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março 06, 2012

Vem.

Naquela noite, ainda que bem acompanhada da Clara, eu não consegui dormir. Algo me mantinha acordada. Fecha os olhos, inferno..., eu me revirava na cama. E por mais que lutasse contra a ideia, sabia que uma parte significativa da minha insônia tinha os dedos da Mia. A sua presença ao meu lado, o teatro no Centro. Encostei cuidadosamente a porta do quarto, saindo para o corredor, buscando silêncio na ponta dos pés. Esquecera o cigarro lá dentro, deixa... tarde demais. Na cozinha, o relógio marcava a proximidade das três da manhã – e seus ponteiros ecoavam sistematicamente os seus tic-e-tacs pelos cômodos vazios. Todos, exceto a minha pessoa, dormiam.

Abri a geladeira e a luz forte me doeu os olhos. A luminosidade daquela madrugada na Frei Caneca havia me dispensado de acender o interruptor, entrando à surdina pelos vitrôs abertos sobre a pia. Caminhara até ali no escuro, apenas eu e os meus pensamentos; no breu. Observei as garrafas colocadas aleatoriamente na porta e os meus olhos pararam numa de rum, semi-cheia, esquecida ali. Tá. Vamos lá..., peguei-a. E voltei à mesa da cozinha, sentindo-a gelar entre os meus dedos durante aquele breve percurso. Com o corpo mole e semi-sonolento, acendi a luz na parede e empurrei a cadeira, sem muita delicadeza.

Me sentei; a garrafa repousada em frente a mim, na mesa. Enchi um copo. A Clara reclamara no quarto aquela noite, incomodada com a atitude da Mia. O primeiro gole já desceu gelado; só para esquentar a minha garganta logo em seguida, indo aos poucos. A minha cabeça ia e vinha nos acontecimentos daquele fim de tarde, das horas anteriores, perturbada. “Toma cuidado. Esta garota só quer tanto sua atenção porque você não é mais dela, meu”, a Clara disse antes de deitarmos e transarmos, ao tirar as calças. E agora sou sua, por um acaso? – a minha mente implicou naquela mesma hora, mas não me pronunciei. Ela tinha razão, eu sabia. E a Mia não.

(...) Não?

A ideia me incomodava, era o que me mantinha acordada – respirei fundo, angustiada. Não queria a Mia de volta (e você realmente acha que alguma vez a teve, trouxa?!). A sua mudança de comportamento, todavia, me cutucava. Me intrigava e de uma forma não muito saudável. Não conseguia agora, insone, tirar o meu pensamento das suas mãos. Do atrevimento silencioso dos seus dedos. Podia senti-los, tão reais, tão amargurantes, na minha pele. Ali mesmo, sozinha, sentada na cozinha. O seu deslizar breve, numa destas memórias sensoriais. Sem intenção ou controle, ah, não faz isto. Mas ainda assim seguiam, o indicador e o ao lado; encostavam na minha mão. Eu escorregava os dedos pelo gelado do copo suado, simultaneamente, sobre a mesa da cozinha. E lembrava das vezes que os dela correram assim por mim, o meu perímetro, os contornos do meu corpo. Nuas, descobertas, as duas no chão frio do banheiro escondido na sua casa. A sensação insólita ia me tomando, lentamente. A sua memória, o seu toque, arrebentando cada centímetro de mim. Não, aquilo não era certo!

O meu peito apertou, doído. Por que, por que eu faço isto?, apoiei os braços na mesa e pressionei as mãos imediatamente arrependidas contra a minha cabeça. Baguncei sem querer o cabelo. Ela nunca lutou por você, me convencia, com rancor; nunca sequer se moveu, nunca. A afastei em pensamento. Nas madrugadas, às vezes, era pior; aquela nostalgia burra e meio impensada do peso dela dentro de mim; do amor que eu lhe tinha me ocupando, sabe, denso e em todo o coração. Nem sempre o seu corpo quer a leveza que conquista, entende? Mas você não, não tem direito, garota. De me tirar isto. O meu copo esvaziava-se, embriagando-me aos poucos. O que me incomodava mesmo, eu acho, era a proporção. Do quanto ela, de fato, tentara naquela noite e o quanto de tudo aquilo era apenas eu quem permitia. É, “permitia” – esta era a palavra –, pois permitia que entrasse de novo. Em mim, parte da culpa era...

