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abril 21, 2013

3 Songs – pt. 3

Pardon me, but wasn't that your heart?
That I felt, on the bed? In the bed? In between the sheets?
I might have been confused – by all the sweat,
There was a lot of sweat!
(The Blow)


O silêncio daquele apartamento – iluminado pelo sol das quase nove da manhã – era reconfortante. Eu meio que dormia no sofá da sala, largada com as pernas de qualquer jeito e deitada na mesma roupa que chegara, vinte minutos antes. O Du subiu comigo?, me questionei mentalmente, sem ter certeza da resposta. No resto do tempo, à espera, mantinha pensamentos irracionais de sono misturados com álcool; uns sonhos meio lúcidos. Que me perturbavam as tentativas de dormir. E foi numa das vezes em que consegui apagar momentaneamente que a campainha tocou. Por vezes seguidas sem, claro, que eu escutasse.  

_Ei... – senti baterem nos meus All Stars, cruzados sobre o braço do sofá, e abri os olhos, encontrando a Mia ali em pé – ...passa a grana, essa porra é um assalto.
_O... que? – murmurei, confusa e bêbada.
_Sua porta estava destrancada – ela riu.
_Foi... de propósito... – me observou falar e sentar, ainda desorientada e com o cabelo amassado.
_Ah, claro.
_Eu queria que você entrasse... – justifiquei, meio enrolada na dicção e me apoiando contra o encosto, conforme acendia um baseado que estava na mesa de centro – ...sabe, assim de surpresa.

Ela assistiu enquanto eu tentava acertar a chama do isqueiro na ponta. Achando graça na minha falta de sucesso. Tinha agora amarrotado o vestido verde escuro, os seus fios castanhos – e desalinhados – do cabelo denunciavam as horas não dormidas. Se aproximou e puxou o fino dos meus lábios – “seu corpo não tá pedindo arrego, não, ô Amy?”. Eu a olhei sem paciência e mandei que me devolvesse, o que ela ignorou por completo. Antes que eu pudesse contestar – com um resmungo bêbado qualquer –, a Mia caminhou sorrateira para o corredor. Dei-me conta segundos depois. Passei então por cima do encosto do sofá e a alcancei na metade do caminho. Um metro antes do meu quarto. Segurei-a contra a parede, as mãos atraídas para a sua cintura naquele vestido soltinho, delicioso.

_Me devolve... – ordenei e ela balançou a cabeça em resposta, sorrindo; eu respirava a dois centímetros dela – ...você vai ter que me ocupar então.

Tão logo eu o disse, a sua boca invadiu a minha, me puxando pela camiseta. Beijei-a de volta. Com toda a embriaguez e o descontrole em mim. Num longo e intenso pressionar contra a parede. Caralho – aquilo me enlouquecia. Nem quatro minutos depois e ela mesma tirava a roupa no meu quarto, a porta devidamente fechada. Foram-se os tempos em que eu precisava te enrolar por meses para ver este pano sair. As minhas mãos arrancaram a minha camiseta com pressa, puxando o seu corpo descoberto para perto do meu. Subindo-a no meu colo. Beijava-a incessantemente, segurando-a. E a coloquei na minha cama, sob mim. Sobre mim. Entre mim. Em todas as posições, numa imprestável coreografia aperfeiçoada nas semanas que se antecederam. As suas idas ao apartamento tornaram-se recorrentes. A longo prazo, todavia, aquele movimento todo me fervia o álcool que ainda restava na cabeça. E tornava-me incoerente, impulsiva.

_Volta para cá, inferno... – ela miava do colchão uma hora e pouco depois, nua.

E eu a ignorava, vasculhando as minhas coisas, também sem um traço de roupa no corpo. Estava em pé frente à prateleira que ficava sobre o computador. Bagunçando tudo, promovendo o caos. Até encontrar o maldito livro do Benedetti, propositalmente escondido dos meus olhos amargurados nos últimos dias. Sentei desnuda sobre a escrivaninha e cruzei as pernas, abrindo na página 79 – numa empolgação quase juvenil e alcoolizada. Porque te tengo y no, eu li, porque te pienso. E ela estranhou. Mas pôs-se a me escutar, sorrindo para o meu péssimo espanhol. Recitei sem remorso – afinal, o que tinha a perder a esta altura?. Não era como se eu estivesse lá muito sóbria, também. E pulei da mesa entre os versos. Subindo descalça pelo colchão, mantendo-me em pé; encostada contra a parede.

Porque eres linda, proclamei, desde el pie hasta el alma. Rimos. E ela me puxou as pernas – querendo que me juntasse a ela ali embaixo. Eu me entretia com a sua vontade de me beijar. Corazón coraza, segui lendo, em tom shakespeariano. Como se o inventasse para ela, o poema. E a Mia se enfadou da minha resistência, se ergueu também sobre o colchão, pondo-se ao meu lado. Senti a sua pele morna tocar o meu corpo já frio de tanto tempo fora da cama. Ela me beijou o pescoço. E foi beijando, convincente. Até que a interrompi. “Escuta”, fiz com que me olhasse; o livro permanecia aberto entre os meus dedos. “Hum” – ela riu, cruzando os braços. Nos divertíamos, leves. E eu disse: Porque eres mía, porque no eres mía. Porque te miro; continuei e a Mia sorriu. Antes que terminasse, levou as mãos ao meu rosto e me beijou com carinho. Do tipo que eu não lembrava jamais ter tido dela. Um carinho difícil de ignorar.

