirava com pesar, tomada por uma frustração imensa. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Filho da puta. &lt;/i&gt;Antes que a recepcionista saísse, já de costas para mim e atrás do garoto, que já seguia pelo corredor, chamei-a por um instante. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Escuta... onde eu posso fumar aqui?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Se quiser, lá na frente. Eu já volto para te chamar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mal posso esperar, hein...&lt;/i&gt;, revirei os olhos mentalmente em ironia e me levantei. Atravessei o mesmo corredor que eles, virando pouco antes, contudo, no cômodo de entrada onde a mal-amada dos saltos altos se sentava recepcionando os clientes da produtora. Pisei para fora enquanto tirava o maço do bolso e logo acendi um cigarro. O mais puro auto-consolo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Inferno&lt;/i&gt;. Apertei o filtro com o polegar e o dedo indicador, levando-o à boca, frustrada. Era uma terça-feira cinzenta, já prestes a escurecer, e eu havia matado a segunda metade do expediente à toa. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Ótimo”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lá pela quarta tragada, todavia, eu me encontrava já consideravelmente mais calma. Havia começado a bater papo com uma garota que estagiava lá – aparentemente a entrada do lugar era o fumódromo dos funcionários. Ela e um cara modernoso, que estava apoiado contra a parede a um metro de nós, conversavam ali antes de eu chegar. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Gay&lt;/i&gt;, analisei-o brevemente. Lembrei então do que a Marina havia me dito, mas não consegui julgar a menina. Isto é, em todos aqueles quarenta segundos tontos de conversa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eles vão falar com você agora – a recepcionista me chamou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela se chamava “Rose” ou, pelo menos, era isto que indicava seu &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;badge&lt;/i&gt;. Olhei-a e sorri, por um instante. Joguei o cigarro na sarjeta, pisando rapidamente na brasa acesa, e me despedi dos dois estagiários, que eram bem novinhos. Entrei atrás dela, atravessando a sala e depois o corredor, até o escritório da diretora de produção. Uma mulher de uns quarenta e poucos anos, bastante bonita, que parecia dessas críticas cults insuportáveis. Cumprimentei-a mais uma vez, junto ao responsável pelo setor de arte; ambos que haviam me entrevistado na hora anterior. Me observaram sentar, de frente para a mesa, e eu os encarei destemidamente de volta, numa atitude natural e um tanto desnecessária. A tal da Rose fechou a porta atrás de mim e eles se entreolharam logo em seguida. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Então... – a diretora quarentona começou, me encarando simpática – ...o que você acha de começar aqui segunda?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-6489782646640347020?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/6489782646640347020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=6489782646640347020&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6489782646640347020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6489782646640347020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/09/na-boca-do-lobo.html' title='Na boca do lobo'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-3010148285238054161</id><published>2011-09-06T09:51:00.009-03:00</published><updated>2011-09-10T14:48:55.597-03:00</updated><title type='text'>O Encontro</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acompanhado, o Fer entrou na cozinha e colocou os olhos imediatamente na mesa que eu e a Marina há pouco havíamos posto. Como quem não quer nada, aproximou-se de onde estávamos, retirando o braço de cima dos ombros da Mia e ensaiou pegar o garfo que usamos para cortar nossa tortilla de batatas. A Mia ficou uns dois passos mais para trás, se conteve e encostou na parede, com os braços cruzados. E uma certa distração fingida no olhar. A mão direita do Fer, por fim, perdeu a inibição meramente de contexto e segurou o garfo que estava sobre a frigideira. Cortou um pedaço da tortilla que havia restado, levando-o à boca. Eu podia sentir a Mia me olhando e encarei de volta a Marina, que observava a mim e à cena toda, achando graça. Ela ergueu a cabeça e sorriu para o Fer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E ai?! Gostou? – perguntou, sendo simpática.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Bom mesmo, hein, Má?! Tem que vir aí mais vezes, pô. Manda bem... E faz mó cara que não te vejo! Essa aí fica te escondendo de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Meu, não. Tudo o que eu fiz foi ajudar a descascar...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ahh, é, safada? Para mim você não cozinha assim, né?! – o Fer virou e bagunçou minha franja, jogando-a na minha cara, de brincadeira. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tirei-a de cima do rosto, revirando rapidamente os olhos, e acabei olhando para a Mia, próxima à porta. Meio sem querer. E a Marina também olhou. Até aquele momento elas não se conheciam, não pessoalmente. Aquela foi a primeira vez em meses que me senti, por um instante, estranha na presença da Mia – o que não demorou para passar, felizmente. E aí ficamos todos em silêncio, na cozinha. O Fer já terminava de mastigar o segundo pedaço quando virou novamente para a Mia e fez um sinal casual com a cabeça, para que seguissem para o corredor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Disse algo breve, ele, algo como “até mais tarde, garotas”. E não respondemos, ambas de boca cheia, não prestando muita atenção à saída deles. Logo em seguida, a Marina olhou por cima dos ombros, certificando-se de que eles realmente já haviam ido, e então virou-se para mim, curvada sobre a mesa, como se fosse me confessar qualquer pensamento guardado. E eu me preparei psicologicamente para aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Uau! – cochichou, inquieta com o que acabara de preceder – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Essa&lt;/i&gt; é a Mia?! Essa?!?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Cacete! – seguiu sussurrando, empolgada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Qual é, Marina...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, desculpa... mas vocês, vocês, meu... – pareceu se enrolar, animada por tê-la enfim conhecido – ...vocês deviam ficar lindas demais juntas. Tipo, ela é... nossa! Assim, sério mesmo...?!? – riu para mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Suspirei, respirando fundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não acredito nisso... – ela sorriu, parecia pensar consigo mesma – ...a Mia, cara! A Mia!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Que tem, porra?! – me irritei, rabugenta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Sei lá, eu não imaginei que ela era tão... – fez um gesto com as mãos - ...meu, só agora fez sentido toda aquela sua obsessão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá, tá! Chega. Cortou o assunto, beleza?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fechei a cara na mesma hora, tomada por uma indisposição de ouvi-la impressionar-se tardiamente de qualquer forma que fosse com a garota que havia tornado a minha vida um inferno por meses a fio, e segui comendo numa grosseria talvez um tanto desnecessária com a Marina. Mesmo que não tenha dito nada em seguida, sentia-a se arrepender silenciosamente e me observar. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Lá vem agora&lt;/i&gt;, previ em pensamento, quieta na minha, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;você não vai se agüentar, né... &lt;/i&gt;Segui comendo meu almoço, todavia, ignorando minha corretíssima previsão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eei... – ela iniciou, com a voz baixa – ...e como você está?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tô bem, Marina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Mas... – continuou, preocupada comigo – ...com isso, tipo, com ela aqui o tempo todo e...?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tô legal. Que eu vou fazer... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não tem incomoda, flor?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, sei lá, meu. Não tenho que achar nada... – mantive os olhos ocupados com o meu prato, expressando o meu sincero desinteresse – ...na boa, eu já tô tão de saco cheio dessa história que eu só quero ficar em paz, saca? Sem ter que pensar nessa merda, sem ver problema em nada, ficar me incomodando com ela estar aqui ou não. Pra mim, chega. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É. Bom, acho que se ela não te procura, facilita também...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Facilitaria.&lt;/i&gt; Senti a fofoca sobre a tarde de sábado me subir pela garganta, incômoda. Comecei a me distrair com a comida no prato, empurrando de um lado para o outro com o garfo o pequeno pedaço que restava. Enrolando para contar, isto é. Aquele era um almoço um tanto tardio, a luz do dia já começava a perder a força através das janelas da cozinha. Feixes horizontais, amarelados, se projetavam nas paredes de ladrilho antigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Na verdade... – comecei a falar, hesitante – ...nós conversamos ontem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Conversaram?? E aí? – me perguntou, agora mais empolgada com qualquer tema ligado à Mia que acabara de conhecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E aí, sei lá, ela tá incomodada. Queria que a gente não ficasse assim, sem se falar, veio com uma conversa esquisita pra cima de mim, disse que queria ser "minha amiga"  – acendi um cigarro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Mas você quer ser amiga dela?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_... – olhei para a Marina, tragando em silêncio, com minha melhor cara de “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;é óbvio que não&lt;/i&gt;&lt;i&gt;, né, porra&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É, meio complicado mesmo... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É, bastante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Prossegui comendo, o último pedaço, enquanto a brasa queimava lenta entre meus dedos e o clima na cozinha ficou quieto por um instante. A Marina ajeitou os óculos pretinhos rapidamente, estava com os cabelos morenos soltos e ondulados, um tanto bagunçados, daquele jeito encantador dela. Cruzou os braços, em silêncio, como se pensasse consigo mesma. Eu soltei o garfo, ao terminar, e deixei minhas mãos na mesa. Ela me observou e alcançou a minha mão livre com a sua, olhando-me com carinho. Aí sorriu para mim e eu automaticamente deixei escapar um sorriso de volta, um bem tranqüilo. Depois traguei de novo, com calma.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É a primeira vez que vou te dizer isso... – ela me encarou, com uma atitude positiva – ...mas, desta vez, acho melhor ficar na vida bandida mesmo. Aproveita suas meninas aí, vai, e uma hora dessas aparece alguém pra você. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Comecei a rir, sem me agüentar, &lt;i&gt;ê Marina&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-3010148285238054161?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/3010148285238054161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=3010148285238054161&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3010148285238054161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3010148285238054161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/09/o-encontro.html' title='O Encontro'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-4251237765410486733</id><published>2011-09-02T13:38:00.003-03:00</published><updated>2011-09-02T18:51:32.507-03:00</updated><title type='text'>Tortilla à paulistana</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Então esse é o seu plano agora?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Que plano, Marina?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Esse aí, comer tudo o que se move – ela me olhou desconfiada, sentada na mesa da cozinha, enquanto descascava as batatas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu não c... – levantei tom de voz e me segurei por um segundo, encarando-a – ...olha, na boa, eu não sei qual o problema das pessoas com a minha vida sexual. Não é como se eu comesse três por semana, isso é ridículo! Acabei de te falar que já saí com essa mina, porra, saí duas vezes com ela antes... e saí ontem de novo. Desde quando isso é galinhagem, cacete?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, quer dizer agora que você gosta dela?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, mas e daí? Preciso gostar?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É. Pra algumas pessoas, sim, né... – ela riu, juntando as cascas e descartando-as no lixo ao seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Na boa? Essa Carol aí também não gosta de mim, não... aliás, eu acho isso ótimo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_”Ótimo”, meu, você nem se ouve falando! Cara, você não sente falta de... de ter pelo menos alguém que, sei lá, que te queira? Não só por querer, mas tipo, com carinho mesmo. Sabe?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ai, Marina, você tá muito bicha, credo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Você que está muito solta aí... e isso não te faz bem, você não é assim – revirei os olhos na mesma hora, me aproximando para pegar o prato das batatas descascadas – Quê?! Você acha que eu não te conheço?!? – ela achou graça na minha reação e começou a me apontar, fazendo cena – meu, eu sei muito bem que por trás dessa sua falta de limites aí, você vive obcecada... amarrando o coração numa pior que a outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Quê, cê acha que eu vou me apaixonar por essa Carol agora?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não... e nem pela outra, né, coitada, amiga da Lê. Aliás... – permaneceu sentada, me observando colocar as batatas na frigideira – ...a quantas anda a Letícia? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, tá de boa, solteira ainda e trabalhando pra caralho. Vou fim de semana que vem com ela tatuar, eu acho; ela quer fazer o outro braço e eu tava pensando em começar a minha da costela. Preciso ver se vou ter grana ainda... &amp;nbsp;te falei que tô querendo sair do trampo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_ Nossa, não. Espera, calma, muita informação de uma vez só! Como assim?! – perguntou – Você vai sair do estúdio?!?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Olha... Não sei, meu. Tô meio procurando. Achei um lance legal e é até mais perto, lá na Brigadeiro. Uma estação só de metrô, né, meu, dá pra ir a pé se eu quiser... e eu ia poder fazer mais coisa de produção também. Tô de saco cheio já de ficar selecionando foto de formatura, organizando álbum de casamento, tratando imagem pros outros... Lá, não, eles mexem com vídeo também, fazem comercial, não é só foto... é uma produtora mesmo e, sei lá, parece uma boa pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Mas você foi lá? Eles estão precisando de gente?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Estão... então, o Gabriel que me indicou. Ele já fez umas parcerias com eles lá da agência... os caras fazem bastante produção para publicidade e umas paradas de moda também, a menina que me ligou ontem me passou. Disse que tinham gostado de mim, viram meu currículo... vou lá na terça, vamos ver.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, linda, que bom... tomara que dê certo, meu!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Acho que vai dar... até quando te liguei ontem, a idéia já era te contar disso. Tinha acabado de falar com a menina, sei lá. Tô com um sentimento bom, manja? Acho que vai rolar, e acho que vai ser do caralho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_E o salário, já sabe?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não sei, preciso conversar lá primeiro... não me falaram. Mas mesmo se for igual, eu prefiro do que continuar no estúdio. Meu chefe definitivamente me detesta, eu acho que eu sou a pior funcionária daquele lugar! E nesse outro tenho impressão que eu ia me dar bem...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Cara, olha, sem ofensas... Mas quem em sã consciência te colocaria pra trabalhar com moda?! Tipo, né, &lt;u&gt;você&lt;/u&gt;?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Nossa, hein, obrigada pela parte que me toca. Vou lá jogar meu armário inteiro fora...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não quis dizer isso... – ela riu, batendo de brincadeira na minha cabeça – ...eu gosto das suas roupas, mas é que... não dá, né?! Eu já fui cobrir vários eventos de moda, set de publicidade... é, tipo, o meio mais sapatão de São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Uai... Então, meu! Perfeito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É. Não se você quiser manter seu emprego, né... – me zombou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;E você está implicando o quê, por um acaso?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-4251237765410486733?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/4251237765410486733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=4251237765410486733&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4251237765410486733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4251237765410486733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/09/tortilla-paulistana.html' title='Tortilla à paulistana'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-3345759534207737216</id><published>2011-08-27T17:24:00.003-03:00</published><updated>2011-08-27T17:26:40.705-03:00</updated><title type='text'>"It's the sparkle you become...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;...when you conquer anxiety".&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;(Crystalline, Björk)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela. Passando em pé, descalça, sobre o colchão. Pouco acima do meu campo natural de visão. Estava sentada ali, acendendo um cigarro, encostada contra a parede. Subi os meus joelhos, deslizando os pés sobre o lençol, e apoiei neles os braços. Observei-a, curiosa, enquanto tragava preguiçosamente. Atravessara a cama e estava, agora, curvada sobre um aparelho de reprodução, vestindo apenas uma blusa branca e uma calcinha box marinho e branca, procurando uma música qualquer em seu iPod. Tão logo a faixa começou, ela se levantou novamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Subiu na cama, me olhando. Notei as imprestáveis intenções em suas pupilas e achei graça, ri. Ela se abaixou mais uma vez, perguntando-me do que eu estava rindo, e sorriu para mim. Com os joelhos e as mãos no lençol, os cabelos soltos, a franja caída sobre o canto de um dos olhos castanhos. E achando, também, graça em mim. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Nada&lt;/i&gt;, lhe disse, muito calma, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;estou rindo de você. &lt;/i&gt;Moveu-se lentamente mais para frente, na minha direção. Deu-me um beijo demorado. E eu beijei-a de volta. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Essa música é boa, escuta – pediu, conforme se afastava do meu rosto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cantarolou duas ou três palavras. Traguei mais uma vez, escutando e observando-a a dez centímetros de mim. Não era excepcionalmente bonita, era bastante normal, aliás, não sei bem porque gostava de sair com ela. Sentou-se na minha frente, sem distanciar-se muito de onde estava, ainda com as pernas entre as minhas. Tinha um sorriso, jeitos bonitos. E não me enchia quando eu deixava de ligar. Já eu estava, por minha vez, vestindo uma camiseta preta que comprara na Banca na semana anterior. Com um escrito &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;hipster &lt;/i&gt;qualquer na frente, bem grande, em amarelo. E sem calcinha – desde as últimas duas horas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Soltei a fumaça, aos poucos. Ela veio e tragou o cigarro em minhas mãos, ainda apoiadas sobre meus joelhos. Enquanto eu escutava a faixa, encostada contra a parede, ali sentada. Os tons seguiam, bem marcados, destoantes do meu estado brando de espírito. Moveu-se mais uma vez na direção da minha boca, levantando-se um pouco de onde estava sentada. Me beijou com mais vontade. Deslizou uma das mãos, do lençol para o meu quadril. Eu não tinha o menor interesse, contudo. Não naquele momento, pelo menos. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;É fácil quando não se dá a mínima, não é..&lt;/i&gt;. Virei o rosto e bati as cinzas num copo com água ao lado de onde estávamos no colchão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Isso aí é Björk? – perguntei, sobre a música.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Uh-hum.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela roubou o meu cigarro, antes que eu o retornasse a mim, respondendo. Tragou mais uma ou duas vezes, contando-me sobre o álbum novo dela, falando qualquer coisa sobre aplicativos de celular e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;open source&lt;/i&gt;, assunto que pouco me intrigava. Achei a idéia ainda assim inovadora. E era interessante ouvi-la falar, sei lá, eu gostava. De um jeito tranqüilo, sem carinho comigo. Gostava mesmo. Sorri para ela, ao final de toda a complexa explicação sobre o novo álbum da Björk, e ela me perguntou se eu já conhecia o som.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Essa, não... faz um tempo que não ouço Björk, ouvia mais antes. Parei há uns meses, sei lá – argumentei, observando o cigarro já quase no fim – acho que passou um pouco a fase.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah. Agora você ouve outras paradas, então... – ela achou graça, falando como se eu houvesse implicado algo a seu respeito e eu a olhei, indignada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tonta... – ri, por um breve momento – ...não é, é só que... – virei-me, batendo mais uma vez as cinzas, ao lado, e tornei a encará-la – ...sei lá, acho que me lembra alguém. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Quem?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Uma garota aí, nada demais... ela bancava a esquimó na minha cama – eu ri, de novo, agora de mim mesma – ah, meu, na boa, não é nada. Só parei de ouvir...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Quer que eu tire?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não... – senti-me estranha, por um instante, ao dizer aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela subiu os dedos lentamente, do meu quadril descoberto e pela minha cintura. E beijou-me mais uma vez. Eu não sentia o mesmo, naquele momento. Mas achava graça no jogo, gostava de vê-la tentando. Conforme os segundos passavam, suas intenções se desdobravam crescentes, ansiosas. Sentia os seus dedos me pressionarem, progressivamente, na sua direção. Queria-me para ela, pouco a pouco, estava com vontade enquanto eu preferia permanecer apoiada na parede, ali. De preferência, sem me mover muito. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não que não quisesse beijá-la, pois queria. E beijava-a, não obstante, é claro. O que me incomodava era a sua empolgação, a voracidade momentânea... eu não estava nesta pegada. Estava, aliás, bem de boa de me mexer dali. Talvez fosse culpa da maconha, sei lá, estava lenta. Achava graça, contudo, na sua excitação contínua, no seu desejo imediatista. Me agarrando, mesmo que estivéssemos em ritmos diferentes. Aí parava por meio segundo de beijá-la, olhando-a se frustrar. Me divertia, e como, e ela percebia. Encarei-a, então, com ares de quem sabe mais o que está fazendo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Está com pressa, garota? – disse.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela me olhou e riu, desacreditando. Forçava-a a diminuir sua velocidade. Dava-lhe beijos suaves, desviava dos seus impulsos, lhe enrolei por um instante. Queria era discordar dela, do que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ela&lt;/i&gt; queria. A vontade em seus olhos, todavia, só aumentava. Segurei as suas mãos no ar. Oscilávamos, em direções opostas. Se ela fosse por um lado, eu iria por outro. Por puro gênio ruim. Como qualquer gato malcriado, tinha lá os dias em que eu brincava com a comida. Era ao que ela me prestava, ao menos naquele momento, na lastimável vida que eu vinha levando nos últimos tempos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Deslizei a boca, os dentes, suavemente por seu pescoço até a beira do seu queixo. Na real, eu estava com preguiça. Dei uma última tragada e ela me encarou. Disse algo, que eu não ouvi, mesmo que gostasse de ouvi-la falar. Estava ocupada apagando o cigarro. Quando lembrei, de repente, da Marina. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Que merda você está deixando sua vida virar?, vai me dizer&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;amanhã&lt;/i&gt;, ri comigo mesma. Sabia que diria, inconformada, atrás dos seus óculos pretinhos e eu lhe responderia que estava completamente errada. E ela iria estar certa, pra variar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olhei, então, para aquela garota qualquer na minha frente... e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;foda-se&lt;/i&gt;, agora eu estava no clima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-3345759534207737216?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/3345759534207737216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=3345759534207737216&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3345759534207737216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/3345759534207737216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/08/its-sparkle-you-become.html' title='&quot;It&apos;s the sparkle you become...'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-7011683549044156199</id><published>2011-08-13T21:21:00.000-03:00</published><updated>2011-08-13T21:21:59.660-03:00</updated><title type='text'>Passatempo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E lá pelo último terço do meu baseado, já em sua segunda acendida, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ela&lt;/i&gt; me mandou uma mensagem. A garota – agora de volta e sem os pais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-7011683549044156199?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/7011683549044156199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=7011683549044156199&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/7011683549044156199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/7011683549044156199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/08/passatempo.html' title='Passatempo'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-468277870645720307</id><published>2011-08-13T19:54:00.004-03:00</published><updated>2011-08-13T20:01:18.367-03:00</updated><title type='text'>Baixa Augusta</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fui bater na porta do quarto do Fer, no fim do corredor, segurando o cigarro entre os lábios. Esperei pela resposta, meio sem saco, apoiada com a mão no alto do batente. Não estava irritada com a Mia, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dane-se a Mia&lt;/i&gt;, eu pouco me fodia para aquele rolo agora. O que me deixava inquieta era ainda ter que me ver em situações deste tipo, me dava uma indisposição desgraçada de sequer existir naquele apartamento nessas horas. E o filho-da-puta do Fernando não aparecia na porra da porta! &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Abre logo, caralho.&lt;/i&gt; Instante depois e nada do maldito – então, abri eu mesma. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entrei e fui direto para o seu armário, sem paciência nenhuma, procurando a caixa em que ele guardava sua reserva de dinheiro do mês. Normalmente a colocava ali em cima, mas desta vez eu não estava encontrando. O Fer estava apagado na cama numa visão não lá muito agradável, com cada tatuagem e pêlo à mostra, digamos, sem uma roupa no corpo. Eu já estava acostumada a isso, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;infelizmente&lt;/i&gt;, devido à sua tendência de abaixar as calças toda vez que tomava um porre com os amigos. E, afinal, não era como se eu costumasse andar com a indumentária completa por aqueles cômodos e corredor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não acho a droga da caixa,&lt;/i&gt; fechei a porta do armário.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ei... – tirei o cigarro da boca e bati de leve no seu ombro, acordando-o – ...cadê sua grana?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Quê?! – ele murmurou, espiando brevemente para ver quem era, aí acabou fechando mais uma vez os olhos, falando automaticamente comigo – Pega na gaveta, tá aí do lado... – suspirou sonolento, se virando com as costas contra o colchão, ainda de olhos fechados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Segurei o cigarro mais uma vez entre os lábios, agora me curvando sobre a cômoda, na lateral da cama, e comecei a procurar nas suas gavetas. Acabei fazendo um pouco de barulho, com toda aquela minha delicadeza, conforme revirava mais ainda o caos do Fernando. Escutei-o respirar fundo ao meu lado, agora acordando de vez. Encontrei a caixa, enfim, e me levantei, pegando o dinheiro de dentro. O Fer puxou o lençol, se cobrindo meio de qualquer jeito, enquanto sentava apoiado contra a cabeceira baixa de madeira. Olhou para mim, em pé ali ao lado, e pegou um maço largado na cama, acendendo também um cigarro. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Pra quê cê quer, hein, meu?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Vou fazer um corre... – disse, ainda com pressa, colocando a caixa de volta onde a encontrei – ...eu paguei a última.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá. Mas pega lá embaixo, viu, não vai aqui em cima que o cara tá vendendo tudo zoado essas últimas... – soltou a fumaça, coçando um dos braços – ...não vou com a cara daquele maluco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Concordei e saí do quarto, colocando o dinheiro no bolso, aí atravessei o corredor até a sala para calçar o meu tênis. A Mia continuava sentada no mesmo lugar que estava 5 minutos antes, ficou me olhando quieta. Senti que queria me dizer algo – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pra variar&lt;/i&gt;. Coloquei ambos os pés do All Star, sem lhe dar atenção, e apanhei o celular que havia deixado na mesa de centro. Dei uma checada então o bolso da minha jaqueta, largada em cima do encosto do sofá, procurando os meus fones de ouvido. Bati a porta sem sequer olhar para ela. E caminhei até o elevador, procurando algum som para ouvir no celular. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Bowie, Bowie, cadê...&lt;/i&gt; Antes que desse por mim já estava, de novo, na rua.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Desci a Augusta quase inteira e o corre foi tranqüilo. Pouco depois das seis e meia, eu já me encontrava completamente desocupada nas redondezas. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;E agora o quê? &lt;/i&gt;Não queria ficar andando pelos cantos com 30g de maconha nos bolsos – só que também não fazia questão de voltar para o apê. Mandei uma mensagem para uma garota com quem eu havia saído umas duas vezes, e que morava por ali, mas ela me respondeu minutos depois dizendo que estava fora com os pais. Parei para tomar qualquer coisa em um boteco e pedi uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;longneck&lt;/i&gt;, apoiada no balcão, enquanto decidia o que fazia. Liguei para o Gui e ele, sim, estava à toa em casa. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Salve salve&lt;/i&gt;! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Nem sei. Na boa, não sei mesmo, não entendo qual é a dela agora. Mas também, mano, não queria ficar aturando essas merdas... – comentei, enquanto enrolava um cautelosamente, já sentada na sala de estar dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Olha, eu sei bem o que ela quer... – o namorado da vez do Gui, um moreno lindo chamado Ricardo, insinuou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, não é assim... – eu ri.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Sempre é, gata!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ah, não... essa daí, não, viu... – o Gui argumentou a meu favor e deu um beijo rápido nele, antes de prosseguir – ...essa Mia aí é uma confusão só! Nunca dá pra saber o que ela quer, meu, eu bem tentei entender. Agora vem com esses papinhos aí, depois de te dar o maior fora?! Ah, não, amore... vem querer ser “amiga”, não!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Nisso eu concordo – o Ricardo riu, se levantando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Ela quer atenção... – eu disse, deitando de costas no chão, e acendi tranqüila o baseado com um isqueiro coletivo do apê deles. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_É, né, agora que não tem mais...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Pois é... &lt;/i&gt;Dobrei um dos meus braços atrás da cabeça, apoiada no piso de madeira, pensando sobre a necessidade das mulheres de ser invariavelmente o centro das atenções. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;E quando não é assim?&lt;/i&gt; O Ri recolheu, à nossa volta no chão, as latinhas que já estavam vazias e o Gui pediu que ele lhe trouxesse mais uma na volta. Traguei outra vez, agora segurando a fumaça por um tempo, e então passei discretamente para o Gui. Ele, aproveitando a ausência do seu homem, deu uma bola escondido e logo olhou para a porta da cozinha, todo assustado. Eu ri na mesma hora; o Gui me divertia, cara.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Larga mão de ser bichinha, porra!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-468277870645720307?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/468277870645720307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=468277870645720307&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/468277870645720307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/468277870645720307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/08/baixa-augusta.html' title='Baixa Augusta'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-1805167697693776426</id><published>2011-08-11T14:34:00.006-03:00</published><updated>2011-08-13T11:32:05.356-03:00</updated><title type='text'>3 Little Words</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Agora estava tranqüila. O relógio já marcava algo próximo das seis, esparramei-me no sofá da sala, conforme entornava uma Stella e assistia um filme qualquer na televisão. Um tédio desgraçado, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;para variar&lt;/i&gt;. Minha vida estava absolutamente desocupada de mulheres. Pensei na minha conversa com a Marina e me senti bem com o rumo que as coisas haviam tomado horas antes, contudo. Empurrei um dos meus tênis com a ponta do meu All Star direito, deslizando-o até que caísse no chão sobre a beirada do sofá. E com a ponta do pé, agora apenas de meia, descalcei preguiçosamente o outro lado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Andei demais hoje, porra&lt;/i&gt;. Passei as costas da mão esquerda sobre os olhos, com um cansaço abafado de fim de tarde, depois de uma caminhada totalmente desnecessária na Paulista, até o MASP, falando ao telefone. E foi então que ela surgiu, entrando na sala sem querer ser percebida. A Mia, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;é&lt;/i&gt;. Ouvia-a entrar pisando descalça, com cuidado. Em silêncio, ou ao menos tentando, deu uns passos na direção de onde eu estava. Logo depois, porém, pareceu já voltar para o corredor. Tomei mais um gole da minha cerveja e ignorei-a. Havia passado a tarde toda trancada com o Fer no quarto e eu bem sabia. Poucos instantes na seqüência, todavia, escutei os seus passos novamente. Olhei rapidamente para cima e os seus braços estavam apoiando no encosto do sofá, eu a vi ali, se aproximando. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Posso... – me perguntou, com a voz calma, indicando com a cabeça – ...sentar aí?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Levantei sem sorrir ou dizer uma palavra, liberando espaço ao meu lado, e apoiei os pés de qualquer jeito na mesa de centro. Entornei mais uma vez a Stella, agora afundada contra o encosto, vendo TV. E ela se sentou. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Lá vem...&lt;/i&gt; &amp;nbsp;Uma indisposição imensa de sequer ficar ao seu lado me incomodou, ambas quietas ali, vendo qualquer lixo na televisão – sem prestar a mínima atenção, aliás. Mas não ia mover um músculo, não saía mais dali. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Nem a pau&lt;/i&gt;, raciocinei, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;se quiser que saia ela. &lt;/i&gt;Alguns minutos se passaram sem que disséssemos absolutamente nada. Mantive os olhos o tempo todo na tela e senti que ela me observava. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Inferno, viu&lt;/i&gt;, a&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;gora isso?&lt;/i&gt; Tomei mais um gole, agindo normalmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu... – ela começou, hesitante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Você” o quê?!&lt;/i&gt;, pensei com desprezo e não a olhei de volta, sem paciência, encarando a TV. Virei lentamente a garrafa de encontro à minha boca. Ela se calou por um instante, me observando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_A gente... – suspirou – ...a gente não, não precisa ficar assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Só então, voltei os meus olhos a ela, do meu lado. E vendo-me ali, sem intenção nenhuma de lhe responder àquilo, ela buscou em seus rodeios extender o assunto que já tinha começado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Olha, eu... eu não quero que você, sabe, me... me odeie para sempre. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu não odeio... – respondi casualmente, sem interesse nenhum nela ou no que estava me dizendo, pegando um cigarro à minha frente e largando o maço de qualquer jeito na mesinha de centro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela ficou me olhando, enquanto eu tocava o foda-se bem na sua frente e acendia o cigarro... muito mais interessada em deixar a brasa por igual em todo o contorno do filtro do que em prosseguir naquele papo de merda. Às vezes, acho, magôo as pessoas sem nem querer. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mas&lt;/i&gt;, é,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; dane-se.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Então, você não... está... – ela hesitou, sem entender – ...sei lá, incomodada... de alguma forma... comigo aqui? Eu... eu achei qu...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não... – disse, tragando tranqüila – ...faz o que você quiser, Mia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Mas você não acha que o clima tá meio estr...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Sei lá. Você que sabe, meu. Cê acha? – continuei interrompendo-a antes que terminasse, ainda olhando para a TV, lhe dando pouca atenção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Bom, é meio óbvio... não?!&amp;nbsp; – ela mudou o tom, ligeiramente ofendida pela minha atitude – Poxa, meu, eu... eu venho aqui e a gente nem se fala! Parece que nem te conheço, meu. Você não me olha, não fica aqui, parece que despreza tudo o que eu falo. E... E é, é que, é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;você&lt;/i&gt;. Sabe? Eu não queria que acabasse sendo assim, mesmo que nós ten...