Minha, sim.

Ainda que não tivesse movido um milímetro em sua direção naquela noite; não lhe dirigira um olhar, uma palavra. E como poderia? Hum! Agora que já não a quero, agora que não me importa mais; só agora, agora ela acorda. De repente, não tem problema ficar com garotas, não é? Puta merda! Por que, por que eu deixo, meu? Que me afete assim, que se volte a mim, que me venha com as suas confusões, eu já virava o segundo copo, quase terminando. Eu não quero isto, “Mia”. O seu drama, as suas incertezas, as suas idas e vindas com o Fer, a sua babaquice hétero, nada disto, não é mais problema meu. E eu não quero. Não quero mais ter parte nisto e nem nunca quis. Agora – e só agora – que me livrei de você, eu sei. Senti toda a raiva que guardava misturar-se progressivamente com as suas palavras na nossa última discussão, martelando na minha cabeça. Cara... Você nunca, nunca me amou.

Argh, maldita garota, me veio ao pensamento o seu beijo com a fulana vadia da festa, como um refluxo de emoções. E fui tomada por sentimentos de repulsa. Pela Mia, por tudo o que ela fizera ou representara, inferno de menina, na minha vida nos últimos anos. O caos constante. A ideia de uma amizade perdida com o Fer. Ah, só a mera ideia já me embrulhava o estômago, fazia eu me arrepender de cada movimento intencional meu na sua direção. Facilmente. Tudo, cara; tudo a perder e por causa de uma garota. Enchi mais uma vez o copo, começando a perder a conta. Balancei a cabeça, já com ele em mãos, instantes antes de beber – não, não vale a pena. Nunca valeu e nunca vai valer. VOCÊ não vale, nada. Eu precisava reassumir de vez o controle da situação, da minha vida.

Já estava no meu terceiro ou quarto copo, os olhos secos insones. (...) Chega, vai. Já se passavam mais de trinta minutos ali, sentada. Suspirei então, empurrando o último ainda com uns dois dedos restantes – e me levantei, cansada. Desgaste emocional, leve dor de cabeça, não sei. Iria voltar agora aos lençóis que compartilhava com a Clara. Mais uma tentativa de dormir, uma última; o álcool agora talvez ajude. Tomei a garrafa em mãos, já não tão fria quanto antes, e a devolvi à geladeira. Olhei para a porta mais uma vez, parada por algum tempo. Alguns condimentos, uma caixa de leite, uma cebola cortada ao meio, umas latas de cerveja e o rum. Respirei fundo, preciso mesmo parar com isto. Com aquela mania de confusão, aquela dependência de caos interno, ambas recorrentes demais nas minhas madrugadas. Sozinha e sempre, sempre, na cozinha.

É. Preciso parar também com os pensamentos sobre a, a desgraçada da Mia, porra mano, nada disto me fazia bem! – e não faz mesmo, caralho; isto, isto não pode ser saudável. Pois pararia com aquilo, decidi. Apaguei a luz da cozinha, ficando no escuro. Saí para corredor e quase simultaneamente, então, a lâmpada ali se acendeu. Como...? Do outro lado, saindo do quarto e ainda com a mão no interruptor, a Mia se assustou ao me ver parada ali. Como que...? Terminou de fechar a porta, surpresa, em silêncio. Os meus pensamentos demoraram alguns segundos para assimilar, já um tanto bêbada e inconseqüente, que ela estava acordada. E ali. Mas mudei de expressão, cerrando os lábios e com os olhos sérios. 

Ela e os seus grandes, castanhos, me olhavam com a respiração suspensa. As pernas descobertas, num blusão branco e velho emprestado do Fer. Me encarou imóvel, eu a olhei de volta. Todo o meu rancor por ela então me subiu, de repente, de uma só vez, à cabeça. Droga de rum! Os instantes de silêncio se esgotaram tão rápido quanto surgiram – agora não, mano, agora eu não ia segurar. E ela me olhava, filha-da-mãe, como se eu ainda lhe devesse algo, num atrevimento que me irritou sem precedentes – já deu, garota!, perdi a noção. Ah... ela sabe. Sabia que eu estava magoada, sabia que eu sabia, sabia que me tinha feito errado aquela tarde. E ainda assim me olhava, daquele jeito! Não sou eu quem deve algo a alguém aqui, pensei e, rapidamente, abri a boca para vomitar o primeiro pensamento irracional que me surgiu:

_Sabe, eu estava pensando... – ri irônica, agressiva, e dando-lhe a entender a causa da minha insônia – ...que merda deve estar passando pela sua cabeça, agora, para você sair pegando minas.