Larguei o livro por um instante e a segurei de volta, afundando os meus dedos no seu cabelo. E a trazendo para perto. Numa fome que me surgia de repente, de dentro das veias. Um pulsar filho-da-puta – e violento – por aquela garota. Caímos mais uma vez na cama, ajoelhadas no colchão. E atracadas em amassos, inebriando-nos. Eu percorria as minhas mãos, os dentes pelos seus seios, pelas suas costas; e a segurava pelas coxas, tornava a beijá-la com força. Os meus dedos a consumiram até um rápido orgasmo. O terceiro então. E tornei a alcançar o livro, tão logo nos deitamos.

Na minha cabeça, precisava terminar.

Folheei as páginas, bêbada, até encontrar onde tinha parado. Ah, sim: Porque tú siempre existes dondequiera, retomei. Quase sem dar-me conta de onde estava, com quem estava. Falava a esmo, tagarelava. Prestes a ser tomada por uma realidade relapsa. A Mia ainda recuperava o ar, me ouvindo ofegante e observando. Sentia necessidade embriagada de lhe dizer aquelas palavras. De lhe garantir, agora com certa seriedade: pero existes mejor donde te quiero. Ela fechou os lábios. Respirava de repente apenas pelo nariz, forçando uma quietude no cômodo que ocupávamos. E me fitando, inquieta. Tengo que amarte amor, tengo que amarte. O clima começou a mudar.

Eu lia em voz alta e ela parecia imergir nas minhas palavras. Senti os seus olhos acompanhar as linhas comigo, deitada ao meu lado e um pouco distante do livro. De repente estava tudo mais quieto. Merda. Aquela era a última estrofe, a que me fizera comprar o livro. Aunque esta herida duela como dos. Y aunque te busque – y no te encuentre, meus lábios admitiram, agora lendo com receio. E percebi as suas pupilas sobre mim, não mais atentas à página. Ela me sentia hesitar. Até terminar o poema. Chega. Fechei o livro, logo em seguida. E sentei na cama sem a encarar de volta, o colocando na mesa de cabeceira. Que ideia. Respirei fundo. E me virei então, tentando deixar de lado a atmosfera que se instaurara indesejada.

Me curvei sobre a Mia e beijei a sua pele. Fui me afundando. Num erro recorrente. E de repente, o seu gosto já não era o mesmo de minutos antes. A senti retrair – e então se entregar completamente. Numa estranha confiança e hesitação nas minhas mãos. Beijei cada centímetro das suas pernas, das suas curvas tatuadas. Mas sentia os meus movimentos pesarem. E por um instante apoiei a cabeça sobre o seu abdômen, procurando recuperar a sanidade. Suspirei. Porcaria. O foco pareceu escorregar entre os meus dedos. O meu coração não aguenta mais – e eu sabia. Num momento de lucidez eu soube. E não consegui continuar.

Ela também sabia. Eu estava exausta. Completamente exaurida. Dos meus erros, da forma como vivia a minha vida. De não tê-la. E de nunca ter realmente ninguém. Por culpa minha ou dos outros. Por circunstâncias. O meu coração desgastara-se. E destruí as pessoas que eu amava pelo caminho. Não faz isto agora, implorei mentalmente a mim mesma, sabendo que a bebida e o contexto me induziam, não entra nesta brisa. O sentimento era desconcertante. A Mia sabia que cada linha fora intencionada – e, porra, não eram as melhores linhas para se dedicar a alguém. Por mais bonitas que fossem, eram também dilacerantes. Por que eu fui ler? Senti toda a bebida e fúria e maconha daquela noite pesarem de uma só vez no meu corpo. E deitei ao seu lado, destroçada. Rendida à minha falta de escrúpulos.

Você está bem?”, ela perguntou, preocupada. E me abraçou pelas costas, sem entender plenamente. Não”. As suas mãos me tocaram a costela, acariciando o meu ombro e decorrer do braço. Segurou enfim a minha mão. E eu entendi. Que aquilo não era pra sempre. Que íamos dormir e íamos acordar e que nada mudaria. E que toda vez que ela me deixasse por ele, de novo e de novo, eu me machucaria. Não importava o combinado. E eu, também, machucaria os outros. Como já machucara, por tempo demais. “Fica comigo”, eu lhe pedi então, num egoísmo deliberado, “por favor”. Como se a bebida me desse desculpa para agir daquela forma, para ignorar que na manhã seguinte o romantismo iria embora. E sobraríamos. Só... fica, Mia”. 

58 comentários:

Anônimo disse...

Me deu pena da fm no final, qria abraçar ela =((( acho q esse "caso" com a mia enquanto fm tava com a clara mudou o relacionamento delas, foi a primeira lance q elas iveram por mais tempo. A mia ta agindo diferente. Elas tao diferentes. Eh bonito de acompanha....

