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julho 28, 2010

#FAIL

Duas derrotas depois e eu perdi o meu ânimo. Sapa maldita. E, então, o excesso de bebida e a falta recorrente de dinheiro começaram a ter o efeito contrário em mim... claro. O charme momentâneo da Thaís escapou por entre meus dedos, o barulho no bar começou a aumentar junto com as horas, as cervejas não paravam mais de vir, a minha cabeça já rodava de um jeito desagradável e o que é pior: meu coração começou a ficar sóbrio.

Mia... ah, Mia.

Ô inferno! A questão é que eu não deveria ter beijado ninguém com aquela vontade. Nunca podia fazer nada do gênero, não com tamanha determinação, não sem a desgraçada voltar violentamente aos meus pensamentos e me impedir de dar um passo sequer adiante. Então, sem muita outra escolha, fiquei parada. Parada e emburrada em um canto, sentada numa mesa qualquer, mergulhada no meu mau humor – que nunca realmente me deixava, não por tempo suficiente.

E cada vez que alguém se aproximava – em geral, a Thaís – eu fingia interesse, mentia cansaço e sorria para não dar sinais daquela esquizofrenia romântica recorrente. E o resultado, a longo prazo, foi que eu tive que sair dali. Não podia mais ficar. E, quando não deu mesmo para agüentar mais, inventei qualquer desculpa e me coloquei a caminho de casa.

Alguém deveria me internar, na boa..., eu me revoltava com a minha própria inconstância, conforme atravessava a rua em direção à Frei Caneca. Aquilo era o que eu recebia por ultrapassar os limites de todos os lados possíveis daquela porra de caixa paulistana. Merda. No entanto, no fundo no fundo, eu sabia que ninguém sabe de fato como lidar com os outros ou com seus próprios sentimentos. Estava todo mundo na mesma merda sentimental, confuso. Eu só era, digamos, mais “prática”.

E justamente por não ter meio termo, voltei pra casa – de onde eu sequer deveria ter saído. Passei pela sala, pelo corredor e entrei no quarto... não, não havia ninguém ali, de novo. Sábado à noite, é claro. Eu já havia aprendido a lógica, mas não queria me lembrar. Então, arranquei a roupa, jogando-a no chão, e tomei um banho gelado. A água escorrendo na minha nuca amenizou minha dor de cabeça, o peso nos meus ombros.

De banho tomado e uniforme dos Stooges, por fim, me forcei a dormir. Para acabar logo com aquele dia, que já se prolongava além do que eu queria, numa sucessão de situações desagradáveis. Mais do que isso, eu precisava pegar no sono, para me livrar de mim mesma. Para tirar a Mia ou qualquer garota da minha cabeça. Uma hora isso tem que passar...

4 comentários:

Anônimo disse...

pior que eh assim mesmo.... =/ =/

matt. disse...

Um dia toda essa perturbação vai passar, Devassa. Acalme-se.

matt. disse...

Um dia toda essa perturbação vai passar, Devassa. Acalme-se.

disse...

Isso passa sim, mas infelizmente passa na hora em que nos damos conta de que estamos fazendo papel de boba, esperando e lutando por alguém que nunca vai assumir os riscos de tal relação, que nunca vai se assumir, te assumir, que não vai dar à cara a tapa e que indiretamente te dá a entender que; por mais "amor"(ou atração) que exista entre vcs; tu não vale tais atos. Aí é tarde, pq tu já sofreu horrores, talvez tenha sentido na pele teu próprio veneno, mas aprendeu a lição com a dor e viu que vai chegar o momento em que tu vais cansar e o amor acabar. E aí, tudo é festa de novo FM!