Ela me olhou, para minha surpresa, sem se abalar. Direta – e não me incomodei, pelo contrário.

_Que é? Está gostando de beijar mulher agora?! – continuei arrogante, e bêbada.
_Você sabe o que é, o que eu quero – retrucou com a mesma ignorância, à altura; irritada pela minha atitude – Aliás, você sabe muito bem.

Comecei a rir, indignada com a resposta.

_Não. Quer saber, não, não sei... – passei as mãos no rosto, puta da vida – ...eu não tenho IDEIA de, de porra nenhuma, Mia. NADA! Nada do que se passa com você, nada nesta merda da sua cabeça! Nada! Não tenho ideia!!
_Tem, sim – retrucou na mesma hora, me olhando mais segura do que a jamais vira.

Ah! Me revoltei, encarando ela de volta, tenho?!, me exaltava. E o quê é?! De repente eu sou interessante, eu valho a pena?! É isto?! A minha respiração pesava, cada vez mais; os meus pensamentos gritavam tão alto a ponto da Mia quase ouvi-los. É assim, de repente "não tem problema", né? De repente você não dá a mínima?! É isto?? De repente não preciso ser só eu a me arriscar?! Não te importa mais o que o mundo pensa?! Não tem problema colocar tudo a perder na frente do Fer, da Clara... numa porra de um teatro... numa festa inteira cheia de gente?! Agora não tem, né?!, caminhei num impulso na sua direção, aí sem pensar. Não, porra?! O meu sangue ferveu, determinada. 

Fui. Por todos os seus nãos, as suas meias palavras e os enigmas constantes. Por toda aquela merda infantil do caralho, os seus erros, os meus. Todos eles. Os acertos insignificantes. Por tudo. Por tudo o quanto eu a quis, desgraçada, e pelo tanto que a queria naquele instante. Pelas suas pernas descobertas naquela porra, merda de corredor; e pelo seu gosto na minha memória. Pelo desgosto também. Pela dor que eu nunca deixei de sentir. E por todas as noites e dias insuportáveis como aquele. Então tá, garota. A empurrei grosseiramente para dentro do banheiro, batendo a porta. Você quer ser lésbica?! Tranquei-nos lá e ela deu alguns passos para trás, inerte. Então vem.

49 comentários:

Julliana disse...

Que ódio da FM vai pegar a Mia novamente,bem que o Fer ou a Clara podia aparecer ...

@livia_skw disse...

MEEEEEEEEU DEEEEUS !
Parada cardíaca! O que que foi esse último parágrafo? É muita emoção pra uma segunda feira!

É isso aí FM, parte pra cima da Mia!

Anônimo disse...

ESPEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERA, O QUE ACABOU DE ACONTECER???????????????? Vou ler de novo. E de novo. E de novo. E de novo. E de novo. E mil vezes, CA-RA-LHOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!! ELAS VÃO SE PEGAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

aDORO quando a fm bebe, rs. Mais ainda quando ela ta brava! Só rende post bom.. pqp XD

Vitoria Regia disse...

AI MEU DEUS, MAIS UMA VEZ ME IDENTIFIQUEI HAHAHAHAHAHA PEGAAA ELA FM ;DDD

Anônimo disse...

O QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE??????????????????? :O

Anônimo disse...

CARALHO MEU, QUE POST FODA!!!

B. disse...

Primeiramente, ameeei a frieza da Clara q mesmo sacando o q tava rolando ainda transou com a FM! adoro!
E agora eu quero ver qual a da Mia, se ela tem coragem!
Acho q a Clara não vai se importar muito com isso, né!? Espero q não, pq já me apeguei a ela e quero ela e essa amizade colorida ever!! hehehe
Aiiin cadê mais???

Anônimo disse...