Anônimo disse...

não estava preparada para ler isto... *-* #teamMia

Anônimo disse...

Mel, meeeu deus, parabéns demais!! Não sei como consegue causar tantos sentimentos pra quem tá lendo em um post só, uau!
E "Fica Mia" ;/

Anônimo disse...

É absurdamente incrível poder acompanhar essa história. Ver esse amadurecimento da FM ao longo dos anos dissecado de maneira tão verdadeira e visceral que até me emociona por identificação.
Nunca será suficiente te agradecer, escritora.

Anônimo disse...

Aaaaah, meu Deus, mas que post lindo!
Vamos lá Mia, tá na hora de tomar uma atitude a valer.
"Fica comigo por favor.
Só...fica, Mia".
Owwwwwwnnn!
O melhor post dos últimos tempos, sério! Parabéns Mel.

Anônimo disse...

Esse post é a cara de "and darling" da Tegan and Sara

Anônimo disse...

prefiro a fm bebada assim do que na furia. que nao fique sobria nunca dps desse :}

Aléxia Carneiro disse...

Mel, tá perdoada!

Sabrina disse...

Fica Mia :'(

Carol Spenser disse...

Elas ficam tão lindas juntas :'(

Anônimo disse...

QUE COISA MAIS LINDA DO MUNDO!
Fiiiiiiiiiiiiica Mia! ♥

Giovana Turioni disse...

c-a-r-a-l-h-o.

Anônimo disse...

Ficaaaaaa :( ai mds, tô vivendo isso

Amanda disse...

Foi LINDO esse post! Que onda linda de consciência na FM, meu Deus! Tem que dar mais desses porres doentios pra essa mulher ver se consegue resolver essa mente, viu? Lindo ela declamando o poema, linda a descrição, lindo tudo.

carina disse...

a história está longe de se resolver, pelo o que vejo. não sei se acho isso bom ou ruim.

post incrível, como sempre. mas previsível e parecido com vários outros em que a Mia aparece e fica nisso de ''fica comigo mia'' e ela não fica, e FM arruma alguma outra garota pra comer e esquecer por um tempo e depois começa tudo de novo com a Mia e assim sucessivamente.

um pouco desnecessário tantas idas e vindas, entre outras coisas que aumentam a história mas não fazem diferença nela. partes que se por exemplo o blog virar uma série, não irão entrar no roteiro. chegou num ponto d'eu não entender o objetivo da história, não sei se é FM ficar com a Mia sem se foder com o Fer, ou ficar com a Clara sem se foder com a Mia, ou com alguma outra sem se foder com Clara e Mia. ou pode não ser nada disso e estou mesmo bem perdida.

enfim, a história é bem bacana e você escreve muito bem, Mel. só cuidado pra história não se perder mais, e que o próximo post me surpreenda pra eu continuar lendo com o mesmo entusiasmo de antes.

Anônimo disse...

Cara, quase chorei aqui... Sério! Vc escreveu como eu me sinto, Mel. Coração desgastado. É foda ter momentos tão bons com a garota que se gosta e saber que não é suficiente. Saber que no dia seguinte, provavelmente, é nos braços dele que ela vai estar. =(

P.S. Amando cada vez mais esse blog. <3

Anônimo disse...

Carina, vc nao consegue ver a evolução das personagens? Pra mim é nitido! Eu acho que esta vinda foi totalmete diferente!! (ou vai ser )

Anônimo disse...

"(...)Tengo que amarte amor
Tengo que amarte
Aunque esta herida duela como dos
Aunque te busque y no te encuentre
Y aunque
La noche pase y yo te tenga
Y no.”
Puxa, concordo que neste ponto da história houve uma evolução, sem dúvida. Da FM, claro, mas acho que também da Mia.
Só não queria que fosse o fim, mas se for pelo bem delas eu aguento, né? rsrs
Parabéns e obrigada pelo lindíssimo post, Mel!
#TeamMia

Ariana Queiroz disse...