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Tá. E o que você quer? – a encarei, apoiando os braços nos meus joelhos, enquanto falava na maior tranqüilidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu s... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Você quer que eu seja sua amiga... É isso?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não, eu só... – ela suspirou, de repente, e pareceu repensar o assunto – ...sim. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Respirou fundo, me olhando. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Eu quero, sim – concluiu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Me encarava como se só isso pudesse resolver todos os seus problemas atuais. Bem consigo mesma, sabe, como se eu fosse a última peça a ser encaixada na sua vida. Olhei-a por alguns segundos, sentada ali ao meu lado, linda como sempre foi, e traguei mais uma vez antes de me levantar e dar o fora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-1805167697693776426?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/1805167697693776426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=1805167697693776426&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/1805167697693776426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/1805167697693776426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/08/3-little-words.html' title='3 Little Words'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-876082366744791701</id><published>2011-08-06T12:57:00.004-03:00</published><updated>2011-08-06T12:59:08.568-03:00</updated><title type='text'>C'mon, c'mon!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Tudo bem com você?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Sim... tá, sim. Tudo certo. E você, Má? Como você está?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Bem também.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Eu... – suspirei por um instante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Fala. Você precisa de alguma coisa?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Ah, meu, não faz assim... – lamentei – ...não é isso. Eu só, sei lá, eu só queria te ligar. Queria poder te ligar, sabe, que nem eu fazia antes. Eu não gosto de como a gente tá agora, cara. Eu nunca quis isso!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Olha, a gente já conversou sobre isso...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Eu sei, eu sei. Mas eu sinto uma puta falta de você, linda! De verdade.&amp;nbsp;&lt;span style="text-indent: 0px !important;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;i style="text-indent: 0px !important;"&gt;Sentia mesmo.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Podia quase vê-la discretamente sorrir, do outro lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Qual é, meu? A gente vai ficar assim uma com a outra?! – continuei, gesticulando sozinha no degrau do MASP e fumando entre uma frase e outra – eu sou uma babaca, cara... você sabe disso! Eu&amp;nbsp;&lt;u style="text-indent: 0px !important;"&gt;fui&lt;/u&gt;&amp;nbsp;uma babaca. Se eu tiver que pedir desculpa mil vezes para você, eu vou pedir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Não é questão de pedir desculpas...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_É, sim. É, sim, Má! Porque eu fui uma imbecil e não tem nada a ver a gente continuar assim, sem nem se falar direito, por causa de uma idiotice sem tamanho que eu disse aquele dia. E no outro, e no outro. Eu tava numa brisa toda errada naquela época, meu... eu não penso assim, eu gosto de você, cara, eu me preocupo, eu quero que você fique bem. Com a Bia, com quem for, não interessa! Eu só quero fazer parte da sua vida também, meu... eu quero ser sua amiga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Eu não sei se a gente dá certo como amigas, flor... não sei se você sabe lidar com isso, se eu sei lidar bem com isso. É complicado, entende? A gente, meu, a gente já passou por tanta coisa... eu não quero ficar brigando com você. Sabe, depois de anos, ficar discutindo... Eu prefiro que a gente fique cada uma na sua, bem, sabe, tranqüilas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_E você não vai sentir falta nenhuma de mim na sua vida, pô?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Claro que vou, mas...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Meu, Marina, quando mais a gente brigou desde que a gente voltou a se falar?! Sério, foram duas semanas! Duas semanas de péssimas escolhas e só. Cara, eu não quero te perder assim... saca, deixar que a gente se afaste desse jeito. Faz semanas que eu nem ouço falar de você! Eu não quero isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Ah, meu, eu... eu não sei...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Linda, vai, deixa eu te levar para jantar... vamos sair, vem aqui em casa, vamos pra algum bar, sei lá, vamos fazer qualquer coisa. Eu tô com saudades de você, meu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Não sei, a Bibi vai achar ruim também...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Ah, não... pára, pára. Não começa com essa, mano! Na boa... se você não for sair comigo, que seja por que você não quer me ver, meu. Não porque a Bia ou qualquer outra pessoa vai achar ruim. Você não é assim, porra...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;i style="text-indent: 0px !important;"&gt;Desde quando você é submissa à namorada, caralho?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Eu sei, eu sei. Desculpa. Eu só... – ela suspirou, hesitante – ...eu só não quero provocar outro drama, sabe, mais um rolo daquele, igual daquela vez. Eu não tô com cabeça pra isso...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Não tem drama. Não tem drama nenhum, prometo. Desta vez não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;i style="text-indent: 0px !important;"&gt;Prometo.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Ficou em silêncio por uns segundos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Alô?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Tá, tá... Tá bom. Amanhã. Mas você se comporte, viu?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Alguma vez eu não me comportei, meu? – achei graça, sorrindo – tá, amanhã. Vem lá em casa, vai, a mãe do Fer deu um fogão novo de presente pro apê no aniversário dele e agora a gente pode cozinhar decentemente. Que tal, vamos?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Vamos, vamos... – ela riu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Cara, obrigada. De verdade. Eu te amo, sabia?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Você não vive sem mim, isso sim! – mudou o tom, enfim, e brincou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Lógico que não vivo, meu. Lógico!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Anda fazendo muita merda, né? – concluiu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;_Você não faz idéia...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-876082366744791701?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/876082366744791701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=876082366744791701&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/876082366744791701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/876082366744791701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/08/cmon-cmon.html' title='C&apos;mon, c&apos;mon!'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-934076285825005117</id><published>2011-08-06T12:43:00.003-03:00</published><updated>2011-08-06T13:02:19.574-03:00</updated><title type='text'>Filosofia, pernas nuas e chá verde</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;O meu lance com a Marina começou uns cinco anos antes e foi por querer, ao contrário da maioria dos meus antigos relacionamentos e amores à beira do platônico. Não começou com más decisões ou impulsos, não nos agarramos bêbadas em lugar algum – não de início, pelo menos –, não era como se eu tivesse saído atirando de qualquer jeito, como sempre faço. Foi pensado, eu a quis aos poucos. Conheci-a anos antes através de uma amiga em comum, elas cursavam faculdade juntas; estavam no segundo ano de Jornalismo. A Marina é um pouco mais velha do que eu e eu a via da mesma forma que enxergo todas as garotas de início. Mas não a reparava – não o fiz por meses.&amp;nbsp;&lt;span style="text-indent: 0px !important;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nos trombamos acidentalmente em alguns encontros das meninas, pura aleatoriedade, fosse numa tarde vendo filme na casa da Lê ou em um happy hour vez ou outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;Foi daquele seu jeito de ser, meio desastrada e um tanto tagarela, bonita e toda bem articulada por detrás dos seus óculos, nas nossas conversas tranqüilas que ultrapassavam as horas do relógio e os fins das festas em que nos encontrávamos, que a Marina entrou sem intenção nenhuma na minha cabeça. Nos tornamos amigas de ocasião: cada uma levava sua vida. Não era como se marcássemos de nos ver ou nos ligássemos ocasionalmente, nunca foi amizade de verdade. Só que quando a via entre minhas amigas, em qualquer lugar que fosse, sempre ficava feliz que estivesse lá. Pensava comigo mesma&amp;nbsp;&lt;i style="text-indent: 0px !important;"&gt;“cara, essa garota é um barato”&amp;nbsp;&lt;/i&gt;e a assistia falar, admirada. Não passava disso. A questão é que enquanto eu gastei minha adolescência toda explorando os banheiros femininos em boa companhia, a Marina passou anos e anos namorando um cara qualquer ou outro sem muito sucesso. Ela estava apenas começando a ficar com outras garotas, tinha beijado uma ou outra em festas da faculdade. E nunca, aliás, havia dormido com uma.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;Achei besteira ir arás dela justamente por isso, porque ainda tinha o que descobrir, sozinha, e porque as primeiras sempre são intensas. Não era essa a minha intenção ali, defitivamente, mas inevitavelmente a encontrava pelos quatro cantos. E inevitavelmente pensava nela de novo. Nela e nos seus traços delicados, aquele seu jeito mais dona de si do que as outras garotas que eu conhecia, na sua pele branquinha e nos seus olhos espertos, inquietos, nos seus ares de intelectual e principalmente nos seus cabelos longos, castanhos –&amp;nbsp;&lt;i style="text-indent: 0px !important;"&gt;ah, eu e as morenas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;–, desarrumados sempre de uma maneira bonita. Não foi imediato. A idéia ia e vinha na minha cabeça, oscilava dentro de mim, toda santa vez que a via. E eu, aos poucos, fui deixando escapar as minhas intenções, transparecer. Ela não demorou para perceber, em sua sagacidade natural, e achou graça naquilo. Fomos expandindo os nossos interesses, aos poucos, as nossas fronteiras; é, fomos nos experimentando, testando o sentimento, cada qual na sua, sem falar nada a respeito. Até que um dia, meio sem programar, acabamos nos beijando no quarto da casa de uma amiga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;O namoro veio logo em seguida e já começou turbulento, porque no fundo tínhamos ritmos completamente diferentes. A Marina não sabe ser de outro jeito e eu também não. Só que eu estava curiosa, ela era de longe a garota mais centrada com a qual eu me relacionava, e ela estava totalmente apaixonada. Eu devia saber, claro. Porque a primeira é sempre a primeira, não importa com quem você namore. Eu tinha a minha tatuada no pulso e a Marina me tinha metida nos bolsos, se apegou a mim. Sempre nos entendemos muito, contudo, nos conhecíamos mutuamente, passávamos horas na cama conversando sem roupa e nos divertíamos assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;Não como eu me entretinha com as outras garotas. A Marina sempre foi muito tranqüila, sempre foi muito Marina, digamos, em sua mania de dichavar tudo, desmontar o mundo com as palavras, aquela profundidade constante, entende, mesmo quando falávamos sobre coisas sem importância. E isso às vezes me cansava... Só que o meu sentimento por ela era muito diferente do que já havia tido por qualquer outra garota. Acho que eu encontrava mais uma amiga na Marina, um ponto de equilíbrio, do que uma namorada propriamente dita. Ela era a resposta à minha inquietude, pelo menos naquele momento, e todas as outras garotas que eu acabava por ir encontrar quando não estava com ela eram...&amp;nbsp;&lt;i style="text-indent: 0px !important;"&gt;sei lá&lt;/i&gt;, o que quer que fossem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;Passamos quase um ano inteiro juntas, numa relação intensa e meio apegada demais. Discutíamos muito e ela sempre corria atrás do relacionamento, resolvendo. Brigávamos mais do que dormíamos juntas. E eu me encontrava outras camas sem dificuldade – ou escrúpulos –, aí ela se machucava. Não terminávamos, porém; demoramos mais do que devíamos. No fundo porque nosso sentimento nunca foi nítido: amor se confundia com amizade, com aquela paixão dela de primeiras viagens e, no meu caso, com tesão e com uma admiração imensa, incomparável às outras. Sempre tive um carinho enorme por ela, sempre a amei de um jeito meu, independente de funcionarmos ou não juntas, e por isso não aceitava o fato de que eu a pudesse magoar ainda mais. Esperava, então, que ela o fizesse, que terminasse de vez comigo. Mas ela, cabeça-dura como era, na sua necessidade de consertar tudo, não o fazia – e o nosso cotidiano se tornou insustentável.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;Quanto enfim nos separamos, ela não quis mais me ver, obviamente. E, de fato, não me viu. Por anos, aliás. Eu sumi e ela foi viver sua vida, se graduou nos relacionamentos com garotas, se aventurou, terminou a faculdade, começou a trabalhar num emprego de verdade, virou gente grande e dormiu com uma das minhas melhores amigas no meio do caminho. Quando voltamos a nos falar, aos poucos e por telefone – ela me ligou, uma bela noite, do nada –, a Marina revelou-se a melhor conselheira que uma garota poderia ter em plena São Paulo. Nos tornamos amigas, pouco a pouco; coisa que deveríamos ter feito desde o início, aliás. De um jeito estranho, porém, havíamos mantido a conexão de anos antes, nos conhecíamos muito bem e eu tinha um forte sentimento com relação a ela, um carinho incomum, uma necessidade de protegê-la, de fazer com que ficasse sempre bem e vice-versa – o que me assustou um pouco quando voltamos a nos falar. Me questionei se ainda sentia algo por ela, o que não seria nada imprevisível dada a egocentricidade dos meus processos amorosos, mas não.&amp;nbsp;&lt;i style="text-indent: 0px !important;"&gt;Não.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;O que eu tinha pela Marina era outra coisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;E naquele momento, sentada debaixo do MASP, com um cigarro aceso entre os dedos e o celular na outra mão, o que eu tinha por ela era a mais pura saudades. De ouvir a sua voz inteligente e contrariada; de ver aqueles seus óculos pretinhos, os seus olhos bonitos por detrás; de me divertir com as suas teorias a meu respeito, de conversar de boa. De tê-la, de fato, na minha vida. Ela,&amp;nbsp;&lt;i style="text-indent: 0px !important;"&gt;minha pequena&lt;/i&gt;, que me entendia e me fazia entender tanta coisa.&amp;nbsp;&lt;i style="text-indent: 0px !important;"&gt;Ahh... que caralho, viu&lt;/i&gt;, traguei mais uma vez e deixei a fumaça soltar lentamente no ar, olhando o seu nome na tela do celular. E num impulso, apertei o botão de ligar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: justify; text-indent: 0px !important;"&gt;Esperei, tocou três ou quatro vezes, e então ela atendeu. Tranqüila, mas com certa seriedade. Estava surpresa em me ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-934076285825005117?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/934076285825005117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=934076285825005117&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/934076285825005117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/934076285825005117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/08/filosofia-pernas-nuas-e-cha-verde.html' title='Filosofia, pernas nuas e chá verde'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-8438141718440114344</id><published>2011-07-28T09:27:00.003-03:00</published><updated>2011-07-28T09:42:40.939-03:00</updated><title type='text'>Ah, uns 4 meses...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Debruçou-se sobre o sofá da sala. As mechas castanho claro do seu cabelo esparramaram-se nas páginas, as que eu estava lendo, de uma revista Trip antiga e atrapalharam a minha leitura. Senti, então, os seus braços me envolverem, ao redor do meu pescoço, me inclinando de leve para a sua direção. Deu-me um selinho, demorado, e eu suspirei incomodada, voltando a ler logo em seguida, sem interesse nenhum naquilo. Ela se levantou de cima do encosto, já sem graça com a minha apatia. Então abaixou-se para pegar a bolsa que havia largado atrás do sofá, murmurou duas ou três palavras desajeitadas de despedida para mim e aí saiu. O Fer vinha andando pelo corredor, conforme ela passava, e parou por um segundo, observando-a.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Quem era essa?! – me perguntou, confuso, assim que a porta fechou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Sei lá, amiga da Lê... Conheci ontem lá no bar da Alôca – respondi, desatenta, folheando as páginas da Trip –, puta mina mala do caralho. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Se a mina é uma puta mala do caralho que diabos ela tava fazendo na nossa sala? – ele riu. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Meu, na boa, não enche...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ajeitei-me no sofá. A minha cabeça estava explodindo, só para não perder o costume dos últimos meses, numa ressaca violenta. Estava lendo uma reportagem longa demais, em um fundo branco demais, com um fotógrafo gringo mais do que inspirador. Cogitara mudar de emprego algumas vezes naquela semana, aliás; estava entediada até a morte naquele estúdio na Vila Madalena e não vinha me dando bem com o meu chefe. Cheguei até a dar umas sondadas em território alheio. Contudo, sabia que seria difícil achar quem agüentasse os meus atrasos e toda aquela minha ineficiência nas manhãs pós-balada, recorrentes a cada vez que eu resolvia passar a noite enchendo a cara na Augusta ou comendo alguma garota. O que, nos últimos tempos, era quase praxe. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A da noite anterior nem eu podia explicar, estava bêbada ao extremo e acabei influenciada pela Lê, que me empurrou a amiga insistentemente como se fosse o pedaço de pizza que sobrou na caixa. E que eu, claro, acabei comendo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Argh.&lt;/i&gt; Não suportava a voz dela. Suportava menos ainda aquele cu doce todo na cama; os joguinhos bobos de garota mimada; o seu jeito lento de mover os lábios para falar, para me beijar, para qualquer coisa... Recordei-me com desgosto, tirando o cabelo do rosto enquanto seguia lendo. Eu só ia até o fim nesses lances – e isto inclui a revista e as meninas em minhas mãos – porque não tinha nada melhor para fazer. A verdade mesmo é que qualquer garota me enchia nos últimos tempos. Mesmo as ótimas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Amor? – ouvi a Mia de repente chamar o Fer de dentro da cozinha, aí pôs-se na porta com as mãos apoiadas no batente e uma espátula na mão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Amor”, hun&lt;/i&gt;, revirei os olhos. Voltei a focar na página branca demais da revista e as suas malditas letrinhas escuras, com certo esforço, os meus olhos se incomodavam e a minha cabeça doía agravada pela ressaca. O Fer voltou alguns passos para falar com ela – sobre o almoço ou sabe-se-lá o quê – e ficaram os dois parados, em frente à cozinha, conversando baixo. "&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Amor"?&lt;/i&gt;, a palavra persistiu no meu pensamento. Cara, como aquilo me tirava do sério... Bem tentava não prestar atenção, mas não tinha como: os dois se tornaram insuportáveis desde que voltaram. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Lenga-lenga água com açúcar&lt;/i&gt;, argh. A Mia ria, encostada contra o batente, olhando-o cheia de luas, e eu tinha vontade de me jogar pela janela. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Puta que pariu&lt;/i&gt;. Não tinha paciência para agüentar essas merdas. Fechei a revista e joguei-a de qualquer jeito mais adiante no sofá, automaticamente irritada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_Vou comprar cigarro... – disse, num tom alto e meio nervosa, me levantando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os dois, que haviam acabado de se beijar brevemente, pausaram os cochichos. Parei em pé ao lado da mesinha de centro, pegando o meu dinheiro sobre ela, e contei as cédulas necessárias. Olhei para frente, na direção deles, e a Mia me observava incômoda. A encarei de volta sem hesitar por um segundo, quieta na minha, olhando bem nos seus olhos, enquanto guardava o troco no bolso da calça – não tinha mais paciência nenhuma para ela, nem medo de encará-la. Peguei minhas chaves e dei o fora dali, de saco cheio. E ela ficou lá, idiota, me olhando sair.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Você ainda se acha importante demais para mim, não é&lt;/i&gt;, presumi em pensamento, revoltada, conforme descia no elevador. A real é que eu sequer pensava na Mia nos últimos dois ou três meses – a não ser que fosse obrigada, como naquela tarde. E mesmo quando me via forçada a fazê-lo, era diferente; o sentimento havia mudado. Deixou de ser ciúmes, de ser aquela atenção involuntária desgraçada, e passou a ser um rancor autodefensivo. Agora eu detestava tudo o que envolvia a porra do seu nome, da sua presença, e por mais estranho que seja, eu estava bem assim. Me incomodava, na verdade, era ter que encontrá-la vez ou outra deslizando atrás do Fer pelos cantos do meu apartamento. Mas até aí, não é, eu já estava acostumada. De outros carnavais até mais infernais. O nosso relacionamento agora inexistia. E, digo, por completo – transparecendo, no máximo, certa grosseria nos dias em que eu estava estressada com qualquer outra coisa. Mas sempre nas entrelinhas, não nos falávamos. Ela? Ela podia me olhar o quanto quisesse. Eu não estava nem aí. Não me importava mais com aquele drama de merda e não estava interessada no que ela pensava a respeito, não estava mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Saí na calçada e atravessei a rua, indo comprar cigarro na banca em frente. O meu celular tocou, puxei-o do bolso e vi um número esquisito. Atendi enquanto pagava pelo maço, com o aparelho pressionado entre o rosto e o ombro, pegando o troco e colocando-o na calça. Era um dos lugares para o qual eu estava cogitando trabalhar, o Gabriel havia feito a ponte como um favor para mim. A garota do outro lado da linha parecia ter em torno da minha idade e soava realmente interessada, com meu currículo em mãos. Duvidei que fosse a dona do lugar – e, de fato, não o era. A haviam pedido para ligar para mim e marcar uma entrevista na terça-feira. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ótimo&lt;/i&gt;, sorri e tirei o cigarro da boca, falando com ela pelo celular enquanto subia a Frei Caneca em direção à Paulista.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Desliguei o telefone, minutos depois, me sentindo bem. Aquilo me enchia de novas perspectivas e eu gostava disso, há muito tempo não me sentia assim. Quis ligar para os meus pais – em particular o meu velho – na mesma hora para contar, pois certamente apreciariam ouvi-lo, mas não quis me antecipar demais. Eu sempre me ferrava quando abria a minha boca grande antes do tempo. Senti então uma vontade imensa de contar para a Marina. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Droga&lt;/i&gt;. Segui andando, tentando me desvencilhar daquela idéia idiota e parei sentada debaixo do MASP, rodeada por turistas da capital e garotos andando de skate na calçada. Ainda com a minha adorável ex-namorada na cabeça e os seus óculos pretinhos. Como sentia falta de tê-la na minha vida, estávamos brigadas há tempo demais... &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não é, pequena? &lt;/i&gt;Fiquei olhando o seu nome escrito na tela do celular, chateada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-8438141718440114344?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/8438141718440114344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=8438141718440114344&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/8438141718440114344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/8438141718440114344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/07/ah-uns-4-meses.html' title='Ah, uns 4 meses...'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-4356485864139996482</id><published>2011-07-24T12:15:00.004-03:00</published><updated>2011-07-24T12:57:17.198-03:00</updated><title type='text'>As my mountain top</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O dia anoiteceu e, então, bom, amanheceu. As horas passaram, os dias, um após o outro, sem que nada acontecesse. Os meus amigos pareciam todos se divertir com a minha nova fase. Que era a mesma que a antiga, de certa forma. Observava com curiosidade as pessoas à minha volta, felizes por mim, elogiando o meu novo estado de espírito. Engraçado como os outros se apegam ao que pressupostamente deveríamos estar fazendo com a nossa vida, isto é, quando se mora a uma quadra da Augusta e se tem um emprego infeliz que mal paga as contas. É, era exatamente isso que eu deveria estar fazendo. Me divertindo. Eu me sentia catatônica e estava, na visão de todos os meus amigos, melhor do nunca. Mais “eu” do que nunca. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Pois é&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A única, ou assim parecia, que não estava contente por mim era a Marina – mas já não nos falávamos mais, não com tanta freqüência pelo menos. Acontece que eu a havia ofendido, eu e a minha boca grande, num lapso bêbado estúpido, comemorando a minha recém-conquistada liberdade, ou pseudo-liberdade amorosa, isto é, aí soltei sem querer a minha opinião, num raciocínio besta e injustificável, comparei os nossos momentos e detonei o seu relacionamento com essa garota, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não é mesmo&lt;/i&gt;, que ela ama, a que escolheu para ser sua, a tal da Bia, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sapatão de merda&lt;/i&gt;, por pura mesquinharia de ex-namorada que não suporta não ser mais o centro das atenções. Foi isso que ela me disse, aliás, numa briga feia e de longuíssimas horas ao telefone, dias após o incidente na Clash, quando enfim me contou o que eu havia lhe dito aquela noite. A Marina disse isso, toda parte da “mesquinharia de ex-namorada” e etc. foi ela que disse e não eu. Claro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Talvez a Marina tivesse razão. Eu não tinha mesmo consciência do que fazia, do que destruía pelo caminho. Talvez eu só fosse. Fosse indo e indo, meio sem direção. “Perdida nos meus objetivos”, ela disse, que se dane. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Afinal, que porra eu deveria estar fazendo com 20 e tantos anos, senão achando que isso é vida para mim?&lt;/i&gt; É a &lt;u&gt;minha&lt;/u&gt; vida, caralho. Cara, eu me irritava demais com a Marina. Ela se achava a minha mãe. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ou sei lá o que ela se acha...&lt;/i&gt; No fundo, eu sentia uma saudades tremenda dela. Toda vez que brigávamos, seja pelo que fosse. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Tudo isso e ainda por cima por uma mentira.&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Porque, não, eu não estava livre da Mia naquela noite. Mas também não estava pronta para admitir. Isto veio com o tempo – a autoconfissão e depois a minha estranha liberdade. E, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cômico&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;não é&lt;/i&gt;, quanto mais o meu coração ganhava metros, metros e mais metros, quilômetros até, de distância do que um dia fora lugar da Mia; mais e mais ela encontrava caminhos de volta para o Fernando. Aos poucos, pelas rupturas e pequenas frestas esquecidas na sua consciência, na fraqueza do seu corpo e de todo o resto. Um olhar carregado de sentimentos deixados no passado; um toque, mesmo que sem intenções; um baseado aceso e aí dividido; um CD inteiro meu dos Velvets rodando repetidamente na sala; e de repente ele amolecia. Ou, ao menos, era assim que ele me contava. No dia seguinte, intrigado com si mesmo, na cozinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;“Sometimes I feel so happy...&lt;br /&gt;Sometimes I feel so sad...&lt;br /&gt;Sometimes I feel so happy...&lt;br /&gt;But mostly you just make me mad.&lt;br /&gt;Baby, you just make me mad...”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É. Ela ia conseguindo e eu, bom, também. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Linger on... your pale blue eyes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Linger on… your pale blue eyes.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não era bonito. Tornei-me o cúmulo do que sempre fui. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Skip a life complete&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;ly, stuff it in a cup&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;. &lt;/span&gt;Ao menos quando deixava de ligar, entende, quando já não me importava mais. Com quem ou com quantas, foda-se. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Down for you is up&lt;/i&gt;. Tornei-me com excelência a mestra da conversa fiada, noite após noite – e a rainha da grosseria na manhã e dias seguintes, é claro. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;It was good what we did yesterday and I'd do it once again&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;. &lt;/span&gt;Estava inerte, imprestável. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The fact that you are married, only proves...&lt;/i&gt; De uma forma bem pouco vantajosa para o meu fígado e as partes restantes. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;...you’re my best friend.&lt;/i&gt; Estava intragável e o estava para todo mundo. Minha confusão era tão silenciosa – ...&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;but it's truly... –&lt;/i&gt;, tão tranqüila dentro de mim – ...&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;truly a sin... &lt;/i&gt;–, que já não incomodava mais. E as semanas se passaram. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-4356485864139996482?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/4356485864139996482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=4356485864139996482&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4356485864139996482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4356485864139996482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/07/as-my-mountain-top.html' title='As my mountain top'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-2719193968820019821</id><published>2011-07-09T23:17:00.000-03:00</published><updated>2011-07-09T23:17:21.970-03:00</updated><title type='text'>Meio culpada, meio Cupido</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;É, era tudo o que eu precisava. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Puta merda, viu&lt;/i&gt;. A Marina brava comigo, excelente mesmo! Cruzei os braços e encostei contra o banco, de cara fechada, ainda com um dos tênis desamarrados sobre o painel. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;TPM dos infernos!&lt;/i&gt;, pensei, começando a achar que ter ficado com a fulaninha ruiva talvez tivesse sido melhor do que aquela situação com a minha ex-namorada. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Maldição&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não me deixam em paz, porra. Tá tudo sempre ruim, tá tudo sempre uma merda, não importa o que eu faça, caralho... mas que droga&lt;/i&gt;, lamentei comigo mesma.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não vai falar mesmo? – virei o rosto para ela, após alguns minutos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Tá bom, Marina – suspirei, tirando o celular do bolso, enquanto ele apitava escandalosamente – faz como você quiser.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Abri minha caixa de mensagens e lá estava, um recado da ruivinha daquela manhã – e, pelas minhas contas, da madrugada anterior também. “Adorei te conhecer, rs”. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Quer dizer, é assim que as pessoas “se conhecem” agora&lt;/i&gt;, achei graça por um instante e ri. Aí me senti uma cretina, claro&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt; Desliguei o celular sem responder, enfiando-o de volta no bolso e me ajeitei mais uma vez no banco. A Marina me olhou rapidamente e pouco depois parou com o carro no semáforo, antes do sinal amarelo se tornar vermelho. Já estávamos perto de casa, em Jardins.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Meu, o que deu em você? – persisti estupidamente, um tanto curiosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Dá para cortar o assunto?! Chega, meu. Não é nada... – ela se incomodou – ...você estava bêbada, aliás bem bêbada, nota-se, e eu não preciso reviver aqueles dez minutos lamentáveis da nossa amizade. A propósito, não sei nem porque vim até aqui te buscar na casa aí da... sei lá quem era dessa vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, é esse o problema agora?! Má, é só me falar, porra, não precisa vir me buscar. Eu te liguei porque... sei lá... porque eu confio em você, porque é pra você que eu ligo sempre, pelo menos ultimamente. Mas se não queria vir, não vem, pô! – me desculpei, sendo sincera – se eu soubesse que ia te incomodar tanto, nem tinha nem ligado!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não é isso. É so que é, né, é engraçado... – ela se lamentou, dirigindo, olhando para frente – ...cinco anos atrás eu estava aí sofrendo por causa desse seu comportamento egoísta e, hoje, eu estou indo te buscar na porta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Cara, você não precisa fazer isso... – me senti mal, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;merda&lt;/i&gt;, e a olhei com carinho – por que você vem, meu?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Porque, bom... – ela estacionou em frente ao meu prédio e se dobrou na minha frente, abrindo a porta do meu lado, já praticamente me expulsando do carro – ...porque você é tipo uma criança, sabe... – prosseguiu, com certa ironia, mas sem maldade – ...que a gente precisa pegar na mão e mostrar o que está fazendo de certo e de errado; que não sabe o que quer da vida; não sabe se relacionar com ninguém; não aprende nunca a beber; e definitivamente ainda não entendeu pra que serve um aparelho celular.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Você está sendo cretina de propósito, Marina... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, eu só não estou com paciência para lidar com você hoje. Vai, tchau... sai, sai!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Revirei os olhos mais uma vez, sem acreditar naquilo, e desci do carro de mau humor. Fechei a porta e assisti a Marina se afastar pela quadra seguinte da Frei Caneca, conforme acendia um cigarro. Subi minutos depois pelo elevador do prédio e cheguei ao apartamento estranhando a posição das coisas; parecia que havíamos sido assaltados por um bando incompetente de ladrões. Entrei na cozinha para pegar um copo d’água – precisaria de uns cem daqueles ao longo do dia – e o Fernando acordou com o barulho. Ele estava capotado numa das cadeiras da cozinha, com o rosto grudado na mesa e as roupas do dia anterior, acompanhado apenas por uma das mãos em cima da tábua, enquanto a outra pendia para baixo junto ao seu corpo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Você dormiu aí, ô pamonha?! – eu ri.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não... não... dormi não... – disse acordando, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;puta mentira deslavada&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Sei – ergui a sobrancelha, sem acreditar nele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Como foi lá? – perguntou, esfregando um dos olhos, com sono – Comeu?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ao que tudo indica... e você? Achou alguém lá?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Nahhh... – levantou os braços, se espreguiçando – ...peguei umas, mas sei lá, tava meio bicha. Fiquei pensando na Mia, manja, depois que a gente conversou, fiquei bodiado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Espera... – o meu coração pulou uma batida, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mas que inferno&lt;/i&gt;, me esforcei para não dar bandeira – ...você... você conversou com a Mia ontem?!?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, idiota! – ele achou graça – A conversa que eu tive com você.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, tá...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;...porque isso me faz sentir “tão” melhor, não é.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Aí, não sei, nem quis trazer ninguém pra cá. Me senti meio mal, mas, né... tenho você para viver os meus sonhos! – ele riu, brincando – conta aí, meu, o que achou da ruiva?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, sei lá, não achei nada... – disse, desanimada, terminando a minha água e colocando o copo na pia – ...normal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Só isso?!? – ele me encarou, rindo, sem entender e eu quis sair logo dali, de perto &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dele&lt;/i&gt; e da merda da sua vida amorosa – Que é... não foi bom, porra?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, Fernando, não enche...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-2719193968820019821?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/2719193968820019821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=2719193968820019821&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2719193968820019821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2719193968820019821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/07/meio-culpada-meio-cupido.html' title='Meio culpada, meio Cupido'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-6604028830954834630</id><published>2011-07-09T22:54:00.000-03:00</published><updated>2011-07-09T22:54:24.303-03:00</updated><title type='text'>Incertos arrependimentos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não tinha um lugar mais longe? – a Marina suspirou, assim que eu entrei no carro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Desculpa, linda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Desencana... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Entrei no carro e fechei a porta. A expressão na cara da Marina não era lá das melhores, o dia estava silencioso e ensolarado; eu me sentia um tanto culpada. Começamos a andar. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Uma música da Martina tocava baixinho no rádio, quase esquecida ali. Algo como &lt;i&gt;thought I was in love... tell me, was I wrong?&lt;/i&gt;, ressoando de leve em seguida uma frase que não consegui entender.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Acomodei a minha cabeça um pouco para trás, entre o encosto e a janela. Fiquei ali por alguns segundos, mas não muito. O clima me incomodava. Quis dizer alguma coisa, qualquer coisa, mas não sabia o quê.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah! Falei com a Mia ontem...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Hmm... é mesmo? – ela me respondeu, como se não tivesse interesse.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_É, a gente... – estranhei a reação da Marina – ...quer dizer, eu... eu disse que não queria mais passar por aquilo e que el...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ahn...