Gente NAUM!! COMO TEM GENTE FALANDO DA CLARA NUMA HORA DESSAS???? OLHA ESSE ULTIMO PARAGRAFO CACETA!!!!!!!!!!!! Porra! Porra! Porra!

Sensacionaaal Meeeeel!!

Looop disse...

So quero relatar que li o ultimo paragrafo sem respirar. Ahhhh que saudade eu tava da FM e da Mia juntas...

Bru disse...

Digam o que quiserem (adoro tds meninas da FM!) mas os posts das duas juntas são incompaveis ♥ os melhores!

Anônimo disse...

TAQUEOPARIU, exelente post Mel

Concordo, como que alguem consegue pensar na Clara ou no Fer em um hora dessas??

Nossa adoro a FM bebada e adoro elas duas juntas nesse banheiro

TekaSak disse...

:O
tô te boca aberta até agora!
Valeu muito a pena madrugar na ter hj.
#paizinhodoceu vou dormir imaginando o q pode vir no próximo post!!

TekaSak disse...

:O
to de boca aberta até agora!!
#eeeeitapohrra e que venha o próximo post!

b. disse...

VEM. sem mais.

Fran disse...

Quando você pensa que é mais um post de reflexões da FM bêbada.....
chega no final e pá "A empurrei grosseiramente para dentro do banheiro batendo a porta."

mas pilhei no detalhe do "batendo a porta"... Será que teremos pessoas acordadas com o barulho???

Anônimo disse...

Cheguei a conclusão de que várias minas "ht" deveriam ter uma FM por perto, rs.

d. (: disse...

meeeeeeeeeu deus! Puta merda hein, Mel, cê escreve bem demais! esse post se lido ali pelas 4:20 então... dá pra sentir cada sensação rs

adoro seu olhar tão detalhista (:
bjo e continuaaaaa!

Pathy disse...

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.....
Acaba com ela FM!! hehehehe

Sexo is good, very good! u.u

T disse...

ESPEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERA, O QUE ACABOU DE ACONTECER???????????????? Vou ler de novo. E de novo. E de novo. E de novo. E de novo. E mil vezes, CA-RA-LHOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!! ELAS VÃO SE PEGAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! [2]
Só não quero a FM culpando o álcool no dia seguinte. HAHAHAHA
Mel, com toda a certeza, foi um dos melhores posts. Só posso torcer para que você se supere no próximo (que não pode demorar, tá? hahaha).

Monica disse...

kkkkkkkkkkkkkkkk

NOSSAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

entao vem pra caixa...

adorei!

Anônimo disse...

POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRA, QUE DAORA! AGORA SIM, ACHO DIGNO JOGAR A MIA NA PAREDE, SEMPRE FUNCIONA HAHAHAHAHAHAHAHAHHA. Muito bom, mesmo <3.

Lívia B. disse...

Melissa, mandou muiiito bem nesse post, mas os dois ultimos parágrafos tavam do caralho. Parabéns, pô!
Hahaha, torcendo aqui para que elas se peguem, claro! ;DD

Anônimo disse...

Você não me conhece e, provavelmente, nunca conhecerá, mas MUITO, muito obrigada! Por esse Blog, por esse post, por escrever desse jeito. É inútil eu tentar explicar, mas de verdade, Mel (desculpa a intimidade), obrigada.

=)

keep on rocking, girl!

Judy disse...

FM e Mia aaaaaaaah *________* amo elas juntas, amo! AGAAARRA ELA, FM! HAHAH

( the girl fucking Mia ) disse...

HAHAHA adorei. De nada, fofa! ♥

Dea disse...

PEGA ELAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!\o/ cara, eu tou a milhão aqui, hahahahaha!

Fazneime disse...

"Você quer ser lésbica?...Então vem." Fiquei em choque nesse momento, na hora a única coisa que eu pensei foi "EITA PORRA" AUHSAUHSUHASUHAUSH'

Amanda disse...

CARAAAAAAAAAAALHO CARALHO puta que pariu.Deuzajudaa! O que foi isso? Quero tomar rum e depois ter uma aparição dessa só de blusa no meu apartamento, viu? Ponhan.
P R Ó X I M O P O S T, tenha dó das suas leitoras.
Sei mais nem o que eu quero que aconteça, só sei que preciso ler esse próximo post do banheiro.
Mas, pensando bem, a Patti bem que podia ressurgir e pegar a Clara...