Acho que cada linha da história faz diferença pro contexto. Um escritor não inclui uma linha ou vírgula que não façam diferença, embora nem sempre os leitores sejam capazes de ver ou até compreender. A Mel escreve e constrói, desconstrói, remonta os personagens como figuras humanas, porque é exatamente assim que somos: mutantes. Nos entregamos aos momentos, aos sentimentos, nos deixamos agir por impulso, até mesmo o ser mais racional deixa-se agir por impulso. Não controlamos a adrenalina, ou a dor, ou a mágoa, ou a felicidade. Existem sentimentos tão puros e verdadeiros que não podem ser escondidos em uma máscara de normalidade. Existem dias que estampamos cada cm³ de feeling em nossos corpos e expressões. O que a Mel faz é dar profundidade a isso. Se a história virasse uma série e não tivesse todas as cenas de idas e vindas da Mia e da FM é porque séries nem sempre tem o que é importante, existe uma mídia de interesse por trás, assim como existe em publicas livros e é por isso que o blog tem um contexto tão legal, porque não tem obrigação de servir a mídia, não tem que vender ou dar público obrigatoriamente é algo que aconteceu por consequencia de uma boa ideia, unida de diversos fatores como um bom português, um vocabulário próximo ao utilizado, por se tratar de um contexto pouco abordado na nossa literatura.
Bom, voltando ao post de hoje, mas que conturbação, hein, FM? Santo Deus, (eu ia colocar em espanhol, mas ahh, hahaha) menina, não dá pra viver uma vida mais calma não? Bom, sinceramente, diante de tantos #TeamMia aí nos comentários, preciso dizer que eu gostaria mesmo que essa tomada de consciência da Fm se mantivesse, assim como eu gostaria que a Mia amadurecesse um pouco, porque embora ela tenha crescido muito no lado de querer o que quer e ser destemida nesse ponto, o que não ocorria no começo, mas, mesmo que ela diga pra FM que é um problema dela o Fer e tals, isso é mentira, é mentira porque o Fer é um problema de ambas. Eu sempre fui e sempre vou ser #TeamClara, ou #TeamMarina ou #TeamPatti, o que seja, mas a Mia, a Mia não. A Mia é sufocante, é dilacerador, é de arrancar os olhos da cara. E isso pode ser lírico de se sentir, mas, viver na pele, não, acho que no fim, todos queremos relacionamentos quentes, mas estáveis, aconchegantes, companheiros. Queremos liberdade. A Mia é prisão.

Flavs disse...

Volta Clara :((((((((

Anônimo disse...

Sério, eu concordo com a Carina ai de cima. É emocionante e tal, mas é verdade tb que o suposto amadurecimento parece durar umas ínfimas 2 postagens para voltar a mesma situação "tô sofrendo e vou fazer os outros sofrerem tb" entre FM e a Mia e mais um terceiro. Sei lá, tb espero estar errada e que a empolgação em ler tb volte. Afinal eu acompanho o blog há tanto tempo, acho que mais de 2 anos, sei lá.

Anônimo disse...

Um dos melhores até agora, tipo UAL

Anônimo disse...

Ariana, fez uma excelente análise do blog, mas porque #teamqqalquerumamenosMia? rsrsrs
Sério, infelizmente a gente não escolhe racionalmente por quem se apaixonar...às vezes não adianta, é aquela pessoa com todos os problemas, encrencas, dificuldades que nos faz bem, nos completa e por quem nosso coração bate infinitamente. Enquanto ao lado tem aquela fofa, descomplicada mas que...não é a "certa". Brabo...
Sou #teamMia, mas concordo que o Fer é um MEGA problema das duas, e não adianta ir empurrando com a barriga como elas estão fazendo até agora. Aguardando ansiosamente os próximos posts.
Parabéns Mel. bjo!

Anônimo disse...

Um dos melhores posts sem sombra de dúvidas. E acho que um dos meus preferidos.

Por mais que a Mia seja Mia (o que pra mim já é um jeito de ser hehe), acho sensacional a forma como ela, querendo ou não, desarma a FM, faz com que a FM baixe a guarda mesmo em momentos vulneráveis como esse que ela tá. Ao meu ver, acho que tá chegando na parte da história que eu mais esperei: a parte que a Mia começa a amadurecer o que ela sente pela FM e, aos poucos (like Mia), vai começando a existir a possibilidade de ficar com ela. Por questões mais decididas, eu seria Team Clara ou Team Patti, mas, cara, na boa, pra FM a Mia é a Mia. E eu também acho engraçado que todo mundo julga a Mia sem lembrar que a FM procurou por tudo isso. Tá que a Mia também não ajuda, mas é injusto pesar a balança só pra um lado. É por essas e outras que no final das contas eu acho que elas se merecem (num sentido bom) e devem ficar juntas. <3

Anônimo disse...

Eu acho que é chegada a hora dessa historia ter uma definição, senão fica tudo repetitivo demais. FM pede, Mia não fica, o ciclo recomeça, bla, bla,bla, a historia acaba caindo de nível...acho que para continuar bom precisamos de fechamentos e recomeços.
Minha opinião com todo o respeito.
Beijos, Marília

Anônimo disse...

Concordo em parte com ambas as (grandes) análises do blog que fizeram aí em cima. Vejo muitas verdades nos cometários. Mas concordo que principalmente já deu, né? Chega da mesma história. Hahaha... Mas a Mel comentou no grupo do fb que essa seria uma série de 3 post até um especial, certo? Acho q dessa vez as coisas serão diferentes. Se não forem, eu assumo, não vou parar de ler o blog. Mas será bem brochante.

Anônimo disse...

só queria comentar que, nesse momento, o blog tem 700.459 acessos! =O

( the girl fucking Mia ) disse...

Meninas ♥

Obrigada pelos comentários. Amo, amo quando vocês se dispõem a gastar seu tempo para deixar comentários longos, para analisar o blog e dizer o que pensam. Mesmo que não sejam insatisfações ou críticas. Vou tentar responder com a minha perspectiva :)

PREPAREM-SE, VAI SER IMENSO!