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Enfim... – continuei, meio relutante em continuar a conversa – ...aí fiz o que... você tinha, né, me dito. Eu... falei com o Fer e a gente... saiu, ontem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Uhn, que bom...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Meu, eu nem... nem, sei lá... – comecei a me justificar, ignorando a atitude da Marina e sentindo uma ressaca desgraçada; fui tagarelando e apoiei os meus pés no painel – ...sabe, não pensei na hora. Fomos na Clash lá e, meu, tava lotadásso, daí eu me perdi do Fer e, nossa, mano... bebi, mas assim, bebi pra caralho, pra caralho mesmo, e aí essa mina t...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Olha, na boa... eu não quero saber – ela me cortou, de vez, sem o menor humor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Nossa... Tá, então.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fiquei em silêncio, olhando-a. Ela seguiu dirigindo quieta pela Salim Maluf; a cidade estava vazia, todos os paulistanos em suas respectivas casas, em pleno almoço de domingo. O clima ali por dentro, contudo, continuava estranho. Senti um desconforto, um peso esquisito na consciência. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Qual é, meu?&lt;/i&gt; Às vezes, eu não entendia porque a Marina se submetia ao que claramente não queria fazer. Aquilo me perturbava. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Me diz não, porra!&lt;/i&gt;, pensei indignada.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;Toda essa disponibilidade dela me incomodava, &lt;s&gt;principalmente&lt;/s&gt; porque eu não me confiava o suficiente para não abusar da sua boa vontade. E sempre acabava por fazê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Tá tudo bem, Má? – perguntei baixinho, depois de um tempo, insistindo estupidamente numa conversa que eu sequer queria ter.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Tá. Só não... – suspirou – ...não começa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_“Não começa” o quê? Cara, o que eu fiz?! – levantei o tom de voz na mesma hora, ofendida, e ela me encarou sem querer ter que me explicar – olha, não sei o que deu em você...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Meu, você é inacreditável... – balançou a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O quê?! Que que eu fiz??&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Nada”. Mano, mulher é foda... Me dá vontade de, argh. &lt;/i&gt;Revirei os olhos, inquieta.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; Fico de boa e ela vai lá me tirar de casa, faz a maior ceninha, briga comigo&lt;/i&gt;, comecei a reclamar mentalmente,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; aí faço o que ela quer, saio, esqueço a porra da Mia, encho a cara, me divirto, fico de boa com o Fer e ela não quer ouvir... lindo! &lt;/i&gt;Encarei o vidro, observando quadra após quadra paulistana pela janela, num bairro não lá muito bonito. Me sentia inconformada. Ela não dizia nada e eu também não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Tudo bem, então. Vou ficar quieta... – provoquei, depois de um tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Você nem lembra do que me disse, né?! – ela continuou a conversa, agora brava, é óbvio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Quê?!?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ontem. Você lembra do que me disse ontem? Hein?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, Marina, pelo amor de deus... – me irritei com o ar de seriedade dela – ...meu, eu tava bêbada! E no meio da balada. Você acha que eu vou lembrar, porra?!?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não. Claro que não vai, né... – murmurou, revirando os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O quê? O quê, hein?! O que eu disse?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Fala, meu, que saco! O que foi?? Eu disse alguma merda?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, não disse. Você não disse nada... – encerrou o assunto, sem paciência comigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-6604028830954834630?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/6604028830954834630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=6604028830954834630&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6604028830954834630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6604028830954834630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/07/incertos-arrependimentos.html' title='Incertos arrependimentos'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-2065083905418815349</id><published>2011-06-27T18:46:00.001-03:00</published><updated>2011-06-27T18:49:01.717-03:00</updated><title type='text'>1°</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Meu deus&lt;/i&gt;. Recusava-me a abrir os olhos, me afundando em tecido; eu me contorcia sem nem perceber. Não conseguia adquirir consciência, apenas me movia por impulso. Meu corpo inteiro reclamava, sentia o meu interior todo enfraquecido. E o meu estômago revirava-se, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;inferno&lt;/i&gt;, numa ressaca violenta. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Que horas são?&lt;/i&gt;, a minha mente despertou por um instante. Abri os olhos. Os lençóis se misturavam com o cabelo bagunçado sobre o meu rosto, imersa no colchão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De repente, senti o meu abdômen dobrar-se, involuntariamente. Toda aquela tequila e sei-lá-mais-o-quê prestes a me subir pela garganta. Levantei com certo esforço, desorientada; a minha cabeça doía. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Argh, banheiro. Onde é o banheiro nessa porra?! &lt;/i&gt;Respirei fundo, aquele sentimento agonizante me pesava o corpo todo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Merda. &lt;/i&gt;Andei, passo a passo, quase cambaleando de sono, pisando descalça no chão. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Banheiro, banheiro, banheiro... &lt;/i&gt;saí no corredor, repetindo na minha cabeça e procurando, sem muita consciência da situação em que me encontrava. Entrei numa porta e vi um pedaço de uma cama, apenas o começo, onde alguém dormia debaixo de lençóis meio amassados. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Tá, aqui não&lt;/i&gt;. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Caralho...&lt;/i&gt;, encostei a porta de novo e me virei para o outro lado do corredor, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;...onde é, porra?&lt;/i&gt; A ânsia que dominava o meu corpo começava a me desesperar, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;merda&lt;/i&gt;. Empurrei a porta, já quase onde havia presuposto ser a sala, e lá estava o banheiro. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Enfim&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Inclinei-me sobre a pia e molhei o rosto, alguns fios grudaram ao longo do meu rosto. Olhei-me no espelho, estava completamente destruída. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Argh&lt;/i&gt;. Tirei as mechas molhadas de cabelo da cara, as minhas olheiras me davam um aspecto horrível e cansado, de quem bebeu mais do que deveria na noite anterior.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;Agachei em frente à pia, só com a calcinha vestida no corpo; sentia-me enjoada. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O que eu tô fazendo aqui, mano&lt;/i&gt;, apertei os meus olhos em desgosto. Os meus órgãos se contorceram, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não,&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;inferno&lt;/i&gt;... &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não!&lt;/i&gt;, percorri meio metro arrastado, sem me levantar do chão, e dobrei o corpo sobre o vaso, levantando a tampa da privada. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Maldição&lt;/i&gt;. Deixei a cabeça cair, apoiada nas minhas mãos, segurando-me pela testa. Respirei fundo, tomada por um mal-estar horrível, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;merda&lt;/i&gt;. E comecei, então, a vomitar toda a minha irresponsabilidade sem noção da madrugada anterior. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dez minutos se seguiram no chão do banheiro. Daquele banheiro. Sentia-me melhor, ainda que com uma enxaqueca filha da puta, quando voltei para o quarto. Após molhar mais uma vez o rosto e a nuca, isto é. Olhei para a garota capotada na cama, igualmente de calcinha e sem mais nada no corpo&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;. &lt;/i&gt;A dela tinha pequenas listinhas azuis escuras em um fundo branco. O seu cabelo ruivo claro estava bagunçado sobre o seu rosto. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ótimo&lt;/i&gt;, pensei com ironia, conforme pegava a minha blusa amassada no chão e vestia-a. Ajoelhei-me, então, em cima do colchão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ei... – passei a mão no seu ombro e ela despertou, sem se mover – ...posso usar sua escova?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Hmm? – murmurou, ainda desorientada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Posso usar?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Pode... – disse baixo, quase num suspiro, sonolenta – ...tá lá, é a rosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imediatamente fui escovar os dentes, sentia-me melhor – mas não conseguia me livrar daquele gosto de guarda-chuva na boca. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Maldita ressaca. &lt;/i&gt;Voltei mais uma vez ao quarto e a garota seguia dormindo, completamente desmaiada. Dei uma olhada pela janela e vi que desconhecia totalmente a vizinhança. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Cadê meu celular, porra?&lt;/i&gt; Rodei a cama com as mãos e depois o chão, apenas com os olhos, até encontrá-lo no bolso da calça, largada atrás da porta. Minha carteira estava vazia, um recibo da balada amassado em uma das cavidades me auto-incriminava. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Merda&lt;/i&gt;. Peguei o celular; me sentia embrulhada por dentro. Chequei, eram 14:53.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Oi. Sou eu. Onde você tá?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Em casa, por quê? – a Marina respondeu, do outro lado da linha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O que você tá fazendo? – continuei, sem vergonha alguma na cara.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Escrevendo. Queria adiantar umas coisas, a Bia tá na casa dos pais hoje... O que foi?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Você... – parei por um segundo, sem realmente querer lhe pedir aquilo, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;droga&lt;/i&gt; – ...você pode vir me pegar?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ótimo... – ela suspirou, sem paciência comigo – ...onde você está?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dei uma olhada ao redor, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cara,&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não faço idéia. &lt;/i&gt;Andei três ou quatro passos até a cama e acordei mais uma vez a garota. Ela me olhou, com sono.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Que bairro é este? – perguntei, falando baixo para ser educada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Hm... Tatuapé.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Puta que pariu. A Marina vai me matar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E, de fato, ela bem quis. Assim que eu repeti o endereço ao telefone, pude ouvir sua respiração pesar do outro lado da linha. Não disse nada, porém, seja lá por que motivo; eu sequer tinha créditos com ela. Disse que viria, mas que demoraria para chegar, garantiu. “Já que, né, é do outro lado da cidade...”, murmurou ao celular, incomodada. Desligou sem me dizer tchau. Eu sabia quando irritava a Marina, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;inferno&lt;/i&gt;. Não queria aquilo. Coloquei o telefone em cima da escrivaninha do quarto, ao meu lado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A garota se moveu, ouvi os lençóis se mexendo e olhei de canto de olho na sua direção. Ela estava sentada, de perfil para mim, com os cabelos desarrumados e bonitos. Fingi não ver, como se estivesse distraída, olhando para o lado oposto. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Por que diabos eu me meto nessas, mano...&lt;/i&gt;, pensei, sem paciência para estar ali naquele momento. Me sentia enjoada demais para ser agradável – isto é, fazer um social, carinho, tomar café-da-manhã juntas e o caralho a quatro. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Chega logo, Marina, pelo amor de deus&lt;/i&gt;, resmunguei na minha mente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Bom dia... – a garota disse, num tom agradável e sonolento, aí deitou-se novamente na cama, agora de frente para cima; os fios dos seus cabelos escorregavam pelo seu corpo descoberto, ela parecia confortável comigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Olhei na sua direção e sorri por etiqueta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-2065083905418815349?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/2065083905418815349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=2065083905418815349&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2065083905418815349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2065083905418815349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/06/1.html' title='1°'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-2648184464648256410</id><published>2011-06-24T11:35:00.006-03:00</published><updated>2011-06-24T11:46:17.497-03:00</updated><title type='text'>LANÇAMENTO DO MEU LIVRO!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;(um grande aviso e outro pequenininho do Twitter lá no fim...) &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Primeiramente, desculpa pelo atraso vergonhoso para postar aqui. Desculpa mesmo. Eu estive ocupada demais com a produção de um stop motion e, principalmente, com... tam, tam, taaam... &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;a href="http://bit.ly/m6904o"&gt;o lançamento do meu primeiro livro no mercado&lt;/a&gt;!!&lt;/b&gt; Siiiim, foi publicado na semana passada e já está à venda, eee! :) &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Apesar de tudo isto ter resultado na minha demora para atualizar o blog, espero que vocês entendam, queria muito dividir este momento aqui! Estou feliz demais, mesmo. É uma obra que eu amo. Foi o trabalho que me deu base para escrever este blog, que me afundou nas extensões do comportamento humano, foi quase uma pesquisa de campo prévia, uma viagem incrível! Com certeza, quem ler vai perceber os elementos que construíram a minha escrita e a transformaram no que é hoje. O livro é &lt;b&gt;intenso&lt;/b&gt;, sem pudores e possui uma linguagem semelhante à do blog. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Espero mesmo que vocês gostem. Que leiam, que comprem! :) A editora está desenvolvendo uma campanha de lançamento imensa para o livro. Mais para frente aviso aqui sobre... A partir de agosto vão rolar noites de lançamento em diversas cidades do país, vai ter entrevistas programas de TV, uma promoção incrííível que está por vir e muito mais... Espero que vocês possam acompanhar tudo comigo!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meu livro já está disponível para venda pela internet no &lt;a href="http://bit.ly/jBkZCn"&gt;site da editora&lt;/a&gt;, em livrarias como a &lt;a href="http://bit.ly/jbJvh3%20"&gt;Cultura&lt;/a&gt; e também em versão &lt;a href="http://amzn.to/kiY86F%20%20"&gt;eBook na Amazon&lt;/a&gt;. Custa R$ 18, meu :) mas ele está com promoção de lançamento no site da &lt;b&gt;Livraria Loyola&lt;/b&gt;! Corre lá ver:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://bit.ly/m6904o"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;http://bit.ly/m6904o&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É isso, gente. Novidades lindas já compartilhadas! E post novíssimo abaixo... não podia faltar, né?! Também queria avisar que vou, aos poucos, transferir os anúncios de post novo do meu perfil no Twitter para uma &lt;b&gt;conta exclusiva&lt;/b&gt; do blog. Além de avisar quando publicar aqui, também vou colocar frases retiradas dos posts, os clássicos (hehe) pensamentos da protagonista e diálogos com outros personagens. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Adicionem aí: &lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1631677789"&gt;@Fucking_Mia&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.twitter.com/Fucking_Mia"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;E, cara, obrigada por tudo!&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;Um beeijo ;*&lt;br /&gt;M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-2648184464648256410?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/2648184464648256410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=2648184464648256410&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2648184464648256410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/2648184464648256410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/06/lancamento-do-meu-livro.html' title='LANÇAMENTO DO MEU LIVRO!'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-6449048215722796544</id><published>2011-06-24T09:33:00.003-03:00</published><updated>2011-06-24T09:34:41.676-03:00</updated><title type='text'>In the Big Machine now</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Equilibrei, com certa dificuldade, o quarto copo sobre os dois primeiros de uma fileira de três. Serviam como base e eu tentava esvaziar os seguintes para colocá-los em cima. Shots de tequila, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;claro&lt;/i&gt;. A aposta mais idiota que alguém pode fazer em plena balada, longe de casa e sem carro. Aproximei o quinto copo da minha boca e senti o meu &lt;s&gt;fígado&lt;/s&gt; estômago se contorcer de ânsia. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Vou ficar bêbada demais, caralho.&lt;/i&gt; O Fernando e os outros moleques gritavam no meu ouvido e do Pedro, o meu digno oponente. Metade das pessoas à volta nos encaravam, achando graça. Suspirei. E virei de uma vez aquela droga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Puta que pariu.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Senti tudo me voltar até o último centímetro da garganta. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Que idéia de merda&lt;/i&gt;. Apoiei as duas mãos no balcão, respirando fundo, e tentei me concentrar. O Pedro assoprava pesado no ar, ao meu lado, numa pausa semelhante à minha. Estávamos empatados e ambos já no limite. Eu precisava beber pelo menos mais uma, seriamente perigando uma manhã toda abraçada com a droga da privada, se quisesse vencer. Encarei a tequila, e seus 40% de álcool dourado, sentada dentro do copo à minha espera. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Inferno.&lt;/i&gt; Observei-a, ali e engoli seco. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ah, que se dane&lt;/i&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O Pedro me olhou, descrente. Agora faltavam dois para completar o meu castelo – e três para o dele. Meus olhos não desgrudavam das últimas duas doses, me revirando tudo por dentro, por mera antecipação. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não&lt;/i&gt;. Deixei a cabeça cair, entre os braços esticados, apoiados no balcão. Não ia dar. Eu ia passar realmente mal, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cara, isso não vai ser bonito&lt;/i&gt;. O Fer batucava, exaltado, na tábua do bar, declarando a minha vitória. E a dele, óbvio. Os perdedores bancariam a brincadeira, isto é, e todos os outros garotos haviam apostado no Pedro. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Somos um bando de idiotas&lt;/i&gt;, pensei. Não conseguia lembrar quando beber assim, sem controle, tornara-se tão normal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Foda-se&lt;/i&gt;, dei de ombros. Agora o álcool demoraria uma semana para sair do meu corpo, eu sabia. E eu não me incomodava, na verdade. Os dois últimos shots, contudo, oscilavam intragáveis diante dos meus olhos embriagados. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não, não dá.&lt;/i&gt; Bati as mãos de repente no balcão, entregando o jogo. Por um instante, o meu corajoso oponente pareceu contemplar uma tentativa de empate, mas logo desistiu, embrulhado. O Fernando entrou em surto. Comemorou, com xingamentos “amigáveis” à oposição, e quase me sufocou num abraço apertado de bêbado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Me vê uma Coca, pelo amor de deus – pedi ao barman e o Fer pagou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os minutos e goles seguintes pareceram permeados por risos e gritos um tanto desnecessários, digo, um com o outro; seguidos de uma pista de dança lotada demais, a velocidade descomunal dos fatos, uma seqüência confusa, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;merda&lt;/i&gt;, garotas quaisquer ali no meio, flashes bêbados de memória, as batidas graves dos amplificadores, uma ligação imbecil para a Marina a fim de dividir minha recém-conquistada liberdade, sabe, como eu estava excepcionalmente feliz, saindo da fossa, e aí sequer ouvi o que ela disse de volta, depois as pontas dos meus dedos passearam soltas pelo ar, os corpos se esbarravam, eu cambaleei e me apoiei no Fer, começamos então a rir muito. De absolutamente nada, isto é. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sentamos mais adiante, na lateral. O riso desmanchou-se dos nossos rostos, como era natural, e minha barriga já doía de tanta contração. Lentamente, deu-se espaço para um estado contemplativo, bastante bêbado. Agora estávamos parados, inebriados, ainda fora de controle, mas metidos na nossa própria viagem. Tranqüilos. A recuperar o fôlego, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não sei&lt;/i&gt;. Passavam-me pensamentos aleatórios, inofensivos pela cabeça, confundindo-se com as luzes confusas que dançavam, deslizavam suaves pelos meus olhos. Tomei um gole final da minha Coca e abaixei a base da latinha vazia sobre o meu jeans; observei as garotas na pista de dança. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Você... – perguntei, sem pensar – ...sente falta dela?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Hum?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_...sente? – insisti.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_De quem?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Da Mia... – confessei o seu nome nos meus pensamentos, sem querer – você... você não pensa nela?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Me encarou, como se não entendesse porque diabos eu estava falando daquilo, naquele momento. Mas então a expressão nos seus olhos mudou e ele encostou, suspirando, no banco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Olhei para ele, na mesma hora, secretamente intrigada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah. Acho que sim, sei lá... – contradisse-se, logo em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Hm...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não quis falar nada. Menos ainda confessar que eu, talvez ainda mais do que ele, também sentia. Não da Mia que vira aquela tarde, esta talvez não, mas da que continuava na minha cabeça. Irreduzível em mim. Os fios do cabelo dela movendo-se delicadamente sob o vento da sacada do apartamento dos seus pais, em Higienópolis, ela fumando e eu a assistindo encantada. Esta era a imagem que tinha da Mia. Da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;minha&lt;/i&gt; Mia. Da última vez que ficamos, de fato, juntas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Senti o meu interior vazio. Num instante rápido, indesejado, de consciência. Eu estava bêbada demais, fora de mim. E a balada, de repente, me pareceu clastrofóbica. Um caos ensurdecedor, desnecessário. Conseguia ouvir o Fer respirar ao meu lado, contudo, o seu braço encostado no meu. Estava repentinamente quieto, pensativo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;É... então é assim&lt;/i&gt;, me conformei&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt; E aí levantei para encontrar a garota de demasiados minutos antes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-6449048215722796544?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/6449048215722796544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=6449048215722796544&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6449048215722796544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6449048215722796544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/06/in-big-machine-now.html' title='In the Big Machine now'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-8765806300987430239</id><published>2011-06-07T09:10:00.000-03:00</published><updated>2011-06-07T09:10:09.010-03:00</updated><title type='text'>Certa conspiração</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, meu... – a garota ria, me empurrando para longe dela; aí me encarava, ligeiramente alcoolizada, e achava graça na minha insistência retundante –&amp;nbsp; ...cara, você pegou minha amiga... – argumentava, indignada, apoiada contra o balcão do bar – ...não faz nem uma hora. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Eu?! Não, não... – comecei a rir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mentira.&lt;/i&gt; Descarada e eu sequer tentava esconder. Estava bêbada demais para fingir qualquer bom senso. Ela ria junto, achando graça. Às vezes, minha imprestabilidade parecia mais charme do que empecilho. Já havia me perdido do Fer, metida no meio da bagunça da Clash; a pista estava absolutamente lotada. Eu estava me enrolando com a mesma morena há dez minutos, no mínimo, desde que a notara parada ali. Infelizmente, numa jogada realmente idiota, eu havia agarrado uma garota bem menos interessante do seu círculo de amigos, exatos quarenta minutos antes. Mas, no estado em que me encontrava, eu obviamente não ia deixar quieto. “Meu, você sabe que está me confundindo”, brinquei, me aproximando do ouvido dela. Aí argumentei, sorrindo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Hum – ela me impediu com uma das mãos e me encarou, como se me testasse – e qual era o nome dela?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Dela, quem? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Minha amiga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, meu, sei lá! Você acha que eu lembro?! – respondi ofendida, rindo – Eu quero saber o seu, porra, não o dela. Dane-se o nome dela. Me fala o seu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não... – riu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Olha, eu aposto... – continuei, fazendo graça, no seu ouvido – ...que vocês nem são tão amigas assim...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, é?! – ela se divertia, me olhando com uma carinha de não-somos-mesmo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;simplesmente incrível&lt;/i&gt;, e então se desviava da direção das minhas intenções – hum, vai lá perguntar pra ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, não, tô de boa. Aqui está mais interessante... – confessava, rindo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lisojeava-a com naturalidade. Com ou sem amizade – o ser humano, senhoras e senhores, é um puta ser egocêntrico do caralho. E metade do meu mérito nesta vida eu devo à minha cara de pau. Porque ter cara de pau te rende, em qualquer caso, apenas duas reações: ou um “não” muito bem dado ou... enfim. Qualquer fosse a outra opção, com certeza, não era um “não”. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;E aí é que está a brecha..&lt;/i&gt;. Acontece, vejam vocês, que os interessados frequentemente são lentos. Lentos em excesso. Ninguém chega, todo mundo olha ou gasta tempo inventando jogos idiotas. E, qualquer que fosse a balada, eu não tinha esse tipo de tempo disponível.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, mas ninguém mandou você chegar tarde...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Cara, - cheguei perto dela, grudando o meu rosto no seu, e continuando com toda sinceridade do mundo – na boa, você é maravilhosa. Dez vezes, mil vezes mais do que a sua amiga. Se eu tivesse te visto aqui antes, você acha que eu teria ido lá com ela, mano?! Mas nem a pau. Eu ia ficar a balada inteira te enchendo até você dizer “sim”. Meu, sério, você não faz idéia de como eu tô me sentindo idiota. De verdade, eu sou muito, &lt;u&gt;muito&lt;/u&gt; idiota. E cheguei tarde mesmo, porra, mas tô aqui e tô falando a real pra você. O que você queria que eu fizesse?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela sorriu, de leve. Dei um passo para trás e ela me observou de volta, com seu par de olhos castanhos. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ahh&lt;/i&gt;... eu sabia quando ia conseguir. Podia ver o seu ego inflar na minha frente, pouco a pouco. Não me disse nada, hesitante; já completamente na minha. Os sons dos amplificadores da balada afundavam-se na madrugada. A tal da amiga continuava, contudo, subjetivamente entre nós. Cheguei perto de novo, olhando a morena nos olhos, sem valer um centavo, e insisti. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Só me fala, se a sua amiga não estivesse aqui... – referenciei a garota ao longe, rapidamente, com os olhos – ...eu ainda tinha chance?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Encarou-me de volta, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;impressionante&lt;/i&gt;, com um “sim” preso entre os lábios. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Nada como uma humildade calculada.&lt;/i&gt; Ela me intrigava, de um jeito realmente bêbado e de ocasião. Mas intrigava. Qualquer rabo de saia que aparecesse na minha frente sem as letras M e I seguidas de A na porra do nome me intrigaria naquele tão elegante momento da minha noite de sábado. E foi então que o Fer, do nada, me puxou pela mão. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mas o cara tem a manha, né, meu...&lt;/i&gt;, pensei já completamente embriagada, fora de mim, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;...de me roubar de todas as garotas, hein, porra.&lt;/i&gt; Cruzei os braços, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;argh&lt;/i&gt;. Aí apertei os olhos ao encará-lo de volta, num sinal de desgosto. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Seu&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;corta clima.&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Porra, tava te procurando! – ele chegou já rindo, caindo de bêbado, ignorando completamente a minha nada discreta reprovação no olhar – Vem, mano... vamos começar!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Meu, espera dois segundos. Dois segundos. Custa?! – argumentei, dando a entender minha situação com a garota que me esperava toda magnífica atrás de mim – ...sério, cara, do-is se-gun-dos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, meu, vem e daqui a pouco você volta! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Fer...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Quê?! Cê fica agitando as coisas e depois some, caralho?! Vamo nessa! – me puxou de novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Fer... nan... do! Não! – me recusei a ir, geniosa, querendo terminar o que já tinha me custado dez minutos naquela porra daquela balada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Cara, cê já pegou meio mundo. Vambora! Depois cê pega, porra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Inferno.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Mano... – virei, a contragosto, para a garota e disse, conforme o Fer me puxava na direção do bar – ...não some. Fica aí que, meu, eu vou voltar aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-8765806300987430239?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/8765806300987430239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=8765806300987430239&amp;isPopup=true' title='46 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/8765806300987430239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/8765806300987430239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/06/certa-conspiracao.html' title='Certa conspiração'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>46</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-8267438274563589266</id><published>2011-06-01T19:36:00.001-03:00</published><updated>2011-06-01T20:07:16.369-03:00</updated><title type='text'>359º</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;O sol passava por entre as folhas daquelas copas altas, nas redondezas do Parque Buenos Aires. Tinha resolvido voltar a pé para casa... &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;é,&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sei lá&lt;/i&gt;. Sentei em cima do encosto de um banco isolado, colocando os pés no assento de cimento. Havia pouco movimento, àquela hora do dia, e eu tinha ainda uma longa caminhada pela frente. Tirei o dichavador do bolso da minha camisa, alcançando o resto de uma paranga no fundo do meu maço de cigarros. A minha cabeça estava vazia, eu estava tranqüila, mas de uma forma estranha. Observei o verde escuro se desfazendo nas minhas mãos, aos poucos. Comecei a tirar as sementes uma a uma, não havia muitas, jogando-as no chão ao lado. Gostava de pensar na possibilidade de que crescesse um pé de maconha, ali, no meio de Higienópolis. Sorri, achei graça. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;Desabotei o que faltava da camisa, tirando-a, e deixei-a pendurada no encosto do banco ao meu lado. Terminei de dichavar, colocando a erva cuidadosamente sobre uma seda meia-boca. A sombra das árvores deixava aquele lugar frio demais para ficar só de regata, sentia uma brisa tipicamente de meio de manhã nos meus braços descobertos. Enrolei, com bastante calma. Uma senhora passou, me notando sem querer ali, já com um leve desprezo no olhar. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ótimo, &lt;/i&gt;pensei, sem ânimo para fazer algo a respeito, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;vou acabar sendo presa aqui.&lt;/i&gt; Lambi a beirada, apertando-a em seguida, e olhei de volta para a senhora, com descaso.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;Esperei ela se afastar, mais adiante na calçada, e apoiei os antebraços nas minhas pernas. Acendi uma das extremidades com certa dificuldade, o fogo não pegava. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Preciso comprar outro isqueiro&lt;/i&gt;. Olhei, então, para frente e observei lentamente o movimento das folhas longe de mim, no chão. Aquela era uma manhã esquisita. Sentia como se nada acontecesse ou fosse acontecer. Traguei mais uma vez e segurei dentro de mim, demoradamente. Minha visão divagava, lenta e sem pensamentos concretos. A Mia estava lá, eu sabia, em mim... podia senti-la presente nos meus fluxos neurológicos, em algum lugar, submersa, mas não a trazia para a superfícia, para o plano consciente. Como um sussurro que eu não fazia questão de ouvir naquele momento. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;Então, me distraí. O dia inteiro a esmo, desatenta; me ocupei com absolutamente nada. Dentro ou fora de mim. De certa forma, eu me sentia estranha... meio deslocada. Porém, não dei importância para isto. Andei mais um pouco. Depois mais ainda, subi até a Av. Paulista e fui indo, prestando atenção em qualquer coisa que fosse. Até o Masp. Então sentei ali embaixo por algum tempo, totalmente desocupada. A manhã logo virou tarde e eu continuava solta, no meio da cidade. Me ocorreu, em determinado momento, que talvez devesse ir até a Vila Madalena e falar com a Marina, pedir desculpas pela noite anterior. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não... agora não&lt;/i&gt;, repensei na mesma hora. Uma indisposição súbita me tomou, neste sentido. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;Voltei para casa, logo depois de tomar uma latinha meio quente de Coca-Cola, em uma esquina qualquer da Augusta.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; Boteco horrível, argh.&lt;/i&gt; A tarde já chegava ao fim; o céu estava limpo e escurecendo-se aos poucos. Caminhei o trecho que faltava até a Frei Caneca, olhando as pedras que compunham a calçada, já a um quarteirão do meu prédio. Tinha fumado o resto do beck enquanto subia a Haddock Lobo, do lado da Paulista; aquela região era meio parada. Senti vontade de acender um cigarro, então, mas estava sem no maço. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ah, mano, não vou voltar pra comprar outro&lt;/i&gt;, me deu preguiça já à porta do prédio.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;Subi no elevador, um pouco cansada – mais por tédio do que por cansaço de fato –, até chegar ao meu apartamento. O Fer estava na sala, vestindo uma roupa qualquer, largado no sofá assistindo um jogo na televisão. Duas latinhas de cerveja vazias descansavam na mesinha de centro. Deixei as minhas chaves e o celular em cima de um bando de revistas, numa estante perto da entrada, e aí me juntei a ele. Não disse nada, apenas sentei. Coloquei os pés sobre a mesinha, me afundando no encosto, e prestei atenção no jogo. Já estava nos vinte e tantos minutos, 2 x 1, segundo tempo. Após uma análise inicial no placar, fui buscar uma latinha para mim na cozinha e aí assisti os outros vinte minutos que restavam. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;Apenas o som da televisão repercutia em todo o cômodo, tédio absoluto. Soltamos um ou outro comentário durante o jogo, meio que naturalmente. Senti uma trégua, um tanto inesperada, com o Fer. Há tempos não o via sem que o fosse um empecilho, sem um mínimo desconforto. Não que estivesse efetivamente pensando na minha situação com a Mia, a nova situação – na real, não pensei em nada. Nos sentamos juntos até o fim do jogo, não houve mais gols ou faltas relevantes. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Um saco. &lt;/i&gt;Quando caiu no intervalo, num comercial tonto de uma loja de departamento, o Fer alcançou o controle e diminuiu o volume.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;Olhei para ele, parada ao seu lado no sofá, e depois voltei a encarar o meu celular em mãos. Nenhuma mensagem ou chamada, nada. Apaguei a tela e guardei o aparelho no bolso, tomando o resto da minha segunda latinha. Deixei-a vazia sobre a mesa e o Fer continuava olhando a tela da TV, sem muito interesse. Observei-o por alguns segundos, na sua camiseta branca sem graça e bermuda de ficar em casa, a barba por fazer. Completamente fodido naquele sábado de merda, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pois é&lt;/i&gt;, assim como eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;_Ei... – disse, sem pensar muito na hora – ...vamos sair hoje? Eu e você?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;_ Quê?! – ele riu, com preguiça.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;_É, ué.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;_Cê tá falando sério?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;_Por que não, porra? Não é como se a gente tivesse alguma coisa melhor pra fazer... – argumentei, me ajeitando no sofá, ainda afundada de qualquer jeito – ...faz puta tempo que não saímos, meu.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;_Tá... mas você queria ir pra onde?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;_Sei lá, mano, qualquer lugar com bebida e mulher... – respondi num impulso nitidamente idiota e estiquei o braço para pegar o maço do Fer sobre a mesinha, roubando um dos seus cigarros – ...que cê acha, hein? Vamos aí?!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;_Demorou... – ele achou graça, aproveitando para pegar um também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-8267438274563589266?