=*

Ianca' disse...

"Nas madrugadas, às vezes, era pior; aquela nostalgia burra..."
Sofri junto agora, (voltar a ler, tinha que comentar esse trecho)

Ianca' disse...

SEXO SELVAGEM MEEEEEEESMO caralhoooooo!
Tô tremendo, que foda... a última frase, tá martelando, então vem!
aaaaaaaaaaah Tu não vai demorar né Mel? Diz que não, por favor D:

Anônimo disse...

Ai Mel, incrível como você SEMPRE me surpreende! <3

Anônimo disse...

yhaaaa!

Chamou na xinxa, bonito.
E Mia, aproveita. Essa eh a melhor professora que voce pode ter, sem igual.

Eita blog!

Anônimo disse...

Sem comentários... sem palavras... sem ar... kkkkkk... PQP !!!... Beira a perfeição!... a maneira que vc escreve é estupenda !

Raianny disse...

Tive infartos multiplos(?) aqui! O que foi isso? UAU UAU UAU UAU

To vendo a Mel judiando de todo mundo e postando só mês que vem hahah

aaaaaaaaaaaaaaa

Muito show!

Anônimo disse...

Uau! AEE simmmmmmmm!!!

Gabriele disse...

AH MEU DEUS =O EXCELENTE!!esperando loucamente por mais um!vamos ver qual é a da Mia

Anônimo disse...

meeeeeeeu deus!!! Fm e MIa juntas d novo?
To sonhando?
Perfeito mel......
Absolutamente perfeito...

jamile disse...

adoro quando tem essa pegaçao com raiva KKKKKKKKKKKKK AI SIM

Anônimo disse...

Lendo esse último parágrafo senti aquela ansiedade boa de quando se lê um livro imaginando o final, querendo que algo aconteça, mas sem conseguir pular uma palavra, completamente abduzida pela escrita. Demais.

Anônimo disse...

Um dos melhores, sem dúvida.

Gostei muito dessa parte:
"Nas madrugadas, às vezes, era pior; aquela nostalgia burra e meio impensada do peso dela dentro de mim; do amor que eu lhe tinha me ocupando, sabe, denso e em todo o coração. Nem sempre o seu corpo quer a leveza que conquista, entende?"

Mel, parabéns pelo blog e pelo jeito como vc escreve, de verdade.

Juliana Nadu disse...

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!?!?!??!

tipo!?!? como assim!?!?

aiii eu sei o que vai rolar...

se a FM faz um barraco todos e todas ficam sabendo a merda explode no ventilador e ai a historia tende a acabar....

agora vai começar a fase de ficarem as escondidas... hahahhaahah saquei tuuuuuuuuuuuudo Mel!!!

Cris F Santana disse...

Caramba Mel!!
Quando eu acho que não tem mais formas de você me causar ansiedade vem um post desses!! \o//

#TeamMia *--*

c' disse...

Ah adoro esses conflitos da fm, dela com ela msma. São os melhores.

MEEEEEEEEL NÃO MATA A GENTE NAO PELAMOR MEU BEM!

Posta maaaaais.

Bibi disse...

Acho que já li esse post umas 15 vezes, e ainda continuo com vontade de ler mais 10... *-*

Vivi Côrtes disse...

Já devo ter lido esse post umas dez vezes e o último parágrafo sempre me deixa sem reação! Ahsua, concordo com alguns comentários acima:
"Adoro quando a FM bebe." :D
Eu não quero, eu simplesmente PRECISO do próximo post.

Betty Gibbons disse...

Nusssssssssssa... haja coração..

estou vivendo algo semelhante :/

agonia da porra q nunca se resolve..

mel,, vc sempre demais!

Ari Queiroz disse...

Sinceramente? Eu queria socar a Mia, 90% do tempo. GENTE, QUE COISA ESSA MINA. Não queria que a FM ficasse com ela de novo, mano, e a porra da amizade com o Fer? ELA ACABOU DE FALAR/PENSAR QUE NÃO VALE A PENA! ARGGGGGGGGGGGGGGGGGG! Mia desgraçada. Tira o sono de todo mundo.

Karina Oliveira disse...

Essa Mia é uma vadia.