Eu sei que muito do blog é previsível. Outras pessoas já me criticaram por insistir nisto (u'r not alone!) e por mais que eu me corroa quando surgem críticas e queira atender todo mundo - porque, na boa, não sei lidar hahahaha -, eu não acredito que vivemos apenas do que é possível. Vivemos do que é provável. E quando comecei o blog, a minha pretensão era que ele fosse real. E neste ponto eu concordo com a Ariana, acho que cada linha faz diferença. Eu sinto muito mais tesão em conversas e nos caminhos da mente humana do que em fatos - e a esta altura vocês já devem ter percebido isto (zzzzzzzzzzz... #todasdormem). Uma vez disse a uma amiga que queria começar um novo gênero de escrita (e acho que a plataforma de blogs permite isto, como um diário infindável), que seria uma espécie de "ultra-realismo".

Eu não acho que a história tenha um propósito final - e talvez esteja aqui o seu incômodo, porque comparando a séries fica evidente. Claro que vai ter um final, como toda história, mas não escrevo pensando nisto. Penso no momento agora. Eu gosto de permear o cotidiano e a mente da F.M., o processo de escrita não é leviano. Eu NUNCA publico nada que eu não tenha revisto mil vezes mentalmente para ter certeza de que é isto, isto mesmo, que a F.M. ou qualquer um dos personagens faria.

Claro que, por cima, de fato são idas e vindas infindáveis. Eu entendo isto. E sei o quão irritante pode ser - E É PRA SER! Porque eu quero que as pessoas se frustrem TANTO com a FM quanto se frustrariam com uma amiga que continua cometendo, a cada dois ou três meses, o mesmo erro e se afundando por anos em um relacionamento de merda. A FM é real. E a Mia, para mim, é isto. O FUCKING Mia para mim, mais do que comer ou não a Mia, é o incômodo que a Mia traz. É o "oh não, maldita Mia!". É o não conseguir se livrar.

Claro que existem pessoas que mandariam a Mia pastar nos primeiros quatro meses. E me incomoda tanto pessoas assim, quanto histórias assim (quando comecei o blog, eu queria que NADA fosse pre-destinado). Porque não acho que a maioria das pessoas é decidida. Acho que mesmo quando mostramos nossas decisões, ainda somos assombrados constantemente por curiosidade, por egoísmo, por tesão recorrente, por autocrítica. E vendo de uma perspectiva ultra-realista mesmo, isto é talvez o que eu mais admiro na F.M. como personagem. Porque ela não consegue não viver cada uma das suas emoções e intenções. Ela sofre o tempo todo e enlouquece o tempo todo e não se contenta a viver só uma das coisas que quer. Ela vai viver todas elas, ao mesmo tempo, e se trombar de novo e de novo e de novo pelos mesmos motivos até "aprender".

E será que algum dia aprendemos? Eu realmente acho que não e escrever o blog me trouxe a possibilidade de estar em contato com meninas do Brasil inteiro, que me trazem seus pensamentos e problemas e cada vez mais eu tenho certeza de que somos todas constantes processos.

( the girl fucking Mia ) disse...

(CONTINUANDO...)

Parte do que é previsível na F.M. reflete quem ela é. E isto vai além de mera personalidade, isto é também a forma como ela lida com as coisas (sair e comer todo mundo é uma delas, sair e encher a cara até esquecer a própria merda é outra, se odiar viciously na cozinha e se enfiar propositalmente na fosse é outra). Eu particularmente compartilho da terceira. E das outras duas já compartilhei em outros momentos da minha vida. Não acho que o jeito como encaramos as coisas - a nossa moral, os nossos medos - mudem com tanta facilidade. Eles são recorrentes. E é aí que o ultra-realismo se torna um porre (e sinto muito). Mas ela vai ensaiar "amadurecimentos" e voltar atrás mil vezes antes de realmente conseguir se livrar da pessoa que é hoje. Isto é muito visceral. Para todos nós, não é um processo simples, e a F.M. é assim.

Este comentário já tá enorme e eu vou fazer um seguinte com minha visão sobre a trajetória da F.M., caso interesse alguém a ler e já que isto está sendo discutido aqui.

Acho que faz parte de ter um blog você soltar sua história e a abrir para interpretações particulares dos outros, que podem não ter nada a ver com a sua (a minha vem a seguir!). Sinto muito, de verdade, pelos momentos de tédio absoluto e de raiva da FM, da Clara, da Mia. HAHAHA. As pessoas não são simples! Nem legais o tempo todo. Eu tento mostrar que todos somos apaixonantes e burros e irritantes e incríveis, espero. E soube desde o começo que ia irritar muita gente, que muita gente pararia de ler. Mas cara, escrever sobre cada vírgula no pensamento ou cotidiano de alguém é o meu tesão. A F.M. é meu tesão máximo! <3

TENDO DITO ISTO, JÁ ADIANTO QUE: EU REALMENTE ACHO QUE VOCÊS VÃO GOSTAR DO PRÓXIMO POST! :)

( the girl fucking Mia ) disse...