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/8267438274563589266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=8267438274563589266&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/8267438274563589266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/8267438274563589266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/06/359.html' title='359º'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-7685940273521628141</id><published>2011-06-01T19:29:00.002-03:00</published><updated>2011-06-01T19:43:17.688-03:00</updated><title type='text'>Você está saindo da minha vida...</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;“(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;E não adianta nem me procurar&lt;br /&gt;Em outros timbres, outros risos&lt;br /&gt;Eu estava aqui o tempo todo&lt;br /&gt;Só você não viu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Só por hoje não quero mais te ver&lt;br /&gt;Só por hoje não vou tomar minha dose de você&lt;br /&gt;Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam&lt;br /&gt;E essa abstinência, uma hora, vai passar...&lt;/i&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;(Pitty)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-7685940273521628141?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/7685940273521628141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=7685940273521628141&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/7685940273521628141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/7685940273521628141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/06/voce-esta-saindo-da-minha-vida_01.html' title='Você está saindo da minha vida...'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-4404160132413151090</id><published>2011-05-27T21:25:00.000-03:00</published><updated>2011-05-27T21:25:43.037-03:00</updated><title type='text'>180''</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Então...?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Merda, não vou conseguir.&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A Mia me olhava, em pé na minha frente, impaciente com o meu silêncio súbito, quando o pensamento cruzou a minha cabeça. Por um breve instante, observando-a ali, num par de calças largas demais e realmente sem graça, me ocorreu que eu nunca tinha amado ninguém daquele jeito. Em toda sua inabilidade de mostrar interesse, eu era completamente idiota por ela – de uma forma que eu sequer conseguia contemplar dentro de mim. E eu, eu estava cansada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Olha, eu... eu sei o que você está pensando... as... as últimas semanas, não... não foi... não é como... como se... – ela começou a se enrolar numa desculpa insolicitada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Mia! Mia, na boa, não...&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;– interrompi, grossa - ...pára. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela se calou e ficou, de fato, parada. Ali. Eu a olhava, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;inferno&lt;/i&gt;, pensando em formas de amenizar o meu ato. Sua presença me amolecia. Insisti, me forçando a passar uma imagem mais forte do que eu realmente era naquele momento, como se não ligasse mais – mas com uma dor maldita no coração. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não, não consigo&lt;/i&gt;. As palavras grosseiras sumiram de mim e eu restei, impregnada com a dúvida. Engoli seco e a olhei, sem o carinho que sempre tive por ela no fundo das minhas íris.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_É simples assim, me escuta – a encarei, séria – você sente alguma coisa por mim?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O quê?! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Sente?! – reforcei, num tom acima de voz – alguma vez, algum dia, por um segundo que seja, já sentiu?! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_ Eu... eu nã... – ela baixou o olhar para o chão, parecendo surpresa com a pergunta – ...meu, eu...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não amor, Mia – interrompi de novo –, mano... nem... nem o que eu sinto por você... nem isso, Mia, qualquer coisa! Qualquer... qualquer coisa. Já sentiu?! – a observava, com um nó no estômago, sem deixá-la falar – cara, você... alguma vez, você chegou a... a realmente se imaginar comigo?! Quando eu te procurava, quando a gente se trombava pelo corredor, quando a gente saiu, todas as... todas as vezes que eu vim aqui, que eu te beijei... quando eu... quando te disse que... que... – aquilo entalou na minha garganta – ...meu, alguma... alguma vez você me levou a sério?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não&lt;/i&gt;, não queria exceder os dois minutos que eu havia prometido – a ela e a mim mesma. Podia ver os seus olhos formarem um “sim” machucado; as sobrancelhas franzidas, consternadas. Porém a sua boca continuava em silêncio, numa covardia imóvel. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Pelo amor de deus, fala&lt;/i&gt;. Mas não disse. Me encarou de volta, apenas me olhou, em pé ali na sua frente, ansiando por uma resposta sua, e toda a paciência se esgotou de mim. De repente, não me importava mais com o fundo, qualquer fundo de verdade que fosse, perdido ali no meio da sua confusão, submerso dentro dela. No fim, não ia fazer nada. Nunca fez. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;E eu não vou ficar aqui esperando.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Tá bom... – deixei escapar, me virando para ir embora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Espera! É só isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Mia – virei e a olhei com sinceridade, num suspiro –, na boa, você não vale a dor de cabeça. Não mais, pelo menos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A sua expressão mudou, de repente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Eu nã... eu... – ela pareceu magoada, meio atordoada – ...eu nunca qu... eu nã... eu não disse... não disse nada... porq... eu... – ela respirou fundo, engolindo suas próprias palavras confusas; aí vi seus olhos se afastarem – eu... eu preciso tentar com ele. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Senti o meu peito se apertar e o meu coração, controversamente, endurecer. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Eu não preciso ouvir esta merda. &lt;/i&gt;Sorri, numa graça minha sem necessidade; sorri um meio-sorriso doído e pisquei brevemente para ela, me afastando. Na mesma hora. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Eu não tenho mais nada para fazer aqui. &lt;/i&gt;Pensei em contar-lhe da traição do Fer, mas não importava mais. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Você, eu. &lt;/i&gt;Todos nós nos traímos, de um jeito ou de outro, e agora tinha acabado. Finalmente, tinha acabado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E eu... não sentia porra nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-4404160132413151090?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/4404160132413151090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=4404160132413151090&amp;isPopup=true' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4404160132413151090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/4404160132413151090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/05/180.html' title='180&apos;&apos;'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-7189213939148595055</id><published>2011-05-18T09:26:00.003-03:00</published><updated>2011-05-18T09:26:32.493-03:00</updated><title type='text'>As Reticências</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meu estômago se revirava, numa ansiedade crônica e incômoda. Assistia as ruas passarem, uma a uma, tranqüilas e alheias à minha confusão. Já era sábado de manhã. Eu havia gasto a noite toda numa série de cigarros e mágoas, sentada sozinha na porra do meu quarto, pensando na minha capacidade estúpida de machucar todo mundo à minha volta. A Marina, o Fer ou qualquer idiota que me amasse, que fosse fiel a mim. E lá pelas quatro ou cinco da manhã, enfiada numa &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;bad&lt;/i&gt; tremenda e sufocante, eu quase me convenci de que era isso mesmo que eu era. Ou vinha sendo. Egoísta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não, meu.&lt;/i&gt; Despertei dos meus pensamentos sobre a madrugada anterior, ajeitando-me rapidamente no banco, e coloquei um dos pés apoiados no encosto da frente. Voltei a olhar pela janela do ônibus, que agora atravessava a Consolação. A sugestão inconsciente de que a Mia não me amava – nem nunca amou – tamabém me incomodava, mesmo que incerta. Acordei, aliás, após duas horas bem mal-dormidas, muito mais com a angústia em torno da Mia do que com a minha própria falta de caráter impregnada na cabeça. E aí me meti num ônibus, após quarenta minutos de desconforto crescente dentro naquele apartamento. Mal tomei café.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quis mandar um SMS de desculpas para a Marina, por ter sido tão babaca nas últimas semanas, nos últimos anos, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;que seja&lt;/i&gt;, mas logo mudei de idéia. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Melhor eu falar com ela assim que der&lt;/i&gt;. Não gostava de me explicar por escrito, achava grosseria. O ônibus logo alcançou as redondezas da casa da Mia e aí o meu incômodo interno aumentou. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Que merda eu estou fazendo nessa porra desse bairro, mano?!&lt;/i&gt; Mas aí já era tarde para mudar de idéia, eu já estava lá. E o meu plano tinha tudo para dar errado – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;droga, droga&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Desci não muito segura de mim, daquilo tudo, e fumei uns dois cigarros na esquina de baixo, antes de virar para a rua da Mia. Podia ver o seu prédio dali, o que me desatava mais borboletas infernais no estômago; enrolei o máximo que pude. Sentia-a diminuir em mim – a Mia –, aos poucos. Joguei o resto do segundo cigarro fora e segui calçada acima. Quando parei em frente ao seu portão, uma madame estava saindo com um cachorro na coleira e aproveitei meio sem educação para entrar. O porteiro me perguntou onde diabos eu ia e me mandou esperar ali, ao lado da guarita, enquanto confirmava se eu podia subir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_(...) tudo bem, senhora, eu aviso – ouvi-o dizer, após alguns minutos – está bem, está bem, sem problemas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Dá isso daqui, deixa eu falar eu com ela... – pedi, já pegando o interfone, sem tolerância para aquele rolo – ...Mia?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Oi – respondeu, após um breve silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Olha. Eu não vou fazer uma ceninha... só quero falar com você, porra. Desce aqui. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, meu, eu... eu acabei de acordar, n...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não custa nada, caralho – cortei ela, sem paciência –, dois minutos e eu vou embora. Já vim até aqui, porra... Desce aí, vai!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Tá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ahh, mano... &lt;/i&gt;Por mais magoada e destruída que eu estivesse – e eu estava –, havia uma hora em que o cu doce começava a me encher. E a Mia já havia usado todos os seus créditos comigo. Esperei por longos quinze minutos, fumando o terceiro cigarro em menos de uma hora, numa atitude pouco saudável, apoiada pelos antebraços na grade de entrada do prédio. Ao ouvir os passos dela atrás de mim, me virei e dei a última tragada, jogando a bituca no chão. Ela estava maravilhosa, como se eu não a visse há meses, e eu sabia que não era de propósito. Escondida num moletom cinza, de ficar em casa, e com o cabelo meio preso: era sem querer. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Puta merda, &lt;/i&gt;aquela garota me tirava do sério, sempre tirou, e eu estava prestes a ser realmente grossa com ela&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-7189213939148595055?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/7189213939148595055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=7189213939148595055&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/7189213939148595055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/7189213939148595055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/05/as-reticencias.html' title='As Reticências'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-5179431015702374319</id><published>2011-05-16T01:47:00.004-03:00</published><updated>2011-05-16T02:05:28.991-03:00</updated><title type='text'>O Ponto Final 2</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, eu... – ela suspirou, como se eu fosse uma criança de dois anos – ... eu estou dando um exemplo. Lógico que eu não te traí! Você acha que eu não teria te falado, meu, em todos esses anos?! O que eu estou dizendo é que esse seu argumento é de que, se você me traiu, eu poderia muito bem ter te traído na mesma época e você não ia se sentir machucada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, não é começa. Não é a mesma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não?! – ela riu, sem achar graça – Como isso, meu?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Porque não é. Eu e você, o que a gente teve... não é a mesma coisa!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, tem razão, não é... não é mesmo. E sabe por que?! – ela começou a se exaltar, discordando – Porque nós, mulheres, nos deixamos afetar muito menos por infidelidade do que os caras... As mulheres são as &lt;u&gt;primeiras&lt;/u&gt; a engolir, as primeiras idiotas a perdoar. Já o inconsciente coletivo masculino, né, por outro lado, não tolera uma olhada sequer na direção de outro cara que já vira uma catástrofe! O orgulho deles é muito mais frágil, meu, e o nosso, não. Não que isso seja certo, mas é assim. A gente agüenta, meu, a gente passa por cima, a gente fica relevando o erro dos outros... – ela me olhou, nitidamente querendo dizer mais do que estava efetivamente me dizendo – ...pelo bem do relacionamento. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, Marina, cala boca... – me revoltei; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mano, que baboseira sexista&lt;/i&gt; – ...isso é absurdo!! Como é que você pode falar uma coisa dessas?! Não é pior ou melhor pra ninguém, isso é ridículo, meu... é a mesma merda pra todo mundo! Que diferença faz se foi um cara ou uma mina que tomou uma na testa? Chifre é chifre. As mulheres não aceitam melhor do que os caras, mano, nem a pau.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Bom... Eu continuo aqui, não continuo?! – me provocou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Mas não por isso! – respondi, sendo grossa – O fato de eu ter te traído enquanto a gente estava junto, ou não, não influencia no relacionamento que a gente desenvolveu depois, meu. Não é assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_É, não pra você, né... – ela murmurou, revirando os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O que diabos isso quer dizer?!? – levantei a voz, ofendida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Meu, na boa?! Às vezes, eu acho que você é igualzinha ao Fernando. Sério, eu não sei como você não enxerga isso! – ela se estressou comigo, do nada, e eu fiquei olhando-a sem entender porra nenhuma – Você tem essa mania, sabe, de achar que as suas merdas não importam, que todo mundo é obrigado a engolir o que você faz, mas é absolutamente incapaz de entender o que se passa na vida dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Do que você está falando, meu?! De onde diabos surgiu essa conversa?!? Não era nem disso que a gente estava falando, porra!! – puxei um cigarro do maço, na pressa, sem prestar atenção direito e irritada – E quando foi que eu não entendi o que se passava com você, na sua cabeça, na sua vida, meu?! Eu sempre tentei t...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Nada, esquece... – ela me interrompeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Má... olha pra mim. Eu não fiz isso, fiz?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O que eu quero dizer é que... – ela me ignorou, continuando – ...que eu acho que você está punindo o Fer por algo que talvez... que talvez não fosse tão diferente se fosse com você, sabe. Meu, você é a pessoa mais orgulhosa que eu conheço! E eu não digo isso porque acho que seja ruim, mas porque... cara, eu não sei &lt;u&gt;como&lt;/u&gt; você não tinha um... um chilique desses, manja. Toda vez que via o Fer com a Mia! Sabe, como você segurava essa sua boca suja, não saía por aí derrubando a casa e gritando, xingando, fazendo aquelas cenas dramáticas que só você sabe fazer; pra depois ir pra balada e agarrar sete, oito meninas e aí comer uma qualquer só porque está brava com o mundo – ah cara, eu odiava, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;odiava&lt;/i&gt; quando a Marina falava exatamente o que eu mais detestava ouvir sobre mim mesma –; você é cheia dessas, meu! Aliás, quantas vezes você não recorreu à droga dessa sua lista telefônica aí só porque achava que, talvez, quem sabe, sei lá, “é possível”, vai saber, a Mia estava dormindo com o Fer em algum canto do universo?! Você realmente acha que você não faria nada, zero, do que o seu amigo aí está fazendo? Hum?! Sob as mesmas circunstâncias ou até menos, né...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Tá, tá. Talvez, porra. Talvez eu fizesse mesmo! Mas, olha, eu te garanto... – acendi o cigarro, tirando-o logo em seguida da boca, e encarei-a – ...eu te garanto, meu, que eu nunca, nunca trataria a Mia, você ou qualquer outra garota do jeito que ele está tratando ela! Não importa, mano, nem que você tivesse dormido com quinhentas minas na minha frente. Você nunca ia ouvir esse tipo de coisa sair da minha boca. Ele está sendo um babaca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ok: ele está sendo um babaca! Escuta, eu não estou dizendo que o Fernando está certo. Aliás, ele não poderia estar mais errado! Só que você também não está certa e a Mia menos ainda, meu. Nenhum de vocês está e eu não entendo porque diabos já se passou quase um mês inteiro e você continua aí, irredutível, sofrendo pelos cantos. Muda, meu; acorda. Muda aos poucos, sei lá, vai atrás, faz a vida à sua volta agradável de novo. Faz o que está ao seu alcance, se livra dessa birra tonta contra o Fer e convive direito nesse apartamento, vocês dois. Senão você vai acabar se isolando cada vez mais. Só... perdoa ele. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Eu não... – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;argh, inferno!&lt;/i&gt; – ...eu não estou preocupada em perdoar ele, meu, eu... eu quero que &lt;u&gt;ela&lt;/u&gt; me perdoe, porra. Você não entende isso, Marina?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Te perdoar por quê, meu?! O que raios você acha que fez de tão errado pra Mia? Eu não sei porque você tanto se culpa, cara!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Sei lá, meu! Eu... eu pressionei ela... foi ...informação demais... no momento errado, eu... eu devia ter esperado, eu... – recomecei o meu drama recorrente, amargurada – ...eu não sei, Má, eu... &amp;nbsp;eu fiz um monte de coisa errada. Eu, eu não devia ter falado daquele jeito e não devia ter saído com a porra da loirinha também, não devia ter ligado pra ela de madrugada, ou qualquer outro dia, não devia ter desligado a droga do telefone, eu devia ter atendido, porra, enquanto ela... ela ainda queria falar comigo, n...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Espera. Que loira?! – a Marina me interrompeu, já me olhando como quem acabara de validar o seu discurso de poucos minutos atrás sobre a minha inconstância deplorável de caráter.