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janeiro 23, 2010

A Festa 3b

_Para, para... – a Mia disse, de repente, me empurrando para trás.

Olhei para ela, sem entender, enquanto ela recuperava o fôlego. Por um momento, me ocorreu que a culpa talvez pudesse ser minha. Ultrapassei o limite, pensei, arrependida de não ter me contido um pouco mais. Ela ajeitou o cabelo e eu o meu; as nossas roupas estavam bagunçadas. Ficamos em silêncio. O que aconteceu? Eu a observava de uma distância pequena, a menos de um passo dos seus pés, enquanto a Mia olhava para baixo, expressando certa confusão. Havia desespero nos seus gestos:

_Por que você está fazendo isso? – perguntou, do nada, dirigindo o olhar novamente para mim.
_Eu?

Ela ficou quieta, de novo. Tinha os olhos marejados. Parecia hesitar, como se tivesse recuperado a consciência, caído em si. Abaixou o olhar mais uma vez para o chão. Não faz isso. Me aproximei e toquei o seu ombro levemente com a mão. Ela ergueu a cabeça e me encarou, receosa. Meu deus, não perde de mim. Por favor, pensei, com medo de que ela fosse se afastar e que aquilo não passasse de um sonho que mal começou. No entanto, sem que eu esperasse, ela me beijou.

Colocou as mãos em volta de mim, me abraçando, e me beijou. Demoradamente.

Aquilo estava acabando com qualquer sanidade que o whisky deixou em mim. Porra, mulher. Ela apertava seu corpo contra o meu e nós voltamos a nos pegar, cada vez mais intensamente. Encostei-a mais uma vez na parede e ela me agarrou indiscretamente, me puxando pela camiseta. A essa altura o meu corpo inteiro estava fervendo. Abaixei os braços, sem tirar a boca da dela, e fui subindo as mãos pelas suas pernas, levantando lentamente o seu vestido. Indecente pra caralho.

Até que, de repente, ela segurou as minhas mãos, me impedindo. E tornou a me afastar.

_Porra... – reclamei, encostando na parede oposta e recuperando o fôlego – isso é tortura, Mia!

Ela me olhou de volta, sem dizer nada.

_Meu... Você não tem noção do que você faz comigo, garota. Do que eu sinto só de ficar no mesmo quarto que você, isso... – me referi aos beijos, ofegante – Isso é insuportável, não é justo – eu ri – Você vai me matar.
_O que você quer de mim? – ela me questionou, séria.

Parecia indignada, como se eu a tivesse ofendido. O sorriso logo sumiu do meu rosto, achei que estávamos fazendo isso juntas. Fiquei confusa.

_Como assim? – eu disse, sem entender.
_Você quer que eu seja justa? Quer mesmo? Por que isso é errado e você sabe – ela parecia se desesperar com a ideia, bêbada – Isso tudo que a gente está fazendo não é "justo". Nem comigo, nem com o Fernando e nem com você.
_Você tá falando sério?
_Na boa, eu não sei o que você espera de mim.
_Eu não espero nada de você, eu só...
_Ótimo. Então vamos ser "justas" e acabar de vez com isso – fechou a cara –, antes que se torne um absurdo ainda maior.
_Que seja, Mia...

Suspirei, já de saco cheio. E saí do banheiro, batendo a porta atrás de mim, puta da vida. Larguei a Mia lá e voltei para a festa. 

6 comentários:

Ketty disse...

Aah que pena...
Mia sua Filha da mãe :x
Nao demora pra posta please
nao me deixa mais curiosa!
;*

Juliana disse...

Morri!!!!!!!

Sem comentarios.

Mah disse...

Aah babyy, quero ler maaais!
Posta mais hooje hahahaha Isso está fantásticoo! ♥

;* ;*

Friends ♥ disse...

Porra.... que garota indecisa essa Mia...

Bjos Garota do Blog!!! :D

Gehh Santos disse...

Puta que pariu!!!

Sem mais.

lu disse...

Hahaha! FM é dez, cara!
Como pode? :)