TRAJETÓRIA DO F.M. – MINHA PERSPECTIVA 1 ♥

A meu ver (ainda estão lendo? não dormiram? hehehehe), a F.M. está num momento que nunca esteve. Ela está sozinha, de verdade, pela primeira vez. O Fer a “deixou”, a Clara a deixou e ela perdeu em si mesma (principalmente nos últimos meses) o que antes lhe tornava suficiente simplesmente se entreter com 10 outras garotas e baladas. Não sei se deu para acompanhar esta transformação. Por mais que tenham sido idas e vindas, elas representaram momentos completamente diferentes.

Ok, talvez eu seja um pouco obcecada demais com nuances (perdão!), mas eu sinto que no começo, a F.M. sofria com medo da reação da Mia e principalmente com como isto afetaria sua relação com o Fernando (sofria moralmente). Ao mesmo tempo, sofria por não saber se era interesse nela ou apenas curiosidade em gostar de meninas, no geral. Isto não ficou claro no começo. Então ela também não admitia, nem se desapegava da vida bandida. Quando elas passaram desta primeira fase de beija-depois-some-e-aí-se-tromba-na-cozinha, em que tudo era tateado com muito cuidado e os limites eram testados; elas tiveram uma fase gostosa em que tanto a F.M., quanto a Mia, se envolveram de forma quase despreocupada e aliviaram toda a tensão do início em tardes bobas e descompromissadas (foi a época em que ela foi na casa da Mia, que viram o filme juntas, o aniversário etc.). Foi quando Mia e Fer brigaram pela primeira vez.

Nisto, a Mia recuou com a F.M., porque ainda gostava muito do Fer e a F.M. era coisa nova, coisa insegura – nesta época, por mais que pesasse para a F.M., ela ainda saía com pessoas que gostava, a Dani foi uma delas e ela ainda via prazer em momentos longe da Mia. A briga forçou a F.M. para longe de uma Mia indecisa e a F.M. ficou rancorosa, forçou apaga-la e foi a fase mais depressiva, em que ela comia gente que não conhecia (lembram da ruiva?), magoou a Marina, se afundou sem saber bem o que fazia da própria vida. Isto durou algum tempo, até que a F.M. se deu conta de que não era mais suficiente. Ela ainda tinha um grande amor inacabado dentro dela, ela não era a mesma garota desapegada do início de todo o rolo.

( the girl fucking Mia ) disse...

TRAJETÓRIA DO F.M. – MINHA PERSPECTIVA 2 ♥

A F.M. começou aos poucos a se endireitar, mudou de emprego, se tornou dedicada, foi atrás da Marina, consertou as coisas, tentou relacionamentos mais apegados. Foi a fase da Patti, seguida pela Clara. A F.M. precisava de um relacionamento. Ela tinha MUITA carência e não-correspondência acumulada, isto a consumiu e foi o que impulsionou sua mudança. A Mia ainda era causa disto, indiretamente. E aos poucos, também voltou para a vida do Fer e consequentemente para a da F.M., lembram? A F.M. estava numa fase de tentar (pelo menos) se preencher com a mesma intensidade só que com outra pessoa, então a volta da Mia a irritava. A Mia era o lembrete de porquê não conseguia, a Mia era sempre a Mia e inevitável e ao mesmo tempo ela também sentia muita raiva dela não a ter escolhido.

Já a Mia sentia falta da F.M., ela teve tempo para digerir todo o rolo e começou a procurá-la. Elas começaram a se trombar. Tinha muita coisa não-dita, foi a época em que cada telefonema era um barraco e também quando rolou a comida violenta no banheiro, que gerou toda discussão entre elas depois. Quando enfim tiraram tudo do peito, aos berros uma para a outra, veio a calmaria. Veio um recomeço de quem já se conhece, sabe? Foi o post do desafio na festa, do Norwegian Wood (Beatles!). O que coincidiu com a evolução do relacionamento com a Clara e com a saída do Fer do apartamento, o que agrega certo peso à situação.

Não ter o Fer abre um buraco imenso no cotidiano da F.M. e um peso moral ainda maior, porque a lembra constantemente de como ela ama ele e sente sua falta. Mas para a Mia, isto é um alívio, porque ela não está mais entre os dois, eles estão separados e a situação estar mais leve para a Mia a torna mais confiante. Ela muda com a F.M., a Clara já estava mudando também. E a F.M. ficou dividida (foi a fase mais recente do namoro incrível com a Clara e caso paralelo com a Mia).

Sem a Clara, agora entramos em outra situação, em que a F.M. se vê completamente sozinha. Sem a Clara, nem o Fer e, de certa forma, nem a Mia. Ela já está estável no trabalho, sua cabeça não fica lá; ela já não sai como saía há tempos, também não se distrai com outras garotas. Então é realmente um momento de reflexão, de introspecção. Ela está sozinha e tendo que enfrentar sem distrações ou urgências quem ela é. E tudo isto aconteceu, lá trás, entendem?

Eu gosto disto. E espero que também estejam gostando, apesar das idas e vindas e do meu tagarelismo. Mal posso esperar para vocês saberem qual vai ser o próximo caos ou o próximo tesão :)

Anônimo disse...

Só eu que acho q a Mel explica as coisas como se tivesse dando uma entrevista? HAHAHAHAHA <3

( the girl fucking Mia ) disse...

