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janeiro 08, 2010

Ausência

Na semana seguinte, ela não apareceu. E nem na outra. Era como se ela estivesse inventando desculpas para me evitar, já que o Fer agora estava sempre fora de casa. Merda. Duas semanas sem vê-la parecia uma eternidade, principalmente dadas as circunstâncias.

Eu estava prestes a enlouquecer. Ia dormir pensando nela, acordava pensando nela e a tortura se estendia por todo o dia. Não conseguia me concentrar no trabalho, perdia a fome, não sabia o que fazer. Estava a um passo de me comprometer terrivelmente e pedir o endereço dela para o Fer, a fim de me fazer de idiota em frente ao prédio dela – o que era uma péssima idéia, não importa o ângulo que se veja.

Mia, Mia, Mia... Era tudo o que eu conseguia pensar. Onde foi que você se meteu? Onde foi que eu me meti? Que inferno.

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