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fevereiro 19, 2010

Encontros e desencontros

Por 20 minutos, maravilhosos. Uns 20 minutos. Um beijo atrás do outro. Meu deus, eu te amo tanto, eu pensava e sentia os nossos lábios se encostando de novo. Tentava trazê-la para cima de mim, mas ela resistia. Mais alguns beijos. Tentava subir em cima dela e ela me empurrava de volta para o seu lado. Droga. Puxava-a contra mim e tentava virar de novo, mas caía sozinha encostada na cama. Ela continuava do meu lado, persistentemente.

_Vem aqui... – eu sussurrava e a beijava de novo, pressionando sua cabeça contra o lençol, subindo em cima dela com as mãos na sua cintura, nas suas pernas ou no meio delas, enfim.
_As meninas vão ver... – ela me empurrava, novamente.
_Elas estão dormindo, Mia... Vem cá... – eu insistia.
_Não, não.

De repente, me cansei. Porra, nós não somos crianças. Encostei as costas no colchão e passei as mãos no rosto. Isso vai acabar comigo, suspirei. Por mais que aquilo fosse novo, não era tão novo e tinha limite. Eu não queria ela dali uns dias, eu queria agora. E eu ia conseguir.

_Meu, não dá mais – levantei e ela se apoiou na cama, me olhando assustada – olha, eu... eu vou dormir na sala. Eu vou para a sala, está bem?

Ela consentiu com a cabeça, ainda surpresa, e eu saí. Deixei-a sozinha e fechei a porta. O corredor estava mais escuro ainda. A casa estava morta, vazia. O silêncio dominava todos os cômodos. Deitei no maior sofá da sala e esperei, completamente isolada. Nada se movia. Pelo amor de deus, aparece..., eu pensava, não me deixa aqui sozinha. A ansiedade me consumia violentamente e minhas mãos judiavam do meu cabelo, do meu rosto, do meu corpo todo. Maldição.

A Mia não aparecia e eu estava prestes a enlouquecer. Devia ter ficado lá, raciocinei, quem sou eu para reclamar de beijos? Eu deveria estar de joelhos por essa menina só por ela estar me beijando. Porém, logo toda minha razão momentânea sucumbiu à idéia de estar efetivamente de joelhos entre as pernas da Mia. Eu não presto, pensei e ri.

Decidi que precisava de um cigarro, mas havia deixado o meu maço e toda a minha discrição no quarto. Não queria entrar para pegar. A Mia não ia mesmo vir para a sala e eu não queria ter que encontrar com ela de novo. Vai parecer que eu fui lá por causa dela, mas que droga. Aquilo não ia pegar bem... Só que, por outro lado, eu realmente precisava de um cigarro naquele momento.

Após alguns segundos de indecisão, me levantei e andei na direção do corredor. Vamos acabar logo com isso, pensei. No entanto, no meio do caminho, trombei com a Mia no escuro. Literalmente, nos trombamos. O meu corpo no dela, desajeitadamente. Não havia a visto parada ali e nem poderia, estava escuro demais para se ver qualquer coisa.

_ O que você está fazendo?
_Eu ia pegar um cigarro... O que você está fazendo?
_Eu... eu ia te encontrar – ela disse, envergonhada, como se tivesse feito algo errado – ...não era para eu te encontrar?!
_Era. Era, sim – eu sorri, aliviada.

Ela veio, pensei.

9 comentários:

Nana disse...

Mais, mais, mais!
;*

Mah disse...

Café, mor?! Demorou! Caféééé hahahahahahaha
Mas que enrolaçãããooo, meu deus. Exijo um novo post logo!

This just get better and betteeeer ;)

Amanda P. disse...

garota dificil....rs....assim q é gostoso! =)

Mikaylla disse...

Ain, que lindas ^^

Ma disse...

Mais, mais, mais!
;*

Juliana disse...

Aaaaaiiiii q ódiooo qdo acaba!!!

Mto mto mtooooo bom!!!

Fê disse...

posta mais gata!!!! ta arrebentando

Cris. disse...

Ai que ódio quando acaba 2!
[deixa eu ler o resto! *.*]

Ianca' disse...

Velho, eu queria expressar meus sentimentos especialmente por esse post, ele consegue provocar um turbilhão de sensações e arrepios múltiplos, tá de parabéns, não me canso de lê-lo e relê-lo!
Mel, me ensina cara :P
Beijoos
;**