Ai, gente, sou jornalista. Eu FALO assim até na cama, HAHAHAHAHA!

Anônimo disse...

Ah, explicação jornalística ou não, A-DO-REI ;)
Obrigada pela entrevista, Mel!
Esperando o proximo post e torcendo pela Mia rsrs

@whoisbea disse...

Deveria ter um botão de "curtir" no comentários, só acho.

Anônimo disse...

Depois de ler o post e estas análises me peguei pensando num dos meus filmes preferidos, Vicky Cristina Barcelona, naquela linha:
'Só o amor incompleto pode ser romântico'.
É difícil ficar supondo a respeito de sentimentos, mas será que se elas tivessem se conhecido em outro momento (i.e. sem Fer na história), aquele misto de tesão latente e curiosidade teria se tornado todo esse furacão de emoções?
A meu ver, cada pequeno nuance tempera a história e ajuda a refletir e entender um pouco sobre a natureza humana e fugaz dos sentimentos. Não seria mais 'racional' se pudéssemos escolher quem nos provoca faíscas? Quanto de dor e sofrimento um sentimento suporta?
O ponto alto da análise pra mim foi "e cada vez mais eu tenho certeza de que somos todas constantes processos.". Lindo.

Bárbara Leão disse...

Justamente, sinto o q a Mel falou no primeiro supeer comentário dela, qie qunando eu leio posts como o de hoje fico tipo: PUTA QUE PARIU! QUE MERDA! MIA DE NOVO!
Eu acho q ela, a fm, precisa dessa solidão pra amadurecer. To com pena não!
Só to com saudade da Clara!

Ps: li tudo pq estudo jornalismo e nós falamos tanto quanto lemos! ;)

Ianca' disse...

Foi o primeiro post que eu chorei de verdade.

Gabi disse...

tenho muita dificuldade para me lembrar de tudo que já aconteceu na história depois de 3 anos acompanhando o blog (memória de passarinho), então, com esses comentários da Mel, o que tenho a dizer é:

Muito obrigada pela recapitulação, Mel!
Sua analise vai me servir como guia toda vez que eu estiver meio perdida ;)

Anônimo disse...

Que beleza, Mel. Agora faça a Mia ter uma atitude sensata e a fazer o que eu e creio que muitas aqui querem.. finalmente ficar com a FM p/ valer e não apenas fodas e depois tchau.

Anônimo disse...

*oooo* amando, mel

Giovana Turioni disse...

Se ela ficar com a Mia a história meio que fica na reta final e eu acredito que ninguém aqui quer isso... Me identifico com a FM, sou inconsistente como ela <3

Anônimo disse...

Mel, fugindo do tema, esclarece uma dúvida minha: o que você tem contra o pronome "isso"? Hahahahaha. Ou tipo, só rola um fetiche mt forte pelo "isto" msm, quase um TOC? HAHAHAHA. =)

Anônimo disse...

Huuum...Mia ficando com FM encaminha pro fim, mas não assiiiiim fim imediato, porque tem muito rolo pra resolver. O Fer sendo principal deles, mas a Mia se assumindo também não vai ser tão "simples"...
Agora, que seria ótimo ver as duas juntas pelos próximos posts, aaah, seria ;)

( the girl fucking Mia ) disse...

Anônimo (das 20:33), hahahaha não acredito que ALGUÉM reparou! Eu sou meio obcecada com gramática e admito que abuso do circunstancial no caso do "isto"/"nisto". Eu acho que é uma forma mais direta de falar, você se apropria do assunto e o torna próximo, relevante.

Começou mais como uma implicância, na real, porque a maioria das pessoas só usa "isso" para lá e para cá (e acaba usando errado, o tempo todo).

Anônimo disse...

Po, como não reparar? hahaha Reparei desde os primeiros posts, e não só aqui no blog, vc tbm comenta assim no grupo, onde supostamente seria algo mais informal.. haha. Mas ja entendi q nao tem nada a ver com formalidade, ou mesmo gramática, é uma questão de estilo. Hahahaha.. Acho peculiar, bem único. De fácil identificação q foi vc de fato que escreveu, ainda q o uso não esteja sempre correto. ;)

Anônimo disse...

NOSSAAAA!!! Nem sei oq dizer depois de um post magnífico e de todos esses comentários..
Para ser breve... A forma de construção do blog nessa perpectiva "ultra-realista" é que me faz ser tão apaixonada por ele... Tem muito blog com histórias começo, meio e fim, e que não abordam esse crescimento dos personagens com tanta clareza e detalhes...
Amo o blog pq me identifico muito... faz parte bater na parede mil vezes antes de conseguir passar por ela...
Mel... parabéns pelo excelente trabalho e obg mesmo dividir tanta inspiração e talento com a gente... Vc não pode imaginar como todo esse caminho de autoconhecimento ajuda na vida de algumas pessoas aqui... ;)
Ahhhhh..... duas pqnas observações...
Ariana Queiroz amei sua análise!
E tb quero o botão curtir para os coments!!
(ANA CURI)

Anônimo disse...

reli mais vezes os comentários do q o post em si. muito amor!