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, ninguém... – resmunguei, sem querer falar sobre, emburrada por ter que admitir derrota nas entrelinhas – ...tá, olha, eu sou uma idiota. Eu sei disso. E eu sou mais idiota ainda quando se trata da Mia, eu... eu faço merda sem, sem nem &lt;u&gt;querer&lt;/u&gt; fazer. O fato é que quando ela veio atrás, quando ela quis saber o que se passava comigo, por mais &lt;u&gt;intolerável&lt;/u&gt; que fosse o motivo, eu... eu e esse meu... orgulho de merda... eu não atendi a porcaria do telefone. Não atendi e agora quem não me atende é ela! Puta mano, que ódio. Que inferno! Eu não atendi e agora ela caiu na real e... e tá aí... achando que a opção dela é a droga do Fernando! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Mas, linda, você não pode forçar ninguém a te amar de volta. As pessoas não escolhem o que sentir. Você não vai ser a melhor opção a não ser que, por si só, a Mia veja você como uma opção para a vida dela, meu. Você não fez nada errado aí! Flor, desencana. É sério... Trabalha no que você pode melhorar desde já, meu, fica bem em casa e se anima. Sai um pouquinho. Esquece a Mia, vai... deixa ela ir atrás do que quer, deixa ela quebrar a cara, tomar as próprias decisões. Isso não depende mais de você.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não dá. Não dá, Má... Eu... Eu não agüento ver... ela assim, sabendo que ela tá mal desse jeito – a minha cabeça doía só de pensar – ela ouve um monte, meu, toda vez que eles brigam; você não faz idéia do que é não poder fazer nada, porra! Não posso nem saber como... como ela tá lidando com isso. Não posso ligar e conversar; não posso fazer porcaria nenhuma, não posso ver ela, eu... não, não dá. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_E você também não pode se responsabilizar por isso, meu, ela...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Má, eu... – a cortei – ...eu amo ela demais. Demais. Você não entende... O que você faria, porra?! Se soubesse que a pessoa que você ama está mal pra caralho, está sofrendo, meu?!? Eu não consigo, mano, eu não consigo não pensar nessa merda!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_E... – ela suspirou, com pesar – ...e o que a Mia está fazendo por você?! Você não está, também, sofrendo??&lt;br /&gt;_É, mas é diferente, meu. É diferente porque ela não me am...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei de repente de falar, segurei minhas palavras do nada. A Marina me encarava à espera da conclusão. Mas esta era uma frase eu não conseguia terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Droga.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-5179431015702374319?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/5179431015702374319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=5179431015702374319&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/5179431015702374319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/5179431015702374319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/05/o-ponto-final-2.html' title='O Ponto Final 2'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-6367779574576785117</id><published>2011-05-16T01:06:00.002-03:00</published><updated>2011-05-16T01:06:58.166-03:00</updated><title type='text'>O Ponto Final 1</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;A linha incandescente já se aproximava do fim do cigarro. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mano, por favor, vai embora...&lt;/i&gt;, pensei comigo mesma&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;. &lt;/i&gt;Só que a Marina continuava lá, quieta e me olhando, com um carinho que eu não merecia, sentada na minha cama. Olhei rapidamente para a brasa próxima do filtro, numa última tragada, olhando-a acender e depois amassei o cigarro contra o parapeito da janela, joguando-o fora. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sem chance dela ir, né...&lt;/i&gt;, revirei os olhos amargurada e me conformei. Voltei-me de costas para a janela, apoiando de leve na parede, e encarei séria a Marina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Senta aqui... – ela pediu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cruzei os braços, na mesma hora, sem pensar muito – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não&lt;/i&gt;. E aí me peguei observando-a, parada ali, me olhando de volta com o seu par de olhos castanhos bem-intencionados por detrás daqueles seus óculos pretinhos de aro fino. Não me movi, apenas a encarei por alguns segundos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Deixa de ser criança... – ela inclinou a cabeça, em desaprovação – ...larga a mão e vem logo aqui, meu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Então respirei fundo, sem muita paciência, e descruzei os braços, alcançando o maço que tinha ficado na mesa ao lado da janela. Caminhei com ele e o isqueiro em mãos até a beira da cama – prevendo que aquela conversa ia ser longa –, a Marina se virou mais ainda para mim, e eu me sentei bem a contragosto ao seu lado. Por mais que – não raramente – ela colocasse os meus pensamentos e coração no lugar, tinha vezes que a única coisa que eu queria era não fazer sentido algum; por vezes sentia vontade de sair por aí, irracional, com as emoções desenfreadas. Doa a quem doer – e, via de regra, era a mim que doía. Mas tinha, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ah se tinha&lt;/i&gt;, vezes em que eu não queria me importar. Que queria que machucasse, queria mesmo, queria sentir cada miligrama da confusão e que se foda. Olhei para a Marina à minha frente. Esta era, definitivamente, uma daquelas vezes. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Fala, vai...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Se comportar assim não vai ajudar e você sabe – ela se ofendeu pelo meu tom.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Má, não tô afim de ouvir bronca. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não estou te dando bronca – ela me cortou –, mas você precisa querer ser ajudada. Meu... vamos conversar numa boa, custa? Você sabe que eu não gosto de te ver assim, eu quero você feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Mas eu tô feliz... eu não preciso de ajuda, meu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Vai começar de novo?! – ela me lançou aquele olhar de nem-me-vem-com-essa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Eu mereço mesmo&lt;/i&gt;, me larguei afundada no colchão e foquei os olhos no branco sem fim do teto. Aquilo já estava me cansando antes mesmo de começar. Aí ela desatou a tagarelar por quinze minutos sobre a vida e alternativas e como temos que fazer escolhas para nós mesmos e os pequenos passos diários. Aquele papo bem “Marina”. Eu continuava achando que ela estava exagerando, independente de quão mal eu me sentisse naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Você já pensou em talvez... sei lá... tentar se reaproximar do Fer?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O quê?! – aí eu me surpreendi, ainda deitada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, meu... Não sei, é que... Eu acho que isso está te fazendo mal, sabe, e você não fica bem aqui, no apartamento, dormindo no quarto do lado e... e esse rolo da Mia, ele... ele é mais difícil de resolver... Talvez... fosse uma solução, sabe... Você não acha? Hum?! Essa briga de vocês não tá te colocando para baixo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Está, mas... – argumentei, meio revoltada – ...mas não sou eu quem tem que se reaproximar! Por que eu que tenho que ir lá falar? Ele que foi um babaca, porra, ele que venha se desculpar e endireitar as coisas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah! Só ele foi um babaca?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Marina, não começa...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ué, do jeito que você fala parece até que ele não tinha motivo pra estar sendo babaca e que você é a santa da história aqui, não é...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Eu não disse isso... – retruquei; respirando fundo por uns instantes – ...olha, numa boa, não sei como era pra isso estar me ajudando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Bom, você já parou pra pensar que talvez ele esteja sofrendo tanto quanto você? Hm?! Aposto que não pensou. Porque, jogando bem a real, foi ele quem acabou de perder a namorada...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O quê, agora você... – sentei na cama e encarei-a, com desgosto – ...vai me dizer que, porque a Mia era mina dele, isso torna as coisas piores pro Fer? Piores do que já estão sendo pra mim?!? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, não. Não foi isso que eu falei... – ela me corrigiu, séria. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Bom, para sua informação, Marina, ele não “perdeu” a namorada. Ele &lt;u&gt;jogou ela fora&lt;/u&gt; e não está nem aí, não dá a mínima. Porque ele poderia muito bem pegar a porcaria do telefone e resolver essa merda com a Mia de uma vez por todas, faria bem pra ele, faria bem pra ela, todo mundo ficaria feliz – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;exceto, talvez, eu&lt;/i&gt; –, mas não... ele tem que ignorar, vai e não atende metade das ligações, só grita com ela, só discute, fica tratando mal, fala que tá comendo fulana, diz que não quer mais ver, fica agindo como o maior estúpido do mundo e...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_E você não agiria?! – ela se irritou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O quê?! Eu, mano?!?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_É, meu. O Fer tomou o maior chifre e ainda teve que ouvir isso dos amigos, da namorada, pô. Qualquer um ficaria grosso, é tipo, o mínimo a se esperar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, nem vem, Marina... Isso não justifica! Nossa, mano, não justifica mesmo... Você sabe muito bem que o Fernando já traiu a Mia! Por que ele pode ir lá, comer a ex a noite inteira, não contar porra nenhuma por meses e depois se achar no direito de estar injustiçado? Agora ele está moralmente ofendido, por um acaso?! Ah, cara, qual é... Na boa, isso me irrita.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Até aí, meu bem, você me traiu com metade de São Paulo. Se eu tivesse contado que te traí tambpem, então, você teria ficado de boa? É isso que você quer dizer?! Se você tivesse descoberto na época, você não ia ter reação nenhuma?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Espera. Como assim “contado”?! – indaguei, com um aperto súbito no peito – Má, você me traiu?!&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-6367779574576785117?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/6367779574576785117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=6367779574576785117&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6367779574576785117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/6367779574576785117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/05/o-ponto-final-1.html' title='O Ponto Final 1'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-5552865517119055494</id><published>2011-05-09T20:50:00.000-03:00</published><updated>2011-05-09T20:50:56.086-03:00</updated><title type='text'>[ ME DESCULPA? ]</title><content type='html'>Oi oi,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria pedir desculpas pela demora entre um post e outro. Vou dividir aqui o meu caos existencial do momento... Acabei de me mudar (de cidade, de apartamento, de vida...) e começar em um emprego novo que está me consumindo, assim como a mudança para o apê novo! Para completar, pedi a internet e ainda não foram instalar em casa. Estou postando, neste momento, em um Starbucks atrás de casa e correndo contra a bateria insuficiente do meu laptop. Espero que esta semana venham instalar a internet e eu devo voltar a postar num ritmo normal! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que estejam gostando!&lt;br /&gt;Obrigada pelas visitas e comentários liiindos ♥&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beeijo,&lt;br /&gt;Mel M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5353733875157400521-5552865517119055494?l=fucking-mia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fucking-mia.blogspot.com/feeds/5552865517119055494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5353733875157400521&amp;postID=5552865517119055494&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/5552865517119055494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5353733875157400521/posts/default/5552865517119055494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fucking-mia.blogspot.com/2011/05/me-desculpa.html' title='[ ME DESCULPA? ]'/><author><name>( the girl fucking Mia )</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00249747906542185162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hkU9ST_iR0s/S1IakYR6zoI/AAAAAAAAAD8/_mNkhjMH8Wk/S220/fcknmia2c.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5353733875157400521.post-6790196075214872247</id><published>2011-05-09T20:43:00.001-03:00</published><updated>2011-05-09T20:46:52.105-03:00</updated><title type='text'>Intervenção</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Você está com uma cara péssima.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Marina, na boa, não enche.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Alguém precisa te dizer isso... – ela entrou no meu apartamento, se intrometendo, sem que eu a convidasse.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O que você está fazendo aqui, meu?! – resmunguei, fechando a porta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Eu vim ver se consigo te salvar de você mesma...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Deixa de ser ridícula, porra, nada a ver.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Eu?! – ela me olhou irônica, parada no meio da sala, e eu revirei os olhos, já sem paciência para aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Eu não preciso ser “salva”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não?! E quando foi a última vez que você saiu? Hein?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Eu saio todo dia, Marina, nem vem...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Pegar um metrô de ida e um de volta até a Vila Madalena não conta. Se você chama isso de sair, então, já está pior do que eu imaginava. Agora, vamos, coloca uma roupa melhor aí... – ela saiu andando em direção ao quarto, entrando no corredor, como se quisesse que eu a seguisse – ...o Fernando não está aí?&lt;/div&gt;_Não, ele foi na casa do Igor.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ótimo, era tudo o que eu precisava&lt;/i&gt;, pensei em desânimo, rabugenta, antes de ir atrás dela&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt; Entrei no quarto pouco tempo depois e encontrei a minha fabulosa ex-namorada com metade do corpo dentro do meu armário, vasculhando a pilha bagunçada de roupas que se acumulava sobre as gavetas. Cara, eu odiava as intervenções da Marina. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Por mais que funcionem, quase sempre&lt;/i&gt;. Na época em que namorávamos, ela costumava invadir a minha casa contra a minha vontade, no meio da tarde, e “salvar” o nosso relacionamento das nossas muitas (muitas!) brigas. Era sempre assim, uma hora ou outra, eu cedia. Naquela noite – e nos últimos dias –, contanto, eu não estava com saco para aquela ceninha toda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Tem alguma coisa aqui que esteja passada?! – disse, falando sozinha, enquanto mexia no bolo de tecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Eu não... meu, eu não vou pra lugar nenhum – me joguei na cama, aí me virei para cima, encarando o teto – tô cansada pra caralho, mano, trabalhei a semana toda... Cara, eu não queria nem que você viesse pra começo de conversa! Você que ficou insistindo, porra, eu...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah... você vai, sim! – ela me interrompeu, indignada – É sexta-feira, eu já vim até aqui e...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Má, por favor... – choraminguei, passando as mãos no rosto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O que você acha desta? – ela me ignorou, mostrando uma blusinha semi-decotada que só mesmo a Marina poderia ter escolhido dentre todas as dezenas de opções melhores do meu armário; então, eu sentei na cama para esclarecer aquilo de vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Me escuta, meu, na boa: eu não vou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Você não tem escolha... – continuou, começando a me irritar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Marina, é sério, eu não quero.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Eu não estou perguntando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Má... – disse, mais controlada – ...pára.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não tem discussão! Você vai...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Marina, caralho, eu não quero ir! Não quero sair, porra, não entendeu ainda?! – comecei a dar chilique – Me deixa, cara, que saco!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_E qual é a alternativa, hein?! – ela me encarou, agora incomodada – Você ficar aqui sentindo pena de você mesma??&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ninguém está sentindo pena de ninguém... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Ah, não?! – ela levantou a voz – meu, você fica aqui enfiada nessa fossa e... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Quem disse que eu tô na fossa?!? – cortei ela, indignada, aumentando ainda mais o tom da discussão – Eu tô pedindo ajuda por um acaso?! Hein?! Te disse alguma coisa? Vim chorar no seu ouvido?? &lt;br /&gt;_Só porque voc...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Vim?!? – encarei-a de volta, irritada – Não, não vim!! Não vim, Marina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_E precisa, meu?! Faz três semanas que a única coisa que eu escuto é “ah, não tô muito afim...”, “ah, sei lá, fui no estúdio”, “ah, não... já jantei, vou dar uma dormida...”!!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_E você queria que eu falasse o que, porra?!?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Qualquer coisa! Me liga, caramba; conversa, fala como você está, me diz o que está acontecendo, sai um pouco, conhece outras pessoas... daqui a pouco vai fazer um mês e você continua aí, vegetando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_O problema é meu, mano! O que você tem a ver com isso??&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não. O problema é que você fica aí, bancando a machona e dizendo que tá tudo bem, quando eu &lt;u&gt;sei&lt;/u&gt; que, na verdade, não está nada bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Marina, me escuta, cacete: eu... estou... bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Sei... – ela levantou a sobrancelha para mim e eu perdi a calma na mesma hora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Porra, mano! Sério mesmo?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Linda, pelo amor de deus, você não tá bem! – ela se indignou, falando alto – Você acha que isso é vida?! Ficar assim por causa de uma garota que não...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Eu estou bem! Eu... estou... bem! – interrompi-a, mais alto ainda – Quer que eu repita? Eu estou bem! Não tem nada rolando, caralho!!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Você não está bem!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Estou, sim!!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, não está... e você sabe disso! Nossa, você &lt;u&gt;muito&lt;/u&gt; sabe disso!!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Argh, que ódio... mano, eu tô bem!!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Não, meu!!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Marina, porra... que saco!!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_Mas você não está! Você sabe que não está!!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_E você quer que eu diga o que, cacete?!? – gritei com ela, do n