Anônimo disse...

Post muito bom, um dos melhores, sem dúvidas!

E a história pode ser sempre a mesma, porém sempre é diferente! Nota-se claramente a evolução dos personagens. A FM mais séria, a Mia se aceitando (mesmo que mantendo a dúvida sobre quem ama mais), o Fer tendo que morar com os pais novamente, porém mantendo a parceria de sempre com a FM... enfim, vários detalhes que parecem que são os mesmos, porém são totalmente diferentes!

E uma última observação: o blog se chama fucking Mia, é óbvio que ele vai sempre voltar à essa storyline... É óbvio que sem será FM -> Mia -> diversos... e é óbvio que esse casal é o mais fofo ever! :)

E Mel, obrigada pela retrospectiva! :)

Pathy disse...

Cara, o post tá incrível e as descrições dos acontecimentos melhores ainda. lindo, lindo, lindo *----*

Posso tagarelar também?! hahahaha

Eu sou uma daquelas que nesse exato momento está "odiando a Mia", pelo simples fato dela se parecer muito com a minha atual namorada. Eu me sinto a FM com esse tanto de encontros e desencontros e é perturbador saber o quanto essa estória é real,pelo menos pra mim, é como se eu tivesse vendo um filme da minha própria vida. Gente pra chegar onde eu tô hoje com a minha namorada, tive que passar por tudo isso. A Mia é real gente, real demais e fode com qualquer FM u.u

( um dia vou conseguir transcrever tudo o que penso,enquanto não consigo fica aí esse rascunho. HAHAHAHAH ¬¬ )

Anônimo disse...

A Mia me faz ter todos os sentimentos bons e ruins por ela. Me deixa muito confusa. Por a Clara só tenho sentimentos bons. Tô sentindo falta da Clara! TeamClara. ÀsvezesteamMia.:)

Dea disse...

li os últimos posts enquanto almoçava e devo admitir que não me fez bem, rs!

acho que essa é a fase mais pesada da Fernanda Maria. sério, estou me sentindo muito empática por tudo o que ela está vivendo. meu coração está apertado, meu estômago meio revirado... tadinha. e apesar de ter ficado meio frustrada com esse desfecho ("... para ignorar que no dia seguinte o romantismo iria embora. E sobraríamos."), acho que eu sempre soube que seria assim. muita coisa precisava ser diferente pra não ser. até quando conversávamos sobre o blog e eu insistia na Mia, no fundo, eu sabia que não era pra ser. não agora, pelo menos. não com essa FM e essa Mia.

contudo, mesmo me sentindo como eu me senti lendo esses três, confesso: estão entre os meus favoritos. você se superou na quantidade e na qualidade dos detalhes. muito envolvente, muito bem escrito, bonita! muito! (:

e eu não sei se você avisou as meninas no grupo, mas acho que todas deveriam ler a análise psicológica da FM que você fez aqui nos comentários. é super válida pra quem curte um lance mais profundo. amei!

tá, parei!

beijos ;*

Anônimo disse...

Pois é...já li tantas vezes o post que já estou quase decorando rsrs
Concordo com Dea, estes três ultimos estão com certeza entre os melhores de todos! Angustiantes,tensos.
Mas apesar de tudo eu acho que as coisas vão melhorar. Chega uma hora que a opção única é respirar fundo, olhar pra frente e evoluir.
Quem sabe agora...Fm&Mia?
Romântica demais eu? Maybe ;)
Parabens Mel.

Anônimo disse...

sobre uma frase do post: a mia miava do colchão?!?!

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

@livia_skw disse...

Sabe, este é um post bem filha-da-puta, que deixa a gente meio sem jeito, sem lugar, angustiado porque sabe que há verdade atrás de cada palavra. Inteiramente genial.

Concordo plenamente com o comentário da Ariana, lá em cima, e achei a reflexão da Mel simplesmente incrível.

Cara, não tem jeito, o ser humano é assim: burro. Repete cada erro imprestável. Erra por amor, erra por impulso, erra por ter curiosidade pra saber se dessa vez alguma coisa mudou, erra pagando pra ver.

Só que, mesmo que a Mia esteja mais aberta e a FM mais madura, acho que elas não estão no mesmo nível, na mesma frequência.

Talvez a Mia nunca largue o Fer, mesmo amando a FM, por comodismo ou por medo. Talvez a FM nunca mude, e continue ferrando com tudo o que vê pela frente. Talvez esse blog nunca termine, e algumas leitoras descontentes o abandonem, mas a vida é isso.

A história desse blog consegue parecer mais real e crível do que a vida de muita gente de carne e osso.

Anônimo disse...

Mel, obrigada... de verdade.. esse foi sem dúvida, a melhor postagem que já li.. Chorei aqui...

Gabs disse...

Ai que dó da FM gente. ):

Anônimo disse...

Eu amaria - muito mais - sua história se nela não houvessem drogas e/ou bebidas alcoólicas. Desculpe a sinceridade, mas a realidade dos danos e consequências dessas "porcarias" são demasiadamente trágicas.

Grande abraço.
Carla.